Licença musical
Hoje, desculpem, não falarei de corrida.
Se existe outra paixão além de automobilismo para mim, ela se chama rock and roll. E não é qualquer musiquinha, é rock and roll. Tem que ter guitarra distorcida, bateria barulhenta, baixo pulsando, palco explosivo, tudo o que um grande show tem direito.
Kiss, AC/DC, Aerosmith, Led Zeppelin, Van Halen, Def Leppard, Guns and Roses, Rolling Stones e Motley Crue são as minhas preferidas, aquelas de cabeceira, de comprar livro, disco, CD, DVD, autógrafo, camiseta, qualquer coisa.
Tenho uma preferência pelo rock dos anos 80. Aquele dos excessos. Adoro aquelas "porcarias" (glam rock ou hair metal, ou metal farofa), como dizem por aí. Ratt, Cinderella, Poison, David Lee Roth, Warrant, Bon Jovi (dos anos 80), Raven, Great White... Tenho um pendrive que fica no carro só com músicas dessa fase. Além de ser bom (pelo menos para mim), espanta mosquito. É sério!
E quando falo de rock dos anos 80, não posso deixar de esquecer dos grupos brasileiros. Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Capital Inicial... Sem falar de Mutantes, Raimundos, Rita Lee e outros grupos dos mais diversos anos. Bem, se for escrever o nome de todos os grupos daqui e de fora que gosto, ficarei horas.
Então, para comemorar o Dia Mundial do Rock, que é hoje, eu vou postar uns clipes, aqui. Não necessariamente as melhores, as minhas preferidas, apenas algumas que me vieram na cabeça, agora. Se não conhecer alguma, pelo menos assista um pouquinho. Nada melhor que conhecer música nova, mesmo ela não sendo necessariamente nova.
E, se a maioria for dos anos 80, não liguem não... O que vale é a intenção: fazer você balançar a cabeça. Let there be rock!
PS: Pra completar, acabo de ganhar um par de ingressos para o show da Kiss FM, com shows de Roger (Ultraje), Marcelo Nova (Camisa), Nasi (Ira!) e Frejat (Barão), com abertura de Cachorro Grande e Ronaldo & Os Impedidos (tá, esse último dispensável...)
Nova cara, nova fase!
O "Laje de Imprensa" não podia ter ganho um presente melhor para comemorar seus cinco anos de vida. Este blog, criado para ser uma brincadeira interna após a cobertura do GP do Brasil de 2006 de cima de uma laje, agora se profissionaliza de vez com a incorporação ao TotalRace.
Nos últimos dias, foi possível notar a mudança, com uma cobertura abrangente da Stock Car e comentários sobre outras categorias fora a F-1. Este será o foco do blog, dar atenção aos campeonatos ao redor do mundo que contam ou não com a presença dos brasileiros, com destaque para o automobilismo nacional, que sofre com a baixa divulgação nos principais veículos do país.
Claro, tudo será feito com uma linguagem leve, porém séria, com algumas das características que já eram vistas no blog tempos atrás: toneladas de vídeos e fotos de disputas, corridas e acidentes, além de análises dos resultados e do que acontece pelo mundo do automobilismo.
Traga seu banquinho e junte-se a nós nesta viagem, que promete ser muito, mas muito bacana!
LIVE: Chuvinha?
Hoje será mais um dia daqueles em São Paulo, vítima novamente das inúmeras tempestades sem solução desde 1554. Conseguí captar ela chegando, e passando. Uma reportagem exclusiva da Zona Norte para o mundo. Vejam:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=12q4QQeS1cE]
Chuvinha leve...
Speed and Sound – I, Superbiker
Um dos principais guitarristas do cenário do rock britânico dos anos 80, Phil Collen, do Def Leppard, lançou a música "I, Superbiker" com sua banda solo, a Manraze. O som é voltado ao Inglês de Superbike, com guitarras estridentes e ótimas imagens da categoria. Vale a pena conferir:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=coY3QVj4Muc]
PS: Descobri que "I, Superbiker", na verdade, é um filme que vai estrear na Inglaterra, e o bateristá da banda é o Cookie, ex-Sex Pistols. Aumentou ainda mais a moral do som!
Nova cara
Além de ter fome por audiência em seu blog, o jornalista/assessor/bobo da corte Nei Tessari fez uma boa coisa neste ano, saiu na frente de todos os que acompanham a Copa Caixa Stock Car e reportou toda a "dança das cadeiras" da Stock Car neste ano.
