23nov/140

O triunfo da inteligência

Um bicampeão pronto - e forte - para muito mais conquistas

Um bicampeão pronto - e forte - para muito mais conquistas

O brinco de diamante, os cordões de ouro, as calças chamativas e os tênis de cano alto estão presentes. Mas não devemos nos iludir: Lewis Hamilton não é mais apenas um piloto talentoso de origem humilde que se deslumbrou com o sucesso e a fama, assumindo um papel de “gangsta” que nada tem a ver sua origem.

Não é mais também um que conduz seu carro de Fórmula 1 com o coração, mas incapaz de usar a cabeça nos momentos decisivos. Na temporada em que conquistou seu segundo título mundial, o inglês mostrou que amadureceu, enterrando alguns conceitos - errático, sujeito à pressão - que seus próprios atos lhe imputaram no passado . Depois de oito temporadas na Fórmula 1, provou ser um piloto completo.

Afinal, esta era a temporada da inteligência. A introdução dos motores V6 e do avançado sistema de recuperação de energias térmica e cinética exigiriam mais do intelecto dos pilotos. Muitos acreditavam que Nico Rosberg se imporia num cenário assim. Mas foi Hamilton quem demonstrou ao longo do ano mais capacidade de se adaptar à nova realidade da categoria.

Houve apenas em um momento pontual um flash do velho Hamilton emocional demais. Foi no final de semana do GP de Mônaco. Hamilton jura que a manobra polêmica de Rosberg na classificação foi calculada - foi realmente um lance discutível -, mas perdeu claramente o equilíbrio interno durante um tempo. Pouco, na verdade.

O reencontro consigo mesmo aconteceu justamente em casa, na noite de sábado para domingo do GP da Inglaterra. Após cometer um erro na classificação que o relegou para  a sexta posição do grid, Hamilton passou horas conversando com o pai Anthony e o irmão Nicholas. Acalmou-se e, no dia seguinte, fez uma corrida fortíssima para vencer diante de seus torcedores.

Depois, mesmo nas corridas em que perdeu para Nico, teve uma performance global melhor ou pelo menos muito próxima da do companheiro de equipe. Trocou a velocidade inata (Rosberg fez muito mais poles) por um ritmo de corrida constantemente superior, com melhor gerência do desgaste de pneus.

A figura-chave da noite de Silverstone é o pai. Após anos de crise na relação, Anthony Hamilton reatou com o filho e passou a ser figura mais presente no paddock - enquanto a namorada Nicole e o cãozinho Roscoe ficaram longe. Foi o que bastou para resgatar o Lewis Hamilton dos tempos do kart, que batia na época, com facilidade, seus companheiros de equipe. Um deles era um alemãozinho chamado Nico Rosberg.

22nov/1416

Apertando a pressão

"Quer apostar que uma Williams vai ter ultrapassar na largada?"

"Quer apostar que uma Williams vai ter ultrapassar na largada?"

Nico Rosberg já havia previsto este cenário em sua cabeça. Na quinta-feira, aqui em Abu Dhabi, eu já perguntava a ele se via a possibilidade de alguma equipe desafiar a Mercedes na prova decisiva do Mundial, levando em conta que, mesmo com vitória, o alemão precisa que o companheiro Lewis Hamilton termine no máximo em 3º lugar. Ele não titubeou:

- Pode ser simples como uma Williams, por exemplo, tendo uma boa largada e ficando entre nós dois. Esta pista é uma das mais difíceis para se ultrapassar. A diferença de velocidade necessária para isto é muito grande aqui. É o exemplo de uma oportunidade. Mas existem também outros cenários, então estou otimista.

E o alemão vai para a corrida decisiva exatamente com este cenário desenhado: ele fez uma excelente volta no Q3 para garantir sua 11ª pole position do ano. Mais do que isso, jogou a pressão toda para cima de Hamilton. O inglês precisa apenas do segundo lugar para ser campeão, mas terá a dupla da Williams logo atrás - justamente o que Rosberg sugeriu. O alemão não escondeu sua satisfação.

