Com a palavra: Red Bull Racing, Cacá e Serrinha
Merecidamente, a Red Bull bateu forte na Stock Car. Merecidamente pelo fato de seus dois pilotos terem sido punidos injustamente. Quem mandou deixar o búfalo bravo? Por isso, segue comunicado da equipe, na íntegra:
SOBRE CAMPO GRANDE
Na quinta etapa da temporada 2011 da Stock Car, domingo passado em Campo Grande, Cacá Bueno era o terceiro colocado e Daniel Serra o sexto quando ambos os carros da equipe Red Bull Racing receberam penalizações simultâneas por excesso de velocidade nos boxes.
O que já seria uma coincidência bastante improvável mostrou-se claramente um erro técnico da cronometragem ao serem reveladas as velocidades medidas pelo equipamento oficial da categoria para os carros de Cacá e Daniel: superiores a 137km/h e 74km/h, respectivamente, números que, além de estarem bem acima dos 50km/h permitidos, são impossíveis de serem atingidos no ponto de entrada dos boxes (contornado em primeira
marcha), e que imediatamente nos levam a levantar duas questões:
1) Com mais de 100 corridas de Stock Car no currículo, será que o tricampeão Cacá Bueno seria realmente capaz de invadir a área dos boxes a quase o triplo da velocidade permitida, colocando em risco as vidas de todos os profissionais que nela trabalham? Nós acreditamos veementemente que não.
2) Mesmo se Cacá, em um inexplicável surto psicótico-suicida, realmente tivesse feito tal estupidez, será que essa passagem em altíssima velocidade não teria sido facilmente perceptível a olho nu? Nós temos certeza que sim.
A Red Bull Racing acredita que os números altíssimos acusados pelo equipamento de medição deixaram claro e evidente que tais leituras estavam equivocadas. E não entende como, com tamanha margem de dúvida, as punições tenham acontecido, ferindo um dos mais básicos princípios da lei em qualquer lugar civilizado: o da inocência até prova em contrário.
SOBRE DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
A mesma Campo Grande viu ano passado Daniel Serra ter uma vitória incontestável retirada em uma desclassificação altamente controversa. Igualmente controversos foram os critérios de “dois pesos e duas medidas” utilizados pelos comissários de prova da Stock Car ao longo dos últimos 18 meses para punir determinadas infrações:
1) O fato de um piloto fazer seu pit stop antes da abertura oficial da janela de paradas: Foi punido duramente com a desclassificação de um piloto infrator na 9ª etapa do ano passado e de outra forma, muito mais branda (com apenas um drive-through) quando cometido por outro piloto na 12ª e decisiva etapa de 2010, em Curitiba;
2) O fato de um piloto arrancar do seu reabastecimento com o tanque ainda acoplado ao carro: Um piloto infrator na 10ª etapa de 2010 não foi punido de forma alguma, outro infrator na 12ª etapa do mesmo ano foi punido com drive-through e finalmente outro tipo de punição, a inédita “vistoria técnica”, foi aplicada para a mesmíssima infração na 1ª etapa de 2011.
Por si só, a incoerência nos critérios já seria amadorismo puro e simples. Porém, o fato de em ambos os casos a equipe Red Bull Racing ter sido diretamente prejudicada por essa inconstância serve para deixar nossas cabeças cheias de interrogações. (E nossos sacos bastante cheios, também).
A Red Bull tem o esporte a motor no seu DNA, e por isso, desde 2007, escolhe a Stock Car como palco principal de sua busca por vitórias e títulos no automobilismo brasileiro. Para nós, Stock Car é sinônimo de alta performance e tecnologia, de autódromos lotados, de Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Chico Serra e tantos outros que construíram três décadas de tradição da principal categoria do Brasil.
Infelizmente para nós, no último ano e meio, Stock Car tem sido também sinônimo de amadorismo e despreparo no campo desportivo.
Cacá Bueno: “Lamentavelmente hoje (domingo) me foi tomada a possibilidade de um terceiro lugar, que estava sendo conquistado na pista pela nossa equipe. Fica um sentimento de frustração, de revolta, por uma decisão tão longe da realidade, tomada por quem cuida da cronometragem e do radar. Não é possível que uma categoria tão séria tenha espaço para erros tão absurdos. Só espero que a Vicar, organizadora do evento, e a Confederação Brasileira de Automobilismo, fiscalizadora, tomem alguma atitude que mostre ao público a seriedade e a competência que eles dizem que tem. Credibilidade não se conquista escondendo erros, mas sim os assumindo”.
Daniel Serra: “Foi um erro absurdo, porque é impossível atingir essa velocidade naquele trecho. Fizemos tudo dentro das regras e já comprovamos isso com todas as informações possíveis. Deve-se fazer uma análise para que isso não volte a acontecer. Hoje foi conosco, amanhã pode ser com outros pilotos. Sei que nossos pontos não serão recuperados, mas algo precisa mudar. Não podemos continuar sujeitos a situações como essa, vendo nosso trabalho ser desfeito por mecanismos que não são eficientes”.
