14abr/1424

Ferrari resolve continuar arriscando

Sério e preocupado, a expressão mais comum de Domenicali nos últimos anos

Sério e preocupado, a expressão mais comum de Domenicali nos últimos anos

Stefano Domenicali foi embora. Se pediu demissão, como anunciado oficialmente, ou foi mandado prá rua, pouco importa. Com ele, encerra-se uma era em que a Ferrari conquistou apenas um título em cinco temporadas, o de Construtores em 2008. Mas não dá para dizer que foi uma gestão fracassada. Em três deste cinco campeonatos, um piloto da Ferrari disputou o título até a última corrida, coisa que a McLaren, a Brawn/Mercedes e a Lotus, vencedoras de múltiplas corridas neste período, não conseguiram.

Mas Ferrari é Ferrari e o início ruim do time nessa nova era V6 custou o cargo de Domenicali. Ele havia cometido alguns erros em sua gestão - a demissão de Aldo Costa em 2011 julgo ter sido o pior deles - e sobrevivera a anos difíceis como este mesmo 2011 ou 2013. Foi um chefe de equipe simpático no trato com as pessoas e muito habilidoso na intrincada política interna de Maranello.

Eu acho que a responsabilidade das mazelas da Ferrari neste ano seja do chefe de motores Luca Marmorini e sua equipe - e não vejo muito sentido em mandar o chefe do time embora depois de apenas três corridas. Mas a mudança no comando do time já se desenhava há tempos e uma hora tinha que acontecer. Embora tenha sido o time que mais conseguiu desafiar a Red Bull nos últimos anos, os italianos sempre deram a impressão de ficar no “quase”. Faziam carros eficientes, mas com uma abordagem conservadora, impedindo que o modelo tivesse aquele algo a mais que garantisse uma fileira de títulos como na era Todt/Byrne/Brawn/Schumacher.

A nomeação de Marco Mattiacci é um passo arriscado nos lados de Maranello - o segundo em poucos meses, depois da decisão de colocar Kimi Raikkonen, um campeão do mundo, para correr com Fernando Alonso. Mattiacci é jovem, gestor competente da marca Ferrari na América do Norte, mas sem nenhum tipo de experiência na gestão esportiva. Pode ser um fracasso total, já que a história recente da F-1 premiou com vitórias chefes que vieram de dentro do automobilismo como Christian Horner, Eric Boullier, Martin Whitmarsh e o próprio Stefano Domenicali.

Mas não vamos esquecer de um tal Flavio Briatore, polêmico até o último fio de cabelo branco, mas que desembarcou na Fórmula 1 sabendo apenas como se geria uma cadeia que confeccionava roupas e amealhou um punhado de títulos e vitórias pouco mais de uma década comandando equipes na categoria.

12abr/148

Credencial – GP do Bahrein 2014

O que fez dessa corrida tão emocionante? Quais as táticas que estavam em jogo? Quem brilhou numa corrida cheia de movimentação, quem saiu perdendo? Como sempre, a equipe do TotalRace saiu em busca dessas respostas e pude trazer também um pouco do ambiente que vivi no paddock do circuito do Sakhir. Algumas perguntas dos leitores do blog também foram respondidas. Ouça, baixe, divulgue o Credencial!

11abr/1465

Melhor que a encomenda

Respeito sim, deferência não

Respeito sim, deferência não

Faltavam apenas oito voltas para o final do GP do Bahrein quando Daniel Ricciardo partiu para o ataque. Aproveitou o uso da asa traseira móvel para colocar de lado na freada para a primeira curva e deixar Sebastian Vettel para trás. O alemão ainda tentou o troco na reta seguinte, mas o australiano defendeu bem a linha de dentro. Três voltas depois, ele ainda ganharia a posição de Nico Hülkenberg para terminar a prova em quarto lugar.

