17mai/130

O último “old school” da Nascar

Morreu o último "old school" da Nascar. Dick Trickle. Pelas primeiras apurações, ele cometeu suicídio.

Dickle fumava dentro do carro durante as bandeiras amarelas das provas e tinha um compartimento para colocar cinzeiro, cigarros e isqueiros do lado do banco.

Ele também foi eleito o rookie mais velho da Nascar, aos 48 anos, em 1989.

PS: considero "old school" os pilotos malucos. Mark Martin é um outro nível!

16mai/135

Nome só não faz história; McLaren e Honda terão trabalho

McLaren e Honda. Uau. Se depender dos saudosistas, Bruno Senna será titular no ano que vem e a Marlboro deixa a Ferrari!

Brincadeiras à parte, foi um belo rumor que virou realidade. Este joint project era tudo o que a Fórmula 1 precisava neste momento de indefinição em relação ao futuro por conta do novo regulamento, dos altos custos, etc.

Ou seja, em 2015 teremos, até o momento, Ferrari, Honda, Renault, Mercedes, Cosworth, no mínimo. Uma ótima perspectiva que pode chamar a atenção de outras montadoras, como a Chevrolet, por exemplo, que já abastece a Indy.

Porém, devemos lembrar que a última vez da Honda como fornecedora de motores não foi das melhores participações. Em 2000, retornou com a BAR, entrando na Jordan em 2001, com essas parcerias durando até 2002. Os resultados foram pífios, com dois pódios de Villeneuve em 2001. E só.

O tempo em que ela foi dona de equipe, então, melhor nem vir ao caso.

Ou seja, celebrações e saudosismos à parte, a Honda sabe muito bem que precisará trabalhar bastante, pois não dá para sobreviver só de nome na Fórmula 1. Michael Schumacher que o diga.

Abaixo, um vídeo bem legal de alguns dos modelos para os quais os japoneses forneceram seus propulsores:

15mai/131

Futebol. Precisa entender?

Escrevi esse texto para o blog do meu grande amigo Daniel Freire. O blog (averdadedofutebol.wordpress.com) é de futebol e eu entendo pacas, como vocês perceberão abaixo. Acho que ficou legal!

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Eu não consigo me dar bem com futebol. Não adianta. Pode ser sobre o Palmeiras (meu time do coração), a Seleção Brasileira, qualquer coisa. Eu chuto a bola e acerto a grama. Já luxei um dedo chutando o chão da quadra. Isso para vocês verem meu lado multitalentoso quando o assunto é futebol.

Volante para mim é aquela coisa redonda que existe para direcionar o carro. Meia de contenção para mim é aquela meia de lã que serve para proteger nossos pés no frio infernal que às vezes faz em São Paulo. Tática, então... 4-2-2, para mim, é o número de um bordel que existe na esquina da rua onde moro, assim como o 3-5-2 e o 4-3-3. Ah, e pra mim não existe Pelé, existe Senna. Além de serem mitos em seus esportes, em outra coisa eles se parecem, né Xuxa?

Contudo, é inegável que o futebol mexe com as nossas vidas. Lembro nitidamente da derrota para a Argentina na Copa de 1990, minha segunda lembrança de futebol (a primeira foi de sair mais cedo da escola e ver a abertura na TV preto-e-branco que havia no meu quarto e demorava quatro minutos para ligar), quando meu finado avô disse: "Vamos torcer para o Camarões". Foi a primeira vez que fiquei triste com futebol.

Também me lembro do quase título do Palmeiras em 1992 e da fase vitoriosa em 1993/1994. Da Copa América perdida nas semifinais contra a mesma Argentina; da Copa de 1994, quando chorei de nervoso nos pênaltis. Ou do título do Botafogo, aquela bermuda ridícula do Santos em 1996, e até as rivalidade histórica de Palmeiras e Corinthians em quase todos os campeonatos de 1999 e 2000, ou aquele fatídico domingo de Zidane no Stade de France, em 1998.

