31jul/120

Credencial GP da Hungria

Terminada a corrida, começa o Credencial

Mais uma corrida, mais um Credencial. Aproveitando a presença da equipe do TotalRace reforçada em Budapeste (comigo, Felipe Motta e Julianne Cerasoli), gravamos logo na segunda-feira pela manhã uma mesa redonda para falar de tudo que marcou o final de semana: a força da McLaren em Hungaroring, o crescimento da Lotus, a boa prova de Bruno Senna, a situação de Felipe Massa no atual cenário do mercado de pilotos e a acirrada disputa pelo título da GP2. Para aproveitar o calor do instante, essa edição acabou não respondendo a 100% das perguntas, as que foram feitas depois da gravação mas antes do arquivo ir para ar, embora acho que mesmo estas foram debatidas ao longo do programa. E a volta do "Credê" completo, com todas as outras categorias, acontecerá numa edição de prévia do GP da Bélgica, no meio dessa pausa da F-1. Aguardem!

29jul/1224

De bem com a vida

Uma das cenas mais significativas do domingo em Hungaroring

Lewis Hamilton mudou muito nas últimas semanas. Ficou mais ativo na sua conta do twitter, deu de ombros às fotos publicadas pelos tablóides ingleses de uma noitada sua em Londres e apareceu nos paddocks da Fórmula 1 visivelmente mais relaxado. Uma postura que se mostrou efetiva nas pistas também.

No Grande Prêmio da Hungria, o inglês da McLaren pilotou com a calma de um veterano para não dar a menor chance aos pilotos da Lotus, que tinham um carro mais veloz mas não acharam caminho para ultrapassar o carro prateado no apertado traçado nas cercanias de Budapeste. Depois, ao invés de atacar os críticos, Hamilton preferiu celebrar sua juventude.

"É sempre bom sair com uma vitória. Parece sempre haver muita conversa sobre minha vida privada. Espero que isso responda a muito do que foi dito. Estou 100% concentrado este ano, mesmo que pensem o contrário. Nunca tive tão comprometido com o trabalho. Mas também estou perto dos 30, me falaram que a partir dali a coisa só piora. Tenho de encontrar um bom equilíbrio e acho que consegui".

Aprender a relaxar e se permitir a rir de si mesmo parece a melhor decisão que Hamilton tomou nos últimos anos. Ter recebido apoio da McLaren desde a tenra idade lhe ajudou muito, mas também lhe colocou um peso muito grande nos ombros: o de corresponder às imensas expectativas que se tinha dele. Se continuar como o vimos na Hungria, pode minar o que sempre foi seu ponto fraco: a incapacidade de lidar com a pressão. Hoje vimos um exemplo de alguém que superou isso.

A corrida em Hungaroring foi, com folgas, a mais aborrecida de um ano abarrotado de corridas incríveis. E o brilho do carro da Lotus, que colocou Kimi Raikkonen e Romain Grosjean no pódio, acabou ajudando a Fernando Alonso. Mesmo num final de semana apagado da Ferrari, o espanhol conseguiu ampliar sua vantagem na liderança do Mundial já que o vice-líder, Mark Webber, chegou atrás dele.

A única má notícia para o piloto da Ferrari foi o fato de que outros pilotos fortes ganharam terreno na tabela. Entre eles um relaxado e alegre Lewis Hamilton.

Quem também pode ter encontrado o momento da virada em 2012 é Bruno Senna. Andou bem em todos os treinos livres, finalmente se classificou entre os dez primeiros do grid e fez uma corrida forte, não cometendo erros na pressão exercida por pilotos com carros e pneus melhores. Se seguir nesta toada nas próximas etapas, pode reverter a impressão de que suas chances de permanecer na Williams são pequenas. A questão do custo-benefício, na Fórmula 1, é mais importante do que apenas o dinheiro em si.

Quanto a Felipe Massa, sua prova foi definida numa largada ruim e um ritmo de corrida absolutamente aceitável se comparado ao de Fernando Alonso. Mas o grande problema dele neste momento está fora das pistas. Cresce a impressão de que a Ferrari está ativa atrás de uma opção para correr ao lado do espanhol no ano que vem. Pode ser que não encontrem o que querem e permaneçam com o brasileiro. Nomes de candidatos aparecem o tempo todo na imprensa, alguns realistas, outros absolutamente impossíveis.

Sobre o mercado de pilotos e o GP da Hungria, discutiremos no “Credencial” e também no blog ao longo da semana. Participe com suas dúvidas nos comentários!