O que os pilotos disseram após a corrida deste domingo da Stock em Campo Grande
Popó Bueno, Comprafacil/A.Mattheis: "Ficamos perto do nosso objetivo, que era um top-5. Mesmo assim, estamos com pontuação consistente em todas as corridas, o que me deixa em posição confortável nesta disputa que ficou ainda mais acirrada depois da corrida de hoje. Todos são obrigados a descartar os dois piores resultados e eu teria pontos a perder. Mas vejo isso como uma vantagem para as próximas três etapas: se por acaso eu não conseguir uma pontuação em uma ou duas corridas, eu tenho pontos das provas anteriores. Já meus concorrentes não podem zerar em duas corridas seguidas daqui para frente."
Alceu Feldmann, Comprafacil/A.Mattheis: "Fiz uma corrida de recuperação. Mesmo saindo lá de trás, sabia que a gente tinha potencial para terminar na zona de pontuação. Fico feliz em marcar estes dois pontos e com certeza teremos um rendimento ainda melhor em Jacarepaguá."
Ricardo Mauricio, Eurofarma RC: "A estratégia para o nosso carro foi trocar os dois pneus direitos, que sofrem maior desgaste por causa da direção das curvas. Na pista somos adversários [em relação a Max Wilson], buscamos o mesmo título e sempre haverá essa competição, mas sempre com muito respeito"
Max Wilson, Eurofarma RC: "Tentamos reduzir o tempo de parada e ainda assim manter o carro competitivo até o final da prova. Na pista somos adversários [em relação a Ricardo Mauricio], buscamos o mesmo título e sempre haverá essa competição, mas sempre com muito respeito."
Ricardo Zonta, RZ Crystal: "O playoff está aberto ainda e estamos a muito poucos pontos do nono colocado. Só não tivemos uma pontuação melhor, pois dois carros rodaram na minha frente e caí para último. Foi uma prova de recuperação."
Sergio Jimenez, RZ Crystal: "A corrida foi boa, e logo na largada consegui duas ultrapassagens. O carro vinha muito bem, mas o que me atrapalhou foi um problema no rádio", afirmou Jimenez. "Demorei muito para entrar no box, porque não conseguia ouvir o pessoal da equipe me chamando para o pit, nem eles me ouviam perguntando quando deveria entrar. Só fui me dar conta de que já tinha passado a hora quando vi pelo retrovisor o Burti e o pessoal que largou na minha frente."
David Muffato, Itaipava Boettger: "O carro estava espetacular. Larguei bem, consegui ganhar algumas posições e estava na corrida, com uma boa estratégia, de segurar o máximo na pista antes de parar nos boxes. Só que aí quando voltei do pit stop o carro estava com uma vibração muito forte. Precisei fazer uma nova parada e aí tinha quase uma volta de desvantagem para os líderes, não dava para fazer mais nada."
Felipe Maluhy, Officer ProGP: "Foi uma das melhores disputas que já tive na Stock Car e, como as grandes corridas, ela não foi fácil. Depois do pit stop meu carro passou a vibrar fortemente, talvez por algum detrito que se instalou entre a roda e a manga de eixo. Sem dúvida foram emocionantes para quem viu pela TV ou das arquibancadas e para nós, que disputamos palmo a palmo o asfalto de Campo Grande."
Duda Pamplona, Officer ProGP: "Eu fiquei ensanduichado e acabei tendo que tirar o pé, o que me fez perder várias posições na primeira volta. Daí para frente fiz um trabalho de recuperação no qual minha equipe de box foi essencial e me ajudou a ganhar duas colocações em relação à minha posição de largada."
Thiago Camilo, Ipiranga RCM: “Fiz uma boa largada, e apesar de estar por fora, na parte suja da pista, consegui ganhar uma posição. Depois que eu soube que o Átila tinha parado, continuei indo pra cima, mas consciente de que não precisava ser afoito. Nossa estratégia de trocar os pneus traseiros foi traçada desde antes da corrida e deu certo. No fim da corrida, depois que o Cacá Bueno tomou um drive through, eu tinha até condições de atacar mais o Marcos Gomes para tentar subir ao pódio, mas estava muito arriscado e preferi administrar. O Maluhy chegou a me passar, devolvi na mesma volta, e o quarto lugar com a liderança do campeonato ficaram de excelente tamanho. Agora vamos para o Rio, uma pista que gosto muito e é casa do meu patrocinador, com calma para manter essa liderança.”
Lico Kaesemodel, RCM: "Larguei do lado sujo da pista, consegui me livrar das confusões da largada e logo na segunda volta o Diego vem e bate com tudo no meu carro na curva 1. Foi lamentável", disse Lico, bastante irritado ao final da prova. Com o toque, Lico foi parar na areia. "O carro morreu, engatei a ré e não conseguia sair. O resgate chegou logo, me puxou e consegui voltar para a pista na mesma volta. Vim numa corrida de recuperação, mas infelizmente não consegui chegar nos pontos."
Giuliano Losacco, Hot Car: "Foi difícil. Largamos lá atrás e, depois da troca dos pneus no pit stop, o carro não era tão rápido quanto o esperado e não consegui ir mais pra frente. De qualquer forma, é sempre bom marcar novos pontos."
