Confusão, seu nome é automobilismo brasileiro
Vamos fazer algumas continhas. Nós temos:
- 12 etapas da Stock Car
- 10 etapas da F-Truck
- 10 do Brasileiro de GT
- 10 do Brasileiro de Marcas
- 6 do Racing Festival
- 6 da Top Series
Se contarmos, temos 54 corridas, ou 54 finais de semana. No ano, temos 52. Vamos ver quantas etapas batem:
22 de abril: GT em Santa Cruz com Marcas em São Paulo
6 de maio: Stock Car no Velopark com F-Truck em Caruaru
10 de junho: Top Series em Interlagos com F-Truck em Goiânia
24 de junho: GT em Interlagos com Marcas no Rio
8 de julho: Racing Festival em Brasília com F-Truck em São Paulo
22 de julho: Marcas em Curitiba com GT no Rio e Top Series em Interlagos
5 de agosto: Stock Car em Interlagos com F-Truck em Londrina
9 de setembro: Racing Festival em Goiânia e F-Truck em Córdoba
28 de outubro: Marcas em Tarumã e GT em Guaporé
11 de novembro: Stock Car em Brasília com F-Truck em Curitiba
18 de novembro: Marcas em Londrina e GT em Cascavel
- Os casos mais gritantes são Marcas e GT, que batem nada menos que cinco corridas, sendo que duas delas são disputadas no mesmo Estado.
- Tem dia com três corridas acontecendo simultaneamente! Como no dia 22 de julho: Marcas em Curitiba com GT no Rio e Top Series em Interlagos. Inaceitável.
- A Stock tem "pancadas" importantes com a Truck na segunda prova de Interlagos, provável "Corrida do Milhão" e a última etapa da temporada.
- Aliás, o calendário que mais bate com qualquer outra categoria é o da Truck, que, por ser um campeonato bem peculiar, não preocupa os pilotos. Mas, para os outros profissionais, é uma dor de cabeça.
Resumindo: se a entidade que regulamenta nosso esporte fosse organizada e inteligente, juntaria todos os organizadores e faria um calendário decente, que não prejudique não só os pilotos, mas os outros profissionais envolvidos, como jornalistas, fotógrafos, equipes. Caso isso acontecesse, teríamos mais pilotos competindo em mais campeonatos, mais profissionais empregados e menos caos por parte da imprensa para cobrir tudo. Mas, com tantos interesses políticos e financeiros acima dos esportivos (e dos interesses de quem realmente move o esporte), esta ideia é mais que utópica. É impossível.
Como sempre: eles podiam aprender com a Argentina.
História viva e eternizada

Já está à venda em todos os lugares desde a quarta-feira passada a edição 2011/2012 do anuário AutoMotor Esporte.
Tenho a honra de integrar o anuário como colaborador desde 2008, passando para o grupo de redatores em 2010.
Tentei achar no antigo e saudoso Laje de Imprensa (quando o mundo era cor-de-rosa e todos eram amigos) o texto que dizia a importância deste livro na minha carreira, mas não encontrei.
O importante é que um dos meus objetivos foi alcançado, que era ter meu nome no expediente dali.
A edição deste ano é especial, por comemorar os 20 anos da publicação e, também, pelo lado triste, por termos perdido um dos eixos motrizes do livro, que era o diagramador, diretor, faz-tudo, Luiz Vicente.
E, apoiados nesta perda, a turma que cuida diariamente da produção do livro tratou de fazer um trabalho impecável como tributo ao amigo.
Além disso, este não é só um livro. É um registro histórico do esporte em um país onde a memória não é valorizada e as lembranças geralmente ficam escondidas, intocadas, que só são liberadas mediante valores exorbitantes em dinheiro.
Pena que este livro não existia antes. Aí sim vocês veriam a força real que o automobilismo brasileiro tem.
Por isso, comprem. Peçam de presente, façam algum rolo, mas tenham este livro. É um registro histórico.
E parabéns a todos que fazem parte da equipe e deixam viva nossa história: Regi, Dinho, Tiago, França, Dani, Cadu, Brunão, Gomes, Ico, Tigur, McFly, Ellen, Andrea, Grun, Tite, Panda, Cassio, todos os fotógrafos que colaboram, a máquina de café, tudo.
