5mai/131

Sensacional

Foi um corridão. Daqueles de encher os olhos. A São Paulo Indy 300 hipnotizou tanto os espectadores que o público não arredou o pé até a bandeirada, mesmo seus candidatos tendo ficado para trás.

Desde a primeira prova, em 2010, nenhum outro piloto diferente de Will Power havia vencido. Isso não contribuía muito para a popularidade do evento. Mas 2013 tirou todas as dúvidas sobre a qualidade do Circuito do Anhembi, que paralisa por três dias parte da faixa local da Marginal Tietê.

Cinco pilotos brigando pela vitória até a bandeirada, com uma diferença inferior a dois segundos entre eles. Sem chuva, sem problemas, nada que desse arsenal aos críticos de plantão. E sem Penske. Nem Ganassi. A má fase das (até o ano passado) potências contribuiu também para este espetáculo. Power quebrou. Helio Castroneves só se envolveu em enrascadas, enquanto Dario Franchitti e Scott Dixon sequer foram notados na corrida.

Takuma Sato foi brilhante. Aproveitou o azar de Tony Kanaan, cuja equipe KV vacilou ao deixá-lo sem etanol, mostrou ter encaixado de vez no modelo DW12, mas acabou perdendo rendimento e, sob pressão, errou. Exagerou na freada e deixou o traçado ideal livre para James Hinchcliffe, que tracionou melhor e chegou 0s3 à frente.

Outro dado impressionante: apenas 30 segundos separaram os 18 primeiros. Foi uma prova que começou morna e pegou fogo após um período repleto de acidentes. Isso sem falar no evento em si, com padrão de F-1, mas com o estilo "caseiro" da Indy, o que cria um ambiente único. Antes desacreditada, a São Paulo Indy 300 conseguiu mostrar que merece ser perpetuada no calendário da Indy. O final abaixo merece bis.

1mai/137

Para quem gosta de história…

Peço desculpas pela falta de atualização nos últimos dias, pois o trabalho na Indy tá pegado. Por conta disso, tenho um presentinho para vocês.

Preparei um media guide virtual para os jornalistas com dados da prova, e uma pesquisa em especial me deu muito prazer. É a que apresento abaixo:

BRASILEIROS NA INDY

FASE ATUAL (desde 1996)

Affonso Giaffone - oito corridas em 1997
Airton Daré - 40 corridas entre 2000 e 2006 (uma vitória, três pódios)
Ana Beatriz - 23 corridas desde 2010
Bruno Junqueira - 24 corridas entre 2001 e 2012 (uma pole)
Enrique Bernoldi - 16 corridas em 2008
Felipe Giaffone - 61 corridas entre 2001 e 2006 (uma vitória, oito pódios, três melhores voltas, quarto colocado em 2002)
Gil de Ferran - 31 corridas entre 2001 e 2003 (cinco vitórias, cinco poles, 16 pódios, uma Indy 500, vice-campeão em 2003)
Gualter Salles - uma corrida em 1999
Helio Castroneves - 180 corridas desde 2001 (21 vitórias, 33 poles, 60 pódios, nove melhores voltas, três Indy 500, vice-campeão em 2002 e 2008)
Jaime Camara - 14 corridas em 2008
João Paulo de Oliveira - uma corrida em 2011
Marco Greco - 23 corridas entre 1996 e 1999 (uma pole, um pódio, quarto colocado em 1997) Mario Romancini - 11 corridas em 2011
Mario Moraes - 50 corridas entre 2008 e 2010 (um pódio)
Raphael Matos - 39 corridas entre 2009 e 2011
Raul Boesel - 27 corridas entre 1998 e 2002
Roberto Moreno - quatro corridas entre 1999 e 2007
Rubens Barrichello - 15 corridas em 2012
Thiago Medeiros - duas corridas entre 2005 e 2006
Tony Kanaan - 165 corridas entre 2002 e 2012 (14 vitórias, 12 poles, 55 pódios, 16 melhores voltas, campeão em 2004)
Vitor Meira - 133 corridas entre 2002 e 2011 (15 pódios, seis melhores voltas)
Zak Morioka - uma corrida em 2000

ESTATÍSTICAS

Números baseados no campeonato disputado desde 1996 com a chancela da Indy.

