25jul/110

“Joaquim Vilanova” no Brasil

Villeneuve disputará a Corrida do Milhão pela Mico's

A notícia não era nova no paddock do automobilismo nacional: haveria um piloto internacional no grid da "Corrida do Milhão".

Conforme muitos disseram, a disputa estava, mesmo, entre Pedro Lamy e Jacques Villeneuve. Tarso Marques também tinha interesse e quase fechou para correr nesta vaga no Rio, mas a vaga para a etapa milionária seria de um piloto fora do país e, por isso, o paranaense não fechou.

Já não é de hoje que Villeneuve se tornou um andarilho do automobilismo. Depois que deixou os Estados Unidos, ele não conseguiu se encontrar. Andou na Top Race em São Paulo, na Nascar Nationwide, na V8 Australiana, FIA GT, Speedcar, Le Mans e, agora, a Stock Car. Em nenhuma delas, se encontrou.

Seria curioso ver Villeneuve se dar bem por aqui. Isso poderia forçar uma permanência, o que atrairia muitos holofotes para a categoria. Aumentariam as polêmicas, também, uma vez que o canadense é boca aberta e falaria o que viesse na cabeça.

A presença de Villeneuve também despertaria um duelo que tem mais de dez anos e estava enterrado há algum tempo, com Ricardo Zonta. Os dois tiveram muitos problemas na BAR, o que acabou sendo determinante para a carreira do brasileiro na Fórmula 1.

"Todo mundo sabe que gosto demais dos carros de corrida, e claro que um convite como esse, de correr no Brasil e ainda concorrendo a um bom prêmio, mexe com qualquer piloto. Fiquei feliz por ter dado certo nossas negociações e estou ansioso para conhecer a categoria, porque sei que é muito forte no país. Vou correr em Interlagos, uma pista que conheço dos tempos da Fórmula 1, e só posso dizer que estou muito contente em poder voltar a competir lá", disse Villeneuve, hoje com 40 anos, que terá o patrocínio da Shell V-Power.

Que dê tudo certo pela passagem de Villeneuve pelo Brasil, mas a torcida é que o prêmio da "Corrida do Milhão" fique com um piloto fora do círculo dos vencedores (Cacá, Khodair, Camilo, Mauricio, Max), o que tornaria o resultado ainda mais especial.

22jul/110

Grandes momentos do esporte: Nurburgring, 1995

Foi uma disputa que durou apenas alguns segundos, mas foi épica. Jean Alesi tinha acabado de vencer o GP do Canadá; Michael Schumacher precisava se impor no confuso campeonato e vencer uma corrida em casa. Os dois se enfrentaram a duas voltas para o fim do GP da Europa. O resultado foi esse:

20jul/111

Corrida completa: Nurburgring, 1973

Nurburgring em 1973

Nurburgring com 22 km é uma pista que eu e as pessoas de minha geração só viram em vídeo. A história de Nike Lauda, retratada no retrovisor de Luis Fernando Ramos, é uma das mais famosas e assustadoras que já vimos.

Contudo, uma coisa que nunca tivemos a oportunidade de ver era uma corrida completa naquela pista história. Até agora. Vasculhando os arquivos do YouTube, encontrei a corrida de 1973 absolutamente completa.

São 2h07 de imagens em ótima definição, sem interrupção e com carros magníficos, um ótimo registro da época, com nomes lendários, como Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Niki Lauda, Jody Scheckter, entre outros.

Não sei se todos aguentarão ver duas horas de disputas, mas pelo menos alguns minutos (a partir dos 16 minutos acontece a largada, obviamente sem volta de apresentação). E o mais legal: o vídeo não tem narração, e dá para ouvir o barulho maravilhoso desses carros.

Dá para ouvir o barulho, ver os carros sambando, sentir o pé embaixo e a dificuldade que é andar em uma pista de 22 km. Imagine decorar todas as curvas...

Divirtam-se!

18jul/110

Duas rodadas, dois vencedores e uma despedida

A segunda rodada dupla da Copa Petrobras de Marcas contou com problemas antes mesmo de começar, mas terminou com todos salvos, duas corridas agitadas, um bom público, uma despedida honrosa e um novo líder.

O principal problema do fim de semana aconteceu na Curva do Café. A turma responsável por reformar a chicane, na noite da quinta-feira, cometeu um erro imperdoável: construiu a zebra ao contrário!

