Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 6, o renascimento e a década brasileira

Castroneves recebe a bandeirada em 2002, na segunda de suas três Indy 500
A década de 2000 foi a mais brasileira de todas em Indianápolis. Foram nada menos que quatro vitórias, sendo três consecutivas e três de Helio Castroneves.
A primeira, em 2001, foi uma participação solo da Penske na IRL, assim como havia feito Chip Ganassi com o vitorioso Juan-Pablo Montoya no ano anterior. A experiência deu tão certo que, de 2002 para a frente, a Penske se mandou para a IRL e puxou todas as outras equipes da Champ Car até acontecer a fusão definitiva, em 2008.
Depois de vencer pela primeira vez em 2001, Castroneves repetiu o feito em 2002, mas a conquista mais dramática foi a de 2009, que veio após a carreira do brasileiro ir para o vinagre por conta de problemas fiscais nos Estados Unidos. Mas esta vitória não foi menos importante que a merecida conquista de de Gil de Ferran no ano de 2003.
Foi também a década do menor número de vencedores norte-americanos: Buddy Rice, em 2004, e Sam Hornish Jr., dois anos depois. Sorte para o neozelandês Scott Dixon, vencedor em 2008, o escocês Dario Franchitti, campeão em 2007 e 2010, e o saudoso Dan Wheldon, que conquistou a edição de 2005 e venceu a prova de 2011 de uma maneira inesquecível, que está bem fresca em nossa memória.
Foi a época que a Indy começou a reconstruir seu caminho rumo ao que era no passado. E, pelo menos uma vez por ano, exatamente em Indianápolis, ela atinge seu auge. Não é todo mundo que tem esse privilégio. Não é todo mundo que corre em Indianápolis. Enfim, Indianápolis é uma só e não poderia ter um dia tão especial para ela acontecer: exatamente junto com o GP de Mônaco.
Abaixo estão a lista de todas as corridas de 2000 até o ano passado, com destaque a um especial feito pela Bandeirantes com a história da prova, que encerra essa retrospectiva definitiva, eternizada aqui neste meu espacinho.
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Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 5 – do céu ao inferno nos anos 90

O espetacular acidente de Stan Fox em 1995 (IndyCar Media)
Nos anos 90, a Fórmula Indy foi do luxo ao lixo. A década viu um aumento vertiginoso de pilotos estrangeiros no grid, do interesse midiático e do público, e, com isso, o aumento dos interesses dos envolvidos. Este último detalhe foi o que acabou gerando o rompimento da categoria em duas no ano de 1995, com as 500 Milhas ficando do lado de Tony George, que liderava um dos lados do racha.
Com isso, o campeonato perdeu força, mas as 500 Milhas, não. Mesmo com nomes menos prestigiados, a corrida seguiu firme e forte, com bom público e a continuidade da história. Aconteceram casos curiosos nos anos 90, como a vitória do holandês voador Arie Luyendyk, de Jacques Villeneuve, o mega acidente no fim da edição de 96, a prova de 98 acontecendo em plena terça-feira por causa da chuva.
Foi a época onde os americanos tiveram de dividir o círculo da vitória com os estrangeiros, com apenas cinco edições ficando "em casa": a de 1991, com Rick Mears; 1992 e 1994, com Al Unser Jr.; 1996 com Buddy Lazier, e 1998, com Eddie Cheever. A invasão estrangeira viu Luyendyk ganhar duas vezes (1990 e 1997), Emerson Fittipaldi vencer novamente, desta vez com suco de laranja, e Kenny Brack sentir o gostinho doce da vitória, assim como Villeneuve. A edição épica de 1992, com a chegada mais apertada de todos os tempos da prova, foi explicada no especial do TotalRace.
Mas também tivemos o lado triste, com as mortes de Jovy Marcelo (1992) e Scott Brayton (então pole-position de 1996), e acidentes espetaculares, como o de Stan Fox (1995), Nelson Piquet (1992) e Mears (1991). Foi uma época de transição, definitivamente, mas uma transição forçada, para baixo, por conta de interesses particulares que visavam tudo, menos o crescimento do esporte.
Em destaque, um vídeo que não é da corrida, mas marcou tanto quanto uma: a vez em que os dois carros da Penske, dos dois então últimos vencedores, Emerson Fittipaldi e Al Unser Jr., não conseguiram se classificar para a prova de 1995, após os carros Penske não conseguirem obter tempo e ficarem de fora, mesmo utilizando equipamentos emprestados da equipe Rahal.
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Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 4 – a globalização dos anos 80