Encerrada a prova, coube ao chefe do time Christian Horner reconhecer: o australiano de Perth está se saindo melhor do que o esperado. “Ele está superando nossa expectativa. Suas manobras provam que ele pode lutar com os melhores do grid. Isso mostra o quanto é difícil avaliar um piloto com um material ruim nas mãos. Isso atrapalha o potencial deles. Sabíamos que Daniel era bom, mas ainda não estava claro exatamente o quão bom”.

A notícia é boa para o time. Não fosse a polêmica desclassificação de Ricciardo no GP da Austrália, cujo recurso será julgado na semana, estaria a Red Bull ocupando a vice-liderança no Mundial de Construtores. Isso com um carro que mostra bom potencial, mas longe ainda de sua performance máxima.

A má notícia é que quando o esperado crescimento de performance ocorrer, o time terá de recortar a desvantagem para a dupla da Mercedes com seus pilotos dividindo pontos entre si. Ao contrário do que se esperava até dentro do time, Ricciardo já anda na mesma toada de Vettel. No Bahrein, se mostrou mais eficiente que o alemão na conservação dos pneus.

O tetracampeão não demonstra nenhum sinal de inquietação com isso. Parece ciente de que não terá vida fácil na briga interna do time. Sabe também que cresceu como piloto nas temporadas em que Mark Webber o superava eventualmente. Mas certamente não esperava que, quando o carro melhorar, terá concorrência interna na difícil tarefa de descontar a vantagem que a dupla da Mercedes terá somado até então.

A principal diferença para Webber é que Ricciardo encara a briga com um sorriso no rosto. Seja um final de semana bom ou ruim, ele demonstra otimismo e motiva seus mecânicos e engenheiros. Webber não conseguia isso ao optar por reclamar ao invés de trabalhar. Uma tática que nunca rendeu dividendos.

(Texto da coluna "Direto do Paddock", publicada nesta semana no Diário Lance!)

10abr/1428

Apimentando o show

Emoções assim em 19 finais de semana por ano, duas vezes por final de semana

Emoções assim em 19 finais de semana por ano, duas vezes por final de semana

A Fórmula 1 ainda vivia um clima de “Armageddon” na quinta-feira passada, quando os jornalistas presentes no Bahrein se encontraram num restaurante no centro de Manama, numa recepção oferecida pelos organizadores. A Ferrari tinha acabado de iniciar um ataque orquestrado ao novo formato da categoria, com Fernando Alonso dizendo que os carros eram lentos demais ao mesmo tempo em que o time divulgava uma pesquisa em que uma larga porcentagem dos participantes se mostrava insatisfeito com a F-1 2014.

Ninguém ali dava muita bola para a agenda dos italianos. Mas a preocupação com a qualidade das corridas - não do formato - existia. Depois de comer algo, cheguei à mesa de colegas ingleses que estavam bastante animados. “Encontramos a solução para a Fórmula 1”. A ideia é explicada à exaustão no artigo de Jonathan Noble no site da Autosport, mas vale colocar aqui algumas linhas gerais dela.

O grid seria definido numa “mini-corrida” aos sábados, iniciada com os carros em movimento e com o grid dela determinado pela classificação do campeonato, só que invertida. Assim, teríamos no sábado na China uma largada lançada com Jules Bianchi na frente, seguido de Pastor Maldonado, Marcus Ericsson, Kamui Kobayashi, Max Chilton, Esteban Gutierrez, etc. Os seis do fundão seriam, pela ordem, Sebastian Vettel, Jenson Button, Fernando Alonso, Nico Hülkenberg, Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Ao final de cada volta, o último colocado seria eliminado recebendo uma bandeira preta (ou uma sinalização no volante, por exemplo), determinando assim sua posição no grid. Na 22ª volta, teriam dois carros na pista e quem terminasse à frente largaria na pole position.

É uma ideia radical, sem dúvida, e uma quebra fundamental com a tradição da Fórmula 1. Parece alguns conceitos malucos que damos risada quando vimos em outras categorias. Foi minha primeira reação. Mas, depois, tive de dar razão a Noble e aos outros colegas Will Buxton, Jason Swales e Ben Anderson. A “mini-corrida” no sábado seria de levantar da cadeira, começando com o líder e o vice-líder do Mundial como os principais candidatos a largar em último.