A chicane que não era chicane (Rafael Gagliano/MS2)

Isso motivou um protesto imediato por parte dos pilotos, que entregaram um laudo assinado pela maioria, classificando a solução para a Curva do Café como "impraticável". A CBA, por intermédio de seu presidente, Cleiton Pinteiro, averiguou o local e proibiu o uso da chicane, instaurando a bandeira amarela no trecho.

Michelle de Jesus, a musa do Marcas (Duda Bairros)

No grid, a maior novidade foi a presença de Michelle de Jesus, que compete no Paulista de Marcas, com um Toyota da equipe Bassani, no carro que foi de Sergio Jimenez em Tarumã; Andersom Toso e Fábio Fogaça não correriam mais em dupla na Officer ProGP: cada um teria um Focus e Duda Pamplona chefiaria o time; Chico Serra ocupou o segundo Civic de seu time, provisoriamente, no lugar de Carlos Padovan, envolto em compromissos profissionais.

Lico Kaesemodel correu com o segundo Honda da Mico's, no lugar de Wellington Justino, para treinar visando a "Corrida do Milhão" da Stock Car, enquanto Henrique Assunção e Ronaldo Kastropil dividirão até o fim do ano o Toyota da Bassani que foi de William Freire no Rio Grande do Sul.

Valdeno Brito (Duda Bairros)

Com ou sem chicane, Valdeno Brito seguia dominando os treinos. O paraibano da Mico's, que muitos consideravam estar "em outra categoria", fechou a sexta-feira na frente com quase meio segundo de vantagem para Denis Navarro (Bassani), com Kaesemodel em um bom quarto, à frente de Juliano Moro (Auto Racing) e C. Serra.

"Saí na hora certa com o pneu zero e virei uma volta perfeita. No começo, a diferença era grande para os que vieram em segundo, terceiro, mas depois eles conseguiram chegar perto. Isso prova que saí mesmo na hora certa", comentou Valdeno. Já Michelle foi a 19ª e fugiu da lanterna, que ficou nas mãos de Cristiano Almeida.

Valdeno comemora pole com os uruguaios da Mico's

O sábado, por sua vez, foi igualmente 100% Valdeno. Liderança no segundo treino livre e uma pole position merecida, mas bem difícil: com um carro muito bem acertado, Navarro ficou em segundo, a 0s070, mostrando que o paraibano não estava mais sozinho em uma categoria diferente.

"Fiquei torcendo para ninguém baixar o tempo", destacou, afirmando que seu Astra não estava tão bom. "Pensei que não fosse dar para conquistar a pole. O equipamento estava muito traseiro e tivemos de mexer um pouco na calibragem."

Denis Navarro (Luca Bassani)

Já Navarro destacou o bom trabalho feito pelos recrutas de Eduardo Bassani: "A equipe trabalhou direito e o resultado apareceu. Agora é acelerar e fazer uma corrida para vencer. Largando na primeira fila, o ritmo é sempre mais forte e rápido. A responsabilidade aumenta."

Daniel Serra (Duda Bairros)

A segunda fila também teve surpresas: Daniel Serra, com um lastro de 50 kg pela liderança do campeonato, botou o Civic da Serra em terceiro, seguido por Fogaça, com um Focus, configurando quatro marcas diferentes no "G4". Um episódio incomum marcou a prática: um martelo deixado na faixa de rolamento dos boxes acabou sendo coletado por Thiago Marques, da AMG.

O martelo e a roda do carro de Thiago Marques (Rafael Gagliano)

Assim que a ferramenta enroscou na roda, o Astra de Thiago passou a soltar muitas faíscas e perda de performance, forçando o piloto a parar nos boxes para fazer os reparos. Em uma tomada de tempos de apenas dez minutos corridos, o resultado do paranaense acabou sendo um 12º lugar e uma indignação.

"Estou triste pelo que aconteceu. É mais um acontecimento que não é bom para o nosso esporte, e não é algo que se pode falar 'ah, esquece'. Eu nunca vi isso e, certamente, ninguém viu um martelo de marceneiro entrar dentro de uma roda. Com isso, tive de botar um pneu velho e ainda me classifiquei em 12º, o que prova o bom trabalho da equipe", relata.

Largada da primeira bateria (Luca Bassani)

O domingo amanheceu com sol, calor e um bom público, com interesse em todas as categorias do dia: Fórmula 3 sul-americana, Paulista de Marcas, Força Livre, Stock Paulista e Brasileiro de Marcas. A primeira corrida viu um domínio tranquilo de Valdeno, chegando 1s6 à frente de Moro, com Galid Osman, da Carlos Alves, em terceiro, e um acidente na largada envolvendo Lico Kaesemodel, Thiago Marques e Átila Abreu, da AMG.

