Ouro, prata, bronze e burro

Leandro Guilheiro perdeu o bronze, mas ficou com a de "burro" (Reprodução R7)
A história é sempre a mesma. Os atletas são ruins, muitos deles são burros, suas atuações são ironizadas, sequer aplaudidas. Quando o cara ganha a medalha, e sem querer ela quebra, vira motivo de chacota. As frases já estão ensaiadas há tempos: "Brasil fracasso olímpico", "Quero ver em 2016", e por aí vai.
Ou seja: o atleta já luta sem incentivo, com esquema de fome, rala com as próprias pernas e, caso chegue em quarto lugar, um feito incrível para estes padrões, corre risco de ser taxado de perdedor. Mas, se ganhar, meu amigo, é do Brasil, um feito nosso, e que se foda o atleta, que, depois de alguns meses, é esquecido.
Aqui no Brasil, são quatro medalhas que valem: ouro, prata, bronze e BURRO. Infelizmente, tirando o futebol, isso é padrão em todos os esportes. Qualquer esportista que não for jogador de futebol pode ser considerado um herói.
PS: Se o brasileiro fosse intolerante assim na política, certamente teríamos o quíntuplo de medalhas de ouro. Mas, as que prevalecem são as de burro.
Vídeos da semana

O que restou do carro de Cacá Bueno (Duda Bairros/RF1)
O vídeo de destaque deste fim de semana foi a capotagem de Cacá Bueno na corrida final da rodada tripla de Curitiba da Copa Fiat.
O carioca foi tocado pelo goiano Edson do Valle, rodou e acertou com violência o guard-rail, capotando duas vezes em seguida. Do Valle também bateu no guard rail. Ambos passam bem, mas Do Valle acabou desclassificado e recebeu duras críticas de Cacá.
"Esta foi a quarta vez que sofri uma capotagem deste tipo, e nem foi a mais forte. Mas foi certamente a mais revoltante, porque foi consequência de uma atitude estúpida que jamais poderia vir de um piloto profissional. Ele faz um movimento para bater na minha roda traseira e girar meu carro em plena reta, a mais de 200 km/h", diz Cacá.

Largada das 24 horas de Spa (Divulgação/BES)
Outro grande momento deste fim de semana foi a realização das 24 Horas de Spa, com 63 carros, em prova que integra o calendário da Blancpain Endurance Series. Tivemos de tudo e, claro, ela não podia faltar: a chuva, que causou em determinado momento da prova, veja:
A Blanchimont foi palco de dois sérios acidentes. Um deles envolvendo a Ferrari de Lorenzo Bontempelli, que girou três vezes após escapar da pista e bater nos pneus:
O outro que bateu na saída da curva foi o Porsche de Phillipe Salini, que deu uma pancada seca e dolorida no muro:
A temida e mítica Eau Rouge também não poderia ficar de fora dos vídeos da semana, com Edward Sandstrom perdendo o controle da Audi na saída da segunda perna e foi direto nos pneus:
A chegada também mereceu bastante destaque: o Mustang de José Close parou de funcionar metros antes da linha de largada, e o piloto empurrou seu carro até cruzar toda a linha.
Por fim, confira os melhores momentos da prova:
A GP2, em Hungaroring, teve muitas disputas, mas também seus acidentes. Belos sustos, como o de Johnny Cecotto, que perdeu os freios no fim da única reta dos postes acertou os pneus de proteção.
Simon Trummer, por sua vez, bateu logo na entrada da reta, após não conseguir controlar o carro na saída da última curva.
Por fim, nos Estados Unidos, a ARCA correu em um outro oval em Indianápolis, com duas batidinhas: Matt Crafton...
... e Korbin Forrister.
O Brasil é o país das duas rodas, não das quatro