E certamente o grid da corrida do domingo, a que vale pontos, seria bem misturado. Imagine que legal ver quem tem o melhor carro tendo de se recuperar a partir do meio ou do final do pelotão. Com os caras mais lentos fazendo o diabo para se segurar lá na frente.

O formato ainda seria uma benção para patrocinadores, especialmente dos times pequenos, que ganhariam uma exposição maior aos sábados, principalmente, e também aos domingos, pois largariam em posições mais relevantes.

É curioso pensar também nas implicações desta ideia no projeto dos carros. Ao invés de eficiência aerodinâmica para garantir estabilidade nas curvas, os modelos passariam a priorizar tração e velocidade final de reta para fazer ultrapassagens.

Sim, é uma que quebra todo o conceito histórico das corridas - ou não, nas grandes corridas dos anos 30, muitas vezes a ordem de largada era determinada por sorteio. Mas em tempos em que os dirigentes introduzem idiotices como a pontuação dobrada na última corrida, prefiro uma loucura dessas, que garantiria movimentação para todas as corridas do ano - imagina só o que seria o GP de Mônaco!

Não é algo para levar muito a sério, mas um exercício interessante de antecipar como seria a F-1 com essa cara. O que você acha?

8abr/1438

Pilotos felizes

Perez foi um dos que se divertiu no Bahrein - e ainda foi ao pódio no final

Perez foi um dos que se divertiu no Bahrein - e ainda foi ao pódio no final

Faltam dedos para contar o número de vencedores do GP do Bahrein: Lewis Hamilton, que somou 25 pontos e mostrou para o companheiro Nico Rosberg que é capaz de superá-lo mesmo numa corrida em que não está totalmente à vontade com o carro; a equipe Mercedes que evidenciou num traçado feito sob medida para o W05 como é abissal sua vantagem sobre o resto no momento; Sergio Perez que conquistou o primeiro pódio da Force Índia em cima do badalado - e ainda sem pódio na carreira - Nico Hülkenberg; Daniel Ricciardo que veio lá de trás e quase beliscou um pódio que tanto merecia - e deixando o companheiro Sebastian Vettel pelo caminho; Felipe Massa que fez uma largada excepcional e chegou logo à frente do companheiro Valtteri Bottas depois de superado por este na classificação.

Mas é claro que a maior vitória foi da própria Fórmula 1. Justamente quando as críticas ao novo formato se acirraram, com ataques direto de Bernie Ecclestone, da Ferrari e da Red Bull, acontece uma corrida fora-de-série como a do Bahrein. Nesta coluna escrita há alguns dias, eu demonstrava minha preocupação com a qualidade das provas e achava que um espetáculo bom tornaria secundárias as secundárias discussões sobre som e estética dos carros. O espetáculo veio. A repercussão dessa corrida no mundo todo mostra isso. Acho que desde o GP do Brasil de 2008 não sou tão abordado por gente que não acompanha a F-1 mas sabe que eu trabalho nela.

O fato é que no circuito do Sakhir, por uma conjunção de fatores, o lado mais legal do novo pacote veio à tona: a maior responsabilidade dos pilotos em suas ações. Com o carro não tão “no chão” nas curvas, tivemos mais pilotos arriscando nas freadas, mas pequenos erros na reaceleração e, com tudo isso, mais trocas de posição.

“Foi como se eu atirasse para todos os lados, durante toda a corrida. As disputas foram uma loucura, uma após a outra, saindo faísca. Foi como nas provas de kart do passado. Foi legal e muito divertido”, avaliou Nico Hülkenberg ao AutoMotor und Sport. Pude ver essa mesma satisfação no rosto de vários pilotos no cercadinho das mídias eletrônicas logo após a prova.

Não há nenhuma garantia que o GP da China seguirá a mesma linha. Mas o Bahrein mostrou para vinte e um pilotos do grid que dá para arriscar e se engajar em disputas por posição de maneira razoável. O vigésimo-segundo, Pastor Maldonado, parece um caso perdido. Vai ser legal se a turma levar essa atitude para as etapas seguintes.