Moro, Valdeno e Galid no pódio (Miguel Costa Jr.)

Na aproximação para a primeira perna do "S", Lico tocou em Átila, que rodou e acabou surgindo na justamente na frente de seu companheiro de equipe, Thi Marques. "Foi uma pena. É muito ruim abandonar depois de alguns metros por levar uma batida por trás. O pior é que ficaram sequelas para a continuação", conta Átila, que teve o eixo traseiro entortado, enquanto o parceiro teve o coletor do motor quebrado. Ou seja: trabalho dobrado para a AMG em poucas horas de intervalo.

Toque de Lico em Átila (Luca Bassani)

Com a oitava posição na primeira prova, Navarro garantiu a pole da segunda prova, partindo ao lado de Fabio Carbone, da Full Time. Na largada lançada, Navarro manteve a ponta e disparou na frente. Enquanto isso, muitos rivais foram ficando pelo caminho: Fogaça, Moro, Serrinha e Valdeno sofreram quebras, enquanto Átila perdeu o freio e acertou Carbone.

Navarro puxa pelotão na segunda prova (Duda Bairros)

Gustavo Martins, da Amir Nasr, era o segundo, mas também quebrou, dando a Navarro uma vantagem ainda maior na liderança. Porém, a quebra do semi-eixo do Toyota deixou Navarro na mão três curvas após abrir a última volta. Com isso, Thiago Camilo, da Carlos Alves que partira em quinto e ultrapassara o companheiro Galid voltas atrás, assumiu a liderança e cravou uma dobradinha.

Thiago Camilo e Galid Osman (Duda Bairros)

"Não pude fazer nada, uma pena. O carro estava rápido e era o meu dia. O fato positivo é que a equipe trabalhou bem e consegui mostrar que posso andar na frente. O que ocorreu é coisa de corrida. Pode acontecer com todos os pilotos", lamentou Navarro.

Camilo, por sua vez, era só alegria. "Estou muito feliz com esse resultado, porque a equipe trabalhou de maneira perfeita no fim de semana. A gente tinha dificuldade nas retas, além dos 40 kg de lastro de sucesso", destaca o paulista.

Camilo celebra vitória no pódio (Duda Bairros)

"O que pesou foi a paciência, porque no começo o pessoal veio muito afobado. Foi importante ter saído daqui com esse resultado, sobretudo pelas dificuldades que a gente tinha nos trechos de reta e de subida em Interlagos", disse o novo líder entre os pilotos, com 73 pontos, somando a vitória e o quarto lugar na prova anterior.

Chico Serra no pódio (Duda Bairros)

Já Chico Serra ressaltou: esta é sua última prova na carreira. "Eu realmente já parei de correr. Estou com a equipe agora e meu foco é fazer a Serra Motorsport dar certo, funcionar e trabalhar bem. Eu substitui o piloto do carro (Carlos Padovan) porque ele tinha compromissos, mas mesmo que isso aconteça de novo não vou guiar. Essa foi realmente a minha última corrida", definiu o tricampeão da Stock e ex-piloto da Fórmula 1.

Depois de mais um fim de semana bem-sucedido, exceto a coincidência de datas com o Racing Festival, a Copa Petrobras de Marcas se encontra novamente daqui duas semanas, dia 31 de julho, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Veja os resultados:

Galid somou o maior número de pontos da rodada (Miguel Costa Jr.)

Prova 1
1°. Valdeno Brito (Chevrolet Astra), 15 voltas em 31min04s848
2°. Juliano Moro (Honda Civic), a 1s645
3°. Galid Osman Júnior (Chevrolet Astra), a 2s627
4°. Thiago Camilo (Chevrolet Astra), a 3s363
5°. Gustavo Martins (Ford Focus), a 5s916
6°. Alceu Feldmann (Honda Civic), a 6s382

Prova 2
1.° Thiago Camilo (Chevrolet Astra), 16 voltas em 27min42s119
2.° Galid Osman Júnior (Chevrolet Astra), a 0s988
3.° Chico Serra (Honda Civic), a 3s161
4.° Alceu Feldmann (Honda Civic), a 8s305
5.° Thiago Marques (Chevrolet Astra), a 28s979
6.° José Cordova (Ford Focus), a 31s411