28jul/122

Hamilton mostra força na Hungria

Mensagem dos torcedores para impulsionar Hamilton em Hungaroring

Foi a maior exibição individual de um piloto nesta temporada. No treino de classificação para o Grande Prêmio da Hungria, Lewis Hamilton não deu a menor chance para os adversários, sendo o mais veloz em cada uma das três partes da sessão. Na decisiva, fez uma volta feroz em 1min20s953, colocando uma vantagem impressionante de mais de quatro décimos sobre Romain Grosjean, da Lotus, que larga a seu lado na primeira fila.

O histórico do inglês da McLaren, duas vitórias e duas poles nesta pista, sugere um caso de piloto que faz a diferença num circuito reconhecidamente técnico. Mas o próprio Hamilton faz questão de dissipar esta impressão e apontar para o verdadeiro motivo do banho que deu nos rivais neste sábado: o ritmo de desenvolvimento da McLaren.

- A cada ano, quando chegamos aqui, trazemos novidades no carro. É um ciclo que se repete, chegamos com um pacote melhor que o da prova anterior e o desse ano está funcionando muito bem. Fico feliz em contribuir com o sucesso da equipe - falou o piloto nesta que foi a 150ª pole do time de Woking.

Mesmo assim, a prova deste domingo permanece em aberta já que a meteorologia local prevê chuvas fortes na região do circuito na parte da tarde. De qualquer forma, o sábado de Hungaroring foi um dia para reconhecer que ainda estamos na 11ª etapa do Mundial e que é cedo demais para tirar um piloto como Hamilton da disputa pelo título, mesmo com ele a 62 pontos do líder Fernando Alonso.

- Hamilton está na pole e ele também é um adversário do campeonato. Talvez muitos pensem diferente por se orientar só pela tabela de pontos, mas é preciso prestar atenção em tudo. Lewis mostrou na última corrida que é rápido, pode não ter somado pontos mas será uma força que deve ser considerada até o final do ano - opinou Sebastian Vettel.

28jul/122

Correndo aquela pista

Momentos como esse, em Hockenheim, valem por uma temporada inteira

Foi no sábado do GP da Hungria do ano passado que tudo (re-)começou. Desde 2009 eu vinha correndo algumas pistas do calendário, mas de forma absolutamente esporádica - como acontecia também no meu cotidiano fora das viagens. Mas em Hungaroring houve uma corrida coletiva do Run That Track, uma iniciativa muito bacana que incentiva a comunidade da Fórmula 1 correr para reverter em dinheiro para uma instituição de caridade. E eu consegui agregar alguns colegas para correr comigo, o Carlos Gil e o Felipe Motta.

Foi muito legal viver o clima de um circuito tomado de gente correndo. Tão legal que me deu o incentivo que faltava para voltar a correr de forma regular, algo que fazia antes de começar a correria de viajar o mundo e que me rendeu duas inesquecíveis meias-maratonas em Viena. Fico feliz que tenha tomado essa decisão.

Hoje completo um ano dessa minha volta. A saúde vai muito bem, obrigado. E a alegria de criar uma intimidade com os circuitos nos quais você vai comentar e completar uma volta neles é sempre especial. Não me esquecerei nunca do GP da Índia do ano passado: corri na quinta e, quando os carros foram desbravar o traçado na sexta, eu já sabia exatamente a sequência e as características das curvas e da topografia da pista, algo que muitas vezes surpreende a quem vê as imagens na tevê.

Também fiz novas amizades e estreitei os laços de algumas antigas, encontrando gente que também corre atrás da saúda na correria da vida. Só sei que desde aquele sábado, o tempo dedicado a gastar a sola dos meus tênis são sempre momentos muitos especiais de cada semana. Correr é tudo de bom!

27jul/123

Um céu que esconde a resposta

O que estas nuvens escondem? O paddock aguarda para saber...

O grande tema deste final de semana na Hungria está sendo a forma da Red Bull: todos no paddock ficaram assustados com a forma de Sebastian Vettel na metade inicial do GP da Europa em Valência e todos querem ver como o time fica agora depois que a FIA interferiu na questão do mapeamento dos motores para frear a leitura que os engenheiros do time faziam do regulamento.

