27abr/130

Serra é pole em dia de capotagens em Tarumã

Duas capotagens no mesmo dia. Acredito que isso nunca aconteceu em um único dia na Stock Car. Em um dos casos, o de Marcos Gomes, foi falha mecânica; Nonô Figueiredo escapou de traseira e o carro capotou em contato com a brita. Outra batida forte foi a de Wellington Justino, que também impressionou pelo impacto.

Em uma pista onde é proibido errar, todo cuidado é pouco. E conservar os pneus é uma preocupação extra, pois Tarumã pede para você acelerar.

Fora isso, nenhuma novidade. O que surpreendeu foi a eliminação de Max Wilson (19º), Luciano Burti (20º), Galid Osman (25º) e Rubens Barrichello (30º) - certamente essa é a pior posição de largada na vida dele. Marcos Gomes ainda salvou um 17º, enquanto Nonô ficou em 14º. Justino, por sua vez, não conseguiu ir à pista.

Ricardo Sperafico, Ricardo Zonta, Allam Khodair e Popó Bueno, 11º a 14º, bateram na trave e o Q1 teve 25 pilotos no mesmo segundo.

Já na frente, a disputa acabou centralizada na Red Bull. Daniel Serra e Cacá Bueno travaram um duelo dos melhores, bem à frente dos rivais. Eles se alternaram na primeira posição o tempo todo. Serrinha começou, Cacá superou e tomou o troco. Serrinha está muito forte neste ano e Andreas Mattheis pode ter trabalho para controlar esse duelo, que pode resultar no campeão.

Átila Abreu sai em terceiro a 0s414 de Serra, com Valdeno Brito em um honroso quarto lugar sem direção hidráulica. Thiago Camilo, o aniversariante Ricardo Maurício, Duda Pamplona, Julio Campos, Denis Navarro e Tuka Rocha fecharam o "top 10".

Estou bem curioso para essa corrida de amanhã.

18mar/130

Capô traiçoeiro

Veja de carona a primeira volta de Patrick Gonçalves na etapa de Curitiba. Depois de uma boa largada, no meio da segunda volta o capô simplesmente sobe e impede sua visão, o forçando a ir para os boxes.

17mar/1311

Serrinha leva corrida chata

Agora vamos falar de Stock Car. O contrário da F-1. Uma corrida que não empolgou e que ficou engessada por causa dessa janela de pit stops. Daniel Serra venceu merecidamente e é o novo líder, mas deu pena de Allam Khodair, que em todo começo do ano aponta para vencer uma corrida mas, no fim, chega lá atrás.

Cacá Bueno comedido, Ricardo Zonta em alta, Ricardo Maurício na batida constante de sempre e Thiago Camilo aproveitando as chances que têm de andar na frente e pontuar. Tomara que vejamos mais corridas emocionantes neste ano e que o show de Interlagos não seja apenas um lampejo.

Dois grandes destaques para mim foram Ricardo Zonta e Julio Campos. Zonta, por fazer frente à Cacá Bueno, Átila Abreu e Max Wilson na corrida, mostrando que sua equipe está no caminho certo; Campos por ter corrido com suspeita de hepatite. Sergio Jimenez também merece parabéns pelo ótimo nono lugar.

A chuva que era para cair não caiu. Uma pena, pois colocaria fogo na corrida. Mas espero uma disputa mais empolgante em Tarumã, mesmo sabendo que será difícil por conta das características da pista. Por ela ser curta, as voltas das janelas de pit stops deverão ser um caos que só.

 

13mar/132

Janela de reabastecimento é criada para “colocar ordem” na Stock Car

Confesso que recebi com desgosto a notícia sobre a instituição de uma janela de voltas para a realização do pit stop obrigatório na Stock Car em 2013.

Por um lado, a janela colocará uma ordem na corrida, que verá os líderes de fato na ponta após o fim deste espaço; por outro lado, ele mina qualquer chance de uma estrategia diferenciada durante a prova. Ou seja: esse reabastecimento nada mais é que um espetáculo visual no meio da corrida, que servirá para "facilitar" o entendimento de quem acompanha (e quem reporta), e a prova vai girar em cima dessas voltas na janela.

