PodStock – Londrina 2: os três melhores da classificação

Cacá Bueno celebra a pole em Londrina (Duda Bairros/Vicar)
Cacá Bueno marcou a pole para a corrida de Londrina. Com isso, o placar do ano fica Cacá 3 x 2 Khodair x 0 o resto.
Para o tetracampeão, ele não sobrou, mas disse estar contente com o carro e as mudanças feitas entre um treino e outro. Ouça:
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Já Luciano Burti disse ter sentido uma grande evolução desde Ribeirão, afirmando que o time "fez a lição de casa", e dizendo gostar da temperatura alta.
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Thiago Camilo, por sua vez, celebrou o melhor resultado em classificação com a RCM e atentou para o fato de a Vicar estudar dar mais quatro ativações de "push-to-pass" a todos os pilotos para tornar a corrida mais emocionante.
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PS: Agora que descobri que o blog possui um player próprio, a audição ficará bem mais fácil.
PodStock – Edição de Londrina

Daniel Serra chega pela primeira vez a uma corrida como líder do campeonato (Fernanda Freixosa/Vicar)
Vocês devem ter visto as materias no TotalRace em forma de texto. Mas faço questão de colocar aqui todas as entrevistas feitas em áudio para apreciação.
Como vocês poderão ver, não fiz nenhuma edição, o áudio está cru, mas o que importa é ouvir a informação da boca do próprio piloto.
Vocês poderão notar pela voz e pelas palavras quando um piloto está animado (caso de Patrick Gonçalves, estreante), de saco cheio (caso de Daniel Serra, bate-papo feito logo após participar de mais uma daquelas "situações montadas" da platinada) ou tranquilo (caso de Julio Campos).
Os personagens deste primeiro PodStock são: Thiago Camilo, Patrick Gonçalves, Julio Campos, Daniel Serra, Allam Khodair e Pedro Nunes. Clique no link abaixo para ouvir:
Thiago Camilo -
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Patrick Gonçalves -
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Julio Campos -
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Daniel Serra -
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Allam Khodair -
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Pedro Nunes -
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Imediatismo, o grande mal da Fórmula 1

Felipe Massa: cobrança infinita, compreensão nula
O imediatismo é um dos grandes fascínios do mundo moderno. E, de longe, um dos maiores males. O acesso rápido à informação, por exemplo, bate de frente com a necessidade exagerada de se publicar a mesma informação o mais rápido possível, mesmo às vezes ela nem sendo verdade.
No esporte, o imediatismo também existe, tem seus dois lados da moeda. Aliás, vários lados, principalmente no automobilismo, especialmente na Fórmula 1. É esse imediatismo que faz com que os jovens virem profissionais cada vez mais cedo. E aposentados, também, tamanha a pressão, implacável no mundo extremamente comercial e quase falido da F-1. Chegar lá já é uma missão heróica nos dias de hoje; permanecer é tarefa para poucos e ricos.
É desta pressão que estamos falando. O querer tudo agora. Sem tolerância, sem segunda chance, sem tempo nem paciência. Falo, obviamente, de Felipe Massa. Ao invés de tentar descobrir, entender e apoiar, mesmo que seja complicado, o torcedor brasileiro, italiano e ferrarista, além de parte da mídia, querem sua cabeça a qualquer custo.
Felipe Massa é como uma pessoa em depressão, que, ao invés de receber apoio, só consegue ser puxada cada vez mais para baixo. Ainda mais quando vê seu companheiro de equipe ser capaz de fazer grandes exibições e ele, não. Sem entender e encontrar o motivo pelo qual isso está acontecendo. Que se esforça e tenta resolver seu problema, mas que não conta com a compreensão das pessoas dentro de sua própria casa (ou País), que querem resultados a todo instante e não aceitam um resultado que não seja a vitória.
É notório que Felipe Massa está tentando melhorar. E que está tentando não errar. E que está pesada a pressão. E que não há a mínima compreensão por parte de muita gente. O mais fácil é chamá-lo de perdedor, de ruim, de prego, de braço, de pescoço. Como se ele errasse de propósito, como se o talento dele tivesse desaparecido, ou nunca existido, ou que sua temporada de 2008 foi uma obra da sorte, apenas. E como se ele não tivesse o direito de errar ou de tentar se reconstruir. Como se, em um passe de mágica, ele resolvesse todos os problemas dele.
Uma pessoa em depressão não se cura de uma hora para a outra. É preciso tempo e cuidado. E ter tempo, na concepção da F-1 capitalista e do próprio brasileiro (cuja cultura se baseia em apoiar apenas quem vence, não quem tenta _o atleta é descartável), não é permitido ter. Pode ser que ele se recupere, ou pode ser que ele nunca mais volte a ser como era. Mas que ele tenta e pouca gente enxerga, isso é notório. Mas de maldade o inferno tá cheio e mais fácil é colocá-lo no paredão.
Se a pressão nos jovens por resultados imediatos é forte, a nos pilotos com mais experiência é pior ainda, como podemos ver com Massa. Quantas vezes ele já foi aposentado ou substituído na Ferrari. Quantas vezes aconteceu isso com Mark Webber e Rubens Barrichello, por exemplo; dois que mereciam um prêmio por durarem tanto tempo e suportarem coisas que muitos dos que apontam o dedo, humilham e ironizam não aguentariam nem uma semana. Michael Schumacher só sobrevive no cenário atual pelo currículo que tem; pelos resultados, já estaria fora. Se fosse Jacques Laffite, provavelmente, sucumbiria. Riccardo Patrese, então, não chegaria nem a 50 GPs. E, se você tem mais de 25 anos, muitos vão dizer que você está velho, que não presta e não vai durar.
Fico aqui pensando com meus botões. Um piloto arrojado, veloz, mas extremamente trapalhado e, que, na gana de ser o melhor, bate, como Nigel Mansell, teria sobrevivido na F-1 atual? Quantos Mansells já não ficaram pelo caminho? Afinal, nem todo mundo é Pastor Maldonado, que, convenhamos, só está onde está por conta do dinheiro que leva; caso contrário, já estaria fora pelo excesso de arrojo há muito tempo. Todo mundo sabe disso.
Quantas jóias raras já se foram desta forma antes mesmo de serem lapidadas. Que, às vezes, não têm uma temporada inteira sequer para poder aprender e colocar em prática o que aprenderam. E que, por conta disso, podem entrar em um buraco psicológico do qual sairão depois de muita luta e horas de análise. Afinal, muitos desses jovens pilotos perderam praticamente toda a infância investindo neste sonho e, desde pequenos, sofrendo pressões que não precisavam por conta deste imediatismo. De pilotos brasileiros, posso puxar uma lista que não tem fim.
Talvez seja a hora de pensarmos um pouco mais e pararmos de tratar alguns pilotos como o Capitão Nascimento trata o 02. Afinal, na hora de formar esse talento, ninguém deu um centavo, um apoio, um incentivo. Piloto também é ser humano, precisa de tempo. Não nascem sabendo e não são de ferro. Aliás, são heróis. Arriscam a vida e se doam para podar dar alegria a seu povo (se é certo ou não, é uma coisa involuntária, que está impregnada em todos por conta das atitudes de Ayrton Senna décadas atrás), que, em muitas vezes, é mal-agradecido. Ninguém melhor que o próprio Massa para falar disso. Proponho um exercício para vocês: se coloquem no lugar dele.
Cesar Ramos volta à World Series

