Sauber gets the Blues
Muito se discutiu na sala de imprensa sobre qual seria o novo patrocinador da Sauber. O time correu o GP da China com a inscrição “Out of the Blue” e o GP da Bahrein com “True Blue” na carenagem. A maior parte dos palpites dava conta que o teaser anunciaria a chegada da Panasonic - empresa japonesa que patrocinava no passado a Toyota e teria interesse em apoiar o time de Kamui Kobayashi.
Estávamos redondamente enganados.
Redondamente, afinal o nova parceiro da Sauber é um time de futebol, o Chelsea - uma união que nunca havia acontecido na Fórmula 1. “Ainda que seja algo inexistente nessa forma, são muitos pontos em comum e possíveis sinergias. Em ambos os casos estamos falando de um esporte em equipe no nível mais alto - e internacional. A Sauber e o Chelsea lidam com muitos dos mesmos temas esportivos e comerciais e querem se fortalecer nessas áreas”, explicou a diretora da Sauber, Monisha Kaltenborn.
Além de troca de informações e experiências na área de ciência do esporte, os times também ganharão exposição de seus logotipos em campos diferentes: o Chelsea no carro da Sauber (a partir do GP da Espanha) e a Sauber no campo do Chelsea - sem falar na presença deles nos “backdrops” de entrevistas.
Esta exposição é o que dá sentido à parceria. Quando aparecer o logotipo da Sauber no Stanford Bridge, os logotipos de seus outros patrocinadores (Claro, Telmex, Nec, etc) virão associados na mente de muitas pesssoas. O mesmo vai acontecer quando o símbolo do Chelsea estar atrás de uma entrevista com Sergio Perez, trazendo embutido nele o da Samsung, por exemplo. Em resumo: as duas organizações esportivas agradam quem as apoia e aumentam seu perfil de marketing, o que vai ajudar na hora de fechar/renovar novos contratos.
Nesse raciocínio, cabe uma curiosidade: o Chelsea tem entre seus parceiros oficiais a cerveja Singha (que na F-1 é associada com a Red Bull) e o energético Lucozade (patrocinador da McLaren). Interessante ver que isso não foi um problema na hora de fechar acordo com a Sauber nesse primeiro caso de “cross media” entre futebol e Fórmula 1.
Pelo nível de exposição que tem a categoria automobilística, a Champions League e a Premier League, o caminho trilhado por Sauber e Chelsea tem tudo para dar certo e ser seguido por outras equipes/outros times. Bem melhor do que a mequetrefe “Superleague”, um campeonato menor que não conseguiu empolgar tanto o torcedor de futebol como o fã de corridas.


lframos@totalrace.com.br