- O Brasil é o segundo país com o maior número de pilotos no grid na história (22, contra 104 dos Estados Unidos). O país mais próximo é o Reino Unido, com 14.

- Helio Castroneves é o piloto mais experiente do grid com 180 largadas (recorde), contra 165 de Tony Kanaan e 164 de Scott Dixon.

- Juntos, Helio Castroneves e Tony Kanaan devem ultrapassar a barreira dos dez mil pontos na Indy. Até o momento, Castroneves tem 5150, contra 4647 de Kanaan, totalizando 9.797 pontos.

- Ambos representam praticamente 50% dos pontos obtidos pelos pilotos brasileiros na história da Indy desde 1996 (49,81%)

- Ambos conquistaram 85,36% do total de vitórias brasileiras na categoria desde 1996 (41), sendo 21 para Castroneves e 14 para Kanaan. Gil de Ferran (cinco), Airton Daré e Felipe Giaffone (uma cada) também já venceram na Indy.

- Sozinho, Castroneves possui quase o triplo de poles de Kanaan, seu rival mais próximo (33 contra 12), e 58,92% do total de posições de honra obtidas por brasileiros (Gil de Ferran tem outras cinco poles, enquanto Bruno Junqueira e Marco Greco possuem uma cada).

- Dessas 33 poles de Castroneves, nove se converteram em vitória (27% de aproveitamento).

- Airton Daré é o sexto vencedor mais jovem da Indy (aos 23 anos e dez mezes), atrás apenas de Graham Rahal (19 anos e três meses), Marco Andretti (19 anos e cinco meses), Sam Hornish Jr. (21 anos e oito meses), Tomas Scheckter (21 anos e dez meses) e Scott Dixon (22 anos e sete meses).

- Ana Beatriz é uma das sete mulheres que já chegaram a correr na Indy, com 23 participações desde 2010. As outras são Milka Duno (44 provas entre 2007 e 2010), Sarah Fisher (84 GPs entre 1999 e 2010), Katherine Legge (dez corridas em 2012), Pippa Mann (quatro participações em 2011), Simona de Silvestro (49 etapas desde 2010) e Danica Patrick, a mais bem-sucedida de todas (uma vitória e 117 GPs entre 2005 e 2011).

- Dois pilotos brasileiros formaram o pódio mais jovem da história da Fórmula Indy: o vencedor Airton Daré e o terceiro colocado Helio Castroneves, junto de Sam Hornish Jr. no GP de Kansas em 2002.

- Marco Greco é o único brasileiro a ter disputado a Indy e a Moto GP (no início dos anos 80, participando de 13 corridas).

FASE CHAMP CAR (1979-2008)



Entre 1979 e 1994, a Fórmula Indy era um campeonato único. A partir de 1996, foram disputados dois campeonatos paralelos, a Indy e a CART/Champcar, com a primeira iniciando uma nova história tendo como base a Indy 500 e a segunda herdando as estatísticas desde 1979.

Por ter tido 30 temporadas, obviamente os números desta fase são mais expressivos que os da fase atual. A única equipe brasileira da história (GF) surgiu nesta fase, em 1988.

24 pilotos participaram deste campeonato. São eles.