Olhando a folha de tempos, a sensação é de que o time andou para trás: Sebastian Vettel em oitavo e Mark Webber apenas em 14º lugar na sessão da tarde. Mas, como sempre, a tabela das voltas mais rápidas de sexta-feira mais mente e confunde do que informa - impossível tirar conclusões só com elas como base. O fato é que nenhum dos dois conseguiu uma volta rápida com o composto macio na sessão. Com o duro, Vettel foi consistente, embora admitisse que esperava “melhorar um pouco mais do carro” para a classificação.

Talvez a sessão de amanhã seja o único indício que vamos ter da real forma da atual bicampeã do mundo antes dessa pausa de verão. Afinal, o clima aqui anda um tanto instável - como esteve na Inglaterra e na Alemanha. E a previsão é de que a corrida do domingo seja perturbada por chuva forte - algo que torna a realidade técnica inconclusiva.

5ago/1111

Uma corrida diferente

Ajudar a quem precisa: o verdadeiro grande prêmio!

Já estávamos nas últimas horas de luz natural do sábado, um período em que todos só estão pensando em deixar a pista correndo para algum restaurante antes de voltar para o descanso no hotel. Mas, em Hungaroring, a corrida foi diferente. Na pista, com uma centena de pessoas da comunidade da Fórmula 1: membros das equipes, jornalistas, seguranças, patrocinadores.

Foi uma corrida na qual, com exceção de uns três ou quatro, chegar em primeiro não importava. O importante era apenas participar. Afinal, para cada um que completou a volta, um patrocinador da categoria, o banco UBS, doou 300 dólares para uma instituição de caridade. Foi o que bastou para motivar sedentários, gordinhos, contundidos e afins. Ajudar a quem precisa é infalível para deixar de lado qualquer auto-crítica.

Minha realidade ficou clara antes mesmo da curva 1, quando aquela multidão já desaparecia após o cotovelo como se tivessem acionado Kers e asa móvel. Ainda tentei acompanhar o colega Carlos Gil, mas a “subida da Brigadeiro” - o trecho entre as curvas 3 e 4 do circuito - acabou com meu parco fôlego. Dali até o final, o jeito foi alternar um trote leve e um caminhar acelerado. Nada como ir para a corrida com uma estratégia delineada.

O esforço valeu a pena e foi recompensado após a linha de chegada por um “troféu”: uma garrafa de metal para beber água durante a prática de esportes. A confraternização com os outros participantes ali foi muito gostosa, todos felizes por terem colaborado com a causa e por terem feito um favor ao próprio e precário preparo físico. Tontura e dores nos lugares mais diversos do corpo dominaram o tema das conversas. Sem falar nos mais de 30 mil dólares que juntamos para a Fundação Make-A-Wish.

Não sei quando a turma do Run That Track, que organiza o evento, vai promover uma outra corrida coletiva. Mas as voltas individuais em cada pista vão continuar - também rendendo fundos para a caridade - e a garrafinha prateada está sendo meu principal motivador para estas semanas de pausa na correria da cobertura, quando dá tempo para cuidar melhor do físico. Afinal, Spa vem aí com seus sete quilômetros em subidas e descidas. E eu vou encarar, ah se vou!

3ago/112

Credencial – GP da Hungria

Uma corrida com dois vencedores, no clique de Beto Issa

A Fórmula 1 entra na pausa do verão europeu deixando como legado uma grande corrida. Além do GP da Hungria, essa edição do Credencial fala também sobre o momento atual de cada um dos pilotos das grandes equipes - e aborda muitos outros temas em cima das perguntas de vocês. Aperte o play (ou baixe pelo link) e boa audição!

(Pessoal, fiquei quase dois dias para tentar subir o arquivo de audio, então peço desculpas aos que escreveram depois da gravação e que ficaram sem resposta às perguntas e comentários feitos, ok? Obrigado pela compreensão!)

CREDENCIAL - GP DA HUNGRIA
Credencial - GP da Hungria by Luis Fernando Ramos Ico

31jul/1152

O encantador de pneus

O homem que faz chover ou a chuva que faz o homem?

O circuito de Hungaroring terá para sempre um lugar especial na memória de Jenson Button. Foi aqui que ele venceu pela primeira vez na Fórmula 1, em 2006. E, hoje, reencontrou o caminho das vitórias em sua 200ª participação na categoria. Mas não é apenas o lugar que une os dois triunfos. As condições de pista também: variáveis entre úmido e seco, tornando difíceis as decisões estratégicas e a maneira de usar os pneus.

