27mar/120

Vídeos da semana

A grande cena do fim de semana foi a vitória de Helio Castroneves e a escalada no muro diante da Dan Wheldon Avenue. Um momento fantástico e um início de primeira para uma categoria que precisava de um pouco de ar fresco, o que conseguiu com esse novo carro e a nova fase.

A largada contou também com uma homenagem a Wheldon, com a irmã do piloto agitando a bandeira verde.

Tivemos algumas trapalhadas, como a rodada de Ed Carpenter...

...E a batida de James Jakes

A GP2 se mostrou bastante favorável aos brasileiros neste fim de semana de abertura da temporada 2012, com vitória e liderança do campeonato para Luiz Razia e pódio de Felipe Nasr. Além disso, o principal rival dos dois e companheiro de Nasr, Davide Valsecchi, capotou na prova 2, como vocês podem ver abaixo.

Também tivemos aquela batida do tipo "o que você fez, jumento?", como a de Rodolfo Gonzalez na corrida 1.

O rei da trapalhada da etapa malaia foi Esteban Gutierrez, que errou na entrada dos boxes e quase colocou tudo a perder.

Para fechar com chave de ouro a GP2, o hino nacional mais longo de todos os tempos em um pódio, crédito de Luiz Razia

"Bonus track"

O Mundial de Endurance já tem tudo para ser, disparado o campeonato mais bonito do automobilismo mundial. Esses protótipos são de outro planeta e os carros de GT também são os mais bonitos de suas fabricantes. A ação é intensa e vale a pena ficar por dentro de tudo o que acontece. A disputa foi no fim de semana anterior, mas vale conferir.

13jul/111

Licença musical

Hoje, desculpem, não falarei de corrida.

Se existe outra paixão além de automobilismo para mim, ela se chama rock and roll. E não é qualquer musiquinha, é rock and roll. Tem que ter guitarra distorcida, bateria barulhenta, baixo pulsando, palco explosivo, tudo o que um grande show tem direito.

Kiss, AC/DC, Aerosmith, Led Zeppelin, Van Halen, Def Leppard, Guns and Roses, Rolling Stones e Motley Crue são as minhas preferidas, aquelas de cabeceira, de comprar livro, disco, CD, DVD, autógrafo, camiseta, qualquer coisa.

Tenho uma preferência pelo rock dos anos 80. Aquele dos excessos. Adoro aquelas "porcarias" (glam rock ou hair metal, ou metal farofa), como dizem por aí. Ratt, Cinderella, Poison, David Lee Roth, Warrant, Bon Jovi (dos anos 80), Raven, Great White... Tenho um pendrive que fica no carro só com músicas dessa fase. Além de ser bom (pelo menos para mim), espanta mosquito. É sério!

E quando falo de rock dos anos 80, não posso deixar de esquecer dos grupos brasileiros. Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Capital Inicial... Sem falar de Mutantes, Raimundos, Rita Lee e outros grupos dos mais diversos anos. Bem, se for escrever o nome de todos os grupos daqui e de fora que gosto, ficarei horas.

Então, para comemorar o Dia Mundial do Rock, que é hoje, eu vou postar uns clipes, aqui. Não necessariamente as melhores, as minhas preferidas, apenas algumas que me vieram na cabeça, agora. Se não conhecer alguma, pelo menos assista um pouquinho. Nada melhor que conhecer música nova, mesmo ela não sendo necessariamente nova.

E, se a maioria for dos anos 80, não liguem não... O que vale é a intenção: fazer você balançar a cabeça. Let there be rock!

PS: Pra completar, acabo de ganhar um par de ingressos para o show da Kiss FM, com shows de Roger (Ultraje), Marcelo Nova (Camisa), Nasi (Ira!) e Frejat (Barão), com abertura de Cachorro Grande e Ronaldo & Os Impedidos (tá, esse último dispensável...)

6abr/110

Visita especial

No último sábado, conhecemos uma pessoa muito especial, que serve de lição de vida para todos nós. Dudu Próspero 20 anos, é estudante de Direito e portador de mucopolissacaridose tipo VI. Por conta da doença, perdeu a visão, mas tinha o sonho de conhecer a Stock Car.

Ficamos sabendo do Dudu por meio de uma pessoa próxima, e, após uma conversa com o piloto Rodrigo Navarro, o convidamos para conhecer os boxes, os carros e o autódromo de Interlagos, ouvindo o som dos motores e sentindo as texturas do carro. Em seu blog, ele escreveu sobre a visita, confira:

http://blogdodudueamigos.wordpress.com/2011/04/06/visita-a-interlagos

Lá você também saberá mais sobre a mucopolissacaridose tipo VI e conhecer outras pessoas batalhadoras como ele.

14fev/111

Adeus digno (?)

A aposentadoria de Ronaldo aos 34 anos gerou (e vem gerando) muitas discussões. E um comentário me chamou a atenção: "Eu queria me aposentar aos 34 anos e viver de patrocínio vitalício também". Comentário bem brasileiro (leia-se ignorante), como se tudo o que ele conquistou tivesse caído do céu.