Alceu Feldmann: sexto, quarto e a vice-liderança (Duda Bairros)

Campeonato de pilotos após duas rodadas
1.° Thiago Camilo, 73 pontos
2.° Alceu Feldmann, 52
3.° Galid Osman, 51
4.° Valdeno Brito, 50
5.° Daniel Serra e Thiago Marques, 40
7.° Fabio Carbone, 31
8.° Rodrigo Miguel, 30
9.° José Cordova, 26
10.° Juliano Moro, 25

Chevrolet lidera entre as marcas (Rafael Gagliano)

Campeonato de marcas após duas rodadas
1°. Chevrolet (Astra) - 164 pontos
2°. Honda (Civic) - 128
3°. Ford (Focus) - 53 pontos
A Toyota não participa do campeonato por não ter envolvimento oficial

16jul/110

Não habemus mais chicane; habemus meio-fio

A obra na chicane da Curva do Café, realmente, foi muito mal-feita. E, no briefing de pilotos, o presidente da CBA, Cleiton Pinteiro, fez questão de, pessoalmente, se desculpar aos pilotos.

Pinteiro contou que a equipe responsável pela reforminha no local chegou no autódromo apenas na quinta de noite e o resultado, como todos puderam ver, não foi dos melhores e não correspondia ao pedido feito pela entidade.

Com isso, não será usada a chicane neste fim de semana. Confira o comunicado oficial:

A Confederação Brasileira de Automobilismo informa que as alterações realizadas na curva do Café do Autódromo de Interlagos não estão conforme as alterações solicitadas à administração do circuito paulistano.

Por conta da não conformidade das alterações representantes da entidade e a direção de prova da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Marcas estudam alternativas para a competição que acontece este fim de semana.

A CBA informa que a o projeto de alteração da chicane da Curva do Café solicitado à administração do autódromo deverá ser usada na próxima etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car V8.

15jul/110

Obras na chicane desagradam pilotos e “novela” da Curva do Café ganha novo capítulo

A "novela" da Curva do Café ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. No shakedown realizado pelas equipes da Copa Petrobras de Marcas, muitos pilotos reclamaram das obras feitas na chicane provisória, que serviria de alternativa para a curva que tirou a vida de Gustavo Sondermann no último mês de abril.

As obras, realizadas pela SPTuris com a supervisão da CBA, desagradaram a maior parte dos pilotos, que classificaram a chicane como amadora e impraticável, além de ser de baixa visibilidade, com as zebras muito altas e um trecho feito de concreto. "Está mais perigoso com a chicane que sem ela", afirmou Thiago Camilo ao TotalRace.

Nesta manhã, surgiu a ideia de um abaixo assinado para a não utilização da chicane, mas muitos pilotos são contra, pois isso tiraria a responsabilidade da CBA em caso de algum incidente, jogando para cima dos pilotos. Por isso, todos os pilotos do grid assinarão um laudo atestando que a chicane é impraticável, e este documento será levado às autoridades da entidade.

Com isso, a decisão do uso ou não da chicane caberá à CBA, o que pode sair até hoje, mas uma coisa é certa: esta novela está longe de acabar.

 

ATUALIZAÇÃO: No fim das contas, a chicane não foi usada nesta sexta-feira por determinação da CBA. Vamos ver como fica amanhã.

14jul/111

Apagando o fogo

Incêndio de Tuka Rocha (Miguel Costa Jr.)

A temporada 2011 da Stock Car não vem sendo das mais fáceis. Como diria uma pessoa próxima a mim, "o problema é que tudo acontece somente na Stock Car".

Polêmicas fora das pistas (como a envolvendo um diretor de prova e pilotos após o acidente fatal de Gustavo Sondermann), polêmicas dentro das pistas (como a punição errônea aos dois pilotos da Red Bull em Campo Grande) e um incêndio assustador com Tuka Rocha no Rio, entre outras coisas (divulgadas ou não) que só serviram para aumentar a enxurrada de críticas que a categoria sofre _seja por quem vive o universo e milita pelo melhor, seja por quem tem o prazer apenas de criticar.