Um cenário no qual ele costuma exceder. “No meio da corrida, a equipe me chamou pelo rádio para colocar pneus intermediários, mas depois pediram que eu ficasse na pista porque Lewis (Hamilton) estava entrando nos boxes. Mas eu não teria entrado de qualquer jeito porque não achava que era a decisão correta”, relatou o piloto.

Button ri envergonhado quando os repórteres dizem que ele é um especialista em corridas em que o asfalto está em condições variando entre úmido e seco. Meio que por humildade, meio que por frustração por ainda não ter conseguido uma vitória pela McLaren em uma prova com condições normais de pista seca.

Mas não há como negar: quando os pilotos alinham para um grid de largada em que as condições meteorológicas são incertas, todos ficam de olho no que fará o piloto da McLaren. “Ele é o melhor nestas condições. Cada piloto tem um ponto forte e um fraco. Button tem essa qualidade que nós não temos e precisamos aprender com ele. Sempre que a pista fica variável assim, ele toma as decisões perfeitas e se dá bem. Sem falar que tem uma confiança absoluta de pilotar nesse cenário”, elogiou o espanhol Fernando Alonso, terceiro colocado na corrida.

O vencedor de Hungaroring nega que costuma se sobressair por ser “menos louco” que os adversários quando pilota em situações como essa. E prova isso citando as duas saídas breves de pista que teve durante a prova. Mas admite que normalmente acerta na hora de ler as condições do asfalto.

“É impossível sempre tomar as decisões corretas. Mas sinto que sou muito bom em fazer a escolha certa na hora de trocar pneus. Mas não sou o único, os outros dois que chegaram ao pódio fizeram o mesmo que eu fiz. Mas tivemos um ritmo bom de corrida e consegui preservar bem os meus pneus. Foram por estes dois motivos que consegui a vitória hoje. Mesmo que não tivesse chovido, não teria feito diferença”, falou o inglês.

Um dos pontos altos da corrida de Button foi a disputa com o companheiro de equipe. A McLaren voltou a apresentar um bom ritmo em uma prova disputada sob temperaturas amenas. E o time costuma confiar na capacidade de julgamento de seus pilotos na hora em que eles se enfrentam na pista.

“Sábado à noite, no coquetel de celebração do meu 200º GP, agradeci a Lewis por infernizar minha vida na pista, porque eu aproveitei cada minuto dessas batalhas. E voltamos a ter uma delas aqui. A equipe não deu nenhum tipo de orientação pelo rádio, o que é bom. Acho que eles julgaram ser melhor que nos concentrássemos no que estávamos fazendo”, brincou Button.

Quem saiu da Hungria como um segundo vencedor foi Sebastian Vettel. Único capaz de seguir o ritmo das McLarens na corrida, ele herdou a segunda posição depois do erro estratégico da equipe prateada com Hamilton - que ainda levou uma punição de Drive Through por uma manobra perigosa. Assim, o alemão abriu vantagem na tabela. Mas, perfeccionista, não ficou satisfeito com a performance: “Foi uma corrida difícil em termos de estratégia e acho que tomamos as decisões corretas. Mas estamos aqui para vencer e hoje ficamos em segundo, o que não é exatamente o que queremos”.

O maior perdedor, certamente, foi Lewis Hamilton. Tinha carro para brigar pela vitória, mas tropeçou com o time na estratégia e foi afoito ao fazer um cavalo-de-pau em momento inadequado depois de uma rodada antes de voltar para a pista. Um tipo de manobra que rende punição na certa até mesmo na minha liga de corridas virtuais do Grand Prix Legends. Talvez por isso, ele não quis muita conversa quando perguntei à ele no final da prova sobre se ainda dava para sonhar com o campeonato. “Ainda nem pensei sobre esse assunto. E terei muito tempo até Spa para fazer isso”, respondeu ele, antes de se dirigir até Paul di Resta para se desculpar pelo incidente, num gesto bonito de se ver.

Para os pilotos brasileiros, um domingo difícil. Felipe Massa jogou fora qualquer chance de pódio depois de rodar ao passar com o carro sobre a linha branca numa freada - teve até sorte de conseguir se recuperar e voltar para a pista apenas com um dano menor na lâmina lateral da asa traseira. Já Rubens Barrichello ficou a maior parte do tempo na briga pela nona e décima posição mas, a exemplo de Hamilton e de Mark Webber, optou por colocar pneus intermediários quando a garoa apertou. Uma decisão que, como ficou claro depois, não foi a correta.