O Penta de 2002, quando, mesmo de plantão, consegui encher a cara e participar de um churrasco, além de vadiar pela rua. A Copa de 2006, que tive de ver no escritório, puta saco. E, se forçar um pouco a mente, consigo recordar de vários episódios. Mas citei apenas os bons; os ruins não precisam ser lembrados, apesar de terem marcado igual.

Futebol, para mim, não tem nada a ver com tática, técnica, projeto, trabalho. Eu vejo um jogo inteiro e não entendo nada além do óbvio. Contudo, para mim é uma fonte inesgotável de histórias e exemplos, para o bom e para o mal. É um universo à parte que merece ser respeitado e absorvido. Muitos atletas do futebol são grandes exemplos de humanidade, como Casagrande (cujo livro estou lendo), Zico, Sócrates, Tostão, Romário, Cafu, Raí. Todos, de alguma forma, tiveram atuações extra-campo que merecem ser respeitadas ou exemplificadas.

De resto, para mim, futebol são 11 contra 11 buscando fazer o maior número de gols. Assim como, para os boleiros, Fórmula 1 é andar em círculos. Mas a gente respeita. Também sabemos contar boas histórias.

14mai/132

Não há regulamento que salve o GP da Espanha

Quem acompanhou os momentos iniciais da corrida do último domingo em Barcelona até se ajeitou melhor no sofá. Os seis primeiros andando na mesma batida deixou todo mundo esperando uma emoção tão grande quanto a vista no Anhembi semana passada.

Contudo, foi apenas fogo de palha. O equilíbrio era artificial, imposto pelo ritmo baixo dos carros da Mercedes, que largaram na ponta. Passado a primeira bateria de pit stops, a coisa seguiu equilibrado por algumas voltinhas, até a Ferrari dar as suas cartadas, com Fernando Alonso em um dia especial e Felipe Massa andando muito. Falando nisso, me deu dó da Mercedes, principalmente de Lewis Hamilton na hora que ele lamentou ter sido ultrapassado pela Williams de Pastor Maldonado.

A partir de então, a única alteração importante foi Kimi Raikkonen se colocando entre as duas Ferrari e Vettel em quarto. Uma procissão de dar sono. Mas foi bom ver Massa no pódio após tanto tempo e com uma pilotagem consistente. Plasticamente, menos impressionante que Alonso por conta das ultrapassagens fantásticas do asturiano, mas, na prática, melhor (ele evoluiu seis posições; Alonso, cinco).

Contudo, foi uma prova interessante para o campeonato. Com uma vitória e três segundos lugares, Raikkonen está a apenas quatro pontos de Vettel (85 a 89), com Alonso um pouco atrás (72). Fechado um quarto do campeonato, a disputa está se desenhando entre os três, com Hamilton em quarto, sofrendo com a dificuldade da Mercedes em se dar bem com os pneus, Massa e Mark Webber completando os seis primeiros. A tendência é o brasileiro, se conservar as boas atuações, conquistar um lugar no G4.

Agora temos de preparar nossos corações. No fim de maio será especial para todo fã de automobilismo: no dia 26, acontecem as duas maiores corridas do automobilismo, o GP de Mônaco e as 500 Milhas de Indianapolis. Será de arrepiar. Antes disso, no dia 19, temos a Stock Car em Salvador. Será de arrepiar.

5mai/131

Sensacional

Foi um corridão. Daqueles de encher os olhos. A São Paulo Indy 300 hipnotizou tanto os espectadores que o público não arredou o pé até a bandeirada, mesmo seus candidatos tendo ficado para trás.

Desde a primeira prova, em 2010, nenhum outro piloto diferente de Will Power havia vencido. Isso não contribuía muito para a popularidade do evento. Mas 2013 tirou todas as dúvidas sobre a qualidade do Circuito do Anhembi, que paralisa por três dias parte da faixa local da Marginal Tietê.

Cinco pilotos brigando pela vitória até a bandeirada, com uma diferença inferior a dois segundos entre eles. Sem chuva, sem problemas, nada que desse arsenal aos críticos de plantão. E sem Penske. Nem Ganassi. A má fase das (até o ano passado) potências contribuiu também para este espetáculo. Power quebrou. Helio Castroneves só se envolveu em enrascadas, enquanto Dario Franchitti e Scott Dixon sequer foram notados na corrida.

