7jun/123

Um encantador de pneus em crise

Em busca da forma perdida

No próximo final de semana o mundo do automobilismo celebra um ano de uma das melhores corridas de sua história. O GP do Canadá de 2011 foi uma ópera celebrada em três atos. O primeiro com um início de prova agitadíssimo; o segundo com a angústia da espera durante a interrupção da corrida depois de um dilúvio bíblico; o terceiro com a inesperada e dramática trajetória de Jenson Button da última colocação até a vitória, tomando a liderança na última volta. Quatro horas inesquecíveis para os fãs de velocidade.

Desde aquele domingo, a carreira de Jenson Button se tornou uma montanha russa. Nas etapas seguintes de 2011, o piloto assumiu o comando da equipe McLaren e contribuiu para plantar ainda mais dúvidas na atormentada cabeça de Lewis Hamilton. No final do ano, era Button a principal garantia de pontos da McLaren.

Se a atual temporada começou em alta com a vitória na Austrália, o piloto entrou em queda livre na sequência. Nas três provas mais recentes, apenas dois pontos somados. Pior que isso, a constatação de não se sentir confortável no carro da equipe. Que contraste com o sorridente vencedor há um ano em Montreal!

Curiosamente, o principal problema de Button permanece o mesmo do ano passado: o desempenho em treinos classificatórios, algo que ele mesmo reconhece. A diferença é que as equipes estão muito mais próximas neste ano. O que era um quarto lugar no grid em 2011 agora é uma posição fora do top 10. Largando no meio do pelotão, o “encantador de pneus” da F-1 não consegue poupar sua borracha por conta de tantas disputas por posição.

Sua torcida é para que a prova do Canadá marque uma mudança de trajetória rumo a dias melhores. Como foi no ano passado.

(Coluna "Direto do Paddock" publicada na edição de hoje do Diário Lance)

Comentários (3) Trackbacks (1)
  1. Muito interessante, Ico. Excelente post, como sempre!

    Button sabe como entender os pneus. O problema e’ que, nessa temporada, os pneus sao diferentes e ele ainda esta’ tentando se adaptar.

    Nessas condicoes (que sao as mesmas para todos), para ser competitivo, ele tem que melhorar no qualify. Sair la’ de tras aumenta o desgaste de pneus e ja’ altera toda a estrategia do cara…

    Abs

  2. Toda essa fase negra do Button começou depois das atualizações da Mclaren no Bahrein.
    Australia ele ganhou, Malasya vinha bem mas bateu numa HRT, China foi segundo.
    Mas quando a Mclaren mudou o carro, Button desandou.
    Aparentemente o novo carro da equipe não bate com o estilo de pilotar do Button.
    Foi o caso de Massa e o F2012. Só depois que o carro ficou mais controlavel, Massa reapareceu.
    Então, deve estar acontecendo isso na Mclaren.
    Hamilton se adapta muito bem a qualquer estilo do carro, seja o antigo ou o novo. Mas Button não.
    É que não dá pra regridir, mas aposto que se a Mclaren desse o antigo carro pro Button, ele se sairia melhor.

  3. Em certas corridas, o Button é sensacional – no Canadá e no Japão, no ano passado, por exemplo. Pena ele ter tamanha dificuldade nas classificações. Não fosse por isso, estaria entre os melhores da atualidade, o que não é pouco!


Leave a comment

(required)