Eduardo Leite, Hot Car: "Infelizmente, depois do pit, meu carro também não apresentou mais o mesmo rendimento e não deu para chegar entre os 15."
Marcos Gomes, Medley Full Time: "Foi muito difícil porque o carro saía de frente desde o começo. Depois que trocamos os pneus traseiros, piorou muito e os dianteiros praticamente acabaram. Fiquei bem mais perto dos playoffs."
Xandinho Negrão, Medley Full Time: "Meu ritmo foi sempre bom e a estratégia funcionou. O problema é que poucos pilotos à minha frente ficaram pelo caminho, o que contrariou a nossa expectativa."
Átila Abreu, AMG: "Foi uma pena. O meu carro estava se comportando como esperávamos e nossa meta era outro pódio. Vamos para a próxima atrás da recuperação, já que ainda estamos numa situação muito boa. Foi um problema elétrico, mas são coisas que acontecem no automobilismo. Vamos revisar o carro todo e levar ensinamentos para o Rio de Janeiro, outra pista que consome muito os pneus. Acho que estaremos fortes para reagir novamente."
Valdeno Brito, Super Cosan Mobil FTS: "Um problema no macaco hidráulico me fez perder dez segundos a mais que o tempo normal do pit stop, e isso me prejudicou bastante. Acabei em oitavo, mas apenas seis segundos atras do terceiro, o que quer dizer que esses dez segundos de perda me tiraram provavelmente um pódio."
Alan Hellmeister, Scuderia 111: "Na teoria nossa estratégia poderia ter rendido um resultado bastante positivo, e como precisávamos somar muitos pontos para entrar nos playoffs, fomos para o tudo ou nada. Só que meu carro não se comportou bem com os pneus mais desgastados, e meus tempos de volta subiram muito a partir da metade da corrida. Perto do fim, por outro problema, ainda tive que abandonar."
Julio Campos, Scuderia 111: "Usamos um acerto bastante conservador, para poupar ao máximo os pneus já que eu vinha de trás e não precisava ter o mesmo ritmo do Alan, que andava no grupo da frente. Com isso, atrasamos ao máximo minha parada e cheguei a ocupar, em dado momento, a segunda posição na corrida. Estava brigando em um pelotão que terminou entre o 10o e o 13o lugar, o que teria representado uma grande evolução para a gente em uma corrida que parecia perdida por nossa posição de largada. Só que meu carro apagou antes mesmo da parada nos boxes, e tive que abandonar. Deve ter sido por algum problema elétrico, ainda não sabemos o que aconteceu."
Rodrigo Navarro, Qualicorp JF: "Como tem muita sujeira fora do trilho é muito complicado de você fazer uma ultrapassagem que não seja na reta oposta que é clássico. Conseguimos levar o carro até o final sem nos envolvermos em batidas e toques, infelizmente, ainda fora da zona de pontuação."
Rodrigo Sperafico, Prati-Donaduzzi JF: "Está difícil essa minha missão de terminar a corrida, o pessoal se enroscou na frente, tomei uma pancada por trás e acabei ficando preso na brita. Arrebentou a correia do alternador e consequentemente pararam todas as funções de bateria, de bomba de óleo, acabei que fiquei na pista. Tinhamos um carro bom pra corrida, esse foi um ponto positivo, ter deixado o carro motiva ainda mais para a etapa do Rio de Janeiro. O foco é tentar sempre melhorar o carro, isso nós conseguimos. O objetivo continua sendo terminar a corrida. Está difícil, mas vamos ficar batendo sempre nessa tecla até se concretizar."
Tuka Rocha, BMC Vogel: "Sabia que teria que fazer uma corrida de recuperação, depois dos problemas que tivemos na classificação. Foi uma prova bastante emocionante, bem movimentada para mim da largada à bandeirada. Infelizmente os pontos não vieram, foram até relativamente poucos abandonos para esta prova, mas mesmo assim estou satisfeito com a evolução do ritmo de corrida. Sabia que aqui era uma corrida onde seria difícil ultrapassar, mas usando o push-to-pass consegui fazer boas manobras. Não conseguimos um lugar na zona de pontuação não pela performance de hoje, mas sim pelos problemas que enfrentamos na classificação. Por isso, nosso foco para a próxima etapa será melhorar o comportamento do carro com pneus novos, para que a gente possa sair bem mais à frente no grid e, aí sim, lutar por boas colocações no domingo."
Com a palavra: Romera, Daniel e Boesel
Com a colaboração de Chicão, locutor oficial da Stock Car, ao fundo.
Com a palavra: Burti, Khodair e Gomes
O áudio não está aquela coisa por conta de a sala ser aberta e os carros barulhentos da Copa Montana estarem na pista.
Luciano Burti
Allam Khodair
Marcos Gomes
Com a palavra: os que não marcaram a pole; quer dizer… Os que quiseram falar
Cacá Bueno, Red Bull: "Analisando a pontuação da temporada, a ordem de largada ficou boa. Vou sair na frente de quem está nos primeiros lugares na classificação geral. Mas eu esperava muito mais. A pista estava bem mais quente em relação ao treino da manhã e a gente sentiu o acerto com a mudança da temperatura. Tínhamos tudo para estar na primeira fila. Não largar na frente pune muito, mas amanhã o desgaste vai exigir de todos. O ritmo será surpresa. Não espero uma corrida fácil. Não tem como apontar favorito."
