Force India VJM05
Mais um modelo de 2012 com o “bico-degrau” ou qualquer apelido melhor que esteja circulando por aí. Como no caso da Ferrari e da Caterham, aqui também é o caso da opção de se trabalhar com um monocoque não tão baixo em relação ao solo. Algo, que possivelmente, só a McLaren se sente à vontade por ter feito isso nas temporadas anteriores.
Essa mudança nem sempre é fácil, vide a Williams do ano passado, um carro que seria teoricamente mais baixo, mas que na prática ficou baixo demais e batia no chão quando carregado de gasolina.
Se a frente lembra o novo carro da Ferrari, a partir do meio os engenheiros da Force Índia optaram por soluções parecidas às da McLaren. As entradas de ar laterais ficaram mais altas e a traseira, a mais estreita possível. Tudo com a intenção de proporcionar a maior circulação de ar livre que for possível sobre o difusor, na busca de recuperar a pressão aerodinâmica perdida com o fim do difusor soprado.
Essa mudança específica do regulamento é justamente onde os engenheiros do time acreditam que serão favorecidos. Se a Force Índia passou a temporada passada correndo atrás do prejuízo por ter sido uma das últimas a correr atrás de sua versão do difusor soprado, eles terminaram o ano como a melhor equipe do pelotão intermediário.
Começando este na mesma posição, e com uma excelente dupla de pilotos, o time tem boas chances de ser uma das boas surpresas desse ano.
TV Blogo – Basilicata: Coast To Coast
Toda essa discussão sobre a (falta de) beleza da geração de 2012 dos carros da Fórmula 1 me remeteu a um dos melhores filmes que vi recentemente, “Basilicata: Coast To Coast”. Uma comédia leve e divertida na qual, em certo momento, um dos personagens faz a seguinte filosofia sobre o assunto.
“O ideal é encontrar uma feia da qual você gosta. Porque é fácil gostar das bonitas. Da feia os outros não gostam, mas você gosta. E se você gosta, ela é bonita para você. Mas o ideal mesmo é encontrar uma feia que você goste e que ela goste de você. Porque se a feia não gosta de você, é melhor gostar de uma bonita, já que é para não ser gostado”.
Concordamos ou não com isso na vida prática, temos de convir que é algo que cai perfeitamente ao pensarmos no carro de corrida. Se os pilotos da Ferrari gostarem do F2012 e a máquina gostar deles sendo competitiva na pista, tudo o que dissemos hoje será irrelevante.
Ferrari F2012
“Bruttissima”, exclamaram os italianos assim que Fernando Alonso e Felipe Massa levantaram o pano que cobria a F2012. É realmente horrorosa, para mim o carro de F-1 mais feio que já saiu dos galpões de Maranello. Mas a discussão sobre beleza é inócua. É, afinal, um concurso de velocidade, não de visual.
É também o carro que a Ferrari queria: completamente diferente de seu antecessor. Stefano Domenicali falou em “descontinuidade”, Massa em “carro agressivo”, tudo apontando para uma ruptura total em relação ao fraco F150º Italia do ano passado. Isso fica claro numa primeira análise do modelo nas imagens distribuídas pelo time.
O bico dianteiro possui uma solução “em degrau”, similar a do Caterham CT-01 e do Force India VJM05, mas diferente do MP4-27. Existe, claro, um motivo para isso. O monocoque da equipe de Woking é mais baixo que o das outras equipes. Era assim desde o ano passado. Operando numa altura mais baixa, a McLaren conseguiu um bico mais elegante. Resta saber se será também mais eficiente.
O processo de ruptura com o passado no novo modelo da Ferrari passa também pela engenharia da suspensão. Seguindo o caminho ditado pela Red Bull, o time italiano adotou o modelo “pull rod” nas suspensões dianteira e traseira. A expectativa é de que isto solucione os problemas de aquecimento de pneus dos modelos anteriores do time.
Mudanças importantes também estão na parte traseira. As laterais da carenagem terminam muito largas ali, contrariando a solução mais compacta apresentada pela McLaren.
O curioso é que não fica claro pelas fotos aonde a Ferrari abrigou seu escapamento (clique nas imagens, amplie e procure. Se achar, me fale). Provavelmente, o time “escondeu” sua solução nessas imagens de divulgação e teremos de esperar o primeiro teste em Jerez para saber que linha eles adotaram neste que é um importante fator do carro novo.
TV Blogo – Raphael Saadiq
É soul music dos anos 50, mas feita hoje em dia. Com um excelente resultado. Raphael Saadiq veio para reviver o gênero. E nos faz um grande favor com isso. Aperte o play e boa audição!




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