Takuma Sato foi brilhante. Aproveitou o azar de Tony Kanaan, cuja equipe KV vacilou ao deixá-lo sem etanol, mostrou ter encaixado de vez no modelo DW12, mas acabou perdendo rendimento e, sob pressão, errou. Exagerou na freada e deixou o traçado ideal livre para James Hinchcliffe, que tracionou melhor e chegou 0s3 à frente.

Outro dado impressionante: apenas 30 segundos separaram os 18 primeiros. Foi uma prova que começou morna e pegou fogo após um período repleto de acidentes. Isso sem falar no evento em si, com padrão de F-1, mas com o estilo "caseiro" da Indy, o que cria um ambiente único. Antes desacreditada, a São Paulo Indy 300 conseguiu mostrar que merece ser perpetuada no calendário da Indy. O final abaixo merece bis.

1mai/137

Para quem gosta de história…

Peço desculpas pela falta de atualização nos últimos dias, pois o trabalho na Indy tá pegado. Por conta disso, tenho um presentinho para vocês.

Preparei um media guide virtual para os jornalistas com dados da prova, e uma pesquisa em especial me deu muito prazer. É a que apresento abaixo:

BRASILEIROS NA INDY

FASE ATUAL (desde 1996)

Affonso Giaffone - oito corridas em 1997
Airton Daré - 40 corridas entre 2000 e 2006 (uma vitória, três pódios)
Ana Beatriz - 23 corridas desde 2010
Bruno Junqueira - 24 corridas entre 2001 e 2012 (uma pole)
Enrique Bernoldi - 16 corridas em 2008
Felipe Giaffone - 61 corridas entre 2001 e 2006 (uma vitória, oito pódios, três melhores voltas, quarto colocado em 2002)
Gil de Ferran - 31 corridas entre 2001 e 2003 (cinco vitórias, cinco poles, 16 pódios, uma Indy 500, vice-campeão em 2003)
Gualter Salles - uma corrida em 1999
Helio Castroneves - 180 corridas desde 2001 (21 vitórias, 33 poles, 60 pódios, nove melhores voltas, três Indy 500, vice-campeão em 2002 e 2008)
Jaime Camara - 14 corridas em 2008
João Paulo de Oliveira - uma corrida em 2011
Marco Greco - 23 corridas entre 1996 e 1999 (uma pole, um pódio, quarto colocado em 1997) Mario Romancini - 11 corridas em 2011
Mario Moraes - 50 corridas entre 2008 e 2010 (um pódio)
Raphael Matos - 39 corridas entre 2009 e 2011
Raul Boesel - 27 corridas entre 1998 e 2002
Roberto Moreno - quatro corridas entre 1999 e 2007
Rubens Barrichello - 15 corridas em 2012
Thiago Medeiros - duas corridas entre 2005 e 2006
Tony Kanaan - 165 corridas entre 2002 e 2012 (14 vitórias, 12 poles, 55 pódios, 16 melhores voltas, campeão em 2004)
Vitor Meira - 133 corridas entre 2002 e 2011 (15 pódios, seis melhores voltas)
Zak Morioka - uma corrida em 2000

ESTATÍSTICAS

Números baseados no campeonato disputado desde 1996 com a chancela da Indy.

- O Brasil é o segundo país com o maior número de pilotos no grid na história (22, contra 104 dos Estados Unidos). O país mais próximo é o Reino Unido, com 14.

- Helio Castroneves é o piloto mais experiente do grid com 180 largadas (recorde), contra 165 de Tony Kanaan e 164 de Scott Dixon.

- Juntos, Helio Castroneves e Tony Kanaan devem ultrapassar a barreira dos dez mil pontos na Indy. Até o momento, Castroneves tem 5150, contra 4647 de Kanaan, totalizando 9.797 pontos.