6abr/1483

Esporte espetacular

Pega daqui, pega dali

Pega daqui, pega dali

O domingo aqui no Bahrein começou com um “Tour de Force” de Bernie Ecclestone e Luca di Montezemolo pelo paddock, falando mal da Fórmula 1 para qualquer microfone disponível: o chefão da categoria afirmando que o novo formato era “inaceitável” para os torcedores, o presidente da Ferrari reiterando que os pilotos pareciam taxistas que precisam economizar gasolina. Horas depois, os dois deixavam o paddock do Sakhir com a corrida ainda em andamento, derrotados por uma das provas mais emocionantes dos últimos anos.

A vitória do esporte foi simbolizada na disputa pela vitória protagonizada pela dupla da Mercedes. Lewis Hamilton e Nico Rosberg duelaram pela liderança após a largada, na parte inicial da corrida e nas voltas finais. A única orientação da equipe, feita pelo rádio através diretor-esportivo Paddy Lowe, foi para que duelassem se certificando que ambos terminassem a corrida. Hamilton superou Rosberg por apenas um segundo na bandeira quadriculada.

"Eu e Nico não tínhamos uma corrida assim desde os tempos do kart. Na nossa primeira corridas juntos no kartismo, ele liderou o tempo inteiro e eu o ultrapassei na última volta para vencer. Achei que hoje ele faria o mesmo comigo e daria o troco. Foi incrivelmente difícil mantê-lo atrás de mim".

Derrotado na pista mas ainda na liderança do campeonato, Rosberg também destacou a disputa acirrada. "Foi uma grande batalha, mas infelizmente não consegui fazer as coisas acontecerem hoje. Lewis fez um grande trabalho de defesa, foi uma grande luta e é para isso que estou aqui. Para disputar desse jeito. Foi um bom dia para o esporte, o que é importante, porque recebemos muitas críticas recentemente. Acho que todos ficaram mais quietos depois dessa prova", disse o alemão.

As disputas também correram soltas nas posições intermediárias e se acirraram nas voltas finais depois de um curto período de neutralização de Safety Car. Foram várias disputas entre companheiros de equipe e carros com performance similar, como Force Índia, Red Bull, Williams e Ferrari. Como explicar isso? Foi o que perguntei ao engenheiro-chefe da Williams, Rob Smedley. "Um fator para explicar tanta emoção foi que haviam várias equipes com os dois carros andando próximos um do outro e isso sempre propicia corridas emocionantes, já que eles possuem ritmos semelhantes".

Um dos times envolvidos na briga do pelotão intermediário, a Williams deixou o Bahrein com um gosto amargo. A aposta numa estratégia de três paradas acabou não pagando dividendos pela entrada do Safety Car no final Felipe Massa terminou em sétimo e Valtteri Bottas, em oitavo. Mas o brasileiro vislumbra que um quarto lugar ou mesmo um pódio teria sido possível.

"Foi uma pena. O Safety Car não foi um bom negócio para a nossa corrida, nossa estratégia. Nosso ritmo era bom, estávamos brigando com a Force India o tempo todo e essa briga poderia ter durado até o final. É difícil projetar, mas a posição poderia ter sido melhor, talvez duas, três ou quem sabe até quatro posições à frente", projetou.

Massa, que costuma largar bem, fez uma das melhores saídas de sua carreira, pulando de sétimo para terceiro antes mesmo da primeira curva. Mas, além do Safety Car, acabou perdendo tempo também em diversas disputas com o companheiro da Williams. Mesmo assim, se mostrou satisfeito de não ter ocorrido interferência por parte do time dessa vez, ao contrário do que houve na Malásia.

"Sem dúvida que um rádio parecido com o da última corrida até poderia ter me ajudado mais", brincou. "Mas a estratégia e a conversa foram bem claras. É briga e vamos brigar, sem dúvida. O que aconteceu na Malásia foi o certo e acho que isso ficou claro para todo mundo que assistiu a prova e até para as outras equipes também. Estou aqui para disputar, não estou aqui para ser o ‘queridinho’ dentro do time, mas para disputar na condição certa".