Isso deve ter sido uma consequência do que aconteceu em Interlagos, quando pilotos do fundo do pelotão pararam no fim da corrida e, desta forma, lideraram um bom pedaço da prova. Este episódio não só passou desapercebido da direção da prova (que não os exibiu em nenhum momento na transmissão) como gerou reclamações por isso.

Como todos sabem, para se ter um pit stop bem realizado não basta só a agilidade da equipe, mas o talento do piloto em estabelecer voltas rápidas nas passagens anteriores ou posteriores à parada. A estrategia das equipes será apenas ver qual a melhor volta para se parar e pegar menos tráfego possível neste período.

Se é para ter uma regra, que ela exista sem limites. Se vai parar no box, que pare quando quiser, não em um espacinho de tempo que será determinado de corrida para corrida (em Curitiba, neste domingo, será das voltas 10 a 16. Só resta saber se teremos aquele limite mínimo de combustível no tanque - aí que vai foder de vez e correr o risco de ver uma chuva de desclassificações e recursos como no passado. Saberemos isso na sexta.

Outras mudanças: a CBA também alterou alguns itens do regulamento dos treinos classificatórios, entre eles o tempo da duração do Q2, que definirá a pole entre os 10 mais rápidos no geral dos dois grupos de 17 pilotos e passará agora a ser de oito minutos.

 

11mar/130

Vai começar!

Acabou a espera: a Fórmula 1 está de volta. Nessas horas que vemos como o tempo passa rápido, uma vez que ontem estava deixando Interlagos depois da última etapa.

Teremos novas caras, carros, cores e a expectativa de uma grande corrida pela frente sem favoritos. Caso pinte algum, ele não será levado tão a sério até a primeira corrida da temporada europeia.

Essa é a época daquele friozinho na barriga, daquela ansiedade para se esperar a quinta de noite para ver os primeiros treinos antes de dormir para encarar o dia seguinte - pelo menos aqui no Brasil.

E prepare o café, pois não só teremos a F-1 ao vivo, como, horas depois, a segunda etapa da Stock Car, em Curitiba, que passará ao vivo pelo SporTV. E, na outra semana, começa a Fórmula Indy em São Petersburgo. Neste domingo tivemos a F-Truck e a Nascar, que já está em sua terceira corrida, além do Mundial de Rali.

Ufa, o ano começou, que coisa boa. Então aproveite para se programar e não perder nada da F-1 e da Stock Car neste fim de semana.

GP da Austrália de F-1

Treino livre 1: quinta-feira, 22h30 - Rede SporTV (canal a definir)
Treino livre 2: sexta-feira, 02h30 - Rede SporTV (canal a definir)
Treino livre 3: sábado, 0h - Rede SporTV (canal a definir)
Classificação: sábado, 3h - Rede Globo
Corrida: domingo, 3h - Rede Globo/Radios Globo-CBN, Bandeirantes, Jovem Pan

Etapa de Curitiba da Stock Car

Treino livre 1: sábado, 8h
Treino livre 2: sábado, 11h20
Classificação: sábado, 15h10 - Rede SporTV (canal a definir)
Corrida: domingo, 11h - Rede SporTV (canal a definir)

Abaixo, dois previews só para você ficar com vontade.

5mar/130

Vida longa à Pirelli

Confesso que não via com bons olhos o retorno dos pneus Pirelli à Stock Car. Meu raciocínio vinha dos 12 anos que venho acompanhando o automobilismo brasileiro. Abastecendo praticamente todas as categorias do grid, a Stock Car seria mais uma nesta lista extensa (e reconheço que, neste caso, ela nunca desistiu do esporte nacional).