- Ambos representam praticamente 50% dos pontos obtidos pelos pilotos brasileiros na história da Indy desde 1996 (49,81%)

- Ambos conquistaram 85,36% do total de vitórias brasileiras na categoria desde 1996 (41), sendo 21 para Castroneves e 14 para Kanaan. Gil de Ferran (cinco), Airton Daré e Felipe Giaffone (uma cada) também já venceram na Indy.

- Sozinho, Castroneves possui quase o triplo de poles de Kanaan, seu rival mais próximo (33 contra 12), e 58,92% do total de posições de honra obtidas por brasileiros (Gil de Ferran tem outras cinco poles, enquanto Bruno Junqueira e Marco Greco possuem uma cada).

- Dessas 33 poles de Castroneves, nove se converteram em vitória (27% de aproveitamento).

- Airton Daré é o sexto vencedor mais jovem da Indy (aos 23 anos e dez mezes), atrás apenas de Graham Rahal (19 anos e três meses), Marco Andretti (19 anos e cinco meses), Sam Hornish Jr. (21 anos e oito meses), Tomas Scheckter (21 anos e dez meses) e Scott Dixon (22 anos e sete meses).

- Ana Beatriz é uma das sete mulheres que já chegaram a correr na Indy, com 23 participações desde 2010. As outras são Milka Duno (44 provas entre 2007 e 2010), Sarah Fisher (84 GPs entre 1999 e 2010), Katherine Legge (dez corridas em 2012), Pippa Mann (quatro participações em 2011), Simona de Silvestro (49 etapas desde 2010) e Danica Patrick, a mais bem-sucedida de todas (uma vitória e 117 GPs entre 2005 e 2011).

- Dois pilotos brasileiros formaram o pódio mais jovem da história da Fórmula Indy: o vencedor Airton Daré e o terceiro colocado Helio Castroneves, junto de Sam Hornish Jr. no GP de Kansas em 2002.

- Marco Greco é o único brasileiro a ter disputado a Indy e a Moto GP (no início dos anos 80, participando de 13 corridas).

FASE CHAMP CAR (1979-2008)



Entre 1979 e 1994, a Fórmula Indy era um campeonato único. A partir de 1996, foram disputados dois campeonatos paralelos, a Indy e a CART/Champcar, com a primeira iniciando uma nova história tendo como base a Indy 500 e a segunda herdando as estatísticas desde 1979.

Por ter tido 30 temporadas, obviamente os números desta fase são mais expressivos que os da fase atual. A única equipe brasileira da história (GF) surgiu nesta fase, em 1988.

24 pilotos participaram deste campeonato. São eles.

Alexandre Sperafico - 12 corridas entre 2003 e 2005
Antonio Pizzonia - cinco corridas entre 2006 e 2008 (uma melhor volta)
André Ribeiro - 68 corridas entre 1995 e 1998 (três vitórias, quatro pódios, duas poles)
Bruno Junqueira - 102 corridas entre 2001 e 2008 (oito vitórias, 34 pódios, nove poles, 11 melhores voltas, vice-campeão em 2002, 2003 e 2004)
Christian Fitipaldi - 135 corridas entre 1995 e 2002 (duas vitórias, 20 pódios, uma pole, quatro melhores voltas)
Chico Serra - uma corrida em 1985
Cristiano da Matta - 102 corridas entre 1999 e 2006 (12 vitórias, 20 pódios, sete poles, seis melhores voltas, campeão em 2002)
Enrique Bernoldi - uma corrida em 2008
Emerson Fittipaldi - 195 corridas entre 1984 e 1996 (22 vitórias, 65 pódios, 17 poles, 11 melhores voltas, duas Indy 500, campeão em 1989)
Gil de Ferran - 129 corridas entre 1995 e 2001 (sete vitórias, 34 pódios, 16 poles, cinco melhores voltas, campeão em 2000 e 2001)
Giupponi Franca - uma corrida em 1988
Gualter Salles - 48 corridas entre 1997 e 2003
Helio Castroneves - 80 corridas entre 1998 e 2001 (seis vitórias, dez pódios, sete melhores voltas)
José Carlos Romano - uma corrida em 1988
Luiz Garcia Jr. - 31 corridas entre 1999 e 2001
Mario Haberfeld - 32 corridas entre 2003 e 2004 (uma melhor volta)
Mario Moraes - uma corrida em 2008
Marco Greco - 29 corridas entre 1993 e 1996
Mauricio Gugelmin - 147 corridas entre 1993 e 2001 (uma vitória, oito pódios, quatro poles, uma melhor volta, quarto na temporada 1997)
Max Wilson - 15 corridas em 2001
Nelson Piquet - uma corrida em 1993
Raul Boesel - 173 corridas entre 1985 e 1999 (três poles, oito pódios, três melhores voltas) Ricardo Sperafico - 13 corridas em 2005
Roberto Moreno - 121 corridas entre 1985 e 2008 (duas vitórias, 12 pódios, duas poles, duas melhores voltas, terceiro na temporada 2000)
Tony Kanaan - 93 corridas entre 1998 e 2002 (uma vitória, seis pódios, quatro poles, cinco melhores voltas)
Tarso Marques - 27 corridas entre 1999 e 2005