Querem comprar? Comprem aqui: http://www.automotoresporte.com.br/site/
Como é bom ter memória
Fico vendo na internet vídeos de corridas argentinas dos anos 90, 80, 2000, e me sinto triste. Pois não existe ninguém interessado em preservar a história do automobilismo brasileiro. Tente achar um vídeo de Stock Car pré-2000. Ou até alguma foto até 2006. Tarefa difícil, só dos grandes campeões.
Isso que não falamos de resultados. Afinal, troca de empresa que faz a cronometragem e os arquivos saem da rede. Com o advento da internet, parecia que seria mais fácil ter arquivo. Errado. Cada vez é mais difícil material dessa época. Curiosamente, quando pensamos que a tecnologia nos ajudaria, nós andamos no sentido contrário.
Por isso, postarei algumas muitas fotos tiradas por Luca Bassani entre 2001 e 2004. Que dispensam comentários, são obras de primeira qualidade. E vocês dirão: nossa, quanto tempo. Nada. Na verdade é nossa memória que é curta. Uma pena.
Calendário 2012

A primeira parte de 2012 começou. É aquela que compreende o período entre a segunda semana do ano e o Carnaval, como manda a tradição tupiniquim.
Como boa parte das pessoas volta nesta segunda, trago um presente: o já tradicional (para quem trabalha e convive comigo) calendário detalhado do automobilismo.
Nele, eu junto os principais campeonatos mundiais e brasileiros que já têm as datas definidas: Fórmula 1, Indy, GP2, MotoGP, World Series, WRC, WTCC, Mundial de Endurance, Stock Car, GT Brasil (ou Latam) Copa Montana, Mini Challenge, Trofeo Linea, F-Fiat, Brasileiro de Marcas e Fórmula Truck.
Com o tempo, buscarei atualizar esta lista com outros campeonatos, como a F-3 e algumas datas que apresentam conflito, como o Racing Festival e a Stock Car, marcadas para o mesmo dia (15 de abril) e local (Curitiba).
Imprima, pendure, agende, programe-se e não perca nada, seja pela TV ou pela internet. E, caso precise consultar novamente esta lista, é só clicar em "Calendário 2012" no menu Categorias logo ali ao lado ===>
Janeiro
17 a 22 - WRC, Monte-Carlo
Fevereiro
9 a 12 - WRC, Suécia
Março
4 - Fórmula Truck, Velopark
8 a 11 - WRC, México
11 - WTCC, Itália
17 - Mundial de Endurance, Sebring
18 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Interlagos
18 - Fórmula 1, Austrália
25 - Fórmula 1, Malásia
24 e 25 - GP2, Malásia
25 - Indy, St. Petersburg
25 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Interlagos
29 a 1 de abril - WRC, Portugal
Abril
1 - WTCC, Espanha
1 - Fórmula Truck, Rio de Janeiro
1 - Indy, Barber
8 - MotoGP, Qatar
15 - Fórmula 1, China
15 - WTCC, Marrocos
15 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Curitiba
15 - Indy, Long Beach
14 e 15 - Trofeo Linea/F-Fiat, Curitiba
22 - Fórmula 1, Bahrein
22 - Brasileiro de Marcas, Interlagos
21 e 22 - GP2, Bahrein
27 e 28 - GP2, Bahrein
27 a 29 - WRC, Argentina
29 - Indy, São Paulo
29 - GT Brasil, Anhembi
29 - MotoGP, Jerez
Maio
5 - Mundial de Endurance, Spa
5 e 6 - World Series, Aragón
6 - Stock Car, Ribeirão Preto
6 - MotoGP, Portugal
6 - Fórmula Truck, Caruaru
6 - WTCC, Hungria
13 - Fórmula 1, Espanha
12 e 13 - GP2, Espanha
20 - MotoGP, Le Mans
20 - WTCC, Áustria
20 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Velopark
25 e 26 - GP2, Mônaco
27 - Fórmula 1, Mônaco
27 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Curitiba
27 - Indy, Indianapolis 500
26 e 27 - World Series, Mônaco
25 a 27 - WRC, Rali de Acrópolis
Junho
3 - Fórmula Truck, Goiânia
3 - Indy, Detroit
3 - MotoGP, Catalunha
3 - WTCC, Portugal
2 e 3 - World Series, Spa
