A próxima estrela da F-1 pode ser holandesa

A Holanda é um país pequeno localizado na Europa Ocidental, com uma área de somente 41.528 km², mas que pode crescer muito nos próximos anos no automobilismo mundial, por conta de sua mais nova revelação, o piloto Robin Frijns.
No último fim de semana, o competidor nascido na cidade de Maastricht em 7 de agosto de 1991 conquistou, em sua temporada de estreia, o título da World Series by Renault, campeonato que faz frente à GP2 como porta de acesso à F-1. Uma conquista de colocar respeito a muito marmanjo por aí.
Foram três vitórias (Motorland, Moscou e Hungaroring), oito pódios, quatro poles e uma volta mais rápida em 17 corridas, disputando contra nomes mais famosos e experientes, caso de Jules Bianchi (piloto de testes da Ferrari e da Force India) e Sam Bird (piloto de testes da Mercedes), seus principais rivais na disputa pela taça.
O título é resultado de uma carreira curta, porém meteórica: sua estreia nas pistas foi apenas em 2009, na F-BMW europeia, quando já conquistou um bom terceiro lugar na temporada, vencendo o título no ano seguinte, com um domínio absoluto e o número de seis vitórias. Junto à F-BMW, fez algumas participações na F-Renault NEC, do norte europeu.
O ano de 2011 de Frijns foi dedicado apenas à F-Renault, levando o título europeu com cinco vitórias e ficando em quarto na divisão NEC. Em todos esses campeonatos, ele representou a equipe Josef Kaufmann Racing. A temporada atual foi vital para as pretensões do piloto, que rompia esta aliança confiável e competiria em um carro com o dobro de potência ao que estava acostumado.
O resultado pôde ser visto na pista e Frijns ganhou como recompensa um teste pela Red Bull, coisa que poucos pilotos conseguiram. Inclusive, ele já passou o compatriota Giedo van der Garde como principal representante do país nas pistas e favorito para entrar na F-1, campeonato onde seu país de origem nunca obteve êxito.
Foram 13 os pilotos holandeses que participaram de pelo menos uma corrida: Ben Pon, Dries van der Lof, Jan Flinterman, Michael Bleekemolen, Roelof Wunderink, Boy Hayje, Gijs van Lennep, Robert Doornbos, Jan Lammers, Huub Rothengatter, Carel Godin de Beaufort, Christijan Albers e ele, Jos Verstappen.
De todos, o melhor foi Verstappen. Foram 106 GPs disputados pelas equipes Benetton, Simtek, Footwork, Tyrrell, Stewart, Arrows e Minardi. Foram dois pódios, obtidos em seu ano de estreia, nos GPs da Hungria e da Bélgica, 17 pontos no total e um currículo invejável de acidentes e confusões.
Antes disso, dominou a F-3 com o título alemão e do F3 Masters, e, após deixar a F-1 em 2003, competiu por mais cinco anos, vencendo na A1GP e sendo campeão da Le Mans Series na divisão LMP2. A história de Verstappen e Frijns é parecidíssima neste ponto, com os dois sendo considerados futuros astros do esporte.
Se continuar nessa batida, Frijns pode não só ultrapassar Verstappen como até ser um dos principais pilotos da F-1 em um futuro próximo, podendo repetir os passos de pilotos como Michael Schumacher e Fernando Alonso, que levaram seus países, Alemanha e Espanha, respectivamente, ao topo do mundo.
Frijns faz parte de uma turma que, inclusive, deve povoar e disputar curvas no circo da F-1 em um futuro próximo. Em sua geração, estão grandes talentos como o português Antonio Felix da Costa, o finlandês Valtteri Bottas, os ingleses Max Chilton, James Calado e Nick Yelloly, os brasileiros Luiz Razia e Felipe Nasr, o sueco Marco Sorensen e o mexicano Esteban Gutierrez, além, claro, de Bianchi e Bird.
O cenário da F-1 para o futuro é o melhor possível, assim como para Frijns, que, com o título da World Series, deu um passo à frente em relação à maioria deles.
Cesar Ramos volta à World Series

Cesar Ramos correrá no lugar de Richie Stanaway
Uma ótima notícia surgiu nesta semana com o retorno de Cesar Ramos para a World Series. O gaúcho de Novo Hamburgo, que disputou a temporada passada e andou em uma Ferrari de F-1 também em 2011, como prêmio pelo título da F-3 italiana, substituirá Richie Stanaway na Lotus.
Stanaway sofreu um terrível acidente na etapa de Spa e ficará de fora do resto da temporada. Isso abriu uma boa porta para Ramos, que, em uma equipe de ponta, será sério candidato a pódios e vitórias. Basta a ele se adaptar rapidamente ao novo carro da categoria.
Uma ótima virada na carreira deste promissor brasileiro, que ocupava o posto de "futura estrela" antes do surgimento de Felipe Nasr. Enquanto não conseguia uma vaga para competir em alto nível, Ramos conversou no GT Brasil e era um dos instrutores da Advanced Driving School, escola de pilotagem no Rio Grande do Sul.
Com isso, a turma da World Series passa a ter quatro brasileiros: Ramos, André Negrão, Yann Cunha e Lucas Foresti. A próxima etapa é nos dias 30 de junho e 1º de julho, em Nurburgring.
World Series inicia testes de olho em 2012
A World Series realizou nesta terça-feira o primeiro dos dois dias de testes pré-temporada no circuito Le Castellet, mais conhecido como Paul Ricard.