Alexandre Sperafico - 12 corridas entre 2003 e 2005
Antonio Pizzonia - cinco corridas entre 2006 e 2008 (uma melhor volta)
André Ribeiro - 68 corridas entre 1995 e 1998 (três vitórias, quatro pódios, duas poles)
Bruno Junqueira - 102 corridas entre 2001 e 2008 (oito vitórias, 34 pódios, nove poles, 11 melhores voltas, vice-campeão em 2002, 2003 e 2004)
Christian Fitipaldi - 135 corridas entre 1995 e 2002 (duas vitórias, 20 pódios, uma pole, quatro melhores voltas)
Chico Serra - uma corrida em 1985
Cristiano da Matta - 102 corridas entre 1999 e 2006 (12 vitórias, 20 pódios, sete poles, seis melhores voltas, campeão em 2002)
Enrique Bernoldi - uma corrida em 2008
Emerson Fittipaldi - 195 corridas entre 1984 e 1996 (22 vitórias, 65 pódios, 17 poles, 11 melhores voltas, duas Indy 500, campeão em 1989)
Gil de Ferran - 129 corridas entre 1995 e 2001 (sete vitórias, 34 pódios, 16 poles, cinco melhores voltas, campeão em 2000 e 2001)
Giupponi Franca - uma corrida em 1988
Gualter Salles - 48 corridas entre 1997 e 2003
Helio Castroneves - 80 corridas entre 1998 e 2001 (seis vitórias, dez pódios, sete melhores voltas)
José Carlos Romano - uma corrida em 1988
Luiz Garcia Jr. - 31 corridas entre 1999 e 2001
Mario Haberfeld - 32 corridas entre 2003 e 2004 (uma melhor volta)
Mario Moraes - uma corrida em 2008
Marco Greco - 29 corridas entre 1993 e 1996
Mauricio Gugelmin - 147 corridas entre 1993 e 2001 (uma vitória, oito pódios, quatro poles, uma melhor volta, quarto na temporada 1997)
Max Wilson - 15 corridas em 2001
Nelson Piquet - uma corrida em 1993
Raul Boesel - 173 corridas entre 1985 e 1999 (três poles, oito pódios, três melhores voltas) Ricardo Sperafico - 13 corridas em 2005
Roberto Moreno - 121 corridas entre 1985 e 2008 (duas vitórias, 12 pódios, duas poles, duas melhores voltas, terceiro na temporada 2000)
Tony Kanaan - 93 corridas entre 1998 e 2002 (uma vitória, seis pódios, quatro poles, cinco melhores voltas)
Tarso Marques - 27 corridas entre 1999 e 2005

NÚMEROS UNIFICADOS

- Levando em conta o total de pilotos que disputaram a Indy/CART/Champcar, e sem repetir os que participaram nos dois campeonatos, o Brasil teve um total de 36 representantes, número maior que o de brasileiros presentes na F-1 desde 1950 (29 pilotos).

- Daria para fazer uma Indy 500 só com pilotos brasileiros. E faltaria espaço no grid.

- No acumulado, o número de títulos passa para cinco (dois de Emerson Fittipaldi, dois de Gil de Ferran e um de Tony Kanaan), assim como uma ampliação significativa no número de vitórias (105, sendo 41 na Indy e 64 na CART/Champcar), poles (124, sendo 52 na Indy e 72 na CART/ChampCar), pódios (380, sendo 159 na Indy e 221 na CART/Champcar) e melhores voltas (97, sendo 34 na Indy e 63 na CART/Champcar).

- O número de pilotos vencedores passa de cinco para 11 pilotos, sendo Helio Castroneves o maior vencedor (27 vitórias, sendo 21 na Indy e seis na CART/Champcar), seguido de Emerson Fittipaldi (22), Tony Kanaan (15, sendo 14 delas na Indy), Cristiano da Matta (12), Gil de Ferran (12, sendo cinco na Indy e sete na CART/Champcar), Bruno Junqueira (8), André Ribeiro (3), Roberto Moreno (2), Christian Fittipaldi (2), Maurício Gugelmin (1), Airton Daré (1), Felipe Giaffone (1).