NÚMEROS UNIFICADOS

- Levando em conta o total de pilotos que disputaram a Indy/CART/Champcar, e sem repetir os que participaram nos dois campeonatos, o Brasil teve um total de 36 representantes, número maior que o de brasileiros presentes na F-1 desde 1950 (29 pilotos).

- Daria para fazer uma Indy 500 só com pilotos brasileiros. E faltaria espaço no grid.

- No acumulado, o número de títulos passa para cinco (dois de Emerson Fittipaldi, dois de Gil de Ferran e um de Tony Kanaan), assim como uma ampliação significativa no número de vitórias (105, sendo 41 na Indy e 64 na CART/Champcar), poles (124, sendo 52 na Indy e 72 na CART/ChampCar), pódios (380, sendo 159 na Indy e 221 na CART/Champcar) e melhores voltas (97, sendo 34 na Indy e 63 na CART/Champcar).

- O número de pilotos vencedores passa de cinco para 11 pilotos, sendo Helio Castroneves o maior vencedor (27 vitórias, sendo 21 na Indy e seis na CART/Champcar), seguido de Emerson Fittipaldi (22), Tony Kanaan (15, sendo 14 delas na Indy), Cristiano da Matta (12), Gil de Ferran (12, sendo cinco na Indy e sete na CART/Champcar), Bruno Junqueira (8), André Ribeiro (3), Roberto Moreno (2), Christian Fittipaldi (2), Maurício Gugelmin (1), Airton Daré (1), Felipe Giaffone (1).

- Castroneves também lidera o número de poles nos números unificados com 40 (sendo 33 na Indy e sete na CART/Champcar), seguido de Gil de Ferran (21, cinco na Indy e 16 na CART/Champcar), Emerson Fittipaldi (17), Tony Kanaan (16, sendo 12 na Indy e quatro na CART/Champ Car), Bruno Junqueira (dez, sendo nove na Indy), Cristiano da Matta (7), Maurício Gugelmin (4), Raul Boesel (3), Roberto Moreno (2), André Ribeiro (2), Vitor Meira (2), Christian Fittipaldi (1) e Marco Greco (1). O número de pilotos na relação aumentou de seis para 13.

- O primeiro piloto a disputar uma prova da Indy foi Emerson Fittipaldi, em 1984, no dia 1o de abril em Long Beach, largando em 12o e terminando em quinto com o famoso carro rosa, um March- Cosworth da equipe WIT.

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E aí, gostaram?

Sabem quem são os dois da foto, suas equipes e o ano?

Provavelmente, vocês devem estar curiosos para saber mais sobre esta equipe brasileira dos anos 80. O Luiz Alberto Pandini escreveu sobre ela em 2007 e contará para vocês. Basta clicar aqui!

27abr/130

Serra é pole em dia de capotagens em Tarumã

Duas capotagens no mesmo dia. Acredito que isso nunca aconteceu em um único dia na Stock Car. Em um dos casos, o de Marcos Gomes, foi falha mecânica; Nonô Figueiredo escapou de traseira e o carro capotou em contato com a brita. Outra batida forte foi a de Wellington Justino, que também impressionou pelo impacto.