2 e 3 - Trofeo Linea/F-Fiat, Londrina
9 - Indy, Texas
10 - Fórmula 1, Canadá
10 - Brasileiro de Marcas, Brasília
16 e 17 - Mundial de Endurance, 24h de Le Mans
17 - MotoGP, Inglaterra
23 - Indy, Iowa
24 - Fórmula 1, Valência
24 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Interlagos
23 e 24 - GP2, Valência
22 a 24 - WRC, Rali da Nova Zelândia
24 - Brasileiro de Marcas, Rio de Janeiro
30 - MotoGP, Holanda
30 - 1 de agosto - World Series, Nurburgring
Julho
1 - Stock Car/Mini Challenge, Londrina
8 - Fórmula Truck, São Paulo
8 - Fórmula 1, Inglaterra
8 - Indy, Toronto
8 - WTCC, Argentina
8 - MotoGP, Sachsenring
7 a 8 - GP2, Inglaterra
7 e 8 - Trofeo Linea/F-Fiat, Brasília
14 e 15 - World Series, Moscou
15 - MotoGP, Mugello
15 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Rio de Janeiro
22 - Fórmula 1, Alemanha
22 - Indy, Edmonton
22 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Velopark
22 - WTCC, Curitiba
22 - Brasileiro de Marcas, Curitiba
21 e 22 - GP2, Alemanha
29 - Fórmula 1, Hungria
29 - MotoGP, Laguna Seca
28 e 29 - GP2, Hungria
Agosto
2 a 5 - WRC, Finlândia
5 - Indy, Mid-Ohio
5 - Fórmula Truck, local a definir
5 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, São Paulo
19 - Indy, China
19 - MotoGP, Indianápolis
18 e 19 - Trofeo Linea/F-Fiat, São Paulo
26 - Stock Car, Salvador
24 a 26 - WRC, Alemanha
26 - Indy, Infineon
26 - MotoGP, Brno
26 - Mundial de Endurance, Silverstone
25 e 26 - World Series, local a definir
Setembro
2 - Fórmula 1, Bélgica
2 - Indy, Baltimore
2 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Interlagos
1 e 2 - GP2, Bélgica
9 - Fórmula 1, Itália
8 e 9 - GP2 - Itália
8 e 9 - Trofeo Linea/F-Fiat, Vitória
9 - Fórmula Truck, Argentina
14 - Mundial de Endurance, Interlagos
15 - Indy, Auto Club
15 e 16 - World Series, Hungria
13 a 16 - WRC, Rali da Inglaterra
16 - Stock Car, Campo Grande
16 - MotoGP, Misano
23 - Fórmula 1, Cingapura
23 - WTCC, Estados Unidos
23 - Brasileiro de Marcas, Velopark
22 e 23 - GP2, Cingapura
29 - Mundial de Endurance, Bahrein
30 - Stock Car/Copa Montana, Tarumã
30 - MotoGP - MotoGP, Aragon
29 e 30 - World Series, França
Outubro
7 - Fórmula 1, Japão
7 - Fórmula Truck, Guaporé
4 a 7 - WRC, Rali da França
14 - Fórmula 1, Coreia
14 - MotoGP, Motegi
14 - Mundial de Endurance, Japão
21 - MotoGP, Malásia
21 - WTCC, Japão
21 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Curitiba
20 e 21 - World Series, Barcelona
18 a 21 - WRC, Rali da Itália
28 - Fórmula 1, Índia
28 - MotoGP, Austrália
28 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Guaporé
28 - Brasileiro de Marcas, Tarumã
Novembro
4 - Trofeo Linea/F-Fiat, Velopark
4 - Fórmula 1, Abu Dhabi
4 - WTCC, China
11 - Stock Car/Copa Montana/Mini Challenge, Brasília
11 - Fórmula Truck, Curitiba
11 - MotoGP, Valência
8 a 11 - WRC, Rali da Espanha
18 - WTCC, Macau
18 - Fórmula 1, Estados Unidos
18 - Brasileiro de Marcas, Londrina
18 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Curitiba
15 - Fórmula 1, Brasil
A definir - Mundial de Endurance
Dezembro
2 - Brasileiro de Marcas, Curitiba
9 - Fórmula Truck, Brasília
16 - GT Brasil/Mercedes-Benz Grand Challenge - Interlagos
Interlagos, 1971
Esta foi uma das corridas fundamentais para o estabelecimento das grandes corridas internacionais no Brasil e abriu as portas para a primeira corrida da F-1.
Em 1971, aconteceu o GP do Brasil de Fórmula 2, com os irmãos Fittipaldi, Pace, Reutemann e mais um monte de outros grandes nomes. É uma das grandes relíquias do Arquivo Nacional, com certeza.
