Piquet: 20 anos do grave acidente em Indy
Era para ser uma transição tranquila, bem-sucedida, um momento histórico. Depois de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet deixava a F-1 e se enveredava para os lados da Indy.
Cansado da chatice da F-1, Piquetzão buscou se tornar o quarto brasileiro a largar nas 500 Milhas de Indianápolis. Para isso, se acertou com a Menard, tradicional "free lancer" do grid, que corria apenas a principal prova do calendário e até que fazia bem nos treinos.
Tudo ia bem, ele chegou a ser o sexto mais veloz nos treinos de estreantes, até dois dias antes da classificação, exatamente um sete de maio de 1992. Na curva 4, seu Menard saiu de traseira, rodou e deu de frente no muro, provocando muitas fraturas nas duas pernas do tricampeão.
Um momento dramático, Piquet, aos 40 anos, passou por uma longa e dolorosa recuperação, que só foi completada nas 500 Milhas de 1993, quando ele alinhou no grid e finalmente pôde disputar a prova. Para não deixar a data em branco, compilei quatro vídeos da época:
Antes do acidente
Acidente
Depois do acidente
Homenagem
O trenzinho de Piquet

Saudosa Fórmula 1...
Isso é uma coisa que a gente não vê hoje em dia: uma carro de Fórmula 1 com quatro pilotos!
Explico: no fim do GP do México de 1986, Philippe Alliot resolveu dar carona ao companheiro René Arnoux e a Stefan Johansson, então na Ferrari.
Só que, na hora da carona... O carro morreu. E Johansson passou a sinalizar para quem passava, até que Nelson Piquet parou.
Foi quando Johansson, Arnoux e Alliot, este ainda de capacete, subiram no Williams Honda e foram passeando de volta aos boxes.
Historicamente, Piquet sempre parou para dar carona. Uma rápida busca no Google mostra ele dando uma forcinha a Johansson em outra ocasião e, também, a Alain Prost.
Saudosa Fórmula 1...
Túnel do tempo: Bastidores da Fórmula Indy nos anos 90

Sou louco por essa miniatura. Aliás, a Menard era minha equipe favorita, dos carros mais bonitos
Uma das coisas mais legais de corridas antigas é a parte dos bastidores. A corrida em si é eternizada, vemos e revemos sem cansar, mas os bastidores são uma coisa única, que passa uma vez na televisão e chega.
Nessas buscas, eu encontrei um gênio do YouTube chamado "MrChato27", que tratou de fazer upload do seu arquivo VHS da Indy dos anos 90. É algo fantástico. Eu não sei vocês, mas eu adoro essas velharias.
Claro, a entrevista do Piquet é impagável. E olha que não postei todos os vídeos, guardarei alguns.
Túnel do tempo: 15 anos do terrível acidente de Christian na Austrália

A dor de Fittipaldi, acompanhada ao vivo pelo mundo todo
Há exatos 15 anos, em 6 de abril de 1997, Christian Fittipaldi sofria o que seria o acidente mais grave de sua carreira e um dos momentos mais torturantes para quem viu pela televisão.
O acidente aconteceu logo na largada da etapa de Surfer's Paradise. No meio das imagens dos carros para todos os lados, deu para ver Fittipaldi como um míssil em direção ao muro.
Mais impressionante que a imagem do acidente é a dor do piloto preso no carro sem nenhum anestésico. Veja as imagens do acidente:
Confira também um depoimento de Fittipaldi ao jornalista Marcos Júnior Micheletti, do portal Terceiro Tempo, de Milton Neves.
Se você não tem como assistir ao vídeo, ele disse o seguinte: "Nunca senti algo parecido na vida. Foi um impacto com o muro na frente e bem violento. Quebrei a perna direita por estar com o pé no freio. Meu corpo todo foi para a frente, o pé ficou preso contra pedaleira e minha perna não cedeu."
"Consequentemente, minha perna não cedeu e ela absorveu todo o impacto, quebrando na parte de baixo. Junto com isso quebrei o pé esquerdo, mas foi uma fratura bem pequena e quando o carro parou, pensei que nunca mais sentaria num carro de corrida. A dor que senti na hora é algo que nunca havia sentido na vida."
"Meu pé estava preso no meio da pedaleira e a equipe médica teve de fazer um trabalho para me tirar do carro. Na hora, dentro do cockpit eu ficava desmaiando de dor. Me retiraram para o centro médico e para o hospital, onde fui operado na mesma noite e saí da sala de cirurgia com uma haste e quatro parafusos na perna."
Hoje, Christian é pai de Manoela, corre no Brasil no Trofeo Línea, com participações na F-Truck, e comenta F-1 para a Rádio Jovem Pan.
A última mulher da F-1

