15abr/130

WEC dá show e Brasileiro de Endurance tem capotagem em Tarumã

Não tem nem comparação: o WEC é o campeonato mais charmoso do planeta. Não existe carro de corrida mais bonito que o protótipo. Principalmente os descobertos, apesar de todos os carros da divisão principal serem cobertos.

Além disso, os melhores carros do GT mundial e uma corrida sem frescura, de seis horas e quem chegar na frente ganha. Por ser longa, seu formato a impede de passar na TV, mas há a exibição ao vivo pelo próprio site oficial, de altíssima qualidade; ou seja: só perde quem quer.

E quem diz que corridas assim não têm graça, as Seis Horas de Silverstone foi decidida em seus momentos finais, em uma disputa particular da Audi, que desbancou a Toyota, dona da primeira fila. As vitórias de Antonio Pizzonia na LMP2 e Bruno Senna na LMGTE Pro, além do segundo lugar de Fernando Rees na LMGTE Am, só fortalecem mais o WEC, que pousa por Interlagos no início de setembro.

Vamos ver alguns momentos dessas Seis Horas:

Largada

Momento de chuva rápida

Ultrapassagem no final e bandeirada

E vejam este flagra da prova de abertura do Brasileiro de Endurance em Tarumã, que também foi válida pelo campeonato local: a capotagem de uma Ferrari, que levou um toque por trás na entrada da primeira perna da curva final e acertou a barreira de pneus antes de tombar.

28mar/138

20 anos

Hoje, 28 de março, marca 20 anos de um dos dias mais importantes da minha vida. Foi quando eu vi a mágica acontecer. É um daqueles dias que eu não esqueco um minuto sequer do que aconteceu. Foi o dia do GP do Brasil de 1993. Aos dez anos de idade, aquilo ali me marcou mais que qualquer outra coisa. Até hoje me lembro.

Lembro quando caiu uma pancada de água em casa e, 15 minutos depois, desabou no autódromo. Lembro de cada minutinho daquela corrida, dos acidentes de Prost, Fittipaldi, dos carros espalhados na reta, da felicidade que eu senti na hora da bandeirada, ao ver ele ser carregado, o público invadindo a pista. No dia seguinte, comprei todos os jornais, fiz trabalho voluntário para a escola, lembro que foi primeira página da Folha, do Estado, ganhei do meu amigo Caio (sei lá o que aconteceu dele) a revistinha que distribuíam no autódromo e guardei como meu grande prêmio (até hoje). É o símbolo da época mais feliz da minha vida.

Apesar de eu ficar espantado que se completam 20 anos deste dia, e que estou chegando aos 30, eu fico mais é feliz em rever essas imagens. Inclusive, tenho um especial completo sobre 1993 que está em fase de finalização e virará uma série no blog, que deve durar alguns meses.

Vamos nos deliciar com este momento histórico:

27mar/130

Uma corrida inteira da MotoGP de carona com Valentino Rossi

Esses dias eu postei uma onboard inteira de uma corrida de Gerhard Berger no GP de Portugal de 1989. Agora, eu consegui uma coisa tão legal quanto: que tal uma prova todinha em Le Mans de carona com Valentino Rossi?

O ano não está explícito no vídeo, mas é dos tempos de Yamaha Gauloises. É uma forma de aquecer as turbinas para esse retorno do "The Doctor" à casa onde ele jamais devia ter saído.

27mar/130

Turbo

Um caracol que sonha em ser veloz e competir nas 500 Milhas de Indianápolis. Este é o tema da mais nova produção da Dreamworks, Turbo, que estreia em julho nos Estados Unidos. Tem tudo para agradar de crianças a marmanjos que adoram automobilismo. A prévia em sí já é bem legal, confiram:

25mar/130

Vídeos da semana

Ah, que delícia, os vídeos da semana estão de volta! E, com a GP2 na parada, a ação é intensa!

Vamos começar com a pequena decolagem de Marcus Ericsson na prova 1 em Sepang:

James Calado, um dos destaques do ano passado, também bateu forte:

Quem perdeu as corridas e quiser ver ambas na íntegra, a Prova 1 está AQUI e a Prova 2 está AQUI, só clicar.

Não viu a Fórmula Indy? Aqui está um resumo oficial de cinco minutos, com todos os acidentes inclusos, como os de Franchitti, Saavedra, Bia com Kimball e cia.

Na Indy Lights, uma batidinha sem graça:

E a Nascar, então? Que loucura. Batida a metros do fim entre Logano e Hamlin, com Busch vencendo e Stewart partindo para cima de Logano. Para mim, Stewart tem razão. Não em bater, mas na reclamação.

Na F-3 europeia, que começou neste fim de semana, Mans Grenhagen mostrou como se capota um carro.

E temos, claro, a F-1 e suas polêmicas. O que Nico Rosberg disse no calor do momento:

A coletiva de imprensa após o pódio, gravada diretamente da TV, mas com um alto valor:

Aqui, Webber falando no chiqueirinho. A qualidade é ruim, coloque um fone de ouvido se quiser entender melhor, pois o inglês australiano dele é horroroso.

Em seguida, Vettel, de cara amarrada, faz seu mea culpa.

Vocês notaram o dedo do meio de Webber para Vettel?

E Christian Horner, o que achou disso tudo?