Daniel Serra, Red Bull: "Foi bom, mas eu esperava brigar pelas três primeiras posições. O carro ficou um pouco diferente na classificação e não foi possível fazer um tempo melhor. Para a corrida, será fundamental o estudo da estratégia, porque o desgaste aqui é muito grande. É como se você tivesse dado o dobro do número de voltas. Não vai ter como ser agressivo o tempo inteiro. Vai ter a hora certa de atacar."
Popó Bueno, Comprafacil/A.Mattheis: "É uma situação inaceitável em qualquer tipo de categoria do automobilismo, ainda mais em uma de alto nível, como a Stock Car. Nunca vi isso em toda minha carreira, é uma total falta de profissionalismo. Não estou colocando em dúvida a volta do Thiago Camilo, que é ótimo piloto e corre por uma boa equipe. O problema é este suposto tempo ser colocado depois do final do treino, o que me impossibilitou de buscar na pista a minha classificação para o Q2. Não fosse este problema, talvez a gente conseguisse um lugar mais à frente no grid, mas mesmo largando na sexta fila acredito que tenho condições de buscar minha classificação para a Super Final aqui. Estou com cinco resultados no top-10 e preciso de uma pontuação alta, de sexto lugar para cima. É isso que vou buscar na corrida de amanhã."
Alceu Feldmann, Comprafacil/A.Mattheis "Esta corrida será bem movimentada, com muita gente tendo dificuldade para se manter na pista devido às mudanças constantes de condição de pista."
Luciano Burti, Itaipava Boettger: "E com a sujeira o piloto não pode cometer erros. Se você sai um pouquinho do traçado, ou escapa da pista, ou acaba rodando. Isso é muito bom, mostra o trabalho que vem sendo feito pela equipe. O carro está mais uma vez muito competitivo, mas o mais importante é não perder o foco, que é sair daqui com um bom resultado."
David Muffato, Itaipava Boettger: "Às vezes, um pequeno deslize pode comprometer todo o trabalho na corrida. Foi basicamente o que aconteceu conosco nas duas etapas mais recentes. Então, dentro do possível o ideal é adotar uma postura mais conservadora para chegar bem ao final. Não está ruim, considerando que estamos largando dentro da zona de pontos e temos uma corrida longa e desgastante pela frente. O segredo me parece ser a paciência na primeira parte da prova. Quem souber poupar o equipamento para as voltas finais terá vantagem."
Tuka Rocha, BMC Vogel: "Começamos bem ontem, mas infelizmente não conseguimos evoluir nada para hoje, porque tivemos uma quebra de motor no treino que acabou prejudicando a nossa classificação. Não consegui fazer voltas competitivas, o que é uma pena, porque a equipe tinha um bom acerto. Nossa esperança é ter uma corrida de recuperação, como fizemos no Velopark. Mas aqui é um pouco diferente, porque nós não andamos de maneira competitiva devido a todos estes problemas. Então, temos que esperar arriscar uma estratégia ousada para chegar até o final, tentar acumular o máximo de experiência possível e quem sabe conquistar pontos."
Giuliano Losacco, Hot Car: "Mudamos o acerto para tentar algo novo e melhorou. Mas fomos para a tomada no escuro. O ideal seria ter encontrado este caminho antes e ter ao menos um treino livre para trabalhar um pouco mais."
Eduardo Leite, Hot Car: "O carro foi evoluindo, mas não conseguimos um bom acerto para virar com os pneus novos no classificatório. Ainda não conseguimos identificar o motivo. Agora é tentar pontuar, como nas outras corridas, e ficar livre dos incidentes na pista."
Rodrigo Sperafico, Prati-Donaduzzi JF: "Acho que temos potencial para andar bem na corrida. O desempenho está melhor com pneu velho do que com pneu novo. Além disso, como já havia previsto, essa será uma prova de resistência, pois além do asfalto abrasivo, o calor é intenso dentro do cockpit. Não existem muitos pontos de ultrapassagem nesse circuito, por isso tirar proveito de uma entrada do carro de segurança é primordial para ganhar algumas posições."
Lico Kaesemodel, RCM: "Vai ser mais uma luta amanhã. Logo na minha primeira entrada na pista, dei uma escapada entre as curvas 2 e 3 e isso já estragou minha classificação.... Na segunda entrada ainda consegui baixar meu tempo, mas não o suficiente ... De qualquer maneira, como essa pista é muito abrasiva e a expectativa de desgaste de pneus é grande, minha esperança é o bom acerto que temos para o carro que é bastante consistente nas corridas. Só preciso escapar das confusões na largada."
Thiago Camilo, Ipiranga RCM: "Não sei se eu iria muito mais para frente, mas a chance de estar melhor no grid era muito boa. Mas a corrida aqui vai apresentar muitas possibilidades. A pista muda muito de condições, é abrasiva, provocando um desgaste altíssimo de pneus. Então, o acerto para esta situação e a estratégia de pit stop podem trazer grandes mudanças."