- Colocar pressão é uma das esperanças que tenho. Se Lewis sentir isso e cometer um erro como resultado, como aconteceu no Brasil, é o tipo da oportunidade que estou buscando. Vou acelerar fundo o tempo todo e tentar manter o nível de pressão lá no alto - afirmou.

Do outro lado, Hamilton garante estar tranquilo para a prova decisiva, embora seu semblante tenso sugerisse o contrário. O inglês apoia-se no fato de ter demonstrado um excelente ritmo de corrida o ano todo para obter amanhã o resultado que necessita.

- Cheguei aqui querendo a pole, mas estou feliz em largar da segunda melhor posição possível. Há coisas positivas  pelo nosso ritmo de corrida. Esta pista permite que você persiga o piloto da frente mais perto do que no Brasil. Vou dormir feliz, estou lutando pelo título mundial, é a coisa mais legal que há.

O desafio do inglês será agora domar os seus instintos: correr para vencer - como sempre faz - e arriscar-se mais ou pilotar apenas para obter o resultado necessário? Respostas durante a corrida em Abu Dhabi.

21nov/1434

A volta da paciência

Bem-vindo, mano!

Bem-vindo, mano!

Sebastian Vettel chega a Ferrari para cumprir uma tarefa gigantesca: repetir, ao menos em parte, o sucesso obtido por Michael Schumacher pela equipe italiana. Afinal, foi isso que inspirou o pequeno filho de carpinteiro da modesta Heppenheim a seguir carreira no kart. Mais do que o apoio recebido da Red Bull, tudo o que Vettel conquistou se deve às imagens de ver o ídolo alemão no alto do pódio, vestindo macacão vermelho e comandando os mecânicos com as mãos durante a execução do hino italiano.

É uma tarefa que vai demandar tempo e tanto Vettel como a Ferrari sabem disso. Mas sabem também que as condições de sucesso são propícias para isso. O novo diretor-técnico James Allison construiu um bom chassi deste ano e resta apenas o motor como deficiência primordial. Ainda que não ocorra um “descongelamento” para 2015, ele está previsto para 2016 e a Ferrari vai buscar um salto de performance com isso.

A convivência com Kimi Raikkonen também vai ajudar. Os dois se respeitam muito como adversários e são muito amigos fora das pistas. E Raikkonen tende a aflorar em termos de pilotagem sem a sombra de Alonso por perto. Uma opinião que o próprio Felipe Massa, que conhece bem o finlandês, compartilha comigo. Certo é que o clima interno do time vai ser harmonioso como não ocorre há muito tempo, desde o 2009 de Massa/Raikkonen.

Vejo justamente nisso a principal razão da passagem fracassada de Fernando Alonso pelo time italiano: a falta de harmonia. Schumacher teve paciência para esperar cinco anos até ganhar seu primeiro título e criar uma hegemonia dentro da categoria. Já o espanhol quase foi campeão no primeiro ano e, desde então, sempre demonstrou irritação com eventuais erros estratégicos e a incapacidade do time em lhe dar um carro competitivo, criando um clima interno negativo.

Com Vettel, a Ferrari volta a viver um ambiente saudável.

20nov/1413

O fim de uma parceria histórica

Um olhar nostálgico pelo que já foi

Um olhar nostálgico pelo que já foi

O encerramento da temporada neste domingo, em Abu Dhabi, trará mais do que a decisão do título de 2014 entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg ou o debate entre equipes grandes e pequenas que definirão o futuro da Fórmula 1. A prova no deserto vai encerrar algumas parcerias, uma delas com contornos históricos: Sebastian Vettel está deixando a Red Bull após 38 vitórias e quatro títulos mundiais. Apenas a trajetória de Michael Schumacher na Ferrari (72 triunfos e cinco títulos) foi mais bem sucedida.

