23jul/144

Credencial – GP da Alemanha de 2014

Uma corrida emocionante, com muita ação na pista e pouco público nas arquibancadas. A equipe do TotalRace debate diversos temas relativos ao GP da Alemanha: o acidente com Felipe Massa na primeira volta, a vitória de Nico Rosberg, os destaques positivos e negativos da corrida e ainda responde às dúvidas de diversos ouvintes. Com Gabriel Lima e Luis Fernando Ramos

21jul/1415

O vazio de Hockenheim

Sobraram lugares até mesmo na arquibancada mais cheia de Hockenheim

Sobraram lugares até mesmo na arquibancada mais cheia de Hockenheim

Na cantina que fica no fundo da sala de imprensa de Hockenheim estão pendurados vários quadros com fotos de corridas do passado no circuito. Uma do final dos anos 70 traz uma vista de cima dos boxes enquanto a Copersucar de Emerson passa pela reta 
 - fico fascinado em ver a simplicidade do evento, com um paddock apertado e seperado da área de circulação por uma simples cerca.

Quando olhava outra imagem da Lotus de Jochen Rindt na primeira corrida de F-1 na pista, em 1970, um jornalista alemão chegou do meu lado e apontou para o público que estava no fundo da imagem: “eu estava por aqui, criança ainda. Meu irmão mais para cá, meu pai um pouco para baixo. Tinha tanta gente, mas tanta gente que não deu para sentarmos juntos. Mas não me importei: só queria ficar ali vendo os carros passarem”.

Hockenheim é um circuito que colocava fácil 100 mil pessoas para ver provas de Fórmula 2 nos anos 80. E muito mais do que isso no início da década passada, auge da era Schumacher na Fórmula 1. Ontem foram 52 mil de acordo com os organizadores (parecia menos), um público pífio para um GP da Alemanha. A soma do final de semana todo ficou em 90 mil, em números oficiais.

Vale entender alguns dos motivos que levam a isso:

1) Ingressos: A sanha absurda de Bernie Ecclestone em fechar contratos fora da realidade com os organizadores de corrida os obrigam a colocar os preços lá em cima. E o torcedor que assume pagar isso recebe muito pouco em troca: não dá nem para chegar perto do paddock e o contato com os pilotos fica resumido a uma sessão de autógrafos na quinta-feira - quando a maioria dos fãs nem se deslocou para o local da corrida por estar trabalhando - e a curta entrevista no pódio com os três primeiros da prova. No domingo anterior, em Sachsenring, a MotoGP levou 90 mil pessoas para a pista apesar do calor forte e da Alemanha jogar uma final de Copa do Mundo no final do dia.

2) Crise de imagem: é o principal problema que aflige a Fórmula 1 hoje em dia - e que será bastante explorado aqui no blog nas próximas semanas. Falta estratégias de divulgação e comunicação para traduzir o que o esporte tem de bom para novos torcedores. Regras complicadas dificultam isso ainda mais.

3) Pilotos: o típico fã alemão de Fórmula 1 não tem a menor identificação com Nico Rosberg e nem com a Mercedes. Os torcedores gostam de tomar muita cerveja, acampar e fritar salsichas. Vêm da classe trabalhadora, como Michael Schumacher e Sebastian Vettel - o primeiro bem mais popular que o segundo por ter, de sobra, o mesmo jeito meio “bronco” dos fãs. Uma turma dessas não vê a menor graça no menino bem-vestido, criado em Mônaco e poliglota.

4) Fase: muitos jornalistas alemães acham que os efeitos do "boom" da F-1 gerado por Michael Schumacher no grande público já acabou. O país teria vivido ondas de entusiasmo temporário semelhantes com o tênis - nos anos 80, com Boris Becker surgindo aos 17 anos depois de ganhar Wimbledon - e com o salto de esqui - no início da década passada, com uma boa geração de saltadores liderada por Sven Hannawald.

5) Revezamento: o sistema de revezamento também prejudica o GP alemão. Um exemplo: em Silverstone, soube dos organizadores que eles começaram a vender entradas para 2015 na segunda-feira logo após a prova - e que é a semana em que se vende o maior número de ingressos, pois a corrida anterior ainda está fresca na memória do torcedor. Na Alemanha, com o revezamento, isso é impossível fazer.

