Top 5 – Corridas
Não faz muito tempo que era impossível compilar cinco boas corridas num universo de onze. Basta voltarmos a 2010, ano de provas chatíssimas, decididas após uma rodada única de pitstops, que ao menos criaram uma emocionante disputa pelo título. Mas esta temporada tem sido pródiga em boas corridas, com a vitória decidida nas voltas finais. Continuando nossa análise da primeira parte do Mundial de 2012, escolho os cinco melhores GPs até aqui. Confere com a sua opinião?
1 - GP da Europa
Mesmo com o domínio de Sebastian Vettel na fase inicial da corrida, antes da entrada do Safety Car, a corrida em Valência já estava animada com uma série de ultrapassagens no pelotão intermediário. Depois que a neutralização juntou o grid, o bicho pegou de vez: Fernando Alonso aproveitou sua grande chance, Vettel e Romain Grosjean quebraram e a briga pelas outras posições continuou feroz, culminando com uma polêmica batida entre Lewis Hamilton e Pastor Maldonado. No final de um GP em que passamos prendendo a respiração a maior parte do tempo ainda houve a bonita apoteose do piloto espanhol com sua torcida, um daqueles momentos que marcam tanto qualquer esporte pelo nível de emoção que contém.
2 - GP do Canadá
A corrida de Montreal foi a melhor tradução até aqui para um campeonato temperado por muito equilíbrio, a importância das decisões estratégicas e as incertezas quanto ao comportamento dos pneus. Lewis Hamilton venceu tanto por ter sido o piloto mais brilhante do final de semana como por ter acertado em fazer duas paradas para andar rápido o tempo inteiro. Num circuito onde ultrapassar não seria um problema, se deu mal quem tentou para uma vez, como Sebastian Vettel e, especialmente, Fernando Alonso, que virou boi de piranha para quem vinha atrás nas voltas finais.
3 - GP da Malásia
A segunda corrida do ano já trouxe um thriller emocionante e improvável na disputa pela vitória. As primeiras gotas caíram bem na hora da largada e o início da corrida foi animado até que os céus malaios se abriram de vez, causando a interrupção da prova. No reinício, Fernando Alonso foi fazendo tudo certo enquanto seus adversários erravam. Mas o espanhol estava sendo alcançado por Sergio Perez a medida que o asfalto ia secando. A primeira vitória da Sauber parecia perto até que o mexicano cometeu um deslize nas voltas finais que o fez perder um tempo precioso. De qualquer forma, foi um daqueles casos raros de uma prova em que o segundo colocado sai também com um ar de vencedor.
4 - GP da Inglaterra
Mais uma corrida decidida apenas no final depois de uma emocionante batalha estratégica. A prova em Silverstone parecia um passeio para Fernando Alonso, que dominou a parte inicial de uma corrida no seco depois de conseguir uma improvável pole position num treino completamente molhado. Mas era o dia do caçador. Mark Webber se manteve a uma distância pequena do espanhol e preparou o bote para a parte final da corrida, quando estava com um composto de pneus mais eficiente que Alonso. Esperou algumas voltas para dar o bote no momento certo, numa bonita manobra por fora na curva Brooklands a cinco voltas do fim.
5 - GP de Mônaco
Da sala de imprensa no cais de Monte Carlo, dei um suspiro admirado quando se formou um grupo compacto de seis carros após a última rodada de pitstops da corrida. Melhor tradução de equilíbrio técnico e batalha estratégica não existe. Teria acontecido troca de posições não fosse o traçado estreito de Mônaco. Mas ainda assim, não entendo os que ficam se lamentando por isso: se você não acha alucinante um trem de seis carros parecendo um só andando a toda velocidade por aquelas apertadas e tão tradicionais esquinas, tendo ainda de lidar com as gotas de uma garoa que foi apertando nas voltas finais, você não gosta de automobilismo.