O acidente da edição de 89, que rendeu a vitória a Emerson Fittipaldi
A década de 80 foi a de evolução e globalização da Fórmula Indy e das 500 Milhas de Indianápolis. Foi quando a categoria começou a galgar seu caminho rumo ao auge que seria vivido na primeira metade da década seguinte.
Foram nos anos 80 que a Indy viveu uma época de, digamos, sorte. Sem acidentes fatais em corrida, apenas uma batida com morte em treinos e duas mortes estúpidas de espectadores (uma quando um Jipe tombou em cima de uma pessoa em 1980 e outra quando um fã foi atingido por uma roda que se soltou do carro de Tony Bettenhausen e foi lançada para fora por Roberto Guerrero [que perdeu a vitória por causa disso] em 1987).
Na pista, o que se viu foi uma invasão de pilotos estrangeiros, como Emerson Fittipaldi, que disputou sua primeira prova em 1984 (apenas 30 voltas e um problema de pressão de óleo) e foi o primeiro "gringo" a vencer desde Graham Hill, em 1966, e abriu a porteira para centenas de pilotos que vieram de pois e viram na Indy uma alternativa de nível à F-1.
Os anos 80 viram Bobby Unser e Rick Mears vencerem suas vezes, com Gordon Johncock, Tom Sneva, Danny Sullivan, Bobby Rahal e Johnny Rutherford, além de Emerson Fittipaldi, ganharem uma vez. Como não podia deixar de ser, o destaque desta década é a icônica corrida de 1989, quando Emerson venceu após uma disputa ferrenha com Al Unser Jr.
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Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 3, os perigosos anos 70

As cores deixaram a Indy 500 mais assustadora; no detalhe, acidente de Savage
A década de 70 foi a mais perigosa das 500 Milhas de Indianápolis. Curiosamente, não foi uma década de muitos acidentes fatais, mas talvez o fato de ter sido a época que as provas passaram a ser transmitidas à cores, os incidentes chocaram mais.
Como o acidente de Swede Savage em 1973, cujo carro praticamente desintegrou no acidente. A bola de fogo vista a cores realmente é impactante. O que impressiona mais foi o fato de Savage não ter morrido por conta do acidente, mas, sim por causa de uma transfusão de sangue contaminado.
Ele foi o único a morrer em corrida, mas tivemos dois acidentes fatais em treinos. Fora da pista, um membro de um time foi atropelado por um carro de serviço que estava na contramão e morreu logo em seguida do acidente de Savage. A partir daquele ano, foi proibido o trânsito de carros nos boxes no sentido contrário.
Na pista, foi a era Unser: Al Unser e Bobby Unser venceram quatro das dez corridas, com Mark Donohue, Gordon Johncock, Johnny Rutherford, AJ Foyt e um novato chamado Rick Mears integraram a lista dos vencedores. Abaixo, a lista de todas as corridas; em destaque, a fatídica edição de 1973:
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Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 2, a transição dos anos 60

AJ Foyt e Parnelli Jones disputam em 1964 (Indycar Media)
Vamos para a segunda parte da nossa retrospectiva definitiva: a década de 60. Foi a época de mudança, com os carros ficando cada vez mais velozes (e perigosos), deixaram de ser charutinhos para se transformarem em flechas, assim como o circuito, que passou a ganhar sua forma definitiva.
Mas foi a década que revelou grandes nomes, como Mario Andretti, AJ Foyt, Dan Gurney, Bobby Unser, Parnelli Jones, e teve a invasão de lendas da Fórmula 1, como Jim Clark e Graham Hill. Sem contar a explosão definitiva dos motores Ford, o início de uma grande história.
Foi uma época de acidentes fatais: cinco no total, sendo dois nas corridas e três nos treinos. O ano mais dramático foi 1964, que teve dois pilotos mortos no mesmo acidente, sem contar um membro de pista no mesmo ano, dois espectadores em 1960 e um bombeiro no ano seguinte.
Vamos à história pura. Em destaque, a edição de 1966:
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Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 1, os primórdios

Primeira largada da história, em 1911 (veja o vídeo abaixo) - Crédito: Indycar Media
Bem, posso dizer uma coisa a vocês doutos leitores, aficionados por velocidade: nunca, na vida de vocês, via rádio, televisão, jornal e revista, você terá uma retrospectiva tão demente das 500 Milhas de Indianápolis como a que será vista neste blog.
Foram muitas, muitas horas de pesquisa e garimpo. E encontrei imagens que, certamente, nunca passaram na televisão brasileira, por exemplo. E, para começar essa retrospectiva com o pé na porta, para mostrar que é uma compilação TOP, vamos pelas mais raras.
Todos os vídeos são corridas completas (algumas divididas em partes, outras inteiras no mesmo link) e resumos da prova. Ou seja, além de ser uma coisa para dementes, é uma fonte de pesquisas. Incorporado no site está a primeira edição da história, realizada em 1911.
Até domingo tem muita coisa!
Vídeos do dia:
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PS: Entre 1950 e 1959, a prova contou para o calendário da Fórmula 1. Ou seja, é um pedaço da história da F-1 que está sendo contada aqui, também.