- Castroneves também lidera o número de poles nos números unificados com 40 (sendo 33 na Indy e sete na CART/Champcar), seguido de Gil de Ferran (21, cinco na Indy e 16 na CART/Champcar), Emerson Fittipaldi (17), Tony Kanaan (16, sendo 12 na Indy e quatro na CART/Champ Car), Bruno Junqueira (dez, sendo nove na Indy), Cristiano da Matta (7), Maurício Gugelmin (4), Raul Boesel (3), Roberto Moreno (2), André Ribeiro (2), Vitor Meira (2), Christian Fittipaldi (1) e Marco Greco (1). O número de pilotos na relação aumentou de seis para 13.

- O primeiro piloto a disputar uma prova da Indy foi Emerson Fittipaldi, em 1984, no dia 1o de abril em Long Beach, largando em 12o e terminando em quinto com o famoso carro rosa, um March- Cosworth da equipe WIT.

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E aí, gostaram?

Sabem quem são os dois da foto, suas equipes e o ano?

Provavelmente, vocês devem estar curiosos para saber mais sobre esta equipe brasileira dos anos 80. O Luiz Alberto Pandini escreveu sobre ela em 2007 e contará para vocês. Basta clicar aqui!

21mar/130

A grande e única vitória de Salazar

Eliseo Salazar é aquele cara conhecido por ter tomado uma sova de Nelson Piquet no GP da Alemanha de 1982, quando era um mero retardatário e o brasileiro, o líder. Ele estava na F-1 desde o ano passado e chegou a marcar dois pontos no ano do incidente com Piquet por conta do boicote de algumas equipes no GP de San Marino, que só teve 14 carros e Salazar foi quinto.

Ele tentou seguir na F-1 no ano seguinte, fez duas corridas pela RAM, mas viu que daquele mato não saía cachorro. Chegou a fazer duas 24h de Le Mans pela japonesa Dome, mas também não deu certo. Isso o obrigou a dar uma paradinha na carreira ao fim de 1983, com a grave crise econômica do Chile, que tem nele seu único representante na F-1 em sua história até hoje.

Em 1986, decidiu dar um passo para trás na F-3000, que havia sido criada um ano antes e estava em ascensão. Nada certo. Dois anos e o que ele ganhou foi uma volta mais rápida e 1,5 ponto. Ele também fez algumas provas na F-2 sul-americana (atual F-3 sul-americana) em 1985, dividindo garagem com Pedro Muffato.

No fim, estes insucessos o fizeram voltar o foco novamente para os carros de turismo, correndo mais três 24h de Le Mans e tendo como melhor resultado um oitavo lugar em 1989, pela forte equipe da Jaguar. Antes de seguirmos em frente, tem uma história interessante da edição de 1990 de Le Mans.

Salazar fazia parte do carro que liderava e iria vencer a prova. Ele mesmo havia guiado horas e colaborado para isso. Contudo, o outro carro da Jaguar, capitaneado por Martin Brundle, havia abandonado com problemas elétricos. Como o time de Brundle tinha a preferência da marca, o que aconteceu foi um assalto a Salazar: o chileno e sua trupe foram forçados a trocar de carro com Brundle, mas a justiça veio com o abandono do mesmo a quatro horas do fim com problemas mecânicos. Isso rendeu ao chileno um reconhecimento da Autosport e o prêmio de Esportista do ano de 1990. Foi seu maior prêmio na carreira até aquele momento além de uma vitória nos 1000 km de Fuji.

Porém, nem o prêmio da Autosport ajudou, e Salazar ficou mais cinco anos fora das pistas e trabalhou até como comentarista de pegadinhas e vídeos engraçados. Foi quando surgiu mais uma oportunidade para tentar a tão sonhada vitória em um evento de grande porte, e novamente os carros de turismo o levaram para o topo, em 1994. Foi uma série de bons resultados, com direito a vitórias, que o levaram da World Sport Car Championship para a Indy, campeonato que estava em seu auge no meio dos anos noventa.