Os motivos de minha desconfiança: em nenhuma outra categoria nacional eu via algum empenho da Pirelli, só um trabalho no botão automático. Marcas, F-3, GT, regionais, você sempre via pneus da Pirelli, o que salvava muitos torneios, mas estrutura que é bom, muito pouca. Quem é rato de autódromo vai entender o que eu estou falando: a oficina nada mais era que um velho ônibus amarelo (velho mesmo) encostado no paddock, com os funcionários vestindo camisas polo amarelas silkadas com o logo da fabricante, todos sujos, fazendo seu trabalho sem frescura. E, querendo ou não, a Goodyear instituiu um padrão nos últimos anos na Stock Car que a Pirelli precisaria suar para superar.

Contudo, o que eu vi neste fim de semana me espantou, e pro bem. A ida para a Fórmula 1 levantou o nível dos trabalhos por lá. Aumentou o profissionalismo em 200% e, também, a infra-estrutura. Para esta primeira corrida da Stock, trouxeram alguns membros de fora, como Jonathan Wells (com experiência de F-1 na McLaren), e cada equipe tinha pelo menos um membro fiscalizando os pneus, vestidos impecavelmente com o mesmo uniforme usado na F-1.

Outro detalhe interessante é até na estética e no cuidado com as aparências dos próprios pneus: a lateral vinha até com um adesivo que protegia o nome estampado na parede lateral, e os pneus de chuva tinham a nomenclatura pintada nas mesmas cores da F-1.

Foi um grande show da Pirelli, a principal surpresa da temporada até então, junto com a situação estável das equipes do grid. Que ela use isso para elevar o nível dos outros campeonatos e crie alternativas para agitar a Stock Car assim como na F-1. Criar um outro tipo de pneu e obrigar a troca durante a corrida é algo bem ou mais interessante que esse joguinho de reabastecimento. Campos de testes para isso não faltam, basta ver as categorias que ela apoia, e isso pode até ser uma forma de a Pirelli valorizar os outros campeonatos, também.

Resumindo: mais uma vez, a Pirelli está salvando o automobilismo brasileiro. Ela podia fazer isso com pouca ou muita classe, mas sempre fez. Pouquíssimos reconhecem isso. E se ela elevar o nível de seu profissionalismo, todos crescem juntos. Vida longa à Pirelli.

4mar/130

PodStock – Interlagos

A íntegra da coletiva de imprensa deste domingo em Interlagos, bastante extensa, com muita informação interessante e declarações inusitadas. Aperte o play e manda ver:

Parte 1

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Parte 2

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Parte 3

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3mar/130

Recuperando a vitória perdida

Três meses atrás, Cacá Bueno tinha a vitória nas mãos em Interlagos até os 200 metros finais, quando acabou sua gasolina. Neste ano, o carioca aprendeu a lição e deu o troco, se beneficiando com um problema de Átila Abreu, que havia feito uma ótima estrategia e pulado de décimo para primeiro após a bateria de pit stops.

Enquanto a maioria de seus concorrentes fez o pit stop para completar o tanque nas primeiras quatro voltas, Átila esperou até a 11ª. Nisso, ele aproveitou ao máximo o carro mais leve e os pneus ainda não desgastados para abrir uma vantagem superior a 40 segundos.

Com tanta folga, Átila trocou os pneus traseiros e conseguiu manter o ritmo, voltando à frente de Cacá Bueno e assegurando a primeira posição. Contudo, ele não esperava este problema a duas voltas do fim, que acabou gerando uma disputa eletrizante com Cacá e Valdeno Brito. A assessoria de imprensa do piloto confirmou que o defeito foi na bomba de combustível; ou seja, não foi falta de combustível e reforça a minha tese de que Átila fez a estrategia perfeita.

Também tendo trocado os pneus traseiros, Valdeno tinha o melhor rendimento dos três e conseguiu passar Átila, que foi despencando até ficar em 12º, e pressionou Cacá até o fim, mas o piloto da Red Bull tinha um botão de ultrapassagem disponível e fez uso dele na reta final, garantindo a vitória que já era para ter sido entregue em dezembro. Ricardo Maurício e Daniel Serra terminaram a seguir.

Antes de ter um furo no pneu, Campos chegou a manter a ponta na largada até parar na quarta, voltando atrás de Cacá e Maurício e abandonou quando disputava com Khodair e Thiago Camilo. Curiosamente, Khodair e Camilo também tiveram pneus furados, mas, no caso de Allam, aconteceu após cruzar em sétimo a linha de chegada.