Átila Abreu, AMG: "O que vai definir o vencedor desta corrida é o carro mais consistente e não o mais rápido. Estamos no bolo dos pilotos que vão brigar pelo pódio e este será meu objetivo. Arriscamos e fizemos um acerto diferente, que não funcionou como imaginávamos. Será uma corrida de chegada. Temos que ser constantes e receber a bandeirada para pontuar bem. Teremos que economizar os pneus e trocar os quatro no pit stop. Vai ser uma corrida crítica."
Xandinho Negrão, Medley Full Time: "Será uma corrida de sobrevivência."
Marcos Gomes, Medley Full Time: "É possível que muitos cheguem ao final com os pneus na lona. Quem não souber economizar vai se dar mal."
Felipe Maluhy, Officer ProGP: "O asfalto está muito abrasivo. E isso vai exigir muito dos pneus. Os freios, que há algumas corridas era uma preocupação, já não preocupam mais, graças às recentes alterações feitas nesse sistema."
Duda Pamplona, Officer ProGP: "A estratégia de cada corrida é um quebra cabeça, que vamos montando examinando as peças. Aqui em Campo Grande vamos jogar com a intensidade do desgaste dos pneus e a temperatura ambiente para definir o ritmo mais seguro de corrida."
Ricardo Zonta, RZ Crystal: "Não passamos pneus pela manhã, e ficamos sem referência para a classificação. O carro acabou mudando de comportamento e nos pegou de surpresa. Achei que ia dar para passar ao Q2."
Sergio Jimenez, RZ Crystal: "Não conseguimos fazer o carro com pneus novos, não aproveitamos os pneus. Vamos mexer um pouco no equipamento e o objetivo neste domingo é ficar na pista para obter quilometragem."
Stock Car : o que eles disseram após o treino e o que esperam para hoje em Campo Grande
Cacá Bueno, Red Bull: "O resultado foi bom. Mesmo ao final do dia a pista ainda estava muito suja, nem podia ser diferente, porque o autódromo não é muito usado, nós sabemos que a realidade é essa. O que deve ser bem analisado é a qualidade do asfalto, que desgasta muito o pneu. Campo Grande é, de longe, a etapa de maior desgaste. Durante a classificação, você pode deixar todo o pneu na curva, porque é preciso velocidade, mas na hora da corrida isso vai ser bem diferente. Será preciso mais equilíbrio entre velocidade e desgaste. Essa relação vai ser fundamental no domingo. O carro da classificação será outro em relação ao carro da prova."
Daniel Serra, Red Bull: "O carro está melhorando, ficando numa condição que vai permitir um bom resultado. Faremos ajustes e acredito em um aproveitamento melhor amanhã. A pista ainda está muito suja e, se você sai do trilho, perde segundos importantes. Não usamos pneu zero hoje. Tudo deve estar melhor amanhã."
Tuka Rocha, BMC Vogel: "Parece que eu estava andando em uma fazenda. Mas, falando sério, acho que a pista é boa. É um traçado difícil, bastante técnico e temos que acertar o carro bem. O acerto do carro vai fazer a diferença no final. Os resultados não demonstram o potencial que o carro está atingindo. O tempo não foi bom, mas a gente tem certeza que vai melhorar o carro. Estou bem confiante e contente com a evolução que a gente vem apresentando ao longo das etapas. A estratégia é ter um carro que consome pouco pneu.Vamos traçar primeiro a estratégia da classificação e amanha pensar na corrida, que com certeza terá grande influência das paradas de pit stop."
Alceu Feldmann, Comprafacil/A.Mattheis: "A pista estava suja desde o começo do dia, por isso a gente nem passou pneu, mesmo assim, estamos virando um tempo razoável. Acho que me dou melhor em circuitos que são parecidas como essa, que lembram as provas em pista de terra."
Popó Bueno, Comprafacil/A.Mattheis: "A sessão da manhã foi muito boa. A gente tinha uma condição de pneu muito ruim e eu estava animado para o segundo treino para conseguirmos evoluir e melhorar. Mas na sessão final do dia, perdi completamente a velocidade que eu tinha. Em uma situação de pneu igual a de todo mundo, simplesmente não veio o mesmo tempo. Vamos tentar descobrir o que aconteceu para tentar voltar na performance do primeiro treino."
Rodrigo Sperafico, Prati-Donaduzzi JF: "A grande dificuldade é que não estamos conseguindo desenvolver o carro porque o pneu acaba muito rápido. Esse desgaste é preocupante. Fizemos mudanças e o carro melhorou. Estou confiante para o treino classificatório, mas precisamos deixar o carro mais constante."
Luciano Burti, Itaipava Boettger: "A cada volta o circuito está de um jeito diferente. Se venta um pouquinho mais, ou se um carro escapa à sua frente, você passa na poeira mesmo estando dentro do traçado ideal. Foi um bom dia, embora tenha sido difícil fazer uma avaliação em função das condições de pista. Nós temos um acerto básico que funcionou muito bem."