Em 1995, lá foi ele de volta para os monopostos e foi quarto na Indy 500, um resultado que o encheu de moral. Mas, no racha da CART com a IRL, ele escolheu o lado mais "fraco", o que acabou rendendo a melhor fase de sua carreira. Foram quatro "top 10" nas 500 Milhas, com direito a um acidente espetacular na curva final em 1996.

Foi quando a IRL se voltou para a decisão da temporada 1997 entre Tony Stewart e Davey Hamilton, em Las Vegas. Com o foco voltado para a disputa do título, ninguém deu bola para Salazar, que assumiu a liderança com 48 voltas restantes e venceu com 1s2 de vantagem para Scott Goodyear.

Esta foi a única vitória de Salazar em um campeonato "top", mesmo que a IRL não tenha sido tão top em sua época. E, certamente, é uma das vitórias menos lembradas da categoria. Mesmo assim, faço questão de prestar uma homenagem a este piloto, único representante do Chile na história da F-1.

Atualmente, aos 58 anos, Salazar faz algumas provas na Grand-Am, tendo se aventurado nos ralis e na ALMS após deixar a Indy, em 2002. No fim, eu escrevi isso tudo só para postar o vídeo desta vitória de Salazar. Vitória que podemos classificar como mítica.

20mar/133

Motivos para não perder a Indy em 2013

Neste domingo acontece a primeira prova da Fórmula Indy em 2013. Serão 21 corridas divididas em 19 etapas, sendo duas rodadas duplas, com passagem pelas ruas do Anhembi em maio e a volta de uma pista muito tradicional - Pocono. E será uma temporada imperdível. Vamos ver se consigo convencer:

Equilíbrio extremo: no Open Test realizado semana passada no circuito de Barber (EUA), os 16 melhores pilotos dos 28 que testaram ficaram separados por menos de um segundo. - De caçador a caça: atual campeão, Ryan Hunter-Reay correrá com o número 1 em seu carro e está na mira de todos no grid. Tanto que, nos Estados Unidos, já fazem um trocadilho com seu nome: de Hunter (caçador), virou Hunted (caça).

Tudo ou nada: após terminar com o vice-campeonato nas três últimas temporadas, Will Power espera, definitivamente, virar o jogo neste ano. Em 2012, com três vitórias e cinco poles, ele ficou apenas três pontos do título após chegar na última corrida com vantagem e abandonar após disputa direta com Hunter-Reay.

Nova geração sedenta por vitórias: JR Hildebrand, James Hinchcliffe, Simon Pagenaud, Charlie Kimball e Simona de Silvestro construíram uma base sólida de fãs com suas grandes atuações dentro e fora da pista, mas ainda lhes falta uma vitória. Hildebrand passou perto, como todos sabem, ao liderar as 500 Milhas de Indianápolis até a curva final.

A volta dos Ianques: após muitos anos de "império global" na Indy, com títulos de pilotos brasileiros, escoceses e neozelandeses, os Estados Unidos retomaram o domínio com o título de Ryan Hunter-Reay. Para 2012, RHR é o capitão de uma legião forte de pilotos locais, composta por Marco Andretti, Ed Carpenter, Graham Rahal, JR Hildebrand, Charlie Kimball e Josef Newgarden.

Em busca do penta: Apesar de vencer nas 500 Milhas de Indianápolis, Dario Franchitti passou longe do título de 2012. Será que desta vez o piloto escocês conseguirá a marca inédita de cinco títulos?

De cinco em cinco: A cada cinco anos, Scott Dixon vence um título na Indy. Foi assim em 2003 e 2008. Cinco anos após seu último título, o neozelandês não é mais o vencedor mais jovem da história, mas, sim, um veterano respeitado. Será que neste ano ele manterá a escrita?

Os mais experientes são nossos: juntos, Helio Castroneves e Tony Kanaan formam a dupla mais "vivida" da Indy. Além disso, Helio é o recordista de vitórias em St. Pete e Tony o piloto com maior número de "top 5" e "top 10". Se a KV acertar a mão neste ano, teremos dois brasileiros na briga direta pelo título. E ainda temos o adicional da Ana Beatriz (acho mais bonito assim), que correrá algumas provas, entre elas as 500 Milhas e a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé.