Se contarmos desde os tempos do kart, quando a fabricante de energéticos passou a apoiar Vettel, são dezesseis anos de convivência. Não surpreende o fato do alemão ter deixado a emoção fluir e caído no choro quando chamou o chefe da equipe, Christian Horner, em um hotel em Suzuka para comunicar que deixaria o time para correr pela Ferrari no ano que vem.

O piloto encerra a relação num momento de mudanças da organização. O projetista Adrian Newey assumirá uma posição de consultoria, assim como o engenheiro de Vettel, o francês Guillaume Rocquelin, será colocado em outra função a partir de 2015. Estas alterações pesaram na decisão de Vettel tanto quanto suas dificuldades em se entender na pista com o RB10.

Curiosamente, Michael Schumacher deixou a Ferrari ao final de 2006 em circunstâncias parecidas: o projetista Rory Byrne e o diretor-técnico Ross Brawn já haviam anunciado que estavam de saída quando o piloto decidiu que era sua hora de também terminar a longa relação de sucesso com a equipe de Maranello.

Agora é Vettel quem parte para a Itália para tentar emular por lá a incrível trajetória de seu compatriota e ídolo. Deixa para trás, números impressionantes com a Red Bull: além das 38 vitórias, subiu ao pódio outras 27 vezes e somou 44 pole positions.

Deixa também um ponto de interrogação com sua performance neste ano. Das 13 corridas em que os dois pilotos do time anglo-austríaco terminaram, Vettel ficou atrás de Daniel Ricciardo dez vezes. Curiosamente, completou mais voltas à frente do companheiro até aqui: 448 a 428. Na Ferrari, sua primeira tarefa será tentar provar que este 2014 foi um ponto fora da curva.

As combinações piloto/equipe mais bem sucedidas na história da Fórmula 1:
1) Michael Schumacher/Ferrari - 72 vitórias
2) Sebastian Vettel/Red Bull - 38
3) Ayrton Senna/McLaren - 35
4) Alain Prost/McLaren - 30
5) Nigel Mansell/Williams - 28
6) Lewis Hamilton/McLaren - 21
Damon Hill/Williams - 21
8) Mika Hakkinen/McLaren - 20
9) Michael Schumacher/Benetton - 19
10) Fernando Alonso/Renault - 17

(Texto da coluna "Direto do Paddock", publicada na edição de hoje do Diário Lance!)

19nov/1424

O Guru de Hamilton

"Escuta o que estou te falando"

"Escuta o que estou te falando"

Se Nico Rosberg apela para uma filosofia similar ao budismo para manter a calma na disputa pelo título, o guru de Lewis Hamilton é humano. Ou sobre-humano, se levarmos em conta a sua trajetória. Muita gente que acompanha a Fórmula 1 de fora não sabe, mas o austríaco Niki Lauda é o principal pilar de apoio do piloto inglês na equipe Mercedes. E principal responsável pela transformação de um gênio de cabeça quente em um caçador frio e calculista. “Niki é uma lenda”, derrete-se Hamilton.

Como tudo o que fez na carreira, Lauda trabalhou de maneira meticulosa para talhar o que faltava e transformar seu protegido em um piloto completo. Teve papel fundamental em convencê-lo a deixar uma McLaren então vencedora para embarcar num projeto de médio prazo. Na primeira temporada na Mercedes, Hamilton teve a tranquilidade de se adaptar ao time sem pressão. A transição demandou um certo tempo, algo natural, até que o piloto quebrasse na Hungria a barreira da vitória por sua nova equipe.

O passo final foi dado neste ano. Dada a superioridade do carro da Mercedes nos testes, Lauda tratou de cuidar para que Hamilton se concentrasse totalmente na tarefa de brigar pelo título. Convenceu o piloto a deixar o simpático bulldog Roscoe e a estelar namorada Nicole em casa, longe do paddock.