David Muffato, Itaipava Boettger: "Saímos para a pista de pneus usados, o melhor deles com 22 km rodados, e mesmo assim o tempo que registramos foi bom. A pista está muito suja e as coisas aqui serão decididas nos detalhes. Às vezes, é como andar no talco. Essa é uma característica antiga do autódromo, mas parece estar ainda mais complicado. Se você passa um pouco do ponto no traçado, perde muito tempo, o que é uma preocupação também para a corrida. Será preciso ter ainda mais cautela."
Ricardo Zonta, RZ Crystal: "A pista está suja e perigosa, e deve continuar assim na corrida. Pode provocar muitos acidentes, pois, se o piloto que estiver sendo ultrapassado colocar as rodas fora do traçado ideal, não volta. E esta pista não vai limpar de jeito nenhum. Só hoje tivemos quatro treinos, entre Stock Car e Copa Montana, e a pista não limpou. Com isso, não dá para saber o comportamento do carro. É uma loteria saber quem passou pneu ou não. No entanto, o dia foi produtivo e temos alguns upgrades para amanhã. Torço para que apareça uma evolução para a classificação."
Sergio Jimenez: "Ano passado o asfalto 'pegava' a borracha; hoje, nem isso. Perdemos tempo de pista com uma bandeira vermelha no primeiro treino e, na segunda sessão, adaptei o carro mais ao meu estilo e viramos bem com pneus velhos. Agora é trabalhar para me sentir mais confiável dentro do carro."
Duda Pamplona, Officer ProGP: "Tal como o circuito de Hungaroring, o autódromo daqui não é usado com a mesma freqüência de Curitiba ou Interlagos, por exemplo, e durante o período que a pista demanda para ficar emborrachada a gente tem que andar num trilho estreito."
Felipe Maluhy, Officer ProGP: "Hoje nós não passamos pneu, o que quer dizer que não saímos com pneus novos. As condições da pista não justificavam essa opção além do que a tomada de tempos também vai acontecer num período mais quente do dia."
Giuliano Losacco, Hot Car: "Nunca vi isso na vida! A sujeira está causando um desgaste absurdo nos pneus. Pela manhã, o motor quebrou e teve de ser trocado. À tarde, quando saí com o motor novo, ele começou a falhar no início do treino e perdi um tempo parado para achar essa falha. No final, ainda peguei muito tráfego, piloto rodado na minha frente e isso atrapalhou."
Eduardo Leite, Hot Car: "É muita sujeira e a cada volta a pista está diferente. Não está emborrachando. Estamos com uma boa expectativa para amanhã, quando colocaremos os pneus novos no treino livre. Não tem muito o que mexer no carro, acho que a diferença vai vir mesmo dos pneus."
Lico Kaesemodel, RCM: "O dia foi bom, evoluímos bastante. Faltou mesmo eu encaixar minha volta ideal, o que segundo os dados da telemetria me colocaria na segunda posição. A pista piorou muito em relação ao ano passado, em torno de 2 segundos. Para amanhã, minha meta e estar entre os 10."
Thiago Camilo, Ipiranga RCM: "Na sexta-feira a gente treina em dois grupos, condições muito diferentes de pista e pneus, então fica difícil saber quanto desse meio segundo que eu fiquei atrás do mais rápido do dia (Cacá Bueno) desapareceria com pneus novos. O que importa nesse primeiro momento é que o carro tem um bom acerto, meu companheiro de equipe (Lico Kaesemodel) também virou rápido, mas certamente temos que melhorar para brigar pela pole position. Como sempre repito, a categoria é muitíssimo equilibrada, qualquer detalhe que te dê um ou dois décimos de segundo é decisivo, então vamos trabalhar no treino livre amanhã de manhã, focar na primeira sessão de classificação, tentar ficar entre os dez que disputam o Q2, e aí então podemos, passo a passo focar na pole position."
Átila Abreu, AMG: "Foi bom. Estamos competitivos e mais ou menos no mesmo nível do que nas últimas provas, mas temos que melhorar. Ainda não estou me sentindo confortável com a configuração que experimentamos aqui. Hoje não tínhamos uma condição de pneus favorável para ‘virar’ mais rápido. Além disto, a pista está muito suja e amanhã deve ter mais grip. Por isto, além que fazermos um acerto para andar rápido, temos que analisar bem o desgaste de pneus, já que o asfalto daqui é bastante abrasivo."
Alan Hellmeister, Scuderia 111: "Com exceção do pole position, que é o único que tem como garantir uma posição na parte limpa da pista por méritos próprios, os demais pilotos precisarão contar com um pouco de sorte para largar pelo lado ímpar. Em Campo Grande é comum o segundo colocado, por exemplo, perder diversas posições na primeira curva, e como neste ano há muito mais poeira do que o normal por causa do tempo seco, será preciso torcer para largar na parte limpa do grid."