Que venha a temporada 2013!!!

19mar/133

Mais uma maratona!

Acordar as 5 da manhã ninguém gosta. Ainda mais no fim de semana. Mas todo mundo estará tinindo em pé às 4h45 neste domingo, pode ter certeza. Teremos desta vez mais uma maratona de velocidade, mas, neste caso, com as duas principais categorias de monopostos do mundo!

A Fórmula 1 vai até a Malásia em sua primeira dobradinha do ano. Com previsão de chuva para o domingo, segundo o site oficial, mas com temperaturas na casa dos 34ºC. Será um fim de semana certamente bem desgastante, onde os pneus terão ainda mais importância, uma vez que em Sepang o consumo é bem maior, mesmo sendo uma pista com um ótimo asfalto.

Foi uma corrida que no ano passado viu pole de Lewis Hamilton (então na McLaren), vitória de Fernando Alonso (Ferrari) e melhor volta de Kimi Raikkonen (Lotus). Mas, por outro lado, nos outros dois anos anteriores, quem mandou foi a Red Bull, com duas vitórias de Sebastian Vettel, uma pole de Vettel e outra de Webber, com o australiano fazendo as duas melhores voltas.

Imprevisível saber o que vai acontecer no fim de semana, né? De previsível, só os horários das provas, que você pode ver abaixo:

Treino livre 1: quinta-feira (21), 23 horas (canais SporTV)
Treino livre 2: sexta-feira (22), 3 horas (canais SporTV)
Treino livre 3: sábado (23), 2 da manhã (canais SporTV)
Tomada de tempos: sábado (23), 5 da manhã (Rede Globo, Rádio Jovem Pan)
Corrida: domingo (24), 5 da manhã (Red Globo, Rádios Jovem Pan, Bandeirantes, Globo/CBN)

Do outro lado do mundo, nas ruas de St. Petersburg, nos Estados Unidos, a Fórmula Indy dá o pontapé inicial na temporada 2013 com dois brasileiros: Helio Castroneves e Tony Kanaan. Helio é o atual vencedor da prova e segue na Penske, com chances de vitórias e títulos, com Kanaan tendo uma companheira de equipe à altura em Simona de Silvestro para fazer a KV finalmente decolar.

Ao contrário do que acontece em outras categorias, na Indy a estabilidade é o grande negócio. Os principais nomes seguem em suas equipes de direito, como Will Power (Penske), Dario Franchitti (Ganassi), Ryan Hunter-Reay (Andretti), Scott Dixon (Ganassi), com nomes que podem surpreender, casos de James Hinchcliffe (Andretti), Graham Rahal (RLL), Simon Pagenaud (Schmidt) e Josef Newgarden (Sarah Fisher).

As atividades da Indy são no período da tarde e ainda não sabemos se a Band transmitirá ao vivo ou será a Bandsports, que negocia para exibir também os treinos classificatórios. Veja os horários:

Treino livre 1: sexta-feira (22), das 12h10 às 12h55
Treino livre 2: sexta-feira (22), das 15h40 às 16h25
Treino livre 3: sábado (23), das 11h25 às 12h10
Classificação parte 1, grupo 1: sábado (23), das 15h05 às 15h15
Classificação parte 1, grupo 2: sábado (23), das 15h20 às 15h30
Classificação parte 2: sábado (23), das 15h40 às 15h50
Classificação parte 3: sábado (23), das 16h às 16h10
Warm up: domingo (24), das 09h45 às 10h15
Corrida: domingo (24), das 13h30 às 15h45 (Band ou Bandsports)

Com esses horários, não há o que temer e o que perder!

7mar/134

Uma aula de transmissão e de corrida

Pouca gente dá o devido valor para algumas coisas, e essas coisas ficam no canto, empoeiradas. Porém, quando a gente tira do canto e passa um pano, brilha de arder os olhos.