E esteve ao lado dele nos momentos decisivos. Após a frustração da classificação do GP da Hungria, quando um incêndio no carro o relegou a largar dos boxes, Hamilton jantou com Lauda no sábado à noite em Budapeste. Recebeu uma incrível dose de motivação e fez, no dia seguinte, uma de suas melhores apresentações na temporada, peitando inclusive ordens da equipe que poderiam levar Rosberg à vitória. No final, com a ajuda de Lauda, o time lhe deu razão.

Lauda até exagerou na dose na Bélgica. Logo após a corrida, cumprindo a função de comentarista na tevê alemã, o austríaco condenou e jogou Rosberg na fogueira em pleno ar. Depois até pediu desculpas ao piloto alemão pelo tom empregado. Mas Rosberg saiu derrotado do episódio e demorou para reencontrar seu Norte - só o faria em Interlagos, cinco corridas depois. Num assunto que envolveu até mesmo a direção da montadora em Stuttgart, o apoio de Lauda foi fundamental para dar suporte e tranquilidade para Hamilton numa questão discutida praticamente toda em alemão.

No domingo, um bicampeonato de Hamilton vai ter muito do dedo do austríaco. Quase um tetra para ele. Juntando seu pragmatismo com a velocidade e o talento natural de Hamilton, surgiu o piloto que merece vencer neste ano. E tem tudo para ganhar nos próximos.

18nov/146

Credencial – GP do Brasil 2014

A equipe do TotalRace fala sobre a expectativa para a decisão do título em Abu Dhabi e os acontecimentos do GP do Brasil em Interlagos - a vitória de Nico Rosberg, o pódio de Felipe Massa, entre outros temas. O programa discute também o momento de crise da F-1 e o futuro de Felipe Massa. Com Luis Fernando Ramos, Julianne Cerasoli e José Edgar de Matos.

Por um problema no software, algumas vozes acabaram "encavaladas" durante alguns segundos - no fim do comentário de um e início do outro. Não fomos mal educados de nos interromper, mas houve alguma falha inesperada no programa de gravação. Peço desculpas pelo ocorrido, mas não é nada que comprometa a audição do programa.

17nov/1424

Dalai Nico

Em paz de espírito

Em paz de espírito

“Eu não olho para trás. O que é passado é algo que não ocupa meu pensamento hoje. O pensamento predominante é aproveitar o presente momento”. Na entrevista à imprensa alemã em Austin, foi assim que Nico Rosberg se esquivou de comentar os erros que vinha cometendo na pista (e cometeria novamente na prova norte-americana). Com um discurso totalmente alinhado ao que prega a filosofia budista. Não resisti.

“Você fala muito sobre ‘aproveitar o presente momento’ e usa um símbolo budista - o do nó eterno - no capacete. Você lê sobre o tema? É algo que te interessa”, questionei, para espanto de muitos colegas presentes. O alemão levantou os olhos, me olhou com cara de 'esse sabe do que está falando' e tentou fazer rodeios. “O símbolo veio da minha esposa... mas sim, me interesso por isso. Simples assim”, respondeu de forma apressada.

Rosberg é um sujeito difícil demais para se entrevistar. É afável no trato mas dá respostas muito curtas. Um conhecido próximo à família me disse certa vez que ele se transforma completamente quando entra no paddock. De uma pessoa falante e inteligente fora das pistas, assume um personagem que se preserva e foge de polêmicas a qualquer custo.

Eu sempre tive a mesma impressão nas entrevistas. Dá uma certa aflição que um piloto obviamente cheio de conteúdo - uma exceção à regra - não compartilhe isso com a imprensa. Mas é algo que tive de aprender a respeitar. Especialmente nessa primeira decisão de título que ele enfrenta. Nico Rosberg errou diversas vezes na pista, mostrou até ter tirado algumas lições com um final de semana muito forte em Interlagos mas, como ele mesmo reconheceu, “parece que veio tarde demais”.

Ainda que o título provavelmente não aconteça - e é Lewis Hamilton quem possui todos os méritos para ganhá-lo -, fico admirado com a postura demonstrada por Rosberg fora da pista durante toda esta reta final. Absolutamente tranquilo, sem nenhum sinal da pressão típica que atinge os postulantes a um campeonato.