Quantas motos existem apenas nesta imagem?
Ouso dizer que o motociclismo está com uma saúde bem melhor que a do automobilismo. De longe, muito longe. E não só financeira. É de espírito. Não precisei de muito para tirar essa conclusão. Só precisei acompanhar a corrida do Rio de Janeiro da Superbike Series.
Foram 40 pilotos na corrida, divididos duas categorias (SuperBike, com quatro subdivisões - Pro, ProAm, Estreante Master; e SuperSport, com duas subdivisões - Pro e ProAm). Dava gosto de ver o grid, repleto, com dez filas. Grid, digamos, com motos de todos os tipos: Honda (9), Kawasaki (a preferida, com 15 pilotos), BMW (4), Suzuki (1), Triumph (3) e Yamaha (1).
A velocidade assustadora rasgando a reta de Jacarepaguá (com média de 150 km/h no tempo da pole position) e o som saboroso dos motores, as disputas de altíssima qualidade, os pilotos já se tornando nomes conhecidos do público.
Afinal, em algum momento você já deve ter ouvido falar de Maico Teixeira, Danilo Lewis, Danilo Andric, Bruno Corano, Rodrigo Benedictis. Talvez você não identifique logo de cara o José Luiz Teixeira, mas se eu te falar "Cachorrão", na hora saberão.
O calendário é bem distribuído, com 14 etapas e dois campeonatos paralelos, Mobil Pirelli e Elf Superbike. Isso também mostra uma coisa: existe interesse das empresas em patrocinar o campeonato - além dos chamados 'title sponsors' existem mais três patrocinadores e 17 apoiadores, um número de respeito.
Inclusive, vi uma equipe com patrocínio da estatal venezuelana PDVSA (como podemos ver na foto abaixo).

Vi a alemã Mobil, as francesas Elf e Total, a venezuela PDVSA, agora, a brasileira...
O segredo é simples: competição pura. Temos pilotos novos, como Maico e Lewis, que tem futuro no esporte, misturados com veteranos, como Corano e Cachorrão. E o mais legal de tudo: essa mistura proporciona uma competição em altíssimo nível.
Isso que estou falando só da Superbike, que é só um dos campeonatos de respeito que existem no cenário, ao lado da R1 GP1000 (talvez a mais fragilizada com 14 pilotos), que é organizado por Carlinhos Romagnolli, e da Moto 1000 GP (com 86 pilotos em três categorias), gerenciada por Gilson Scudeler com o apoio de Alexandre Barros. E nem chegamos na parte do Motocross e afins.
Tudo bem que uma moto é bem mais barata que um carro, e uma equipe de moto é bem mais enxuta, mas, na maioria dos casos, são os próprios pilotos que bancam e, neste caso, existe a união: vi equipe com dez, oito, cinco, três, duas e uma moto. Aliás, a união entre seus integrantes é uma das coisas mais marcantes da modalidade.
E pensar que, anos atrás, o motociclismo vivia uma crise, e a saída de Barros da MotoGP fez muitos pensarem que nossa história no esporte havia acabado. Claro, o crescimento do motociclismo gerou um aumento considerável nos acidentes, já tirou uma vida (de Renan Alves) e ainda existe muito o que melhorar, principalmente na parte dos autódromos, mas já podemos dizer que ele consegue se sustentar sozinho e possui um público cativo.
Lá não tem essas frescuras de televisão aberta. Lá eles fecham a viseira e aceleram. Vale a pena assistir a uma corrida quando puder.
Prova disso é o link abaixo, com a prova completa de Jacarepaguá. Procure algo similar das categorias de quatro rodas daqui...
Hungaroring, 1986, um documentário histórico