Cesar Ramos correrá no lugar de Richie Stanaway
Uma ótima notícia surgiu nesta semana com o retorno de Cesar Ramos para a World Series. O gaúcho de Novo Hamburgo, que disputou a temporada passada e andou em uma Ferrari de F-1 também em 2011, como prêmio pelo título da F-3 italiana, substituirá Richie Stanaway na Lotus.
Stanaway sofreu um terrível acidente na etapa de Spa e ficará de fora do resto da temporada. Isso abriu uma boa porta para Ramos, que, em uma equipe de ponta, será sério candidato a pódios e vitórias. Basta a ele se adaptar rapidamente ao novo carro da categoria.
Uma ótima virada na carreira deste promissor brasileiro, que ocupava o posto de "futura estrela" antes do surgimento de Felipe Nasr. Enquanto não conseguia uma vaga para competir em alto nível, Ramos conversou no GT Brasil e era um dos instrutores da Advanced Driving School, escola de pilotagem no Rio Grande do Sul.
Com isso, a turma da World Series passa a ter quatro brasileiros: Ramos, André Negrão, Yann Cunha e Lucas Foresti. A próxima etapa é nos dias 30 de junho e 1º de julho, em Nurburgring.
Em Le Mans, as obras de arte não se resumem aos carros nas pistas

Poster de 2012 de Le Mans
Uma das coisas mais legais de Le Mans, que se encerra nesta manhã, são os posteres. Essa tradição começou em sua primeira edição e permanece até hoje. São obras de arte fantásticas que hoje em dia valem uma fortuna (alguns custam mais de 2 mil dólares). Por isso, compilei todos os que encontrei e posto aí embaixo para vocês matarem a curiosidade.
Quem tiver interesse em desembolsar uma boa quantia para ter uma raridade dessas em casa, é só acessar o endereço (www.experiencelemans.com). E quem for para lá neste ano (Betto D'Elboux, editor da Racing, por exemplo), traga um para a gente, aqui. Afinal, todos gostam de uma obra de arte na parede de casa.
- Poster de 2012 de Le Mans
Le Mans: saiba quem é quem no grid
As 24 Horas de Le Mans disputam a edição 2012 neste fim de semana, mais precisamente hoje. Para que vocês saibam quem é quem no grid, aqui estão o desenho, número e nome dos pilotos de cada um dos carros inscritos em todas as categorias. As imagens estão em altíssima resolução, basta clicar na imagem que ela será ampliada.
Le Mans: resumos, documentários e provas completas