Este vídeo vai pro Rubens Barrichello, que disse adorar ver meus achados por aqui!
Interesses artificiais

Visitação em etapa da Stock em Interlagos: será que todos ali gostam, mesmo, de corrida? Foram por interesse ao espetáculo? Em contraste, a arquibancada vazia (Duda Bairros)
Todos reclamam. Luiz Razia, Felipe Nasr, Bruno Senna, Lucas di Grassi, Adriano Buzaid, vários nomes que estão à caminho da F-1 (e até veteranos, como Rubens Barrichello e Felipe Massa) falam para quem quiser ouvir: falta apoio aos competidores brasileiros.
Desta vez, Cesar Ramos sentiu na pele como é ficar quase a pé. Aos 45 do segundo, um de seus patrocinadores (que é italiano, não brasileiro) conseguiu pagar a parcela atrasada da cota comprada e o piloto gaúcho poderá correr a etapa de Silverstone, neste fim de semana.
Contudo, sua presença nas duas etapas seguintes ainda não está certa. Assim como os outros não sabem de 2012. Em um momento tão frutífero para a economia brasileira, as empresas daqui teriam uma obrigação moral de ajudar. E não só no automobilismo, mas em outros esportes que não sejam futebol _este, o mais simples e mais rentável.
Muitos falam que, se Massa tivesse conquistado o título de 2008 a história atual seria diferente. Concordo. Foi o que aconteceu com Gustavo Kuerten, ou o que acontece agora após o sucesso de Cesar Cielo. Agora, há uma enxurrada de novas promessas.
Imaginem, com Massa campeão, o que teria acontecido com campeonatos como F-Futuro e F-3. Ou a quantidade de pilotos que estaria no exterior competindo com exposição considerável. Mas aqui, no Brasil, piloto só tem destaque se for campeão. Vice é lixo, infelizmente.
E, se não tem apoio dentro da própria casa, como terá fora?
É para se pensar.
Não que podemos ter um intervalo entre um piloto ou outro na Fórmula 1, mas, se um piloto surgir, ganhar tudo sem apoio do país e não levantar a bandeira no alto do pódio, eu vou achar bem-feito e justo. E os ignorantes vão dizer que ele devia ser patriota. Mas quem o ajudou no caminho todo?
As pessoas aqui gostam de ver o produto na vitrine, mas não o processo inteiro.
Para mim, brasileiro não gosta de automobilismo.
Se gostasse, incentivaria. Iria na arquibancada a troco de nada, gastaria R$ 25 reais ao invés de ficar chorando credencial (até de serviço) para desfilar no paddock se achando o tal, aproveitando o boca livre e puxando o saco das pessoas.
Mas não.
Gastar mais de R$ 2 mil para ficar o dia inteiro mofando no sol ou chuva para ver 2h de carrinho andando na F-1 as pessoas pagam e acham bonito, mas R$ 25 para fazer o mesmo numa Stock Car e em um GT Brasil é um absurdo, é o que sempre ouço por aí.
Como eu disse, o interesse genuíno do público atrai empresas, alimenta pilotos e equipes e melhora o espetáculo. Se esse interesse fosse real, as pessoas saberiam nome dos pilotos, a classificação do campeonato, acompanharia pela televisão, internet, revista, rádio, e isso movimentaria o mercado, pois a mídia também teria anunciantes e melhoraria ainda mais a qualidade da informação, que hoje em dia é dada com muito suor e esforço, com o apoio de poucos abnegados.
O que vemos hoje em dia é interesses artificiais. E piloto dependendo de patrocínio europeu pra tentar um lugar ao sol.
O público brasileiro não faz a sua parte, acha que reclamar e cobrar é o suficiente.
E, para mim, não gosta de automobilismo. Adoraria que calassem a minha boca e provassem o contrário.
E, antes que você, leitor que discordou, pense em reclamar, olhe pra casa do vizinho. Dê uma visitinha na Argentina.
Depois a gente conversa.
Todt faz aparição relâmpago e fala pouco de automobilismo
Nesta terça-feira, aconteceu um encontro entre os jornalistas brasileiros e Jean Todt, presidente da FIA, no auditório do Hospital São Luiz, no Morumbi, para falar sobre direção segura. Claro, evitando ao máximo tocar em automobilismo.