Em uma pista onde é proibido errar, todo cuidado é pouco. E conservar os pneus é uma preocupação extra, pois Tarumã pede para você acelerar.

Fora isso, nenhuma novidade. O que surpreendeu foi a eliminação de Max Wilson (19º), Luciano Burti (20º), Galid Osman (25º) e Rubens Barrichello (30º) - certamente essa é a pior posição de largada na vida dele. Marcos Gomes ainda salvou um 17º, enquanto Nonô ficou em 14º. Justino, por sua vez, não conseguiu ir à pista.

Ricardo Sperafico, Ricardo Zonta, Allam Khodair e Popó Bueno, 11º a 14º, bateram na trave e o Q1 teve 25 pilotos no mesmo segundo.

Já na frente, a disputa acabou centralizada na Red Bull. Daniel Serra e Cacá Bueno travaram um duelo dos melhores, bem à frente dos rivais. Eles se alternaram na primeira posição o tempo todo. Serrinha começou, Cacá superou e tomou o troco. Serrinha está muito forte neste ano e Andreas Mattheis pode ter trabalho para controlar esse duelo, que pode resultar no campeão.

Átila Abreu sai em terceiro a 0s414 de Serra, com Valdeno Brito em um honroso quarto lugar sem direção hidráulica. Thiago Camilo, o aniversariante Ricardo Maurício, Duda Pamplona, Julio Campos, Denis Navarro e Tuka Rocha fecharam o "top 10".

Estou bem curioso para essa corrida de amanhã.

24abr/1311

Coluna do Dé – Um belo GP

A prova do Bahrein, disputada nesse Domingo de Tiradentes, foi, na minha opinião, a melhor e mais disputada corrida até agora. Diferentes estratégias fizeram até os mais experientes analistas coçarem a cabeça na tentativa de entender a disputa.

Já na primeira volta, uma coisa que me impressionou bastante foi a agressividade de Vettel. Cheguei a pensar que ele estava arriscando demais. Freios e pneus frios, carro pesado… Mesmo assim, ele botou por dentro na chicane de alta e ultrapassou Alonso, recuperando o segundo lugar perdido na largada. Logo partiu pra cima de Rosberg e foi apenas uma questão de tempo pra assumir o primeiro lugar.

Todo mundo sabe que, para manter os pneus em boa saúde, é fundamental estar na ponta, sem a turbulência gerada por outros carros. E era isso o que ele queria: ar limpo.

Uma vez na frente, Sebastian impôs um ritmo impressionante, comparado com sua corrida na China. Na volta 21 já estava mais de 14 segundos à frente de Webber, então segundo colocado.

Obviamente, a sorte anda ao lado de quem trabalha melhor e, nesse caso, Vettel foi agraciado também com uma performance ruim de Kimi no sábado e com o problema de Alonso, ao ficar sem DRS durante a prova.

Todos esses ingredientes parecem ter sido essenciais para uma vitória relativamente fácil da Red Bull número um; uma vitória que começou a ser construída na sexta feira e, na minha opinião, um sinal claro de que a equipe e o piloto já entenderam o funcionamento dos Pirelli.

Bahrein teve também várias outras batalhas e a mais 'polêmica' delas foi entre os companheiros de equipe Jenson Button e Sergio Perez. Passei o domingo lendo e ouvindo muita gente condenando o mexicano por seu 'arrojo' exagerado, a começar por Button, que choramingou bastante no rádio. Até acho que Perez foi agressivo, sim, e chegou a tocar no carro de Button, mas, em certos casos é melhor pecar pelo excesso do que pela falta. E vamos combinar, né? Sergio Perez estava devendo uma atuação no mínimo condizente com o seu cargo atual.

Nessa segunda feira, já de cabeça fria, Button disse no Twitter que conversou com Checo e estava tudo certo entre os dois. Cá entre nós, espero que essa conversa não tenha esfriado os ânimos e tomara que outras brigas aconteçam.

Como torcedor de F-1, achei fantástica a atitude de Martin Whitmarsh ao não interferir na disputa entre seus pilotos. Alguém precisa fazer uma camiseta em homenagem a ele dizendo: "Congrats Martin, that's racing!"