Contudo, existe um trabalho para melhorar as coisas. No caso do acidente de Tuka Rocha, apurações e soluções imediatas foram tomadas. Após uma semana e meia de estudos sobre o que teria provocado o incêndio no carro de Tuka, a JL, fabricante dos protótipos da Stock Car, já anunciou mudanças para a próxima corrida. Essas mudanças, discutidas e aprovadas em reunião da JL com equipes, pilotos, Vicar e dois representantes da CBA, serão as seguintes:

- Substituição do material de absorção de impacto lateral;
- Remoção da entrada de ar do teto;
- Troca do material do visor da parede corta-fogo;
-Vedação completa da parede corta fogo-traseira;
-Tratamento anti-chamas de novos componentes em locais que serão orientados pelo fabricante e serão vistoriados pela CBA;
- Substituição da mangueira na saída do respiro do tanque até a parede corta fogo por um tubo de alumínio.

Representando a JL, Zequinha Giaffone deu seu parecer:

"Após vários estudos de imagens de TV, fotos e no carro de Tuka Rocha, concluímos que o fogo começou na fibra externa onde é colocado o material especial de absorção de impactos laterais. O indício é que o escapamento colocou fogo na peça, como pode ser observado em uma das imagens capturadas da transmissão de TV (na foto acima)."

"O tanque de combustível ficou intacto e também não houve nenhum vazamento de óleo. O pneu traseiro também não teve relação direta: só furou porque superaqueceu."

"Fizemos testes separadamente (foto ao lado) ateando fogo no material de absorção e ele não incendiou daquela maneira. O mesmo ocorreu com as partes de fibra com tratamento anti-chamas, mostrando que são eficientes de forma isolada. Ou seja, elas só são inflamáveis se expostas ao fogo sob uma convergência de fatores, como ângulo do vento e posicionamento das peças de fibra ao seu redor. Porém, mesmo sendo um caso isolado, não queremos correr riscos e vamos trocar o material."

A CBA também opinou, por meio do comissário Jean Brambilla:

"Os trabalhos realizados pelo construtor indicaram uma série de ações e soluções que serão tomadas em conjunto com a promotora da categoria e a CBA. Vamos acompanhar os resultados obtidos com essas alterações para evidenciar a funcionalidade dessas propostas. Nos próximos dias o Conselho Técnico Desportivo Nacional, CTDN, emitirá um adendo técnico para especificar essas modificações, que envolvem alterações que tratam das condições de segurança do piloto."

Agora, é torcer para que as modificações deem certo. E, sinceramente, esperar por um período de calmaria na categoria, que precisa ser lembrada por suas disputas dentro das pistas, e não pelas negatividades, como vem sendo o caso.

13jul/110

Thierry Boutsen, o último grande belga

Boutsen em sua primeira vitória e nos dias atuais (no detalhe)

Nesta quarta-feira, 13 de julho, além de ser o Dia Mundial do Rock, é aniversário do último grande piloto belga na F-1 depois de Jacky Ickx: Thierry Boutsen, dono do inconfundível capacete preto com detalhes em amarelo e laranja, que completa 54 anos de idade.

Boutsen na Arrows

Engenheiro de formação, Boutsen estreou na F-1 de uma maneira que poucas pessoas lembram: substituíndo o brasileiro Chico Serra na equipe Arrows. Dali em diante, Boutsen se estabeleceu como um piloto rápido, graças ao talento e às habilidades como engenheiro. Da Arrows, foi para a Benetton e lá passou a brilhar mais forte.

Boutsen na Benetton

Junto com Alessandro Nannini, fez uma das duplas mais fortes do fim dos anos 80, mas que não obteve resultados expressivos graças ao domínio das equipes que usavam motores turbo (Williams e McLaren), enquanto a Benetton corria com o Ford.

Mesmo assim, Boutsen surpreendeu e foi o quarto colocado, sendo o único a usar motor aspirado entre os seis primeiros, levando a Benetton ao terceiro lugar entre as equipes. Isso garantiu o passe para se juntar à Williams, que iniciava uma parceria histórica com a Renault, em 1989.

Boutsen na Williams em Montreal, 1989

E coube a Boutsen dar a primeira vitoria à combinação. Foi no Canadá, em condições adversas. No fim do ano, venceria outra prova épica, na Austrália, debaixo de um temporal. No entanto, os muitos abandonos o deixaram em quinto na tabela, enquanto o parceiro Riccardo Patrese, mesmo sem vitórias, ficou em terceiro.

O ano seguinte, 1990, contou com outra grande vitória, na Hungria, mas não foi o suficiente para mantê-lo na equipe, que trouxe Nigel Mansell de volta após duas temporadas na Ferrari. Sobre as vitórias, Boutsen comentou ao site "F1 Technical":

"A primeira vitória, no Canadá, foi a mais importante. A segunda, na Austrália, provou que poderia andar em qualquer condição. A terceira vitória, na Hungria, foi a mais estressante corrida da minha vida", destaca, dando mais detalhes.