Segundo suas contas, faltam seis pilotos para o fechamento do grid, sendo que 11 competidores que participaram do ano passado estão sem vaga definida, e um panorama interessante foi montado, como mostra a lista abaixo:
Eurofarma RC – Max Wilson e Ricardo Mauricio
Red Bull Racing – Daniel Serra e Caca Bueno
Full Time Medley – Marcos Gomes e Xandinho Negrão
Boettger Itaipava – David Muffato e Luciano Burti
AMG – Atila Abreu
Officer Pro GP – Duda Pamplona
A.Mattheis – Alceu Feldmann e Popó Bueno
RCM Motorsport – Lico Kaesemodel e Thiago Camilo
Full Time Cosan – Nono Figueiredo e Valdeno Brito
Hot Car – Giuliano Losacco e Eduardo Leite
Vogel – Tuka Rocha e Allam Khodair
Scuderia 111 – Julio Campos e Alan Hellmeister
Amir Nasr Racing – Willian Starostik
RZ Motorsport – Ricardo Zonta
RC3 Bassani Racing – Diego Nunes
JF Racing – Rodrigo Navarro
Pilotos que competiram em 2010 e ainda não se arrumaram:
Felipe Maluhy, Antonio Pizzonia, Rodrigo Sperafico (fechado de GT3), Claudio Ricci, Pedro Gomes, Antonio Jorge Neto, Constantino Júnior, Thiago Marques, Christian Fittipaldi, Ricardo Sperafico e Norberto Gresse.
Claro, como a maioria dos pilotos possuem patrocinadores fiéis e números próprios, dentro da pista veremos poucas mudanças nas cores. Allam Khodair, David Muffato, Luciano Burti, Thiago Camilo e Xandinho Negrão terão exatamente as mesmas cores e apoiadores do ano passado.
Já a curiosidade fica em torno dos carros de Giuliano Losacco, Eduardo Leite, Alceu Feldmann, Popó Bueno e Ricardo Zonta, que terão novos investidores (ainda não divulgados) e devem ter mudanças radicais em seus layouts.
Entre os que estão fora, acho muito difícil que Felipe Maluhy, Antonio Pizzonia e Thiago Marques fora do grid. Constantino Jr. matou sua vontade neste ano, assim como Antonio Jorge Neto deve se concentrar no Trofeo Línea, e os outros dependem de patrocínio _alguns tiveram nomes fortes como apoiadores em 2010, como Pedro Gomes (Ecopads) e Claudio Ricci (Crystal). Já certos nomes são uma incógnita (os irmãos Sperafico, assim como no ano passado, Christian Fittipaldi e Norberto Gresse).
Dentro da pista, a disputa deve continuar difícil e apertada, com alguns pilotos mostrando mais motivação. Ainda é cedo para palpitar em alguém de fora do círculo Red Bull/Eurofarma. Da minha parte, só posso desejar boa sorte a todos e torcer para que as disputas fiquem restritas à pista e que nada macule a temporada 2011.
Stock Car terá “novo” combustível
Como todos sabem, a Copa Caixa Stock Car tem a Esso como fornecedora de combustível. Mas, em breve, deverá trocar o logo da marca por um outro, da Raízen.
Claro, não existe nenhum anúncio oficial da categoria sobre isso (pelo menos por enquanto), mas podemos levar em consideração o anúncio feito ontem pelas petrolíferas Shell e Cosan, que se uniram para criar a nova marca.
A Raízen, nome da nova organização, será uma das cinco maiores do país em faturamento, com valor de mercado estimado em US$ 12 bilhões e cerca de 40 mil funcionários, posicionando-se como uma das mais competitivas na área de energia sustentável do mundo.
A nova empresa será responsável por uma produção de mais de 2.2 bilhões de litros de etanol por ano para atendimento ao mercado interno e externo. E, com isso, a marca Esso terá um período estabelecido para sair de cena, dando espaço à nova marca. Isso deve acontecer ainda neste ano.
Como a Esso cuida da Stock Car e implementou no ano passado o etanol na categoria (carro-chefe da Raízen), será uma questão de tempo esta nova empresa fazer parte da categoria e usá-lá com razão e exaustivamente. Afinal, não existe melhor propaganda para uma petrolífera que uma corrida de carros de alto nível.
A implementação e necessidade de divulgação da Raízen pode ajudar outras categorias do automobilismo nacional. O jeito é torcer para que isso não fique restrito à Stock Car.
VHS: Acidente entre Valerio e Galera na Formula Renault em 2005
O ano era 2005. Mais exatamente 21 de agosto. O automobilismo brasileiro ainda tinha a F-Renault, que dava seus últimos suspiros com um grid de 15 carros no circuito de rua de Vitória.
A pista bonita, lotada de gente nas arquibancadas, tinha pilotos respeitáveis alinhados: Bia Figueiredo, pole, Paulo Salustiano, Diego Nunes, Alberto Valerio, Luiz Razia, Nelson Merlo e Douglas Soares, entre outros.