Parece realmente estar curtindo cada segundo que passa dentro do paddock, seja no carro, nos boxes, nas reuniões, nas entrevistas ou nos momentos de relaxamento. Se a maneira um pouco contida de falar com a imprensa é uma auto-defesa, empregar o pensamento budista é o valor dominante nesta atitude.

16nov/143

Construindo o sonho

Enquanto a Fórmula 1 vê equipes fechando as portas, o norte-americano Gene Haas segue em ritmo acelerado para colocar em pé o seu time na categoria. A fábrica da Haas F1 Team fica na pequena Kannapolis, 40 quilômetros a nordeste de Charlotte, na Carolina do Norte. E com a base de pé, chegou a hora de finalizar a estrutura para preparar o carro para estrear em 2016. O que credencia o time para almejar um futuro na Fórmula 1? Não só o dinheiro, mas também a expertise de seu dono. Gene fez fortuna com a Haas Automation, Inc. - uma empresa que constrói máquinas pesadas para a indústria automobilística. É dono também do Windshear, um dos túneis de vento mais avançados que existem. O projeto de Fórmula 1, pelo que consta, é o de principalmente lançar a marca Haas Automation no mercado europeu e internacional.

O vídeo foi dica do leitor Stefano Robarth.

14nov/1434

Asilo político

O senhor está passando bem?

O senhor está passando bem?

A entrevista de Bernie Ecclestone para a publicação “Campaign Asia” dá indícios de que ele está perdendo um pouco de sua saúde mental. Além das brincadeiras de mau gosto sobre mulheres e sobre balé, o chefão da Fórmula 1 mostrou viver completamente fora da realidade em diversas passagens - leia aqui a íntegra da entrevista, em inglês.

Insinuar que a F-1 perdeu apenas 10% da audiência da tevê aberta é uma mentira deslavada ou uma total falta de conhecimento dos números, o que é improvável. Países como Inglaterra e Itália, em que apenas metade das provas passa em canais abertos, o resto em canal fechado, mostram que a diferença é muito maior. Pelo que escuto, uma corrida transmitida apenas pela Sky Italia possui apenas 20% (muitas vezes menos do que isso) do que as que passam na estatal RAI. É uma queda de 80%.

Sua despreocupação com o público jovem também é assustadora, especialmente pelo argumento de que eles não tem poder aquisitivo para as marcas presentes na categoria. É impossível que Bernie ignore que o fato do torcedor atual, com uma faixa de idade relativamente alta em relação aos fãs de inúmeros esportes, ter se apaixonado por Fórmula 1 na tenra infância.

Me lembro de ver minhas primeiras corridas em 1980 e 81, pela empolgação dos meus familiares com um brasileiro, no caso Nelson Piquet, disputando um título mundial. Mas a flecha em meu coração foi disparada em maio de 1982, assistindo ao GP de Mônaco mais caótico e imprevisível da história. Lembro exatamente onde estava - na casa dos avós da minha prima - e nunca mais deixei de acompanhar a categoria. Eu mal tinha completado oito anos de idade. E você, quantos anos tinha quando se apaixonou pela F-1?

Após assumir sua (grande) parcela de culpa na crise político-econômica que aflige a categoria, Ecclestone sai com essa visão obtusa da lógica de uma marca. Como se McDonald’s, Coca Cola, Red Bull e outras empresas não investissem pesado num marketing voltado para o público infanto-juvenil justamente por saber que neles estarão os consumidores de amanhã.

Só não entendo o que os chefes da CVC estão esperando para efetuar uma mudança no comando da categoria. Donald Mackenzie, CEO da empresa de capital, tem 57 anos. Não pode estar superando Ecclestone em senilidade. Hora de colocar o homem no asilo, ainda que seja um político. A Fórmula 1 precisa de novas ideias. Urgente.