Roda, roda, roda... Na África do Sul
Nesta semana são completados 20 anos da última participação oficial de uma mulher em um GP de Fórmula 1. Seu nome, Giovanna Amati. Sua história, digna de filme.
A hoje quase cinquentona tinha 29 quando chegou à F-1, no último suspiro da equipe Brabham. Nascida em Lácio, uma pequena cidade próxima a Roma, Giovanna era de família abastada, o que ajudou em seu desejo pela velocidade.
Por conta desta paixão da velocidade, inclusive, Giovanna foi sequestrada aos 16 anos quando foi notada com uma moto comprada escondida dos pais e acabou abordada saindo de um cinema. Depois de 74 dias presa e 800 mil libras de resgate, a jovem italiana foi libertada e iniciou de vez o caminho nas pistas. Depois, se envolveu com um dos sequestradores e chorou quando ele foi preso após um encontro.
Seguindo nas pistas: curiosamente, foi contemporânea de Elio de Angelis, com o compatriota chegando à F-1 bem antes, enquanto ela teve de subir a escada: F-Abarth, F-3 italiana e F-3000. Algumas vitórias nas primeiras categorias, mas os resultados foram rareando ao passo em que ela ia mais longe (na F-3000, deixou de se classificar em várias provas: três em 1987, quatro em 1988, oito em 1990 e três em 1991).
E, além do desafio de lutar contra diversos pilotos, Amati sentia o preconceito de ser mulher: “Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição.”
Antes de estrear na F-1, teve um namorado de peso: Flavio Briatore, que a ajudou a testar pela Benetton em duas oportunidades, 1986 e 1991, e abriu o caminho para a piloto acertar com a Brabham. Nas corridas, chamou a atenção pela beleza e por ser mulher, mas a Brabham não ajudou e ela não se classificou nas três corridas.
Logo na primeira, o time precisou pedir combustível emprestado paa a Lotus. Nas outras duas, o carro e o clima não ajudaram, principalmente com a imprensa e os colegas, como mostra essa declaração do companheiro Eric van de Poele: “Além de não andar nada, Giovanna ainda enche o saco."
Fora da F-1, Giovanna correu na Porsche SuperCup, Ferrari Challenge, 12h de Sebring, 1000km de Monza, International Sports Racing Series, com alguns pódios, e deixou as pistas em 2000. Atualmente, foi vista trabalhando para uma emissora italiana. Depois dela, algumas pilotos provaram um F-1, como Sarah Fisher e Maria de Villota, mas nenhuma outra disputou um GP depois de Giovanna.
Vejamos suas participações:
África do Sul - 30º, a 8s919 do pole Nigel Mansell e a 3s917 da nota de corte (Eric van de Poele, da Brabham)
México - 30º, a 8s690 do pole Riccardo Patrese e a 3s548 da nota de corte (Paul Belmondo, da March)
Brasil - 30°, a 10s554 do pole Nigel Mansell e a 5s836 da nota de corte (Andrea Chiesa, da Fondmetal)
Confira uma entrevista e imagens de Giovanna na pista na África do Sul
Fontes:
Sites Wikipedia, Forix e F1 Rejects
Revistas Quatro Rodas de 1992
Documentário oficial da F-1 de 1992
Blogs Monumental Formula e Bandeira Verde

Giovanna Amati
Lembra dele?
Hoje, o cara que pilotou este carro abaixo completa 30 anos de idade. Aí vocês vão me perguntar: Queeeeeeeeeeem?

Essa foto foi tirada no FP1 da China em 2006 (Spyker)
Viu a foto e não decifrou? O nome dele é Alexandre Prémat, francês, que chegou a ser promessa na A1GP e na GP2 na metade dos anos 2000, mas enveredou para os carros de turismo após essa experiência na F-1, quando fez treinos livres com a Spyker na temporada de 2006, passando por DTM, Le Mans Series, ALMS e agora na V8 Australiana.
Ainda não lembra dele? Então agora certamente você saberá quem é:
Lembrou da panca? Aconteceu em 2010 no circuito de Adria, na Itália. Teve sorte de estar vivo para fazer trintinha, né? Merece um autógrafo.

Bjorn Wirdheim… Quem? Ah, aquele!