No combinado de tempos, a Fortec foi a mais rápida com Robin Frijns, seguido de Richie Stanaway, da Lotus, e Jules Bianchi, da Tech 1.
O melhor brasileiro foi André Negrão, da Draco, que já havia disputado provas na temporada passada. Lucas Foresti, décimo pela manhã, fechou o dia em 22° com a Dams, enquanto Yann Cunha estreou pela Pons em 24°.
Nesta quarta-feira, acontecem mais testes. Confira os tempos e veja os nomes que disputarão a temporada 2012 da World Series:
Manhã
1 - Daniil Move - P1 - 1'48"456 - 12 voltas
2 - Marco Sorensen - Lotus - 1'48"684 - 29
3 - Alexander Rossi - Arden Caterham - 1'48"815 - 12
4 - Robin Frijns - Fortec - 1'48"852 - 9
5 - Walter Grubmuller - P1 - 1'48"895 - 23
6 - Sam Bird - ISR - 1'48"940 - 13
7 - Jules Bianchi - Tech 1 - 1'49"109 - 12
8 - Anton Nebilitskiy - RFR - 1'49"127 - 25
9 - Carlos Huertas - Fortec - 1'49"161 - 14
10 - Lucas Foresti - Dams - 1'49"204 - 32
11 - Richie Stanaway - Lotus - 1'49"222 - 19
12 - Kevin Korjus - Tech 1 - 1'49"278 - 25
13 - Andre Negrao - Draco - 1'49"297 - 19
14 - Arthur Pic - Dams - 1'49"549 - 33
15 - Nico Muller - Draco - 1'49"664 - 13
16 - Kevin Magnussen - Carlin - 1'49"701 - 14
17 - Nick Yelloly - Comtec - 1'49"753 - 22
18 - Will Stevens - Carlin - 1'50"454 - 14
19 - Vittorio Ghirelli - Comtec - 1'50"706 - 21
20 - Yann Cunha - Pons - 1'51"459 - 18
21 - Zoel Amberg - Pons - 1'51"477 - 22
22 - Giiovanni Venturini - BVM Target - 1'51"846 - 14
23 - Jake Rosenzweig - ISR - 1'51"951 - 5
24 - Nikolay Martsenko - BVM Target - 1'53"357 - 9
25 - Mikhail Aleshin - RFR - sem tempo - 0
26 - Lewis Williamson - Arden Caterham - sem tempo - 0
Tarde
1 - Robin Frijns - Fortec - 1'47"006 - 14 voltas
2 - Richie Stanaway - Lotus - 1'47"125 - 10
3 - Jules Bianchi - Tech 1 - 1'47"252 - 25
4 - Alexander Rossi - Arden Caterham - 1'47"302 - 17
5 - Carlos Huertas - Fortec - 1'47"388 - 18
6 - Arthur Pic - Dams - 1'47"445 - 22
7 - Kevin Magnussen - Carlin - 1'47"531 - 14
8 - Andre Negrao - Draco - 1'47"576 - 20
9 - Walter Grubmuller - P1 - 1'47"757 - 20
10 - Marco Sorensen - Lotus - 1'47"757 - 7
11 - Lewis Williamson - Arden Caterham - 1'47"989 - 24
12 - Nico Muller - Draco - 1'48"286 - 12
13 - Daniil Move - P1 - 1'48"317 - 17
14 - Kevin Korjus - Tech 1 - 1'48"501 - 13
15 - Sam Bird - ISR - 1'48"519 - 4
16 - Vittorio Ghirelli - Comtec - 1'48"933 - 20
17 - Giovanni Venturini - BVM Target - 1'49"383 - 27
18 - Mikhail Aleshin - RFR - 1'49"613 - 20
19 - Anton Nebilitskiy - RFR - 1'49"702 - 11
20 - Nick Yelloly - Comtec - 1'49"814 - 11
21 - Nikolay Martsenko - BVM Target - 1'49"843 - 38
22 - Lucas Foresti - Dams - 1'50"010 - 29
23 - Jake Rosenzweig - ISR - 1'50"317 - 13
24 - Yann Cunha - Pons - 1'50"404 - 28
25 - Zoel Amberg - Pons - 1'50"435 - 16
26 - Will Stevens - Carlin - 1'50"710 - 6
Crash: Canamasas tenta dar uma de Superman na World Series em Mônaco com ajudinha de Ramos
Além da F-1 e da GP2, o Principado de Mônaco recebeu uma corrida da World Series na manhã do domingo. A prova teve outro carro com as cores da Red Bull, pilotado por Daniel Ricciardo, cotado como futura estrela da categoria.
Os brasileiros não foram bem. André Negrão abandonou, assim como César Ramos. No entanto, Ramos ainda foi classificado, por ter deixado a prova a duas voltas do fim em uma colisão com Sergio Canamasas, que poderia ter sido bem pior.
Os dois se dirigiram para a curva Mirabeau quando Ramos tentou uma manobra ambiciosa, por dentro. Canamasas não quis vender barato e até sustentaria a posição se tivesse espaço. Quando o espanhol acelerou, sua roda traseira tocou na dianteira de Ramos e o resultado foi uma decolagem alta e um impacto na diagonal com o guard rail.
Por sorte, Canamasas e Ramos escaparam ilesos. Mas que o espanhol se borrou, isso eu não tenho dúvida! Confiram:
Bonus Crash!: De presente, a batida entre Jan Charouz e Anton Nebylitskiy umas voltas antes e algumas curvas depois.


