28mai/116

Dez minutos de silêncio

Por cerca de dez minutos, o circuito de Mônaco ficou num incômodo silêncio. Nas arquibancadas, nos boxes e no paddock, as pessoas olhavam apreensivas para o telão ou o monitor mais próximo. Tudo para acompanhar o atendimento ao mexicano Sergio Perez que às 14h57 locais, nos minutos finais do treino de classificação, bateu forte contra a proteção de pneus que fica na freada da chicane. O impacto foi lateral e aconteceu a cerca de 150 km/h.

Felizmente, tudo não passou de um grande susto. Alguns relatos dão conta de que o mexicano ficou por alguns instantes desacordado, mas logo retomou a consciência e entrou na ambulância conversando com os médicos. Seu capacete não tinha nenhuma marca, sinalizando que a concussão cerebral que ele sofreu foi devido apenas à desaceleração brusca do impacto. Além disso, Perez sofreu apenas uma torção num músculo da coxa.

Após os exames realizados no Hospital Princesa Grace, os médicos constataram que não havia nenhum outro tipo de contusão. Em menos de uma hora, o mexicano já estava assistindo à corrida da GP2 e falando para amigos que queria participar da prova de hoje. Mas os médicos já determinaram que isso não será permitido e ele está definitivamente fora. A FIA só não determinou ainda se sua vaga no grid ficará vazia - como foi o caso no GP da Hungria de 2009 após o acidente com Felipe Massa - ou se os pilotos classificados atrás dele subirão uma posição.

No final, o susto com Sergio Perez ofuscou a quinta pole position de Sebastian Vettel em seis corridas. O alemão se beneficiou por ter feito uma boa volta logo no início do Q3. Outros pilotos com potencial para superá-lo, como Fernando Alonso e Lewis Hamilton, acabaram prejudicados pela interrupção da sessão.

Comentários (6) Trackbacks (0)
  1. O primeira vista o acidente nem parecia sério, mas analisando direito… Foi uma pancada de respeito.

    Uma dúvida… com o tempo que fez Sebastian Vettel, dava mesmo pros outros mesmo sem a interrupção?

    • Alonso diz que não daria para ele. Mas acho que o Hamilton poderia surpreender sim, se encaixasse uma volta muito boa. Button ficou a quatro décimos e meio. Acho que Hamilton ficaria tranquilamente a dois décimos – e poderia tirar os outros dois no braço se pegasse pista limpa num minuto e pouco inspirado…

      Abs

  2. É, o acidente foi bem forte. Eu sinceramente acho que o GP de Mônaco deveria sair do calendário. Um circuito com essas características não é compatível com a normas atuais de segurança.

    O dinheiro fala mais alto, óbvio.

  3. Nossa se vc for ver mesmo sem camera lenta foi uma boa porrada. O guard rail poderia até representar um perigo pois parece que o carro deslisa nnele. Agora o Rosberg tinha trevo de quatro folhas no capacete – o cara teve realmente muita sorte! Dá pra ver algo “estranho” realmente na saída do túnel – ambos perderam o carro no mesmo ponto praticamente.

    Mas não seria o caso de tirar a corrida, pois ela representa muito para a historia de pilotos, equipes, a F1 como um todo. Mônaco nem se compara com tentativas fracassadas como Valencia. Abu Dabi nem se fala. Corridas de rua, são Detroit ou Surfer’s Paradise, Adelaide. Queriam fazer Roma e NY, provavelmente menos pior que o Anhembi. Pararam por aí mesmo.

    Agora vendo os acidentes dos outros anos no Blog do Vicaria, vc ver que dá um frio na espinha aquela saída rápida do túnel, ondulação e freada forte.
    Abr

    ( eu queria lembrar uma corrida de rua da Champcar que no final de uma reta um carro decola bate num poste e parece que mata um fiscal e o piloto. Perigoso isso na chincane do porto numa disputa parecida na corrida.)

  4. Vão ter que mexer nessa parte da pista para a corrida do ano que vem. O Perez teve sorte e o Rosberg nem se fala. A porrada ali é firme e o carro bate antes na lateral da pista, detona as rodas e por isso os freios vão embora. O cara fica dentro de um trenó sem freio ladeira abaixo. Não tem justificativa. Basta recuar o ponto de impacto retirando algumas arvores atras. Quando estiverem usando os motores turbo novamente, que são mais leves e aceleram mais, os carros vão passar por ali em uma velocidade que talvez produza um cortejo funebre.


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