Largada de verdade, para os machos, em 1965
Vamos ao aquecimento definitivo para as 24 Horas de Le Mans. Para se sentir preparado, nada como... Rever corridas antigas! Isso! E fiz o possível para conseguir o máximo de provas possível.
Por sorte, consegui no mínimo uma de cada década desde os anos 50 e acredito que abaixo estão as principais edições já disputadas em seus quase 90 anos de história. Como destaque, deixaria o documentário sobre o acidente mais triste da história, em 1955, quando mais de 80 pessoas morreram, mas ele teve sua incorporação proibida. Ele consta da lista abaixo e botei outro destaque, um outro vídeo sobre o acidente.
Abaixo, vários documentários, compactos e até corridas completas (!) para você aquecer as turbinas e, também, apreciar alguns dos protótipos mais lindos que o ser humano já produziu. Carros históricos que merecem um lugar de destaque no coração de cada um (meigo, hã?).
1955 (documentário sobre o maior acidente da história): clique aqui
1965 (documentário de 27 minutos): clique aqui
1969 (documentário de 37 minutos): clique aqui
1974 (compacto de 28 minutos): clique aqui
1976 (compacto de 10 minutos): clique aqui
1977 (começa pela parte 2): clique aqui
1980 (compacto de 48 minutos): clique aqui
1981 (parte 1 de 5): clique aqui
1984 (parte 1 de 4): clique aqui
1985 (parte 1 de 4): clique aqui
1986 (parte 1 de 4): clique aqui
1988 (parte 1 de 5): clique aqui
1989 (parte 1 de 5): clique aqui
1990 (parte 1 de 4): clique aqui
1991 (compacto de três horas): clique aqui
1994 (parte 1 de 5): clique aqui
1996 (compacto de 39 minutos): clique aqui
1997 (compacto de 58 minutos): clique aqui
1998 (parte 1 de 5): clique aqui
1999 (parte 1 de 6): clique aqui
2003 (parte 1 de 9): clique aqui
2005 (compacto, parte 1 de 2): clique aqui
2008 (completa, parte 1 de 2): clique aqui
2010 (compacto de 1h45min da Audi): clique aqui
2011 (compacto de 1h): clique aqui
Momentos de Le Mans: o Mercedes voador

Sequência do acidente de Webber no warm up
Um dos momentos marcantes de Le Mans foi o voo livre das Mercedes-Benz CLR, um dos protótipos mais lindos e perigosos da história.
Mark Webber, que hoje está na Red Bull, voou nada menos que duas vezes (vimos que ele gosta de voar nas ruas de Valência): na classificação, e no warm up; na corrida, desta vez sob as lentes da TV para todo o mundo, foi a vez de Peter Dumbreck. Com isso, o time retirou o outro carro, de Bernd Schneider, imediatamente da prova.
Foi comprovado que havia uma falha aerodinâmica no projeto do carro. Mesmo sendo o carro mais rápido de todos o CLK sofria muito mais pressão aerodinâmica na asa traseira do que no conjunto modelado de spoilers dianteiros, isso nos trechos de alta velocidade.
Essa falha não era suficiente pra fazer o carro decolar, exceto em saídas de vácuo. Você vem atrás de um carro em alta velocidade e com pouca resistência do ar. Quando sai pro lado, ou mesmo pega alguma rajada lateral, o carro toma aquela "pancada de ar" bem mais forte e imediata, diferente de quando a pista está limpa e o carro aumenta a velocidade gradativamente ao longo da reta.
Por causa dessa pancada de ar, a asa traseira fazia um papel de "Profundor" (Peça instalada em asa traseira de avião, responsável pelas subidas e descidas). O carro era deslocado para trás e a frente levantava.
Por causa do assoalho liso, comum nestes carros de Lemans, o ar passava muito rápido por debaixo do chassi fazendo o carro decolar feito uma tábua.
No vídeo abaixo, Webber dá seu depoimento (em inglês) sobre o acidente, que, pela primeira vez desde 1955, quando houve o fatídico episódio que matou mais de 80 pessoas, deixou todos os presentes apreensivos com a repetição de um carro voando sob o público.
Le Mans, a grande corrida

Poster da prova deste ano
Neste final de semana acontecem as 24 Horas de Le Mans, uma corrida que é fascinante, histórica e única. Que, para mim, poderia ser feita no mesmo fim de semana das provas de Mônaco e Indianápolis, pois elas formam, para mim, a "tríplice coroa" do automobilismo em todo o mundo.
E, assim como as outras provas citadas acima, Le Mans merece um destaque por parte deste blog. Por isso, já estou caçando corridas completas, resumos e coisas interessantes sobre essa prova, que tem um charme único e um circuito espetacular (pena que acabaram com o retão há um tempo, botando duas chicanes, obviamente, por questões de segurança).
Para nos habituarmos a Le Mans e sua prova maravilhosa e entendermos um pouco de sua história e do que aconteceu a partir de sua criação, em 1923, abaixo está um documentário que explica a prova até 1991, contando com entrevistas e imagens um pouco das coisas boas (as grandes disputas) e ruins (como o maior acidente da história do esporte, em 1955).
Para entender um pouco mais da magia da corrida, segue um trecho do filme sobre a prova, lançado em 1971, que consagrou Steve McQueen e seu Ford GT40 azul e laranja como um dos ícones do esporte para o grande público.
























