E Helmut Marko, o grande defensor de Vettel, não o defendeu, não…

19mar/130

Relembrando Colin McRae

Um dos grandes pilotos da história do rali se chama Colin McRae. Este escocês se tornou inesquecível a bordo do carro azulzinho da Subaru e, em seguida, o branquinho da Ford. Competiu em 146 etapas entre o Rali da Suécia de 1987 e o Rali da Turquia de 2006.

No total, foram 25 ralis vencidos, 477 estágios ganhos e 42 pódios. Infelizmente, um acidente de helicóptero, pilotado pelo próprio, tirou sua vida, a de seu filho e de duas outras pessoas em 15 de setembro de 2007.

Neste documentário abaixo, o ciclista Chris Roy, 11 vezes campeão mundial e hexacampeão olímpico, tem em McRae seu ídolo de infância e poderá sentir o gostinho de pilotar os principais carros usados pela lenda em usa carreira.

Confira esta história deliciosa nos próximos 59 minutos.

18mar/130

Capô traiçoeiro

Veja de carona a primeira volta de Patrick Gonçalves na etapa de Curitiba. Depois de uma boa largada, no meio da segunda volta o capô simplesmente sobe e impede sua visão, o forçando a ir para os boxes.

18mar/131

GP da Austrália em 60 segundos

14mar/131

Há exatos 20 anos…

... Rubens Barrichello e Michael Andretti estreavam na Fórmula 1, no GP da África do Sul. Enquanto Barrichello era uma jovem promessa oriunda da F-3 e F-3000 e firmava uma aliança com a então modesta (porém ambiciosa) Jordan, Andretti já era uma estrela consagrada na Fórmula Indy, que estava em seu auge, e vinha para formar uma forte dupla com Ayrton Senna, com o objetivo de levar a McLaren de volta aos anos dias de glória.

O ano não foi dos melhores para os dois. No caso de Barrichello, foi um ano tradicional de adaptação. Ele teve grandes atuações (como em Donington e Suzuka), mas foi constantemente vítima de problemas mecânicos em metade das provas do ano, abandonando outras duas por colisão. Das sete que completou, três foram no "top 10".

Atualmente, Barrichello segue em atividade, como piloto da Stock Car, após dois vice-campeonatos e uma dezena de vitórias em sua fase na Ferrari. Como presente, um vídeo em alta qualidade do melhor momento dele na temporada 1993.

Já Andretti sofreu. Acabou servindo de bode expiatório na briga entre F-1 e a Indy, que levou o então campeão Nigel Mansell no fim de 1992. Sem poder treinar e se adaptar, o norte-americano viveu de vexames. "Vamos dizer que não foi uma experiência prazerosa. Foi uma época onde acho que fui pego em uma briga política no automobilismo e isso não foi uma boa experiência", disse.

Seu filho, Marco, que só testou na F-1, pela Honda em 2006, foi bem mais fundo. "Aquilo foi uma sabotagem. As pessoas não sabem a história real. Queriam que ele falhasse. Foi um acordo ruim. Na realidade, eles tinham Mika Hakkinen pronto por muito menos que meu pai recebia. Eles faziam o carro agir de forma estranha eletronicamente, coisas fora de seu controle. E o maior apoiador do meu pai foi Ayrton Senna. Ele era um dos poucos que realmente sabiam o que estava acontecendo e acho que ele acreditava no meu pai. Em Monza, ele disse para dar ao meu pai exatamente o mesmo carro que ele."

Como todos sabem, em Monza, Andretti foi ao pódio com o terceiro lugar. E, em seguida, foi embora da F-1 para sempre. Hoje em dia, Andretti se tornou um dos chefes de equipe mais vitoriosos da Indy, sendo tetracampeão com Tony Kanaan, Dan Wheldon, Dario Franchitti e Ryan Hunter-Reay. Abaixo, um resuminho do que foi a experiência de "Andrettinho" na F-1.

 

7mar/134

Uma aula de transmissão e de corrida

Pouca gente dá o devido valor para algumas coisas, e essas coisas ficam no canto, empoeiradas. Porém, quando a gente tira do canto e passa um pano, brilha de arder os olhos.

Os anos 80 foram grandes tempos da Indy, ou CART. A segunda metade, principalmente, com o grande boom de popularidade no mundo todo, com carros modernos, mais rápidos que os F-1 e um grid estrelado, mesclando grandes nomes do automobilismo mundial (Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Teo Fabi) com estrelas regionais e seus filhos (Al Unser Sr. e Jr., Michael e Jeff Andretti, AJ Foyt, Danny Sullivan, Kevin Cogan, Bobby Rahal, Raul Boesel, Arie Luyendyk e Roberto Guerrero, entre outros), além de grandes montadoras, como a Porsche.

E, para vocês, apresento a corrida final da temporada, em Tamiami Park, Miami. Uma pista de rua linda, que lembra muito as australianas Melbourne e Adelaide. A corrida em si foi um espetáculo, de encher os olhos, cada hora com alguém em evidência e ultrapassagens incríveis, como a de Al Jr. em Mario Andretti. Além disso, a transmissão é preenchida por materias muito boas, como uma explicando o fracasso da Porsche até o momento, a recuperação de Roberto Guerrero após um acidente em Indianapolis, entre outras coisas no show de transmissão feito pela ABC.

Vale cada segundo.