Descobrindo a América
Foi na manhã de sábado que Bernie Ecclestone fez um périplo pela sala de imprensa de Hungaroring e se colocou para responder as perguntas dos jornalistas ali presentes. Com um campeonato emocionante em andamento, não tivemos de ouvir ideias “fascinantes” como atalhos nas pistas ou chuveiros artificiais para molhar o asfalto. Desta vez o papo ficou num nível mais realista e se concentrou no calendário para 2013.
O pouco que o chefão da F-1 falou confirma o que este blog vem falando há algum tempo: na busca por fugir de uma Europa mergulhada em crise para continuar lucrando um bom dinheiro, a categoria já sentiu que o mercado asiático está relativamente saturado e mira agora para o outro lado: a América.
Assim, Bernie esclareceu que a prova em Valência sai do calendário - o que era público e notório que aconteceria - para dar lugar à corrida em Nova Jersey, uma segunda prova nos Estados Unidos chegando na F-1 num período de oito meses. Corridas como estas, Brasil incluso, ocorrem no horário nobre da televisão europeia. Algo que agrada muito aos patrocinadores envolvidos na categoria.
Assim, não nos surpreendemos se México e Argentina ganhem uma vaga no calendário num futuro próximo caso venham com propostas sérias e bem apoiadas financeiramente. Em relação à Europa, a sensação de que a manutenção/volta de corridas tradicionais vai depender de uma mudança de filosofia no comando da Fórmula 1. Algo que talvez não aconteça mesmo depois que Ecclestone sair de cena.
De minha parte, só uma dorzinha no coração pela saída de Valência do calendário. Por mais que eu nunca tenha visto o menor sentido na existência daquela corrida, era uma cidade genial para se visitar a cada ano.
Comissários inconsistentes
O Grande Prêmio da Europa em Valência foi daqueles para deixar o quarteto de comissários da FIA ocupados o tempo inteiro. Num dia em que os pilotos da Fórmula 1 mandaram a prudência às favas, foram diversos lances e incidentes que passaram pelo crivo deles. Algumas decisões foram polêmicas, como considerar o brasileiro Bruno Senna culpado no incidente com Kamui Kobayashi.
Mas pelo menos duas decisões se mostraram absolutamente inconsistentes. A mais óbvia envolveu Michael Schumacher. Na parte final da prova, ele abriu a asa traseira móvel numa área em que bandeiras amarelas eram agitadas, algo que não é permitido pelo regulamento e foi captado pelas câmeras de televisão. A FIA alegou depois que, mesmo com a contravenção, ele claramente reduziu a velocidade no trecho. Só que no GP da Espanha, em maio, tanto Sebastian Vettel como Felipe Massa receberam punições pelo mesmo motivo. Parece que diante do primeiro pódio diante do heptacampeão, uma das grandes notícias de um grande dia, os responsáveis resolveram fazer vista grossa. O que jamais deveria acontecer.
O pior é que um outro lance da prova contradiz o argumento da FIA para o caso Schumacher. Lewis Hamilton havia sido investigado por não aliviar num setor de bandeiras amarelas (agitadas enquanto o carro de Vettel era empurrado para fora da pista). O computador mostra que ele passou ali 0s05 mais rápido ali do que na volta anterior. Para se ter uma ideia, Alonso foi 0s23 mais lento, Grosjean passou acima de um segundo mais lento. Ainda que a “acelerada” de Hamilton tenha sido marginal, ele claramente não tirou no pé. E era uma área de bandeiras amarelas duplas!
Apesar das inconsistências, acho importante a atuação dos comissários. Especialmente depois de decisões de Mundiais como as de 89, 90 e 94, quando um piloto que jogou o carro propositadamente em cima de outro e saiu campeão. Bom saber que isso não aconteceria hoje. Foram três títulos discutíveis, para não dizer vergonhosos.
Dia de paella
A paella é sem dúvida o maior legado da cultura de Valência. Originalmente, o arroz temperado com açafrão recebe carne de coelho e de frango, além de algumas verduras e feijão branco. Mas o tempo, e a expansão do prato para outras partes da costa espanhola com uma agricultura não tão rica quanto a de lá, tratou de trabalhar em variações do prato. A “paella marinera” (ou de mariscos) também é hoje muito popular. E há a “paella mista”, o X-Tudo das paellas, misturando a carne da valenciana com os frutos do mar da marinera numa só variação.