Sua única bronca ficou reservada para Sebastian Vettel, a quem tentou ultrapassar perto do final, mas acabou espremido para fora da pista. "Acho que ele merecia uma punição sim. Ele deveria ter deixado o espaço de um carro quando eu coloquei de lado. Isso faz parte da nossa regra, é uma mudança que entrou em vigor dois anos atrás depois de uma situação ocorrida justamente na corrida do Bahrein", afirmou. O incidente nem chegou a ser investigado pelos comissários.

A briga com Massa foi o menor dos problemas de Vettel, que saiu do Bahrein eclipsado pelo combativo companheiro de equipe Daniel Ricciardo. O mesmo vale dizer do excelente final de semana de Sergio Perez na Force Índia. Foi o dia em que a Fórmula 1 deixou para trás as ordens de equipe para investir no duelo entre companheiros de equipes, além de esbanjar em ultrapassagens e emoção.

Hoje, vale celebrar a vitória do esporte e torcer com todas as forças para o resto da temporada seja nessa toada.

E você, o que achou do GP do Bahrein?

5abr/1427

Na hora certa

Tudo jóia para Nico Rosberg

Tudo jóia para Nico Rosberg

O domínio da Mercedes neste início da temporada de 2014 ganhou um tempero especial no treino de classificação. Ao longo do final de semana, Lewis Hamilton vinha superando Nico Rosberg a cada sessão, imprimindo uma superioridade parecida com a que tinha demonstrado há uma semana na Malásia. Mas o alemão deu o troco no momento decisivo e vai largar na frente pela primeira vez no ano, quinta na carreira. E aplicou um discurso na linha de Muricy Ramalho para explicar a virada.

- Eu gosto de trabalhar, de olhar os detalhes depois de cada sessão de treino e entender onde posso melhorar. O resultado disso foi que eu estava muito feliz com o carro na classificação, o acerto estava bom e eu pude tirar tudo dele - afirmou.

Segundo colocado no grid, Hamilton tinha no rosto a expressão da decepção. Errou em sua última tentativa e sabe que pode pagar o preço de largar do lado sujo da pista na corrida deste domingo. Mas preferiu valorizar o trabalho do companheiro de equipe ao invés de buscar desculpas.

- Nico é muito rápido aqui. Foi assim no ano passado quando ele fez a pole. Já esperava ele rápido neste final de semana e certamente ele será veloz na corrida. Mas tudo pode acontecer, então vou continuar concentrado e torcer para um dia melhor para mim.

Quem precisa de um dia melhor é Felipe Massa. O companheiro de equipe Valtteri Bottas colocou o carro em terceiro no grid de largada, ilustrando seu potencial. Já o brasileiro errou nas duas tentativas que fez no Q3 e vai largar apenas em sétimo. Ele vê potencial para ganhar posições, mas reconhece que a briga nesse segundo pelotão será acirrada.

- A Mercedes está lá na frente, eles vão competir entre eles. Mas, depois, a diferença é pequena para muitos carros. E se você não faz a volta perfeita, acaba perdendo muitas posições, foi o que aconteceu comigo. Não será uma corrida fácil. O desgaste de pneus existe mesmo sendo à noite. Vamos tentar gastar o mínimo possível para ter um carro competitivo na corrida - disse Massa.

Outros destaques do treino: a boa performance de Daniel Ricciardo, que se classificou em terceiro mas larga dez posições atrás pela punição recebida após a prova da Malásia; Sergio Perez sendo claramente superior a Nico Hülkenberg o final de semana todo; Kimi Raikkonen batendo Fernando Alonso pela primeira vez no ano; Sebastian Vettel pagando o preço do erro cometido no treino livre, que danificou uma parte do motor que não pôde ser consertada para a classificação.

Agora é rezar para a corrida ser movimentada. Estratégia é óbvia e a mesma da Malásia: duas paradas, usando o composto duro o menor tempo possível.