6) GP da Áustria: a prova deste ano em Spielberg foi um sucesso absoluto de público e atraiu muita gente da Alemanha. Era uma semana com feriado prolongado a partir de quinta-feira, havia o apelo de um evento “novo” no calendário e com opções de hospedagem bem mais baratas. A opção por trocar Hockenheim por Spielberg foi óbvia para muita gente.

20jul/1433

A solidão do corredor de longa distância

O único momento de tensão de Rosberg hoje em Hockenheim

O único momento de tensão de Rosberg hoje em Hockenheim

O Grande Prêmio da Alemanha foi bastante agitado em Hockenheim, com inúmeras trocas de posições e boas disputas baseadas em estratégia. Menos para o vencedor. Nico Rosberg largou da pole position e jamais sofreu qualquer tipo de ameaça ao longo das 67 voltas da prova para garantir a sua sétima vitória na carreira, quarta na temporada e primeira em seu país natal.

- Hoje não houve realmente qualquer tipo de pressão, a não ser o medo de uma entrada do Safety Car perto do final quando o carro de Adrian Sutil ficou rodado no meio da reta dos boxes. Mas nunca há uma corrida fácil. Você precisa se manter concentrado o tempo todo e é preciso tomar com cuidado com retardatários que muitas vezes estão disputando posições entre si.

Foi também o primeiro triunfo da Mercedes num GP da Alemanha em 60 anos - Juan Manuel Fangio ganhou com um carro da marca a corrida em 1954, disputada em Nürburgring.

Em Hockenheim, as emoções ficaram reservadas para as posições seguintes. Valtteri Bottas celebrou seu terceiro pódio consecutivo depois de imprimir um ótimo ritmo de corrida e de saber usar com inteligência seu equipamento para se defender dos ataques de Lewis Hamilton nas voltas finais.

- Quando vi ele chegando nos espelhos, e com pneus supermacios, sabia que deveria segurar seus ataques iniciais para fazer a borracha dele superaquecer. No final, ele conseguiu me pressionar até a última volta, mas trabalhamos bem nas regulagens de motor e conseguimos deixá-lo atrás. Estar pela 3ª vez seguida no pódio é uma ótima sensação.

Terceiro colocado, Lewis Hamilton viu Rosberg ampliar sua vantagem na tabela para 14 pontos - 190 a 176. Mas o inglês da Mercedes preferiu destacar os pontos somados depois de ter largado apenas da 20ª posição por conta do acidente sofrido na classificação do sábado.

- Infelizmente foi outro final de semana ruim. Tive novamente de fazer alguma mágica na corrida. Felizmente tudo se encaixou, não danifiquei muito o carro ultrapassando tantos outros e fico feliz com esses pontos conquistados.

O ótimo trabalho de Hamilton, porém, acabou relativizado pelo quarto colocado, o alemão Sebastian Vettel da Red Bull.

- Depois da primeira curva eu era terceiro e pensei que um pódio seria possível. Mas depois da minha primeira parada vi que Lewis estava na frente. Não dá para fazer nada. Ele pode largar de último ou com uma volta atrás que, com o ritmo e potência de motor que tem, consegue ir para o pódio.

Destaque também para as boas corridas de Fernando Alonso, quinto colocado, e Daniel Ricciardo, o sexto, que caiu para trás depois da confusão do acidente de Felipe Massa na primeira curva e fez nova corrida combativa.

Pela segunda corrida consecutiva - e pela terceira vez na temporada - Felipe Massa abandonou logo na primeira volta por conta de um acidente. Acabou colidindo com a McLaren de Kevin Magnussen na primeira curva do circuito. O pneu dianteiro esquerdo do carro do dinamarquês tocou o traseiro direito da Williams, que capotou. Massa deixou o cockpit ileso, mas profundamente decepcionado.

- Era mais um corrida em que tudo poderia acabar bem, o carro era bom, constante e eu largava de uma boa posição em terceiro. De novo, aconteceu um imprevisto logo no início da corrida. É difícil achar uma resposta para isso tudo - admitiu.

Os comissários da FIA consideraram o ocorrido um incidente normal de corrida. Massa admitiu não ter visto o carro de Magnussen.