Comer em Valência é então se render a este que é o prato mais típico da Espanha. Mas conhecer também outras especialidades gastronômicas como boas variedades de peixe, ótimas sangrias e a horchata de chufa, uma bebida refrescante que existe no verão feita a partir do suco de um tubérculo típico de lá e conhecido no Brasil como “junça”.
Opções de bons restaurantes na cidade não faltam. Mas pelo charme dos lugares, recomendo alguns no centro (mais tradicionais e sofisticados) ou na praia da Malvarrosa (mais simples). Só não pode ir à Valência e não comer uma paella!
Confira o vídeo que eu fiz sobre as paellas de Valência na TV Blogo!
Credencial GP da Europa 2012
A última edição do Credencial ficou mais longa que o normal, principalmente por incluir bons debates sobre as vitórias brasileiras de Nelsinho Piquet na Nascar e de Luiz Razia na GP2. Na parte de Fórmula 1, respondemos às perguntas de vocês sobre a corrida em Valência, além de comentarmos sobre as punições aplicadas durante a prova e as tendências neste momento do Mundial. E tem muito papo sobre outras categorias também. Mais uma edição imperdível!
Vencer para esquecer
O choro de Fernando Alonso no pódio do circuito de Valência foi compartilhado por muitos torcedores presentes nas arquibancadas. O primeiro triunfo do espanhol na cidade foi marcado pela emoção e teve direito à saudação com a bandeira do país depois da linha de chegada, com o piloto de pé no carro da Ferrari, numa verdadeira apoteose.
O triunfo veio de forma inesperada. No início da corrida, enquanto Alonso disputava posições no pelotão intermediário depois de largar em 11º, Sebastian Vettel abria uma larga vantagem na liderança. Mas um safety car na 29ª volta para limpar detritos na pista mudou a história da corrida.
A intervenção caiu como uma luva para Alonso. Quase todos os pilotos aproveitaram para ir aos boxes para uma última troca de pneus e o espanhol se deu bem, subindo para a terceira colocação. Ele ultrapassou Romain Grosjean na relargada e, metros depois, Vettel abandonou com um problema elétrico.
"Se repetíssemos essa corrida cem vezes, eu jamais ganharia. Foi tudo perfeito: fiz uma boa largada, ganhei posições nos boxes e na pista e alguns pilotos tiveram problemas", afirmou.
O momento de celebração com a torcida ganhou ainda mais emoção justamente pelo fato do carro da Ferrari ter tido um problema metros depois da chegada. Alonso parou na área de escape e subiu no carro para saudar os torcedores. Depois, chorou, destacando a alegria de ver a festa dos espanhóis num momento complicado do país.
"As emoções vividas hoje foram muito fortes. Estou muito feliz e orgulhoso de ser espanhol em momentos difíceis, na crise por que estamos passando, com muita gente que, pelas condições econômicas, não pode vir aos GPs. E quem vem ao GP dorme nos carros, passa por dificuldades com um sol de 40ºC graus todos os dias para vê-lo passar por um segundo. Queríamos dar algo especial a eles, mas a vitória era algo impensável. Quando consegui, foi uma celebração e uma corrida muito emotiva para mim, na qual senti sensações muito fortes na volta de retorno aos boxes e no pódio. É a primeira vez que pego a bandeira da Espanha, e foi um pouco por isso. Para dar-lhes um voto de energia e de confiança para todo mundo neste país... somos espanhóis e seguiremos adiante".
O grande teste de qualidade do Mundial de 2012 aconteceu no circuito de Valência, historicamente conhecido por propiciar corridas muito monótonas. Esta foi uma das melhores da temporada - e certamente a mais cheia de confusões. Tanto que o resultado oficial só foi confirmado quase quatro horas depois da bandeira quadriculada, depois que todos os incidentes foram analisados e julgados.
