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Buscando no passado o sucesso do futuro

Those were the days!

Já faz tempo. Em 24 de outubro de 2004 foi a última vez que a Williams venceu uma corrida na Fórmula 1. Quem estava em Interlagos naquele domingo vai se lembrar ainda que o triunfo só foi possível por conta de uma típica garoa paulistana que deixou a pista levemente “ensaboada” - única condição em que os carros com pneus Michelin compensavam a larga superioridade do carro da Ferrari.

Desde então, a Williams entrou em uma espiral descendente que levou ao fim a parceria com a BMW, um ano de transição com a Cosworth, três temporadas infrutíferas com a Toyota e mais duas complicadas novamente com a Cosworth.

Com a Renault, o time de Grove terá no ano que vem o segundo motor mais potente da Fórmula 1 - o Mercedes é tido como tendo uma pequena porcentagem a mais. Mesmo assim, juntando outros fatores como torque e dirigibilidade, há quem diga que os propulsores franceses são os melhores. De qualquer jeito, muito melhores que os Cosworth, são sem dúvida nenhuma.

Bom ver também o time se mexendo também na área técnica. Embora a capacidade de Sam Michael seja valorizada dentro do paddock, uma mudança de filosofia sempre faz bem depois de tantos anos de frustrações. O novo líder nesse assunto, Mike Coughlan, tem um passado polêmico, mas pelo que eu ouvi de muita gente, também o conceito de ser um engenheiro competente.

As mudanças são muitas mas, pelos sinais colhidos em Valência, a tendência é de que pelo menos a dupla de pilotos permaneça a mesma. No final das contas, é a melhor solução para que eles repassem nesta nova Williams os problemas do carro atual para que eles não se repitam no ano que vem.

Se todas as medidas darão certo, é difícil saber. Mas pelo menos uma tentativa de mudar está sendo feita. O caminho é esse.