Tuka Rocha conseguiu converter a 14ª posição de largada em um bom quinto lugar, à frente de Max Wilson, com Luciano Burti se recuperando e terminando em oitavo, seguido dos estreantes Fábio Fogaça e Raphael Matos. Largando em último após ser desclassificado da tomada de tempos por estar abaixo do peso, Galid Osman deu um show e foi o 11º.

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Rapidinhas:

- Esta foi a 30ª vitória de Cacá Bueno na Stock Car e ela já é histórica, pois esta etapa estreou a nova pontuação do vencedor: 24 pontos.

- Nenhum dos três primeiros entendeu o que aconteceu com Átila e até teceram críticas sobre o comportamento do piloto na disputa da penúltima volta, achando que foi falta de combustível.

- Durante este assunto, Valdeno provocou risadas ao falar sobre a pouca paciência com quem não tem fair play na pista.

- O autódromo estava com um clima bem mais "calmo" que o normal e muitos consideram esta queda de público uma consequência da fase atual da categoria, que é de transição. Contudo, está bem nítido que os que foram era por que gostavam.

- O ritmo dos pneus Pirelli na corrida foi elogiado pelos vencedores, com nenhum deles se preocupando em possíveis desgastes ou estouros. Valdeno fez a troca por ser pertinente na ocasião.

- Segundo Ricardo Maurício, largar entre os dez primeiros e ter três botões de ultrapassagem não dá tanta desvantagem, uma vez que esses três acionamentos utilizam um litro de etanol (cerca de 300 mL cada). Em tempos de economia constante de gasolina, o "push-to-pass" pode pintar de vilão de algumas estratégias nas próximas corridas.

- O mesmo Maurício confessou ter disputado as voltas finais com uma das rodas traseiras meio soltas. "A roda só não caiu porque tem uma trava. Na curva a pastilha encostava e eu tinha que realinhar para continuar na corrida."

- Deu quase tudo certo para a Voxx na primeira corrida. Quase. Denis Navarro era o nono colocado e Sergio Jimenez, o décimo, quando os pneus dos dois carros estouraram antes da abertura da volta final.

- Quatro estreantes pontuaram: Fábio Fogaça (nono), Raphael Matos (décimo), Wellington Justino (17) e Vitor Genz (18). Genz até liderou algumas voltas.

- A Red Bull já começou o ano na liderança com 41 pontos, conta 33 da Eurofarma RC e 26 da Vogel.

 

Em tempo: minha gravação da coletiva de imprensa ficou corrompida e não terei o áudio na íntegra no PodStock, como de costume.

Em tempo II: conseguí uma outra gravação por gentileza de um amigo. Então vai rolar amanhã.

2mar/130

Surpreendente e imprevisível

Foi bem agitada e até surpreendente a primeira tomada de tempos da Stock Car em 2013. Julio Campos, que merecia há muito, deu o pulo do gato com o cronômetro já zerado e tirou uma pole que estava praticamente nas mãos de Cacá Bueno.

Apesar de estar em sua primeira temporada pela Prati-Donaduzzi, o paranaense já é conhecido de longa data do dono da equipe, Juan Carlos Mico, quando trabalharam juntos na equipe de Ricardo Zonta. E pelo jeito a adaptação foi instantânea.

Com seu jeitão direto, Campos não se incomoda por nunca ter largado da frente na Stock. "Faz tempo que não largo na pole, mas saí muito em primeiro na época do kart. Fico mais tranquilo na frente do que em 15º no grid. É muito mais fácil largar em primeiro porque a chance de um acidente é bem menor."

Penta, Cacá se disse surpreso com a pole de Campos e foi o primeiro a parabenizar o piloto do carro 4. "Acertei a volta em cheio, e fiquei com a pole até os 48 (minutos) do segundo tempo. Eu esperava o Valdeno (Brito), o (Allam) Khodair (lutando pela primeira fila) e veio o Julio Campos, que eu não esperava, por tudo o que aconteceu durante os treinos livres."