Wirdheim, "top 3" no "Prêmio Vergonha Alheia"
Hoje é aniversário de Bjorn Wirdheim. Quem é Bjorn Wirdheim: um piloto sueco de 32 anos, com experiência considerável em categorias como F-3, F-3000, Champ Car, F-Nippon e Super GT, além de testes para BAR, Jordan e Jaguar na F-1.
Apesar da experiência, Wirdheim nunca será esquecido por conta deste episódio acontecido em 2003. O maior fiasco da história do automobilismo recente desde Nigel Mansell no GP do Canadá de 1991: a comemoração de uma vitória antes da bandeirada. Vitória que deixou de ser vitória e virou vergonha alheia.
Ele foi campeão da F-3000 naquele ano, mas ninguém nunca esquecerá aquela vitória... de Nicolas Kiesa! Vejam a cara de Christian Horner, chefe da equipe.
Raridade – GP da Austrália de 1969

Este vídeo é um registro histórico, que não conta nos registros oficiais da prova
Essa corrida não consta na lista de Grandes Prêmios realizados no país dos cangurus. Mas devia, pela qualidade do grid que participou da prova com carros utilizados nas corridas de Fórmula 1 da época.
Quem conhece os nomes de Chris Amon, Piers Courage, Jochen Rindt, Frank Gardner, Alfredo Costanzo, Graham Hill, Max Stewart e Derek Bell sabe do que estou falando.
Esta raridade é uma prova completa realizada no ano de 1969 na pista de Lakeside, e mostra um momento de transição importante da Fórmula 1, que passava a conhecer as asas dianteiras e traseiras. Prova disso são algumas extravagâncias, como as asas traseiras altíssimas, o que logo foi banido por questões de segurança.
Enfim, enquanto os treinos livres não começam, ajuste o cinto, coloque o óculos de sol do Elton John que sua mãe ainda tem guardado e acelere com a gente nesta volta ao passado. Quem ama as baratinhas vai se deliciar.
Treinos classificatórios: como eram até o fim dos 90

Pra muita gente, os treinos de classificação da Fórmula 1 são muito chatos. Principalmente nas décadas de 80 e 90, quando eram divididas em duas partes e nem sempre eram emocionantes.
Mas, com o passar do tempo, eles têm o seu valor. Para bons saudosistas, como eu, é uma oportunidade de ver carros lindos do passado no máximo de seus desempenhos. E, graças ao YouTube, é possível reviver tudo isso.
Até 1995, a classificação era dividida em duas partes de 60 minutos corridos, uma na sexta e outra no sábado. De 1996 a 2002, passou a ser uma só, de 60 minutos. Em 2003, a pré-classificação voltou e os pilotos entravam uma vez cada, mas não deu certo e, a partir de 2006, tem o formato de hoje, dividido em três partes, mais agitado.
Fiz uma pequena busca (principalmente por sessões inteiras) e encontrei coisas muito legais, com qualidade boa de imagem, na maioria dos casos. Se você assistir uma delas por dia, quando for ver o treino de Melbourne estará bem próximo.
Assista, relembre, descubra (caso você tenha entre 10 e 20 anos) e, principalmente, delicie-se.
2ª Classificação do GP da Inglaterra de 1984
2ª Classificação do GP da Austrália de 1989
2ª Classificação do GP do Canadá de 1990
1ª Classificação do GP do Brasil de 1991
2ª Classificação do GP de Portugal de 1992
1ª Classificação do GP da Austrália de 1993
1ª Classificação do GP do Pacífico de 1994
2ª Classificação do GP da Alemanha de 1995
Classificação do GP da Inglaterra de 1996
Classificação do GP da Europa de 1997
Classificação do GP da Argentina de 1998
Classificação do GP da Itália de 1999
Como eram os testes da F-1 no passado?

Aguri Suzuki treina com a Zakspeed (F1 Nostalgia)
Não demorou muito para me bater essa curiosidade. Afinal, na época o que mais tínhamos eram uma revista especializada e os jornais. Imagens de TV eram coisa rara. Por isso, dei uma buscada na internet e o que eu achei está aqui, curta muito.
Testes em Donington Park, 1989
Testes em Zandvoort, 1989
Testes de pneus, 1988
http://www.youtube.com/watch?v=RZ-WfntDm1w
Testes em Silverstone, 1990
http://www.youtube.com/watch?v=QQL1VjeXuqE
Brabham e Tyrrell testam em Kyalami, 1991
Equipes testam em Silverstone, 1991
http://www.youtube.com/watch?v=mTCmzQ4mh5c
Teste Jos Verstappen em Silverstone, 1994