- O Valtteri (Bottas) acabou largando um pouco mal e botei do lado. É claro que dividir a curva por fora com meu companheiro estava fora de questão, então tirei um pouco o pé e tinha outro carro ali. A diferença é que o Magnussen sabia que eu estava lá e eu não sabia que ele estava ali. Não entendi nada quando bateu.

Este novo abandono somado a mais um pódio de Bottas significa que o finlandês soma mais do que o triplo de pontos de Massa na tabela. Mas o brasileiro credita o quadro à série de infortúnios ao longo do ano. E garante:

- Sei do que sou capaz, o que posso fazer pela equipe, a minha velocidade. Não devo nada a ele. Posso fazer tanto quanto Bottas fez nas últimas corridas ou melhor. Não tenho nenhuma preocupação com isso. Fico feliz pela sequência de resultados dele, que fez por merecer pelo trabalho feito. Mas nossa equipe poderia estar bem na frente da Red Bull na tabela se tudo o que aconteceu comigo, incluindo o acidente da primeira corrida, não tivesse acontecido.

Ajude a enriquecer a próxima edição do Credencial com suas perguntas na área dos comentários!

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A trilha do post que inspirou o título é esta aqui.

19jul/144

Presente em alemão é “Geschenke”

"Pois é", diria Ari Toledo

"Pois é", diria Ari Toledo

Com um carro tão superior aos dos pilotos das outras equipes, a dupla da Mercedes sabe que a cada final de semana o único resultado que interessa é a vitória. E o caminho para Nico Rosberg vencer o GP da Alemanha ficou muito facilitado depois do treino de classificação. O alemão marcou a pole position e viu seu companheiro de equipe Lewis Hamilton bater logo no início da sessão depois de uma falha no freio dianteiro direito. O inglês ficou em 15º lugar no grid.

- Nico basicamente ganhou outro presente, amanhã será um dia duro, mas vamos fazer o que pudermos na corrida. Provavelmente vou largar do pitlane. Não sei o que vai acontecer, vou dar o máximo para me recuperar mas acho que os pilotos da frente terão ido embora antes que eu possa alcançá-los - avaliou Hamilton, que deixou o circuito com dores nas costelas, joelhos e tornozelos.

A necessidade de largar dos boxes ocorre pela troca da marca de freios que a Mercedes optou por fazer no carro do inglês. O time ainda tentaria alegar uma questão de segurança para colocá-lo, mas dúvidas também em relação ao câmbio do carro devem fazer prevalecer a opção de começar a corrida do pitlane.

O pole Rosberg jurou, sem convencer, que o problema com o companheiro de equipe tirava um pouco de sua alegria. Mas apontou com convicção que a classificação favorável não lhe garante nenhuma vitória.

- Nada está ganho, a Williams esteve bem também na Áustria. Vou continuar acelerando, tentar abrir vantagem, acertar a estratégia e acompanhar o clima. E tenho de ficar de olho em Hamilton. mesmo largando em 15º, com o carro que temos e o piloto que ele é, é possível que ele chegue em mim em algum momento.

A Williams aproveitou o problema de Hamilton para colocar o finlandês Valtteri Bottas na primeira fila, largando da segunda posição. Felipe Massa foi superado pelo companheiro por três décimos de segundo, culpou algum desequilíbrio no carro mas se mostrou animado para a corrida.

- O carro se comportou bem na simulação de corrida que fizemos nos treinos livres, com bastante gasolina, e acho que isso é importante para a prova. Largar em terceiro é positivo para nós. Continuamos como segunda força. Ainda tem um carro mais rápido, mas pelo menos conseguimos chegar mais perto deles - analisou.

Com Hamilton largando do fundo e a possibilidade de pancadas de chuva durante a prova, esse GP da Alemanha promete ser bem movimentado.

18jul/142

Que bonito é

Ôôôeeeeaaaaa

Ôôôeeeeaaaaa

Dentro da Fórmula 1 há um argumento a mais para quem acha que a Alemanha é hoje o país do futebol: são os jornalistas do país que se mexem para organizar uma partida de futebol anual entre o pessoal da imprensa. Uma partida como deve ser: com a diversão em primeiro plano e com o grande valor de permitir a confraternização de pessoas que convivem diariamente no mesmo ambiente mas que, pela correria do trabalho, mal se conhecem.