Fiquei foi com uma pena horrível de Rosberg. Depois de ser obrigado a pastar atrás de Hamilton na Malásia, por ordens de Ross Brawn, a pole no Bahrein parecia sua redenção. Ele mesmo declarou que esperava que finalmente sua temporada começasse. Pois bem, passou a corrida brigando com quase todo mundo, chegou em nono lugar e ainda viu Hamilton chegar em quinto. Que castigo!

O pódio foi completado pelas Lotus e fiquei surpreso por ambos. Kimi, que largou em oitavo fez uma corrida sólida pra chegar em segundo, e Grojean, que não havia feito nada até agora e conseguiu um excelente terceiro. Aliás, coincidência total, ano passado os três subiram ao pódio nessas mesmas posições. Li em algum lugar que foi apenas a terceira vez que isso acontece!

Paul di Resta, que pra mim era o maior picolé de chuchu, aproveitou o bem equilibrado carro da Force India. Quarto lugar. Outra coincidência com 2012 é que Di Resta chegou a liderar a prova também esse ano.

Se vc pegar o orçamento da Force India e da Lotus e comparar com o da Red Bull vai ver que os resultados deles foram sensacionais!

O Domingo para Ferrari foi um terror. Não entendo uma coisa: por que não disseram pro Alonso não usar o DRS quando este travou pela primeira vez? Fernando teve que entrar novamente no box e aí já era. Na Malásia já haviam errado e agora isso… tão achando que o espanhol faz milagre?

Massa, que todo mundo esperava que fosse dar o 'pulo do gato' ao largar com pneus duros…Felipe aproveitou pra falar um pouco mal do pneus mas na boa, para mim foi má sorte mesmo.

Com esse resultado, a Red Bull está a 33 pontos da Ferrari no mundial de construtores e Vettel a 10 de Kimi e 30 de Alonso no de pilotos.

Enfim, Bahrein 2013 foi um GP sensacional no qual não faltou ação, disputa, velocidade e estratégia. Quem não gosta dessa F-1, bom sujeito não é… ;-)

E que venha o GP da Espanha.

Sobre o autor: Dé Palmeira, ou simplesmente Dé, formou o line up original e clássico do Barão Vermelho, ao lado de Cazuza, Frejat e cia., até 1989, e, entre ensaios e projetos ao lado de Tony Platão, Dado Villa-Lobos e outros grandes nomes da música brasileira, arrumou um tempinho para mostrar seu lado veloz para nós. Quem quiser falar com ele é fácil: @depalmeira.

21abr/132

Corridão

Semanas atrás eu havia dito que o Dream Team da Red Bull acabou. Mas o GP do Bahrein mostrou que, quando tudo está em ordem e o carro se adapta bem à pista, eles voam. Com um pouquinho de sorte, então, melhor ainda.

Sem entrar em polêmicas - já bastam as que já tiveram -, a equipe se focou no trabalho e o resultado pôde ser visto na pista. Em uma corrida onde as disputas foram intensas, Vettel conseguiu abrir mais de 20s para o segundo colocado antes do segundo pit stop, e isso o deu muita segurança para apenas controlar o ritmo depois. Por outro lado, Webber não conseguiu andar no mesmo ritmo, terminando 37 segundos atrás, perdendo o sexto lugar na última volta.

Melhor ainda para a Red Bull não foi a vitória de Vettel, mas o azar da Ferrari. O DRS quebrado de Alonso (que o impediu de somar muitos pontos) e dois furos de pneus no mesmo lado de Massa deu ao time austríaco uma "gordurinha extra" de pontos na disputa dos Construtores. Alonso andava no ritmo de Vettel, mas a ausência do dispositivo foi bastante sentida nas disputas, e o espanhol teve de se contentar com um oitavo lugar. Com os dois furos, Massa amargou um 15º lugar.

