24jun/121

TV Blogo – Paul 70 V

Para encerrar com chave de ouro essa retrospectiva de covers de músicas compostas por Paul McCartney, aquele que para mim é o melhor cover já feito de uma música dos Beatles. Syreeta e seu marido na época, Stevie Wonder, arrebentam nessa versão de "She's Leaving Home". Para ouvir no último volume e sentir a emoção da voz dela - e do arranjo dele. Aperte o play e boa audição!

22jun/122

TV Blogo – Paul 70 III

Existe uma porção de versões bacanas de "Eleanor Rigby". Mas a minha favorita é a de Chick Corea brincando ao piano com a melodia de Paul McCartney. De emocionar mesmo. Aproveite para aumentar o volume e ouvir bem alto depois de apertar o play nessa série de homenagens aos 70 anos do "Macca"!

18jun/128

70 vezes Paul

Nancy, Paul, um velho amigo e o momento em que eu cheguei mais próximo da lenda

A primeira vez que vi Paul McCartney foi numa inesquecível noite de abril de 1990, num Maracanã apinhado com mais de 180 mil pessoas. Era na época um recorde de Guiness para público de um só artista e foi uma viagem incrível pelos tempos de Beatles e também pelo melhor de sua carreira solo, pontuada por músicas de seu “disco de trabalho” na época, o honesto mas não brilhante “Flowers In The Dirt”.

A cada pausa entre uma música e outra, eu enchia os pulmões e berrava “For No Oooooooneeee!!!” - queria muito que ele tocasse minha música predileta dos Fab Four, algo que era bem possível já que a composição é dele mesmo.

(Se por acaso você não sabia que, apesar de Lennon e McCartney assinarem juntos todas as músicas que faziam, são diversas as compostas só por um ou pelo outro. Para mergulhar nessas diferenças, fundamental para entender melhor o obra dos Beatles, confira essa lista aqui)

Isso significa que vi Paul McCartney aos 47 anos de idade. Hoje ele completa 70, perdeu a esposa de então, Linda, para o câncer, teve um casamento fracassado com Heather e agora vive com sua Nancy. Depois de ler uma ótima biografia sobre ele chamada “Fab”, que conta também o lado não tão glamouroso e recomendável do ex-beatle, consegui ter um quadro mais humano deste que é, sem dúvida, um dos grandes gênios musicais da história.

Vi Paul outras três vezes desde aquela noite no Rio. Uma em São Paulo, uma em Viena, uma em Abu Dhabi. Em todas elas, enchi os pulmões e gritei “For No Ooooooneeee!!” sem jamais ser atendido. Sem problemas. O Mozart do século XX nos deu tantas melodias e canções que marcaram nossas vidas que cada uma dessas sessões com sua banda geraram horas de pura alegria, uma explosão de boas memórias e bons sentimentos.

Por tudo isso, é engraçado pensar na mística do “Paul Is Dead” que surgiu na época do disco “Abbey Road”. Algo que o beatle mais ativo desde o fim da banda tratou de desmentir. Paul faz 70. Paul fará 700. Paul não morrerá nunca com o legado que criou.