Os anos 80 foram grandes tempos da Indy, ou CART. A segunda metade, principalmente, com o grande boom de popularidade no mundo todo, com carros modernos, mais rápidos que os F-1 e um grid estrelado, mesclando grandes nomes do automobilismo mundial (Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Teo Fabi) com estrelas regionais e seus filhos (Al Unser Sr. e Jr., Michael e Jeff Andretti, AJ Foyt, Danny Sullivan, Kevin Cogan, Bobby Rahal, Raul Boesel, Arie Luyendyk e Roberto Guerrero, entre outros), além de grandes montadoras, como a Porsche.

E, para vocês, apresento a corrida final da temporada, em Tamiami Park, Miami. Uma pista de rua linda, que lembra muito as australianas Melbourne e Adelaide. A corrida em si foi um espetáculo, de encher os olhos, cada hora com alguém em evidência e ultrapassagens incríveis, como a de Al Jr. em Mario Andretti. Além disso, a transmissão é preenchida por materias muito boas, como uma explicando o fracasso da Porsche até o momento, a recuperação de Roberto Guerrero após um acidente em Indianapolis, entre outras coisas no show de transmissão feito pela ABC.

Vale cada segundo.

 

18jul/122

Vídeo da semana

Paul Tracy acelerando o Marlboro Penske PC93 Chevrolet #12 em 1993

Nesta semana não vamos falar de rodadas, confusões, acidentes, big ones, etcetera e tal. Vamos falar dessa jóia rara que pingou aqui no meu iutubi. O GP de Elkhart Lane de 1993 da Fórmula Indy, ou Texaco Havoline 200 at Road America. Super corrida, grid impecável, os carros mais bonitos, os melhores pilotos. Emerson, Mansell, Boesel, Tracy, Andretti, Gordon, Rahal, Sullivan, Goodyear... Tem até o Marco Greco!

10jul/120

Vídeos da semana

De longe, este é o vídeo mais legal desta semana. Legal para a gente, claro. Como dizem por aí, foi um grande FAIL. Riccardo Russo, no campeonato de motociclismo italiano CIV, errou nas contas, achou que era a última volta e começou a comemorar quando a corrida estava... na última volta!

Ele é o Nigel Mansell, o Bjorn Wirdheim do motociclismo. É imperdível, de chorar de rir. Vejam!

O fim de semana também teve outros acidentes, com o fantástico "Big One" em Daytona restando oito voltas para o fim, um seríssimo acidente no campeonato sueco Pro-Superbike em Mantorp Park, além dos tradicionais acidentes da Indy/Indy Lights em Toronto. Vejam todos abaixo:

Nascar Big One em Daytona

Pro-Superbike Mantorp Park

Indy Lights Jorge Goncalvez e Juan-Pablo Garcia

Ryan Hunter-Reay Warm Up

Simona de Silvestro Warm Up

Melhores Momentos GP de Toronto (altas confusões, tipo Sessão da Tarde)

27mai/120

Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 6, o renascimento e a década brasileira

Castroneves recebe a bandeirada em 2002, na segunda de suas três Indy 500

A década de 2000 foi a mais brasileira de todas em Indianápolis. Foram nada menos que quatro vitórias, sendo três consecutivas e três de Helio Castroneves.

A primeira, em 2001, foi uma participação solo da Penske na IRL, assim como havia feito Chip Ganassi com o vitorioso Juan-Pablo Montoya no ano anterior. A experiência deu tão certo que, de 2002 para a frente, a Penske se mandou para a IRL e puxou todas as outras equipes da Champ Car até acontecer a fusão definitiva, em 2008.

Depois de vencer pela primeira vez em 2001, Castroneves repetiu o feito em 2002, mas a conquista mais dramática foi a de 2009, que veio após a carreira do brasileiro ir para o vinagre por conta de problemas fiscais nos Estados Unidos. Mas esta vitória não foi menos importante que a merecida conquista de de Gil de Ferran no ano de 2003.