Ao menos, a Fórmula 1 entra agora para essa pausa no ameno verão europeu com mais uma grande corrida. Que rendeu outros assuntos também. Aproveite o espaço dos comentários para deixar suas dúvidas e opiniões para o “Credencial”!

30jul/119

Vettel na frente, McLaren forte

Domínio ilusório?

O paddock de Hungaroring estava praticamente deserto na madrugada de sexta-feira para sábado, mas a movimentação nos boxes da Red Bull era intensa. Depois de um desempenho decepcionante nos treinos livres, a ordem no time era revirar o carro de cabeça para baixo para espremer uma melhora de performance. Deu certo: Sebastian Vettel marcou sua oitava pole-position da temporada. E agradeceu ao esforço de seus mecânicos:

- Estou muito feliz com o resultado. Os mecânicos trabalharam muito nos boxes ontem à noite, acho que eles foram dormir às cinco da manhã e esta é a melhor maneira de dizer obrigado. Valeu a pena, testamos muitas coisas novas na sexta e deu trabalho para voltar ao acerto que achávamos melhor, mas funcionou - vibrou o líder do Mundial.

Mas seu trabalho na corrida não será fácil, mesmo num circuito onde, tradicionalmente, poucas ultrapassagens acontecem. O habitual domínio da Red Bull nas classificações sofreu novamente a ameaça de uma McLaren que se apresentou em dose dupla, com Lewis Hamilton em segundo e Jenson Button em terceiro.

- É um ótimo sinal. Acho que estamos crescendo e melhorando o carro de forma constante. E tenho certeza que teremos novidades depois dessa pausa para finalmente superar a Red Bull também em classificações - apostou Hamilton.

Pelo ritmo de corrida, ninguém duvida que a McLaren possa lutar pela vitória hoje.

E mesmo a Ferrari, que colocou Felipe Massa em quarto no grid e Fernando Alonso em quinto. Foi primeira vez que o brasileiro superou seu companheiro no sábado neste ano:

- Vai ser uma corrida difícil para todos, pois os dois compostos de pneus estão sofrendo muito desgaste e a estratégia do uso deles será a chave para o sucesso. Acho que estaremos melhor em ritmo de corrida do que na classificação - disse o brasileiro.

Apostas? Eu iria de Hamilton. Não fosse o fato dele largar no lado sujo da pista. Acho que a ordem depois da primeira curva será fundamental. Assim, acho que dá Vettel. E você?

29jul/115

A dúvida do dia

O mais veloz Hamilton e as marcas do desgaste, no clique de Beto Issa

Poucos dias depois do sensacional GP da Alemanha, os treinos livres em Hungaroring trazem o prenúncio de mais uma grande corrida. Para alívio geral, os resultados de hoje mostram um equilíbrio entre as três equipes grandes da Fórmula 1. Em ritmo de corrida, McLaren, Ferrari e Red Bull vão brigar de igual para igual.

Ainda há em jogo outro fator que vai tornar o treino de classificação amanhã um pouco secundário, mesmo se tratando de um circuito travado e de difícil ultrapassagens. Vários pilotos saíram do treino cheio de dúvidas sobre qual a estratégia de pneus correta para o final de semana.

“O super-macio está tendo um desgaste muito grande, dura de 6 a 12 voltas”, disse Rubens Barrichello. No motorhome da Ferrari, Massa completou: “O macio também está durando muito pouco. Não vai ser fácil, a corrida tende a ter muitas paradas”.

Talvez a maior surpresa do dia tenha sido as dificuldades da Red Bull. Não exatamente na folha de tempos, já que as de sexta normalmente iludem. Mas na fala de seus pilotos. “Precisamos trabalhar para melhorar o carro. Não que ele esteja ruim, mas a maneira que ele desgasta os pneus será a chave para a corrida. É um equilíbrio difícil: buscar essa durabilidade e, ao mesmo tempo, uma borracha que aqueça rápido para uma volta rápida na classificação”, apontou Sebastian Vettel.

Assim, a noite de hoje e o treino livre de sábado pela manhã servirão para quebrar a cabeça sobre com qual estratégia abordar a classificação. Guardar pneus super-macios para andar rápido, ainda que parando mais vezes? Ou deixar para o domingo os jogos de pneus macios para tentar fazer uma parada a menos?

São perguntas de difícil resposta. Até porque as temperaturas estão amenas, algo incomum nessa pista e que certamente jogou no lixo muitas das simulações e cálculos que os times já haviam feito.

Muitas incertezas, bom para o espetáculo.