Nisso, me passou na cabeça um monte de situações e vou divagar um pouco por aqui... Ronaldo encerrou a carreira aos 34, cheio de dinheiro, mas passou metade deles sem poder sair na rua, rodeado de aproveitadores; ferrou os joelhos, sempre lutou contra o peso e, por ser o maior jogador de sua época, era responsabilizado pelos fracassos. E era muito motivo de chacota.

Mesmo com tudo isso, analisando os prós e contras, Ronaldo teve sorte. Muitos jogadores que tiveram sucesso no passado vivem no ostracismo, enquanto muito perna de pau ganha 40 mil por mês e já tem o pé de meia feito. Mas isso faz parte, uma vez que o futebol passou a ser "monetizado", de fato, nos anos 90. E Ronaldo é o maior exemplo disso.

Se ele tivesse jogado nos anos 70/80 (como Gerson. Casagrande, Falcão e Neto, para citar alguns), talvez estaria trabalhando como comentarista esportivo na TV aberta ou fechada para completar o orçamento. Mas ele deu sorte de nascer na época certa.

No entanto, o fato de aposentar cedo não é exclusividade do futebol. Vamos usar o nosso exemplo, o automobilismo. O buraco ali é bem mais embaixo. Futebol é futebol em qualquer lugar, mas automobilismo é F-1 e o resto, não adianta. E muitos pilotos foram "aposentados" da F-1 com 22 anos (Nelsinho Piquet, por exemplo) e hoje lutam para tentar viver do esporte.

A sorte do piloto é que, em 85% dos casos, ele possui uma base financeira boa. Se no futebol, você não paga, mas também não ganha até conseguir uma exposição em um time grande, no automobilismo você paga e, mesmo com a exposição, precisa pagar para correr na F-1. E, geralmente, não vê seu investimento revertido em conquistas.

O futebol e o automobilismo são esportes de alto risco para seus investidores. No futebol, o investidor investe num talento e corre o risco de ganhar 20 vezes mais se ele se der bem. Só que, no automobilismo, o investidor é o próprio piloto e quase nunca o investimento feito é compensado.

São esportes bem diferentes, mas que se entrelaçam no melhor e no pior: anos atrás, vimos Barbosa e a turma de 50 totalmente esquecida, morrendo com a miséria do INSS. Recentemente, vimos Luiz Pereira Bueno morrer no esquecimento _tentaram reerguê-lo, mas já era tarde. Histórias parecidas, não?

Ronaldo teve sorte, é uma exceção. Se tornou pop, como Pelé. Sorte a dele. Em breve, teremos outras despedidas importantes, como a de Rubens Barrichello, outra exceção à regra, correndo aos 38 contra uma dezena de pilotos muito mais novos. Com a aposentadoria de Ronaldo, conseguimos uma referência para comparação. E acredito que, infelizmente, daqui 20 anos, se alguém conseguir repetir a atenção que Ronaldo atraiu nesta despedida, é muito.

Barrichello não ganhou uma Copa, nem um Mundial, mas é um dos melhores pilotos do automobilismo brasileiro, o maior kartista que este país já viu, a maior referência em pista desde Ayrton Senna (ao lado de Gil de Ferran, seguido por Helio Castro Neves e, mais tarde, Felipe Massa) e é um personagem que muitos países menores, maiores, mais pobres e mais ricos que nós gostariam de ter e exaltar. Será que ele também terá uma despedida digna por parte dos brasileiros?

14fev/111

Ronaldo’s Day

Hoje é o dia do anúncio da aposentadoria do Ronaldo. Por isso, decidi enumerar minhas cinco principais lembranças dele:

- Copa da França, 1998
- Copa Japão/Coreia, 2002
- Lesão no joelho, 1999
- Seus dribles, não importa o time
- Gol em Rodolfo Rodriguez no Brasileiro de 1993, pelo Cruzeiro

Bem, vamos ver... Três lembranças boas e duas ruins. No combinado, vantagem para Ronaldo. Pode parecer clichê, mas todo campeão é feito de bons e maus momentos. Com Ronaldo não podia ser diferente.

Vejam Michael Schumacher. Quebrou a perna em 1999, foi sujo em 1994 e 1997, andou nada em 2010 e, apesar das críticas de que ele está velho, ninguém diz que ele perdeu o talento ou deixou de ser um mito.

Acredito que Ronaldo esteja fazendo o certo, como fez Michael Schumacher em 2006: sair enquanto há tempo, por cima. Claro que ele não vai fazer como Schumacher e voltar três anos depois; afinal, é bem diferente correr, cair e chutar em 90 minutos que sentar e acelerar em 1h30.

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Mas, assim como vi Schumacher ganhar, falhar, se aposentar e voltar, me sinto um privilegiado em ter visto Ronaldo nascer no Cruzeiro, ir para a Copa, brilhar na Europa, sofrer com as lesões, renascer no Oriente e, até, marcar seu primeiro gol pelo Corinthians em cima do meu time... Vi que ele era realmente grande quando uma professora de matemática o usou seus números financeiros como exemplo, isso em 1997, quando ele foi ao Barcelona.

Ou seja: vamos curtir bastante este dia 14 de fevereiro. No mundo, pode ser Valentine's Day, mas, para a eternidade, será conhecido como o Ronaldo's Day. Nada mais merecido.