A corrida estava acirradíssima: Salustiano largou em segundo e pressionou Bia o tempo todo. Chegou a quase ultrapassar nas primeiras voltas, mas não conseguiu efetuar por conta do carro de Leonardo de Souza que ficou parado no grid.
Quando Salustiano travou um novo ataque, Valerio e Fernando Galera se envolveram em um acidente de proporções grandiosas. Os dois entraram juntos na chicane e Galera capotou, andando alguns metros de cabeça para baixo, em cima do monoposto de Valerio.
Enquanto Galera escapou ileso, Valerio voltou aos boxes e foi direto para o ambulatório: a pressão do carro de Galera fez um buraco em seu capacete, provocando dores de cabeça ao piloto que seria campeão da F-3 sul-americano naquele ano. "Foi a única vez que pensei em morte", disse Betinho para mim, via Twitter.
A vitória ficou com Bia Figueiredo, mas o acidente marcou o ano. No meio dos meus VHS, encontrei o tape da corrida e, como precisava compartilhar isso, gravei direto da TV com minha filmadora. Espero que gostem:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=bY3zrclmKxc]
Polaroid: As melhores fotos de divulgação de janeiro
A cada dia, recebemos dezenas de releases com uma variedade de fotos absurdamente grande. Como a Laje sempre procurou valorizar o trabalho dos nossos amigos, bolei algo para este ano: fiz aqui uma escolha do mês de janeiro das fotos mais legais, bonitas, diferentes ou com algum detalhe que passou desapercebido pela maioria.
Veja a sequência de imagens no slideshow e, se gostar de alguma foto em particular, clique na miniatura da galeria para ver em resolução maior!
[slideshow]
Nova cara
O layout não tem mais alusões a corridas ou personagens pitorescos, mas ficou mais a minha cara. Representa a nova fase, 2011. Vamos que vamos!
Anjo de patas
Hoje um pedacinho de mim foi embora. Um pedacinho que entrou na minha vida no momento que representou uma nova chance que eu ganhei depois de um dos episódios mais complicados pelo qual já passei.
Há 16 anos, sofri um serio acidente no Carnaval, quando atravessei uma porta de vidro e tive sérios ferimentos na face, que me acompanham até hoje. Tive muita sorte, pois o corte abriu o lado direito do meu rosto, a centímetros do olho e a menos de um palmo das veias do pescoço. Sem contar a orelha, destruída.
Sem entrar em muitos detalhes que renderiam Oscars de efeitos especiais, roteiro e atuações, passei por uma cirurgia delicada, com metade do corpo para fora da maca, levando mais de 100 pontos.
Passaram-se os dias, meus avós chegam em casa com uma caixa de sapatos. Era uma cadelinha com pouco mais de um mês, encolhidinha, morrendo de medo, que foi gerada pela cadela do meu tio. Não sei se foi combinado isso antes, mas nem quero saber, para não tirar a magia da história. Depois de alguns nomes imbecis sugeridos por meus irmãos e eu, meu pai deu a deixa: o nome dela será Buba, em homenagem à personagem da novela das oito.
A partir daquele momento os dias em casa nunca mais seriam os mesmos.
Marronzinha, uma mistura de fox e vira-lata, com pose de raposa perua, latia por qualquer coisa e odiava dormir no quintal. Quando chovia era uma choradeira só, que já iniciava com a primeira trovoada. Dava dó ver ela sozinha no réveillon quando todos viajavam.
Quando passamos a morar em um apartamento, a cama oficial dela ficaria na cozinha, mas não teve outra: elegantemente, se auto-colocou (existe isso?) aos no quarto dos meus pais, no lado de minha mãe, encostada no criado muro.
Ela já deu alguns sustos, como uma operação surpresa para tirar pequenos nódulos, e ficou com aquela tampa de abajur na cabeça, para não arrancar os pontos. Tirando isso, foi uma vida mansa, tranquila, feliz. Como devia ser.
No espaço de um ano, ela passou a definhar, ao mesmo tempo em que uma bolinha surgia no canto da boca. Ela passou a não comer mais sozinha, por conta disso, e o jeito era dar comida com uma seringa. Aos poucos, também foi perdendo a lucidez, andava como se estivesse perdida e não se comunicava mais conosco. Apenas andava em círculos.
Havia pedido para não ser comunicado de nada meses antes, mas quando notei um silêncio grande enquanto estava trabalhando, nao havia reparado que ela tinha ido embora. Me deu uma vontade de ter me despedido, ter feito mais que uma simples afagada pela manhã...
Havia feito uma promessa para mim mesmo: assim que ela morresse, faria uma nova mudança em minha vida e sairia de casa. Mas, não importa onde eu estiver, a lembrança dela ficará sempre comigo, assim como a cicatriz que levo no rosto.