O lance mais polêmico aconteceu entre Lewis Hamilton e Pastor Maldonado a duas voltas do final. O venezuelano tentou uma ultrapassagem, foi espremido para fora da pista e, na volta, acabeu batendo na McLaren do inglês e o eliminando da corrida. Recebeu um acréscimo de vinte segundos no tempo final de prova e acabou saindo da zona de pontuação por conta disso.
Kamui Kobayashi, Jean-Eric Vergne e Bruno Senna também sofreram punições por, na opinião dos comissários de prova, terem causados acidentes evitáveis - os dois primeiros perderão posições no grid da próxima corrida pois já haviam abandonado quando os respectivos incidentes foram julgados.
Os outros dois abandonos da prova foram justamente aqueles que abriram caminho para a vitória de Fernando Alonso, os de Sebastian Vettel e Romain Grosjean, ambos por problemas eletrônicos.
Todas essas confusões acabaram premiando também outros sobreviventes. Alonso subiu ao pódio ao lado de Kimi Raikkonen e Michael Schumacher - ambos ex-pilotos da Ferrari e campeões mundiais. Foi o primeiro pódio do alemão desde seu retorno à Fórmula 1.
"São momentos como esse que você desfruta e é maravilhoso estar de volta depois de tanto tempo. E subir ao pódio de uma maneira inesperada como essa te deixa ainda mais feliz".
Com milhões de assuntos para serem abordados no "Credencial", participe nos comentários com perguntas! A pauta do programa será, como na última edição, inteiramente em cima delas.
O estraga-prazeres
O enorme equilíbrio apresentado pela Fórmula 1 neste ano encontrou seu primeiro foco de resistência: a performance de Sebastian Vettel em treinos de classificação. Pela segunda corrida consecutiva, terceira no ano, ele marcou a pole position com uma boa vantagem sobre o resto do grid. A de Valência foi a 33ª da carreira, colocando-o ao lado de Jim Clark e Alain Prost como o terceiro piloto que mais vezes largou da primeira posição na história da categoria. Apenas Michael Schumacher (68) e Ayrton Senna (65) estão à sua frente nessa estatística.
O segredo para Vettel colocar mais de três décimos de segundo de vantagem sobre Lewis Hamilton, que completa a primeira fila do grid, foram modificações aerodinâmicas no carro da Red Bull. O alemão se mostrou contente. "Foi um bom final de semana até aqui. Demos um passo à frente com as partes novas no carro e a pole foi uma boa recompensa para o pessoal lá na fábrica e aqui no circuito".
Curiosamente, a opinião dos adversários sobre a forma da Red Bull diverge. Hamilton prevê um passeio de Vettel na corrida: "Não vejo muitos problemas para ele na prova. Com um novo pacote do carro, ele tirou quatro décimos em apenas uma tentativa. Vettel será muito competitivo. Temos de concentrar no nosso trabalho e o que vier, virá", ponderou.
Já Romain Grosjean, que larga em quarto lugar, confia numa disputa mais equilibrada. "Não acho que Vettel consiga manter o mesmo ritmo que mostrou na classificação. Nos treinos livres, em ritmo de corrida, ele não parecia tão bem. E, se perder um pouco, entramos no jogo. Não é preciso correr muitos riscos, pois temos um bom carro e a degradação de pneus será alta", aposta.
Com a previsão de um domingo de muito calor, a expectativa é mesmo de uma prova mais movimentada.
Pão e circo
Os sinais da crise estão por todos os cantos de Valência. Ontem na praia de Malvarrosa, cujos encantos eu descrevo nesse texto da TV Blogo (confira!), era comum ver alguém revirando os cestos de lixo atrás de material reciclável. E qualquer conversa com um local acaba em reclamações sobre desemprego e recessão. Não está fácil para ninguém por aqui.
No meio disso, chega a Fórmula 1 para sua festa anual de glamour e velocidade. Justamente numa cidade que, com exceção de 2008 quando era uma novidade, nunca se interessou muito pela corrida. Que custa uma grana preta aos cofres públicos.