Julio Campos, Scuderia 111: "O resultado do treino foi ruim, mas não reflete nosso potencial. A briga amanhã vai ser para garantir vaga entre os dez primeiros, e além disso vamos precisar ficar muito atentos durante a corrida. É possível que a pista seja limpa para o dia da corrida, com o uso de caminhões-pipa, mas se isso não acontecer essa etapa tende a ser muito difícil para os pilotos. A concentração terá de ser total, porque passar com uma roda fora do trilho significa perder muito tempo e, provavelmente, rodar."
Marcos Gomes, Medley Full Time: "Foi o pior primeiro dia do ano. Não foi tão ruim, mas temos o que melhorar. O carro está saindo de traseira nesta pista muito suja."
Xandinho Negrão, Medley Full Time: "Não adiantava ficar me esgoelando com um carro naquelas condições."
Rodrigo Navarro, Qualicorp JF: "Hoje foi um dia produtivo e trabalhamos muito no carro. Agora, estamos com um acerto próximo do ideal. Com certeza, amanhã partiremos deste acerto com pneu zero, e isso levará o carro ao resultado que estamos imaginando. Não dá para sair um palmo do trilho, então não dá para desconcentrar. Se for para a parte suja da pista, o 'grip' [aderência] acaba e compromete todo o seu trabalho, seja no treino ou na corrida."
O que a turma da Stock Car espera da etapa de Campo Grande
Amanhã começam os treinos, mas os pilotos estão com a cabeça no sábado, para a classificação. Muitos confiam no advento do "push-to-pass" para ganhar posições na prova, mas a maioria crê que a tomada de tempos e uma boa posição de largada serão primordiais. Vamos às declarações:
Thiago Camilo, Ipiranga RCM: “É uma pista um pouco travada, mas já dava para ultrapassar. E agora, com o push to pass, teremos três pontos claros de ultrapassagem, na reta dos boxes, na reta oposta e entre as curvas 3 e 4. Eu gosto muito do circuito de Campo Grande, as curvas iniciais fazem lembrar o antigo traçado de Jacarepaguá (RJ), que também era muito legal.”
Sergio Jimenez, RZ Crystal: "Estreio com a expectativa de fazer um bom trabalho. Vai ser minha primeira vez no carro da Stock principal, então vai ser tudo meio novo, mas espero acostumar rápido. O clima na equipe favorece, porque tenho a vantagem de trabalhar com o Ricardo, que já conheço, e com o Guilherme, que é também o meu engenheiro no GT Brasil. O principal é aproveitar ao máximo as voltas dos treinos livres para me acostumar ao carro."
Ricardo Zonta, RZ Crystal: "O Jimenez é um dos grandes talentos que surgiram nos últimos anos e acredito que ele contribuirá muito para a equipe. Nós temos um bom carro para Campo Grande, uma pista que é de difícil ultrapassagem: no ano passado, largamos em 16° e chegamos em quinto. Vamos usar tudo isso como incentivo para seguirmos na zona de classificação para o playoff e em uma boa posição no campeonato de equipes."
Popó Bueno, Comprafacil/A.Mattheis: "Se eu tiver um ótimo resultado aqui, como um pódio, por exemplo, já estaria muito bem encaminhado para a Super Final. É com essa mentalidade que vamos encarar esta prova, para tentar garantir o melhor resultado já nesta prova, onde andamos bem no ano passado, inclusive conquistando a vaga no playoff de 2010", diz Popó, citando o quarto lugar que o colocou de maneira emocionante na vaga da Super Final na rodada decisiva (a etapa de Campo Grande foi a oitava no ano passado. "Se não estivermos competitivos, vou buscar fazer o máximo de pontos e tentar decidir minha vaga nas próximas corridas."
Alceu Feldmann, Comprafacil/A.Mattheis: "Precisamos nos preocupar muito com o desgaste de pneus. Preservá-los para o fim da corrida será primordial. Quem souber economizar o equipamento sairá de Campo Grande com bons pontos. E é isso que estou precisando. Depois de quatro corridas sem marcar pontos vou em busca de recuperação neste fim de semana. Este circuito só me traz boas lembranças. Ano passado, terminei entre os dez primeiros e foi em Campo Grande onde conquistei alguns dos meus melhores resultados na Stock Car. Foram dois pódios e uma vaga na primeira fila em 2006. Isso me motiva ainda mais."
Lico Kaesemodel, RCM: "Espero que minha cota de problemas tenha acabado e que daqui para frente possa me recuperar. Tenho apenas quatro etapas para me garantir entre os 10 que vão disputar o playoff, muito pouco considerando a grande competitividade da categoria. Mas corridas são assim mesmo, é bola para frente e pensamento positivo. Ano passado tínhamos um bom set up para essa pista, fomos muito bem nos treinos, e na corrida tive um pneu furado. Vamos em busca da recuperação."
Átila Abreu, AMG: "Campo Grande tem uma condição especial porque o asfalto consome muita borracha dos pneus. O acerto do carro é diferente das outras pistas e é primordial para um bom resultado, além de exigir uma tocada bem limpa, que não é problema para mim. Nossa perspectiva é muito boa. Estou muito confiante de que a minha equipe novamente vai me dar um bom carro. A minha meta é continuar na frente do campeonato. Para isto é muito importante que eu termine a corrida entre os três primeiros. Assim, posso ir garantindo um bom lugar nos playoffs."