Outro que surpreendeu foi Sergio Jimenez, que, em sua primeira prova pela Voxx, tirou vantagem do entrosamento que vem dos tempos do GT com a equipe de Andreas Mattheis, que administra a Voxx. A quinta posição deixou um dos maiores kartistas da história mais que satisfeito.

"Estou muito contente. Essa a minha estreia e a estreia da equipe também. Ontem dei muitas voltas para me reacostumar com o carro, mas hoje já ficou bem melhor. Estou aqui para fazer o meu melhor e nunca menos do que isso."

Da mesma forma que Jimenez, Galid Osman começou o ano com o pé direito, a oitava posição no grid e à frente de Thiago Camilo, seu parceiro na Ipiranga RCM, o 12º. O bom desempenho nos treinos livres e a constância no topo impressionam, mas ele prefere manter os pés no chão.

"Sempre fui o mais rápido da minha sessão na condição de pneus velhos, e isso me dá uma boa expectativa para ganhar posições na corrida. Minha meta é chegar ao fim da corrida e marcar pontos, e é para isso que estamos trabalhando."

Allam Khodair seguiu mostrando que é um dos mais rápidos da Stock Car e abrirá a segunda fila, em terceiro, seguido de Ricardo Maurício, o melhor Eurofarma. Valdeno Brito (Shell) fecha a terceira fila, seguido de Daniel Serra (Red Bull), Galid, Max Wilson (Eurofarma RC) e Popó Bueno, em sua estreia pela Shell.

Átila Abreu bateu na trave com a AMG, em 11º ("Infelizmente esperava largar um pouco mais à frente. O comportamento do carro com o pneu foi diferente do que esperávamos"), seguido de Camilo e dois nomes interessantes: Marcos Gomes, em sua volta pela Carlos Alves, e Rubens Barrichello, pela Medley. "Vou trabalhar bastante para conseguir reverter esta posição de largada em pontos para a equipe amanhã", destacou Marcos.

Felipe Lapenna marcou um bom 16º lugar com a Hanier, seguido de Raphael Matos, da Hot Car, e aposta na igualdade de condições na corrida, uma vez que os pneus Pirelli farão sua estreia e ninguém sabe como será o comportamento. "Neste aspecto, somos todos estreantes". Já Officer (Duda Pamplona, 23º, e Ricardo Sperafico, 25º) e Boettger (Luciano Burti, 22º, e Lico Kaesemodel, 34º), apresentaram desempenhos abaixo do esperado. No caso de Kaesemodel, uma confusão referente à divisão dos grupos para a tomada de tempos deixou o paranaense de fora. O time não checou a informação e frustrou o paranaense.

"Foi muito frustrante, não sei nem o que dizer... Nunca larguei em ultimo, tivemos um fim de semana bastante tumultuado", disse Lico. "Infelizmente, tenho a dizer que nós falhamos, cometemos um erro", admitiu Ereneu Boettger, chege da equipe.

Para a corrida, será obrigatório o reabastecimento, uma vez que a maior aderência dos pneus Pirelli provocou um consumo maior de combustível. Além disso, a regra do "push-to-pass" mudou: os pilotos que disputarem o Q2 largarão com três acionamentos a menos que o restante. Em Interlagos, serão sete contra dez dos outros 23 pilotos.

É uma prova que se desenha muito interessante e valerá a pena ligar a TV no SporTV ou comparecer ao autódromo, onde existirão espaços muito bons para se assistir às disputas.

2mar/130

Quem vai mandar na Stock Car em 2013?

Apesar de ter perdido o title sponsor, a Stock Car não tem muito o que reclamar dentro da pista: o grid não só está cheio, como aumentou e parece estar mais saudável financeiramente que nunca. Prova disso mais duas vagas, ampliando o número de carros para 34, provocando uma grande mistura no tabuleiro em relação ao ano passado e dificultando ainda mais na hora de apontar algum favoritismo.

a JF foi adquirida pela Cimed, de João Adibe, e entrou para o leque dos times administrados pela Mattheis (além de Red Bull e Shell). Seu novo nome agora é Voxx Racing Team, representada por Sergio Jimenez e Denis Navarro, uma mistura muito interessante.