Foi também a década do menor número de vencedores norte-americanos: Buddy Rice, em 2004, e Sam Hornish Jr., dois anos depois. Sorte para o neozelandês Scott Dixon, vencedor em 2008, o escocês Dario Franchitti, campeão em 2007 e 2010, e o saudoso Dan Wheldon, que conquistou a edição de 2005 e venceu a prova de 2011 de uma maneira inesquecível, que está bem fresca em nossa memória.

Foi a época que a Indy começou a reconstruir seu caminho rumo ao que era no passado. E, pelo menos uma vez por ano, exatamente em Indianápolis, ela atinge seu auge. Não é todo mundo que tem esse privilégio. Não é todo mundo que corre em Indianápolis. Enfim, Indianápolis é uma só e não poderia ter um dia tão especial para ela acontecer: exatamente junto com o GP de Mônaco.

Abaixo estão a lista de todas as corridas de 2000 até o ano passado, com destaque a um especial feito pela Bandeirantes com a história da prova, que encerra essa retrospectiva definitiva, eternizada aqui neste meu espacinho.

2000: clique aqui
2001: clique aqui
2002 - 1 de 4: clique aqui
2003: clique aqui
2004: clique aqui
2005: clique aqui
2006: clique aqui
2007: clique aqui
2008: clique aqui
2009: clique aqui
2010: clique aqui
2011: clique aqui

26mai/120

Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 5 – do céu ao inferno nos anos 90

O espetacular acidente de Stan Fox em 1995 (IndyCar Media)

Nos anos 90, a Fórmula Indy foi do luxo ao lixo. A década viu um aumento vertiginoso de pilotos estrangeiros no grid, do interesse midiático e do público, e, com isso, o aumento dos interesses dos envolvidos. Este último detalhe foi o que acabou gerando o rompimento da categoria em duas no ano de 1995, com as 500 Milhas ficando do lado de Tony George, que liderava um dos lados do racha.

Com isso, o campeonato perdeu força, mas as 500 Milhas, não. Mesmo com nomes menos prestigiados, a corrida seguiu firme e forte, com bom público e a continuidade da história. Aconteceram casos curiosos nos anos 90, como a vitória do holandês voador Arie Luyendyk, de Jacques Villeneuve, o mega acidente no fim da edição de 96, a prova de 98 acontecendo em plena terça-feira por causa da chuva.

Foi a época onde os americanos tiveram de dividir o círculo da vitória com os estrangeiros, com apenas cinco edições ficando "em casa": a de 1991, com Rick Mears; 1992 e 1994, com Al Unser Jr.; 1996 com Buddy Lazier, e 1998, com Eddie Cheever. A invasão estrangeira viu Luyendyk ganhar duas vezes (1990 e 1997), Emerson Fittipaldi vencer novamente, desta vez com suco de laranja, e Kenny Brack sentir o gostinho doce da vitória, assim como Villeneuve. A edição épica de 1992, com a chegada mais apertada de todos os tempos da prova, foi explicada no especial do TotalRace.

Mas também tivemos o lado triste, com as mortes de Jovy Marcelo (1992) e Scott Brayton (então pole-position de 1996), e acidentes espetaculares, como o de Stan Fox (1995), Nelson Piquet (1992) e Mears (1991). Foi uma época de transição, definitivamente, mas uma transição forçada, para baixo, por conta de interesses particulares que visavam tudo, menos o crescimento do esporte.

Em destaque, um vídeo que não é da corrida, mas marcou tanto quanto uma: a vez em que os dois carros da Penske, dos dois então últimos vencedores, Emerson Fittipaldi e Al Unser Jr., não conseguiram se classificar para a prova de 1995, após os carros Penske não conseguirem obter tempo e ficarem de fora, mesmo utilizando equipamentos emprestados da equipe Rahal.

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