Boutsen segura Senna, Mansell e Berger na Hungria, 1990

"Foi uma corrida especial. Não tive o melhor carro, marquei a pole, larguei na ponta e fui pressionado o tempo todo. Adotei uma tática especial, de não trocar pneus, que me ajudou a manter a liderança até o fim."

De 1991 a 1993, quando se aposentou da F-1, teve temporadas muito apagadas com os carros fracos de Ligier e Jordan, somando apenas dois pontos neste período. Apesar dos poucos pontos, Boutsen cultivou uma amizade valiosa com Ayrton Senna. No vídeo abaixo, há uma "sacanagem" de Senna com Berger e Boutsen.

"Ayrton era um mito. Ele foi o melhor e mais inteligente piloto de todos os tempos. Sua morte chocou todos e provocou reações sobre segurança nunca vistas antes", relata Boutsen, que quase formou uma dupla com o brasileiro na Ferrari em 1989, oportunidade que não foi concretizada.

"Essa oportunidade não se concretizou, mas me deu a chance de pilotar para a Williams. Se foi boa ou ruim, nunca saberei e nem ligo. Sempre tentei fazer o melhor com o material que tinha", completa Boutsen, que correu até 1999, quando sofreu um acidente em Le Mans e decidiu largar as pistas. Hoje, chefia sua própria companhia aérea, a Boutsen Aviation, além de ter uma equipe de corridas com seu nome, que compete em divisões de base belgas.

Confira um vídeo com vários momentos de Boutsen na F-1:

13jul/112

Sebastian Vettel no Top Gear

Com sua simpatía única e o sorrisão aberto, Sebastian Vettel marcou presença no tradicional programa inglês Top Gear. Além de bater o recorde de Rubens Barrichello, o atual campeão mundial deu uma ótima entrevista.

Em um dos momentos, o apresentador mostra uma foto de Vettel aos 7 anos recebendo um troféu de Michael Schumacher e pergunta: "Como é dar uma volta nele?"; a resposta: "Eu não costumo lembrar dessa foto na hora".

Confiram:

13jul/111

Licença musical

Hoje, desculpem, não falarei de corrida.

Se existe outra paixão além de automobilismo para mim, ela se chama rock and roll. E não é qualquer musiquinha, é rock and roll. Tem que ter guitarra distorcida, bateria barulhenta, baixo pulsando, palco explosivo, tudo o que um grande show tem direito.

Kiss, AC/DC, Aerosmith, Led Zeppelin, Van Halen, Def Leppard, Guns and Roses, Rolling Stones e Motley Crue são as minhas preferidas, aquelas de cabeceira, de comprar livro, disco, CD, DVD, autógrafo, camiseta, qualquer coisa.

Tenho uma preferência pelo rock dos anos 80. Aquele dos excessos. Adoro aquelas "porcarias" (glam rock ou hair metal, ou metal farofa), como dizem por aí. Ratt, Cinderella, Poison, David Lee Roth, Warrant, Bon Jovi (dos anos 80), Raven, Great White... Tenho um pendrive que fica no carro só com músicas dessa fase. Além de ser bom (pelo menos para mim), espanta mosquito. É sério!

E quando falo de rock dos anos 80, não posso deixar de esquecer dos grupos brasileiros. Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Capital Inicial... Sem falar de Mutantes, Raimundos, Rita Lee e outros grupos dos mais diversos anos. Bem, se for escrever o nome de todos os grupos daqui e de fora que gosto, ficarei horas.

Então, para comemorar o Dia Mundial do Rock, que é hoje, eu vou postar uns clipes, aqui. Não necessariamente as melhores, as minhas preferidas, apenas algumas que me vieram na cabeça, agora. Se não conhecer alguma, pelo menos assista um pouquinho. Nada melhor que conhecer música nova, mesmo ela não sendo necessariamente nova.

E, se a maioria for dos anos 80, não liguem não... O que vale é a intenção: fazer você balançar a cabeça. Let there be rock!

PS: Pra completar, acabo de ganhar um par de ingressos para o show da Kiss FM, com shows de Roger (Ultraje), Marcelo Nova (Camisa), Nasi (Ira!) e Frejat (Barão), com abertura de Cachorro Grande e Ronaldo & Os Impedidos (tá, esse último dispensável...)