Numa quinta-feira especialmente feliz em entrevistas hoje no circuito, foi interessante ver que Fernando Alonso não fugiu do inevitável tema. O herói local destacou a publicidade da prova e o efeito de um evento esportivo na moral de um povo abalado pela crise.
- É uma situação triste e preocupante. Mas estamos aqui para tratar de um assunto completamente diferente que é o esporte. É um grande evento numa cidade que será visto no domingo por milhões de pessoas no mundo todo. E se formos questionar a moral de cada evento esportivo, ficaremos aqui até amanhã. A crise econômica é mundial! Então precisamos questionar porque acontece uma Eurocopa na Polônia ou mesmo a existência dos Jogos Olímpicos. São macro-eventos cuja existência sempre pode ser questionada.
O discurso de Alonso é correto. Pão é importante na vida das pessoas, mas o circo também é - talvez pela herança mundial da sociedade romana. Ainda assim, volto a insistir no tema abordado há dois dias: se for para fazer uma corrida em Valência, que se faça no Circuito Ricardo Tormo, que está pronto para receber a F-1. Os custos do governo cairiam bastante sem a necessidade de se isolar uma área movimentada da cidade - fora os transtornos que isso causa nas pessoas.
O dia em Valência também rendeu ótimas entrevistas sobre o futuro dos brasileiros, em cima até do tema que eu abordei ontem. Não deixe de ler o que ouvimos hoje de Felipe Massa e Bruno Senna. E, como sempre, use o espaço dos comentários para deixar sua opinião!
O alvo certo?
São tempos de crise econômica brava na Espanha, uma boa chance para o povo esquecer as angústias festejando o sucesso de sua seleção nacional na Eurocopa ou o de Fernando Alonso na Fórmula 1. Mas enquanto os craques bem pagos do ludopédio contam com o apoio praticamente irrestrito de seu povo, o piloto da Fórmula 1 recebeu nesta semana uma carta aberta de um movimento contra a corrida nas ruas de Valência.
Basicamente, o documento contesta a necessidade de uma corrida no entorno do porto da cidade se há um autódromo apto a receber a Fórmula 1 a menos de 30 quilômetros dali. Cita o transtorno que o bloqueio de vias causa aos moradores da região (uma reclamação que eu escuto de taxistas e cidadãos desde a primeira edição do GP, em 2008) e, principalmente, o sentido de um gasto tão grande para um evento esportivo numa cidade e num país que precisa ser criterioso no emprego do dinheiro público, especialmente na conjuntura atual.
Colocar Alonso, que é extremamente popular na Espanha, como símbolo de um evento que divide opiniões é injusto. Me lembro de quando surgiram os primeiros rumores de uma corrida no porto de Valência, Alonso declarou não gostar muito da ideia, já que havia um circuito permanente perto dali. Mas a imposição de Bernie Ecclestone e a ganância dos políticos locais trataram de tocar a ideia adiante. São eles quem deveriam ser os alvos dos descontentes.
Com a prova confirmada, Alonso foi político como sempre é e destacou o prazer que sentia pela chance de correr uma segunda vez por ano diante dos espanhóis. Algo que é uma meia verdade, já que, com exceção de 2008, a corrida em Valência é uma das de menor público na Europa. De fato, os locais não amam a corrida como acontece em Barcelona.
Apesar de adorar a cidade, realmente não vejo o menor sentido de um evento caro, que gera transtornos e, pior, uma corrida que costuma ser chatíssima. Tudo aponta que a partir do ano que vem, os GPs espanhóis se alternarão entre Barcelona e Valência. Pela situação do país, uma decisão lógica. E, já que é assim, não custa nada colocar a segunda prova no Circuito Ricardo Tormo. Sai mais barato para os cofres públicos - e nós não perdemos a chance de visitar uma das cidades mais legais da temporada.



















lframos@totalrace.com.br