Mas não seriam alemães se a coisa não fosse bem organizada. Jogamos todos uniformizados, cortesia de um deles que trabalha no departamento de marketing da Pirelli e nos oferece as camisas 1 e 2 da Internazionale de Milão, time patrocinado pela marca - e, ao final da partida, podemos levar o mimo para casa. O prélio foi no campo do Fv 08 Hockenheim, a menos de um quilômetro do autódromo. Público: meia dúzia de usuários do bar do clube, justificadamente mais preocupados com suas cervejas do que com nosso divertimento.

Joguei de branco, no time do uniforme 2, na mesma posição que consagrou Felipe Motta no jogo de dois anos atrás: o de xerifão da zaga. Como o calor era infernal e a forma física não é mais a mesma do passado, optei por organizar um time com muita gente mais jovem e com mais gás do que eu. Além de contarmos com um abacaxi: o esloveno Miran.

Conheço a peça de várias outras pelejas nestes anos de F-1. Grandalhão, desajeitado, ele fica plantado no ataque sem se mexer. Seria uma versão europeia do Fred, com a diferença de que Miran reclama o tempo todo, mesmo sem fazer nada o tempo todo.

O primeiro tempo foi um desastre para o nosso time. Atacávamos com ímpeto, mas sem sucesso. E, sozinho e ineficiente nos duelos que fui, ficamos à mercê dos contra-ataques, indo para o intervalo perdendo de 4 a 1. Aproveitei a pausa para cobrar os colegas que jogavam na frente: “estamos bem, mas o problema é que vocês param quando perdem a bola. Não podemos desistir, precisamos atrapalhar eles nessa hora”.

Na segunda etapa, endureci a orientação, cobrando o time em inglês com a determinação de um Obdulio Varela do time uruguaio na decisão de 50. Deu certo: passamos a destruir as investidas deles, mesmo jogando com nove (mais o cone Miran e um alemãozinho perna-de-pau que parou de correr).

Nosso meio-campo também começou a jogar por música, acertando boas enfiadas de bola e explorando ataques pela linha de fundo. Fui observando orgulhoso nossa trupe internacional virando o jogo, comandados pelo catalão Oriol, que dá passes como Iniesta e perde gols como Fernando Torres. Viramos a partida para 7 a 4, encerrada depois que um jogador do time adversário caiu no gramado depois de ouvir seu joelho estalando numa matada de bola. Sete. Sete! Ganhei de sete!

Entre mortos e feridos, ganhamos todos - alemães, ingleses, brasileiro, espanhol, holandês, esloveno - pela diversão e distração ao final de um dia de trabalho. Fiz novas amizades com gente que nem sei o nome, mas que chamo de Paul Ince, Khedira e alcunhas similares. E saí com o orgulho reestabelecido depois de ouvir de vários colegas que o Brasil não perderia de sete se eu estivesse na defesa.

Touché, Felipão!

17jul/149

Goleada também no automobilismo

Campeã mundial na formação de pilotos

Campeã mundial na formação de pilotos

O sucesso da Alemanha na Copa do Mundo e a humilhante goleada imposta à Seleção Brasileira na semifinal geraram inevitáveis comparações sobre o estágio do futebol de lá e o de cá. Num resumo básico, foi a vitória do planejamento, investimento e esforço da federação alemã contra o caos, a ganância e a crença que só o talento resolve da brasileira.

Se a diferença no futebol é gritante, o que dizer do automobilismo? Nos últimos vinte anos foram onze títulos para pilotos do país - e Nico Rosberg lidera a disputa deste ano. A Alemanha também possui o maior número de pilotos no grid - quatro. A fonte de novos talentos parece inesgotável.

Resumir isso a um “efeito Schumacher” seria um erro. De fato, o sucesso do piloto gerou uma explosão no interesse do país pelo automobilismo. Com os torcedores, veio o apoio de empresas. Mas tudo isso foi fomentado e trabalhado pela federação local. Criou-se e manteve uma estrutura que permite o aprendizado e a evolução de pilotos talentosos.

