
Reta principal de Melbourne: a nossa discussão da temporada começa aqui
Novo ano, casa nova e um "Credencial" um pouco diferente, mais curto (por questões puramente técnicas) e com a participação de convidados. Não é um formato definitivo, mas já dá o pontapé inicial para o podcast aqui dentro do TotalRace, uma ferramenta que vai crescer. Vale citar que estou começando a responder as perguntas de vocês no próprio post original (clique aqui para abrí-lo). Até amanhã todas deverão estar respondidas. Como sempre, deixe seu feedback nos comentários, vai nos ajudar a caminhar até o formato ideal do programa.
Aperte o play e bom "Credencial"!
Prefere fazer o download para ouvir depois? O caminho é este: LINK

Na primeira amostra da F-1 2011, Hamilton foi mais afiado que Button
Uma coisa que eu aprendi nestes anos acompanhando a Fórmula 1 de perto foi a nunca tirar conclusões com base em apenas uma corrida. Um exemplo claro de como isso não funciona ainda está fresco na memória das pessoas: após o chatíssimo GP do Bahrein do ano passado, quase todo mundo saiu criticando a monotonia da categoria e exigindo mudanças. Era precipitado e no final, tivemos uma das temporadas mais emocionantes da história.
No máximo, o GP da Austrália nos serviu para apontar possíveis tendências. E, dentro disso, uma delas se destacou. Nas três equipes de ponta, os pilotos tido como talentos excepcionais prevaleceram com clareza sobre seus companheiros de equipe, que são pilotos vencedores e com qualidade comprovada.
Na Red Bull, Mark Webber teve uma classificação ruim e uma corrida ainda pior. Ninguém na equipe o criticou e muitos apontaram para um possível problema na integração chassi-suspensão do seu carro. Mas o próprio australiano se mostrou incrédulo com a facilidade com que Sebastian Vettel partiu para a vitória, enquanto ele sofreu para domar o carro.
O quadro na McLaren não foi muito distinto. Lewis Hamilton conseguiu uma volta incrível para colocar seu carro na primeira fila do grid e fez uma corrida num ritmo impressionante, mesmo com o assoalho arrastando no chão durante boa parte da corrida. Jenson Button foi aguerrido o tempo todo, e não muito mais que isso.
Na Ferrari, a diferença de 53 segundos entre Fernando Alonso e Felipe Massa ao final de 58 voltas mostra bem o quanto os dois viveram universos diferentes. O brasileiro novamente não se entendeu com um carro instável, enquanto o espanhol passou por cima disso e quase subiu ao pódio.
Se esse quadro de dominação de um dos lados da garagem se repetir nas próximas corridas, ficará provado que os pilotos extra-capacitados vão acabar beneficiados quanto mais se complica as regras. Seja Vettel com sua preparação pragmática, Hamilton com uma espécie de dom divino ou Alonso com uma incrível capacidade multitasking, todos eles sempre tendem a se sobressair quanto mais comandos tiverem que acionar.
(Texto publicado na coluna "Direto do Paddock" desta semana no diário Lance!)

Por essa ninguém esperava: Yamamoto é um líder com conteúdo
Caso você ainda não tenha lido a conversa que tive com Sakon Yamamoto sobre como a Fórmula 1 está ajudando o Japão, fica a dica para clicar aqui. O piloto japonês, agora na reserva da Virgin, dá uma lição sobre a filosofia japonesa, de aprender com os erros e de trabalhar pelo bem comum acima dos interesses pessoais. E disse uma frase de arrepiar e para se pensar sobre a questão energética: “A natureza fez a noite para ficar escura e o dia para ter luz. Então, talvez, isso tudo traga uma lição positiva e permita com que as pessoas voltem a ver o que é realmente importante”.
Impossível não concordar.