Quero ser grande
Em julho de 2005 estive como convidado na fábrica da BAR em Brackley junto com alguns jornalistas latino-americanos. Tivemos a chance de entrevistar algumas pessoas: Gil de Ferran, na época diretor-esportivo do time; Jock Clear, engenheiro de pista de Takuma Sato; Enrique Bernoldi, piloto de testes; e Geoff Willis, então diretor-técnico.
Foi interessante a conversa com o sujeito extremamente sério e especialista em aerodinâmica. Sua competência ficou clara pela primeira vez em 2004, quando o time fez um ótimo campeonato. Mas Willis sempre teve saídas pouco claras das equipes pelas quais passou. Na Honda com Mariano Alperin-Bruvera e na Red Bull com Adrian Newey em pessoa, os relatos são de que, cedo ou tarde, ele acaba batendo cabeça com colegas da equipe técnica.
Agora Willis está de volta à Brackley, para trabalhar ao lado de Bob Bell e Aldo Costa na Mercedes. No papel, um belo time de engenheiros e um sinal claro que a marca alemã está correndo atrás de soluções para se juntar às equipes de ponta. Mas, para funcionar, dois fatores serão fundamentais: que os diretores da Mercedes aumentem um pouco o orçamento que reservam à organização de Fórmula 1; e que Willis harmonize com o resto do time.
Não é muito. E com um Michael Schumacher como um dínamo motivador capaz de empolgar até mesmo o pessoal da limpeza, vai ser interessante observar o que o time pode alcançar no ano que vem.


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