As corridas no Bahrein, geralmente chatas, ganharam uma vencedora: a edição deste ano foi a mais movimentada de todas, graças aos acessórios usados para apimentar o espetáculo: DRS, pneus, Kers. Vimos disputas ousadas e arriscadas, como as de Button e Perez, que encheram os olhos dos fãs. Prova de que o formato atual, elogiado recentemente pelo público, é um grande acerto.

Quem merece muitos elogios é a Force India, que colocou Di Resta durante parte da prova em segundo, mas depois caiu para quarto, sem contar as excelentes largadas dele e de Sutil, que acabou se atrasando após perder a disputa com Massa em uma das curvas da primeira volta e não conseguiu se salvar.

A Lotus também foi uma equipe que despontou na corrida e colocou seus dois pilotos no pódio, com Raikkonen em um seguro segundo lugar (evoluindo seis posições), seguido de Grosjean, que repetiu o pódio do ano passado - e evoluiu oito posições!

O contrário aconteceu com a Mercedes. Rosberg, o pole, recebeu a bandeirada apenas em nono, em uma despencada brutal. Hamilton, por sua vez, conseguiu salvar um bom quinto lugar por ter conseguido poupar pneus e atacar no fim, após ter sido punido no grid por trocar o câmbio e sair em nono.

A McLaren também se esforçou e foi recompensada com o guerreiro Perez em sexto, com Button perdendo rendimento no fim e sendo décimo. Mas a disputa entre os dois vai dar o que falar ainda, pois Button reclamou da agressividade do companheiro, considerada exagerada.

Por fim, Maldonado, da Williams, e Hulkenberg, da Sauber, merecem destaque no segundo pelotão. Com tudo o que aconteceu em Sakhir, a expectativa é para a corrida em Barcelona seja tão emocionante quanto.

19abr/130

Equilíbrio e degradação, as palavras da sexta-feira no Bahrein

Dez pilotos no mesmo segundo. Este foi o saldo do primeiro dia de treinos no Bahrein. Com manifestações ou não, as sessões aconteceram em um clima de aparente calmaria.

Interessante ver a Lotus mantendo um ritmo constante nesta quarta corrida do ano. É um nítido sinal de que ela veio para ficar, principalmente por conta do bom ritmo apresentado nas simulações de stints longos. Apesar disso, Raikkonen minimizou qualquer tipo de favoritismo.

Depois da chacoalhada na China, a Red Bull parece ter dado uma reagida, em segundo e terceiro, bem próxima de Raikkonen. Era o objetivo da equipe melhorar em termos de performance de corrida e, pelo que vimos, ela deu um bom primeiro passo.

Alonso ficou logo atrás, a 0s156, enquanto Massa liderou pela manhã e fechou o "top 6", com um impressionante Di Resta em quinto. Todos a menos de 0s4 de Raikkonen. No time italiano, a preocupação maior é com a degradação excessiva dos pneus traseiros, e o trabalho girou em torno da minimização desse problema.

Será muito apertada a classificação. Me chamou a atenção o esfarelamento dos pneus, como destacado também pela Ferrari, com a pista tendo uma enorme trilha rodeada de pedacinhos de borracha, o que deve fazer dos pneus as grandes vedetes no Bahrein, assim como foi em Melbourne, Sepang, Xangai e será em Barcelona, Mônaco, Montreal...

A Mercedes que não pareceu ser muito veloz nesta sexta, mas eles podem estar escondendo o jogo. Hamilton derruba um pouco esta tese, afirmando que precisa de mais velocidade, enquanto Rosberg se queixou muito de saídas de frente.

Já a McLaren pareceu se esforçar para ficar em 11o e 13o, mas Button e Perez sabem poupar pneus, o que pode ajudar, mas nem os próprios pilotos estão muito confiantes nisso.

A Toro Rosso despontou na frente de Sauber e Williams no segundo pelotão, com a Caterham levemente levando a melhor contra a Marussia com seu melhor carro. Van der Garde está se saindo uma grande decepção, tomando seis décimos do Bianchi e 1s do Pic.

Um panorama interessante se desenha e seria legal para todo mundo que os cinco primeiros consigam manter essa pequena diferença entre si e que entrem até outros carros, como a Lotus de Grosjean, que timidamente vai se colocando entre os primeiros.