Programa oficial do GP da Hungria de 1986
Tudo bem, é em húngaro e vocês não entenderão patavina do que será dito, mas enxergarão e entenderão tudo o que acontece.
Este é um documentário de um momento histórico, a primeira corrida em um país da Cortina de Ferro. Para os que tem menos de 30, o mundo vivia ainda a chamada Guerra Fria entre os países do ocidente, liderados pelos EUA, e o leste europeu, que tinha como referência a União Soviética.
E esta corrida foi a Fórmula 1. Uma prova histórica, para o esporte e para o Brasil, pois contou com uma disputa magnífica entre Nelson Piquet e Ayrton Senna.
Neste documentário, mostram desde a construção de Hungaroring, aterramento, asfaltamento, instalação de arquibancadas, simulação de incêndio e tudo o que se passou até o GP, no dia 10 de agosto de 1986, com eventos suporte e o que mais tem direito.
No fim, você até se familiarizará com a língua húngara. O documentário está dividido em três partes, confira:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Colírio
Vejam o making of do ensaio da modelo Sharmila Chambó, conhecida também como Musa da Stock Car, nos boxes do piloto Lico Kaesemodel. Foi o assunto do dia quando aconteceu.
Isso remete a uma situação em 1994, acho, quando foi realizado um ensaio nu ao vivo em uma corrida da F-Fiat e da F-3. Pena que estou sem a revista perto para pegar a foto.
Mas este foi bem mais comedido. Hoje as pessoas são mais politicamente corretas. Ou não.
O passo que falta para Fernando Alonso

Alonso: a um passo de se eternizar como um dos maiores
Principal piloto da atualidade, Fernando Alonso já pode ser considerado um dos grandes nomes da história da Fórmula 1. Seu "currículo", por sí só, já garante esta vaga.
Vejamos: ele foi o primeiro espanhol a ser campeão mundial e abriu para a Fórmula 1 as as pernas de um mercado que antes era exclusivamente voltado ao motociclismo. Hoje em dia, a Espanha respira automobilismo, novos talentos surgiram e o país é um dos poucos a ter duas corridas no grid.
Outra coisa interessante: ele, por duas vezes, conseguiu deixar Michael Schumacher no chinelo. A primeira foi em 2006, quando, de forma magistral, foi campeão na despedida do alemão. A segunda está acontecendo hoje em dia: mesmo com Schumacher no grid, ele desbancou o alemão como o melhor piloto do grid.
Mais um fator: conseguiu criar um caos dentro da equipe McLaren, em 2007, e uma revolução na Fórmula 1. Perdeu o título de 2007 e sorriu, fez o time inglês perder o campeonato de 2007, o de 2008 e, no mínimo, 100 milhões de reais, além de provocar o afastamento de Ron Dennis.
Continuando: ele é o bicampeão com menor idade (25 anos, 2 meses e 24 dias).
Contudo, falta um pequeno passo para transformar Alonso em mito. O pequeno passo que o fará entrar na turma de Jack Brabham, Jackie Stewart, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Niki Lauda (sem contar Juan-Manuel Fangio, Michael Schumacher e Alain Prost). Ou seja, ser tricampeão.
Isso poderia ter acontecido em 2010, mas a história não deixou. Ele não merecia, principalmente pelo que aconteceu na Alemanha há dois anos. Mas neste ano é diferente: ele vem mostrando ser o melhor com corridas superlativas (algumas impressionantes, como em Valência) a bordo de um carro que começou muito ruim e ainda não é o melhor do grid.
E, cá entre nós: com raras exceções (como Jim Clark, Emerson Fittipaldi e Gilles Villeneuve - sem contar Sebastian Vettel, que provavelmente entrará na lista), ser tricampeão é o que separa os grandes pilotos dos pilotos comuns. E, pelo que já vez até agora e, principalmente, neste ano, demorou para Alonso entrar na turminha.
Vídeos da semana

Largada da Fórmula 2 em Brands Hatch (James Bearne/F-2)
O vídeo de destaque da semana é a controlada fantástica de Phil Bennet na corrida realizada em Thruxton. Por pouco que o inglês não provoca um sério acidente.
Além disso, também teve um pequeno caos na largada, envolvendo três ou quatro carros, e outra controlada fantástica de Warren Hughes. Vejam o frenetismo que é uma primeira volta desse fantástico campeonato inglês.
A Fórmula Ford MSA também teve seu "Big One" em Spa. A curiosidade é que o capacete de um deles é igual ao de Giancarlo Fisichella.
No fim de semana tivemos a GP2 e, com ela, o forte acidente de Giancarlo Serenelli na Sprint Race do domingo:
Voltamos à Inglaterra, etapa de Brands Hatch da Fórmula 2, na chuva, bem agitada. Começamos com um caos em uma das relargadas, com um piloto rodando em plena reta de chegada:
Tivemos outros dois acidentes: um deles envolve Plamen Kralev, um piloto búlgaro, que estampou a barreira de pneus.
A outra pancada envolveu o piloto russo Max Snegirev, no mesmo lugar que Kralev bateu voltas atrás.
Para completar a série de acidentes da Fórmula 2 na corrida 2 em Brands Hatch, o tcheco Matheo Tuscher foi outro que arrebentou seu carro nos pneus.
Lembranças de Hockenheim