Acompanhado da esposa, a atriz Michelle Yeoh, e rondado pelo médico oficial do GP do Brasil, Dino Altmann, que deu uma palestra sobre a segurança no trânsito, Todt foi questionado pela repórter do Diário de S.Paulo sobre a segurança de Interlagos, comparada com a situação nas ruas.
Altmann tentou brecar e proibir a pergunta, mas, para seu espanto, Todt notou a incomodação imediata do médico e decidiu ouvir a questão. Respondeu rapidamente, afirmando que o problema está nos carros.
O que ele disse, em palavras: "Soubemos do acidente com uma outra categoria. Foram feitas investigações para sabermos o que podemos melhorar não em relação ao circuito, mas, sim, nos carros. Com toda a certeza, todas as medidas serão tomadas para evitar esse tipo de acidente novamente."
Depois, sem se aprofundar muito, comentou sobre os ralis e o acidente de Robert Kubica. Abaixo:
De resto, foi uma entrevista bem sem sal, vaga. Para um evento que contou com a participação do povo do GP do Brasil, corrida foi o assunto menos comentado. Tudo bem falar de direção segura, mas vendo a situação crítica aqui, alguma coisa ele devia falar.
Entre outros assuntos, deu para entender que a campanha de direção segura da FIA será vinculada à corrida de F-1.
De resto, para registro, Todt foi embora de helicóptero.
Criticar quando é preciso
Há exatos quatro meses, um dos pilotos mais queridos do cenário nacional perdeu a vida em um acidente trágico.
Apontaram uma curva como culpada.
Exigiram mudanças, quebras de arquibancadas, área de escape.
Olharam, olharam, prometeram e nada feito.
Como alternativa, reativaram um arremedo de chicane, que teve de ser reformada duas vezes por conta de uma obra porca.
A curva culpada seguiu lá, sem área de escape.
Quatro meses se passaram e decidiram quebrar as arquibancadas.
Erradas.
Priorizaram as arquibancadas cobertas, da reta dos boxes.
Para dar conforto aos que pagam 4 mil reais para ver a Fórmula 1.
A curva culpada segue lá; a chicane é só um band-aid.
O piloto que foi embora em abril não volta mais.
Curiosamente, nunca vi uma arquibancada ser demolida tão rápido.
Obras na chicane desagradam pilotos e “novela” da Curva do Café ganha novo capítulo
A "novela" da Curva do Café ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. No shakedown realizado pelas equipes da Copa Petrobras de Marcas, muitos pilotos reclamaram das obras feitas na chicane provisória, que serviria de alternativa para a curva que tirou a vida de Gustavo Sondermann no último mês de abril.
As obras, realizadas pela SPTuris com a supervisão da CBA, desagradaram a maior parte dos pilotos, que classificaram a chicane como amadora e impraticável, além de ser de baixa visibilidade, com as zebras muito altas e um trecho feito de concreto. "Está mais perigoso com a chicane que sem ela", afirmou Thiago Camilo ao TotalRace.
Nesta manhã, surgiu a ideia de um abaixo assinado para a não utilização da chicane, mas muitos pilotos são contra, pois isso tiraria a responsabilidade da CBA em caso de algum incidente, jogando para cima dos pilotos. Por isso, todos os pilotos do grid assinarão um laudo atestando que a chicane é impraticável, e este documento será levado às autoridades da entidade.
Com isso, a decisão do uso ou não da chicane caberá à CBA, o que pode sair até hoje, mas uma coisa é certa: esta novela está longe de acabar.
ATUALIZAÇÃO: No fim das contas, a chicane não foi usada nesta sexta-feira por determinação da CBA. Vamos ver como fica amanhã.
Fangio, por Fangio
Se estivesse vivo, Juan Manuel Fangio, o maior piloto da história romântica da Fórmula 1, completaria 100 anos. Abaixo, uma compilação de depoimentos extraídos de um especial feito pelo programa "Mesa de Campeones", que também possui uma revista na Argentina. Vale a pena. É fácil de entender. Melhor homenagem, impossível.
Estreia no automobilismo
A primeira vez que pilotou
A primeira vitória no TC
Acidente em Buenos Aires
Início na Europa
Vitória em San Remo, Itália
Vitória em Monza, 1953
Vitória em Buenos Aires, 1955































