Valdeno Brito, Super Mobil Cosan FTS: "O traçado de Campo Grande é seletivo e gosto de andar lá. A pista possui um asfalto muito abrasivo, por isso temos que ajustar o carro para andar rápido na classificação, mas ao mesmo tempo cuidar bem dos pneus. Teremos que trocá-los ao longo da corrida, pelo menos dois ou até mesmo os quatro, por isso acredito que o fim de semana será bem dividido."
David Muffato, Itaipava Boettger: "Tenho realmente uma sequência muito boa nessa pista. Além das vitórias, consegui alguns pódios e sempre tive bom desempenho. É um circuito que eu gosto e que posso dizer que me traz sorte. Quero sair de Campo Grande no mínimo com dez pontos a mais. Minha meta é conseguir me estabelecer na zona de classificação para o playoff. Aqui, é muito importante conseguir um bom lugar no grid de largada, que foi o que faltou para mim no Velopark."
Luciano Burti, Itaipava Boettger: "Os pilotos geralmente preferem as pistas com curvas de alta velocidade e aqui estamos partindo para um circuito mais travado, com contornos mais fechados, o que não deixa de ser um grande desafio. Então, eu chego a Campo Grande com as duas coisas na cabeça. Estou muito focado em marcar pontos para o campeonato, mas quando a vitória está tão próxima é obrigação do piloto lutar por ela."
Rodrigo Sperafico, Prati-Donaduzzi JF: "Esse circuito é difícil, pois exige um estilo de pilotagem mais conservador. Preservar o equipamento é a estratégia mais acertada para esse tipo de pista.
Tuka Rocha, BMC Vogel: "O meu maior foco é a classificação, pois só assim terei condições de fazer uma boa corrida. Campo Grande é um circuito muito travado e de difícil ultrapassagem e uma boa posição de largada é fundamental."
Felipe Maluhy, Officer ProGP: "Nessa combinação de asfalto ondulado e pontos que demandam tração absoluta os amortecedores tem que ler os bumps de forma a evitar que o carro salte e permita obter o máximo de tração para ganhar tempo nas longas retas do circuito local. Campo Grande tem um histórico de boas disputas e belas ultrapassagens, algo que nos, pilotos, gostamos tanto quanto o público que nos acompanha desde as arquibancadas instaladas na reta principal, ou pela televisão."
Giuliano Losacco, Hot Car: "Estou confiante. Passei na oficina neste intervalo entre as provas, conversamos bastante sobre estratégia e buscaremos uma classificação melhor no grid. Na corrida, temos andado muito bem, então só precisamos largar mais à frente."
Eduardo Leite, Hot Car: "É uma pista que eu gosto e estou animado. Acho que podemos surpreender e o foco é tentar largar entre os 10 primeiros. Estávamos muito bem no Velopark durante todo o final de semana e espero que em Campo Grande continue assim."
Marcos Gomes, Medley Full Time: "Cansei de bater na trave. Está na hora de colocar a bola para dentro. Para dizer a verdade, nem é uma pista que eu goste muito, mas o importante é que os resultados têm sido bons. É um circuito difícil, exige muito dos pneus. Junto com o do Rio de Janeiro, é aquele que mais preocupa em relação ao consumo de borracha. É uma corrida na qual o piloto tem de ser ao mesmo tempo rápido e cuidadoso na tocada, para não acabar com os pneus."
Alan Hellmeister, Scuderia 111: "Com o formato atual do push-to-pass, as ultrapassagens são possíveis até mesmo em circuitos de rua. Isso porque o aumento de potencia proporcionado pelo sistema demora cinco segundos para entrar em ação, o que impede que o piloto que vai à frente se defenda quando percebe o carro de trás em posição de ultrapassagem."
Julio Campos, Scuderia 111: "Atualmente é possível fazer corridas de recuperação na Stock Car, mas isso não significa vir do final do grid e vencer. Nenhum piloto vai ganhar essa corrida sozinho. Isso porque os pit stops devem definir muitas posições. Seja só para reabastecer, ou principalmente para trocar pneus, quem gastar menos tempo parado ou entrar para os pits no momento mais oportuno levará muita vantagem."
Max Wilson, Eurofarma RC: "No ano passado, cheguei para a prova de Campo Grande exatamente em quarto lugar no campeonato, mesma situação em que estou agora. Apesar de ser uma coincidência, acaba sendo motivador, afinal depois daquela etapa arrancamos rumo ao título da temporada."
Ricardo Mauricio, Eurofarma RC: "Trata-se de uma corrida que exige muito do piloto, do carro e principalmente dos pneus. Apesar disso, é uma pista que me agrada bastante. Já venci aqui em 2008, quando conquistei o título, e no ano passado subi ao pódio em terceiro."
Rodrigo Navarro, Qualicorp JF: "Em uma pista travada como esta de Campo Grande, com apenas dois pontos de ultrapassagem, é essencial ter um carro bem preparado, pois a classificação será vital. Por isso, confio no excelente trabalho do meu chefe de equipe para fazer desta etapa um ponto de virada no campeonato."