Um exemplo: Nico Rosberg e Sebastian Vettel tiveram na Fórmula BMW suas primeiras experiências com um monoposto. Quando a montadora retirou o apoio à categoria de base para investir em outras coisas, a federação e um automóvel clube local entraram em ação para mantê-la viva. Hoje, ela existe como Fórmula ADAC.

A comparação com o Brasil é inevitável. A Fórmula Futuro criada por Felipe Massa fechou as portas quando perdeu o apoio da FIAT. A Confederação Brasileira de Automobilismo não moveu uma palha para evitar que isso acontecesse.

Aliás, não fazer nada tem sido a especialidade da CBA há tempos. A entidade vive do dinheiro de emissão de licenças e os promotores de eventos no país vivem às turras com ela. Na conta da CBA vai também o fechamento do autódromo de Jacarepaguá - e a construção de um novo autódromo para o Rio de Janeiro vai ficar na promessa.

O saldo disso é lamentável. Sem formar pilotos, o Brasil caminha para depois de Felipe Massa - ou talvez de Felipe Nasr - para não ter nenhum piloto do país na Fórmula 1. Nas pistas, a goleada da Alemanha é ainda mais humilhante.

(Texto da coluna "Direto do Paddock", publicada na edição de hoje do Diário Lance!)

15jul/1426

Uma solução para as sextas-feiras

Tem horas que bate um tédio...

Às vezes bate um tédio...

Arquibancadas e pista desertas, fãs entediados. Já há algum tempo a programação de treinos livres das sextas-feiras na Fórmula 1 não agrada à ninguém. Dentro do cenário de economia de equipamento que rege a categoria, a ordem é andar o menos possível, para não gastar muitos jogos de pneus ou componentes do motor.

Se chove então, a cena é ainda mais deprimente. Fãs que pagaram caro no ingresso ficam encolhidos, molhados e sentindo frio, enquanto olham para uma pista completamente vazia, enquanto as câmeras focalizam pilotos dentro dos boxes em rodinhas animadas de conversas em que o tema não parece ser F-1.

Enfim, é um desperdício de tempo e dinheiro para todo mundo.

Desde o ano passado, a MotoGP mudou o seu sistema de treino classificatório. Agora, a soma de tempos das três primeiras sessões de treinos livres de 45 minutos (duas na sexta e uma no sábado de manhã) determina os dez mais velozes que vão direto para o Q2 da classifição. Assim, o Q1 (que dura 15 minutos) é disputado por menos motos e apenas os dois mais rápidos passam para o Q2, disputado na sequência por apenas doze minutos para definir as primeiras doze posições do grid.

A adoção de uma ideia similar na F-1 seria simples e resolveria muito dos problemas. Se os dez melhores na soma de tempos da sexta-feira ganhassem um bilhete direto para o Q2, as sessões voltariam a ter apelo e trariam um enorme incentivo para os pilotos irem à pista para algumas voltas rápidas - algo que entusiasmaria os torcedores.

Eu sugeriria que o treino livre do sábado de manhã (o FP3) permanece livre, uma sessão de uma hora para os times trabalharem com mais calma no acerto para a classificação ou mesmo a corrida, como preferirem.

Assim, o Q1 teria apenas doze carros na pista (os doze mais lentos da sexta-feira), disputando seis vagas para o Q2. A partir daí, a disputa seguiria normal, com dezesseis carros começando do zero a luta por dez vagas para o Q3.

No final, a programação da F-1 permaneceria praticamente inalterada, apenas com as sessões de sexta-feira premiando os dez mais rápidos com um bilhete para o Q2. Haveria mais ação na pista, obrigaria as equipes a fazer ajustes na administração do equipamento e os torcedores teriam retorno pelo dinheiro gasto.

O que vocês acham?

12jul/143

TV Blogo – Keith Jarrett

Um dos meus baixista de jazz favoritos partiu ontem, aos 71 anos. Charlie Haden era um rei do improviso e, por conta disto, contribuiu para a música de lendas como Keith Jarrett e também Egberto Gismonti. Via como fundamental a espiritualidade do músico - não confundir com religiosidade - para que a alma também estivesse 100% presente no ato de tocar. No áudio acima, você escuta um bom exercício disso, com ele e Jarrett no início dos anos 70. Aperte o play e boa audição!

Categorias: Música 3 Comentários