A BMC deixou Maurício Ferreira para se juntar à RZ (agora com Ricardo Zonta e Tuka Rocha), mas Mau Mau não teve nem tempo para se preocupar: o espaço foi rapidamente preenchido pela Hanier, trazida por Beto Cavaleiro, que abriu espaço a Felipe Lapenna, campeão da F-Renault em 2006 sob o comando de Maurício. Por sua vez, a equipe-irmã Full Time vai de Rubens Barrichello e Alceu Feldmann.

A Officer apresentou Ricardo Sperafico para o lado de Duda Pamplona, uma vez que a Prati-Donaduzzi fechou com seu irmão e Julio Campos, ex-Carlos Alves, que ganhou a Nova Schin, com Marcos Gomes e David Muffato, ex-Itaipava - agora concentrada somente no carro de Luciano Burti, de volta à Boettger, se juntando a Lico Kaesemodel.

O espaço deixado por Kaesemodel foi assumido por Galid Osman e a RCM vestiu integralmente as cores da Ipiranga, que já continha Thiago Camilo. Falando em petrolíferas, Popó Bueno agora usa o vermelho da Shell e dividirá garagem com Valdeno Brito, enquanto Diego Nunes e a Bassani abriram as portas da Stock Car para a Petronas, com Patrick Gonçalves vestindo as cores da Ser Glass no outro carro.

O baiano usará as mesmas cores de Allam Khodair, da Vogel (time que também terá Fábio Fogaça), e de Vitor Genz, campeão do Mini Challenge e parceiro de Rodrigo Pimenta, graduado da Montana, na Gramacho, que neste ano se desvinculou da RZ e está no campeonato com carros próprios. Por fim, Raphael Matos ficou de vez e assumiu o carro da Hot Car ao lado de Wellington Justino. São nada menos que nove pilotos disputando a primeira temporada completa, cerca de um quarto do grid.

O resto continua igual: AMG com Átila Abreu e Nonô Figueiredo; Eurofarma RC com Ricardo Maurício e Max Wilson; Red Bull com Cacá Bueno e Daniel Serra. Os pneus se mostraram novidades positivas para todos os pilotos, dando mais aderência e um ganho de velocidade impressionante de 3s3 em Interlagos. Os italianos trouxeram gente de fora e me impressionou com a qualidade e seus detalhes.

É um campeonato que promete. Red Bull, Shell, Eurofarma, Ipiranga e AMG, que formam o primeiro escalão, não terão vida fácil neste ano e tem um monte de gente querendo invadir essa praia e poder curtir um pouco dos prêmios que há anos ficam concentrados nessa turminha.

Começo de campeonato é legal, pois dá para ver se somos bons mesmo em fazer apostas. Monte como você imagina o "top 10" de pilotos e equipes no fim do ano e quais vencerão corridas. No fim do ano, vamos comparar esses "resultados". Te falo que quebrei a cabeça pra bolar a minha lista. Lá vai:

1. Atila Abreu
2. Thiago Camilo
3. Allam Khodair
4. Valdeno Brito
5. Daniel Serra
6. Cacá Bueno
7. Ricardo Maurício
8. Galid Osman
9. Marcos Gomes
10. Rubens Barrichello

1. Ipiranga
2. Red Bull
3. Shell
4. Eurofarma
5. AMG
6. Vogel
7. Officer
8. Full Time
9. Prati-Donaduzzi
10. BMC

Pilotos que vencem neste ano: Atila Abreu, Thiago Camilo, Allam Khodair, Valdeno Brito, Daniel Serra, Cacá Bueno, Galid Osman, Marcos Gomes, Ricardo Maurício.

Antes que alguém reclame ou se ofenda, deixo bem claro que as listas acima são uma obra de ficção! Isso não significa que eu prefira este ou aquele, é só um chute. O que eu quero ver é cada vez mais imprevisibilidade e equilíbrio!