Largada do GP da Alemanha de 1989
Hockenheim era uma daquelas pistas que mexia com os pilotos. As longas retas que cortavam florestas e podiam levar os carros a números superiores a 340 km/h traziam um misto de medo e excitação a todos os pilotos.
Tivemos graves acidentes lá, como as mortes de Jim Clark com um Fórmula 2, e Patrick Depailler, durante testes de F-1 em 1982, mesmo ano em que Didier Pironi em 1982, na chuva com a Ferrari, encerrou sua carreira.
Outras três mortes foram registradas até 1986, quando esta lista se encerrou, e alguns outros acidentes assustadores, como a capotagem de Derek Warwick com seu Footwork no warm up da edição de 1993.
Mas lá também tivemos momentos hilários, como o embate entre Nelson Piquet e Eliseo Salazar, após o chileno, retardatário, tirar o brasileiro da prova quando estava prestes a tomar uma volta.
Hoje em dia, com sua abreviação, Hockenheim não passa de mais uma pista do calendário, com as quatro longas retas transformadas em uma só e todas as curvas lentas foram mantidas. Desde 2001, quando aconteceu a reforma, só corridas chatas aconteceram.
Por isso, para manter viva na cabeça a memória do excitante e respeitado Hockenheimring, vamos ver na íntegra a edição de 1989.
Vídeo da semana
Nesta semana não vamos falar de rodadas, confusões, acidentes, big ones, etcetera e tal. Vamos falar dessa jóia rara que pingou aqui no meu iutubi. O GP de Elkhart Lane de 1993 da Fórmula Indy, ou Texaco Havoline 200 at Road America. Super corrida, grid impecável, os carros mais bonitos, os melhores pilotos. Emerson, Mansell, Boesel, Tracy, Andretti, Gordon, Rahal, Sullivan, Goodyear... Tem até o Marco Greco!
Saiba mais do FIA Cross Country Rally World Cup, o Mundial de Cross-Country
Para quem gosta de rali no estilo Dakar, aqueles de longa duração e realizados fora de estrada, existe um campeonato mundial em disputa no estilo Fórmula 1, com várias etapas e sistema de pontos corridos, onde o piloto com mais pontos ao fim de oito encontros fica com a taça.
O FIA Cross Country Rally World Cup está em sua 20ª edição com provas em locais variados, como Itália, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Espanha, Hungria, Polônia, Egito e Portugal. O grid tem 24 pilotos de 16 nações diferentes, incluindo também o Brasil.
Este campeonato teve uma sacudida no ano passado, quando se uniu com a Copa Internacional Cross Country de Bajas para dar o formato atual, gerando assim duas categorias: a principal, para carros de duas rodas motrizes, e T2, com a entrada de mais duas, T3 e T4, no próximo ano.
Na principal, quem manda é Jean-Louis Schlesser. Um dos grandes nomes da história da modalidade, o francês é bicampeão do Dakar (1999 e 2000) e pentacampeão da World Cup (de 1998 a 2002). Contudo, ele é mais lembrado por aqui como o retardatário que bateu e tirou Ayrton Senna do GP da Itália de 1988 a duas voltas do fim, quando o brasileiro liderava.
Schlesser lidera o campeonato atual na classificação geral e na categoria principal com um buggy feito por ele mesmo, seguido pelo árabe Khalifa Al Mutaiwei e pelo atual campeão do Dakar, Nasser Al Attiyah, do Qatar. A diferença entre os três primeiros é de 36 pontos, com corridas que tem pontuação máxima de 60 pontos.
Já na T2, a disputa tem pilotos brasileiros. Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin são os vice-líderes da competição, com 72 pontos, 28 a menos que o árabe Yahya Al Helli. Nesta divisão, cada corrida tem a pontuação máxima de 50 pontos. Três encontros já foram realizados até o momento: na Itália, Emirados Arabes Unidos e Qatar.
Nesta quarta, Varela e Gustavo Gugelmin embarcam para a Espanha. Após dois segundos lugares seguidos (Emirados e Qatar), a dupla do Divino Fogão Rally Team pode assumir a liderança na tabela de pontos do campeonato se vencer o Baja España Aragón, que acontece de sexta-feira a domingo com um alto número de inscritos: 75 automóveis, 16 caminhões e 40 motos.
O rally Baja España Aragón será disputado em uma região situada a meio caminho entre Madrid e Barcelona e seu trajeto mescla áreas semidesérticas com regiões de irrigação artificial e exploradas pela agricultura local.
Com um currículo respeitável, Varela já foi campeão da T2 uma vez, em 2001, a volante de um Troller, e espera repetir o feito agora a bordo de um Mitsubishi Pajero. Já Gugelmin faz este ano sua primeira temporada internacional e diz que as três etapas já disputadas deram bons subsídios para analisar as chances da dupla e conhecer o nível dos concorrentes.
"Já superamos aquela fase de inicial de medir o potencial dos outros competidores em relação ao nosso desempenho e confirmamos que temos chances reais de conquistar bons resultados. Temos um carro de ponta que nos permite lutar em plena igualdade com todos os participantes da nossa categoria, nos entendemos muito bem a bordo e temos claro que a regularidade nos resultados é o nosso norte para terminar o ano bem."
Varela e Gugelmin não estarão sozinhos nesta etapa e terão a companhia de outra dupla brasileira, formada por Marcos Moraes e Du Sachs, que também usam um modelo Mitsubishi Pajero, e do mito francês Stephane Peterhansel, nove vezes campeão do Dakar pilotando carros ou motos, que vai pilotar um Mini em parceria com seu compatriota Jean-Paul Cottret.
Classificação da Copa do Mundo FIA de Rally Cross Country após 3 etapas
Geral Pilotos
1) Jean-Louis Schlesser (FRA), 96 pontos;
2) Khalifa Al Mutawei (ARE), 80;
3) Nasser Al Attiya (QAT), 60;
4) Yahya Al Helli (ARE), 52;
5) Lúcio Alvarez (ARG), 42;
9) Reinaldo Varela (BRA), 28.
Geral Navegadores
1) Konstantin Zhiltsov (RUS), 96 pontos;
2) Andreas Schulz (DEU), 80;
3) Lucas Cruz (ESP), 60;
4) Khalid Al-Kendi (ARE), 52;
5) Bernardo Graue (ARG), 42;
9) Gustavo Gugelmin (BRA), 28.
Categoria para carros duas rodas motrizes
1) Jean-Louis Schlesser (FRA), 125 pontos;
2) Patrick Sireyjol (FRA), 66;
3) Mubarak Al Hajri (QAT), 36;
4) Ahmed Al Fahim (ARE), 30;
5) Khaled Mubarak (ARE), 24
Categoria T2 Pilotos
1) Yahya Al Helli (ARE), 100 pontos;
2) Reinaldo Varela (BRA), 72;
3) Vadym Nesterchuk (UKR), 60;
4) Ibrahim Al Muhanna (SAU), 44;
5) Joseph Rosso (ARE), 30.
Categoria T2 Navegadores
1) Khalid Al-Kendi (ARE), 100 pontos;
2) Gustavo Gugelmin (BRA), 72;
3) Laurent Lichtleuchter (FRA), 60;
4) Guy Leneveu (França), 30;
5) Roberto Briani (ITA), 25.



