26fev/131

Stock Car inicia 2013 na base do “menos é mais”

A temporada de 2013 da Stock Car tem início neste fim de semana em Interlagos. Nem parece que se passaram três meses desde a última corrida, mas muita coisa mudou neste período, exceto o carro: este sim, permanece o mesmo, com leves alterações, desde 2009.

Tem gente que acha que o logo é a principal mudança de impacto, ou a milionésima volta dos pneus Pirelli, ou o fim das transmissões das 12 provas ao vivo pela Rede Globo (este ano são quatro, com o restante sendo exibido pelo SporTV). Mas, para mim, a alteração mais significativa (que ainda não foi 100% confirmada) deve ser a redução das atividades de três para dois dias.

Caso seja efetivada a redução dos dias de atividades em pista, esta alteração cortará custos (alguns não concordam, afirmando que as passagens de avião ficarão mais caras) e vai gerar impacto em todos os envolvidos, uma vez que este formato de três dias de atividades praticamente nunca foi alterado. Mas acredito que será uma mudança bem-vinda não só financeiramente, uma vez que as pessoas, mesmo aquelas apaixonadas por velocidade, terão um dia a mais para ficar com seus familiares.

Em um universo onde as pessoas trabalham quase todos os finais de semana em diversos campeonatos diferentes para sobreviver, um dia a mais dormindo na própria cama e próximo da família faz diferença, sim.

Neste fim de semana, em Interlagos, acontecerão atividades na sexta-feira, mas elas serão extras e servirão para os pilotos desenferrujarem, uma vez que a Stock Car não permite atividades de pré-temporada. Será um dia que não mostrará muita coisa na prática, pois todos terão pneus novos à disposição, mas todas as equipes farão o máximo de uso desta oportunidade. Ou seja, esta talvez deverá ser a primeira e única sexta mais movimentada dos últimos anos.

Na pista, uma boa novidade é a volta de Goiânia, mas só acreditamos vendo. Já na parte dos pilotos, a permanência de Rubens Barrichello por mais um ano deve ter sido vista pela categoria como uma salvação, uma vez que o ex-piloto de F-1 chama a atenção por onde vai, atraindo fãs e detratores, uma vez que é uma das maiores personalidades do esporte brasileiro das últimas décadas.

Contudo, é muito difícil apontar favoritos na Stock Car. A igualdade no equipamento, a estabilidade das regras faz com que o jogo fique cada vez mais apertado. É claro que as equipes ricas, como Red Bull, Shell, Eurofarma, AMG e Ipiranga sempre largam na frente, mas é difícil apontar um nome, até mesmo o de Cacá Bueno.

Acredito que esta será uma das temporadas mais equilibradas dos últimos tempos e torço para que seja um campeonato que encha os olhos de quem gosta de automobilismo e encontre o seu nicho que tanto busque. Que a Stock Car trabalhe em prol do esporte crie uma base sólida de seguidores, aí o resto vem naturalmente.

Para celebrarmos o retorno da Stock Car, uma corrida completa de 1994 em Brasília (pista mista), quando aconteciam duas baterias de 20 minutos, sendo uma delas exibida ao vivo pela extinta TV Manchete (com Luis Carlos Largo e os amigos Américo Teixeira Jr. e Gelson Negrão). Não vou dizer quem ganhou, mas é muito legal rever gente tão legal correndo.

 

23mai/120

GP de Mônaco, 1994: a dor de virar a página

Homenagem a Senna antes da corrida: a dor ainda era forte

O GP de Mônaco de 1994 não foi nada de tão espetacular dentro da pista, com vitória de Michael Schumacher, da Benetton, com mais de 37 segundos de vantagem para Martin Brundle, da McLaren.

Foi uma prova que apenas 11 pilotos terminaram, com os brasileiros Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi ficando pelo caminho, mas não foi isso que chama a atenção, mas sim o clima sombrio que imperou no circuito.

Era a primeira corrida em Mônaco sem Ayrton Senna, o maior vencedor da história da prova até os dias atuais. Uma homenagem foi feita pelos pilotos e organizadores, com a primeira posição no grid não sendo utilizada e pintada com a bandeira do Brasil e a assinatura de Senna.

O medo imperava, com a morte de Senna e Ratzemberger em Ímola, apenas duas semanas atrás. E esse medo aumentou, e muito, com o acidente gravíssimo de Karl Wendlinger nos treinos livres, que o deixou em coma por algum tempo. Foi o suficiente para a F-1 entrar em pânico.

Foi com esse clima de tensão, onde o profissionalismo falou mais alto (nenhum piloto tinha clima para competir), que a Fórmula 1 correu em Montecarlo naquele ano. Um clima que consegue ser sentido 18 anos depois, ainda mais por quem viveu aquele momento de alguma forma.

28fev/122

Como eram os testes da F-1 no passado?

Aguri Suzuki treina com a Zakspeed (F1 Nostalgia)

Não demorou muito para me bater essa curiosidade. Afinal, na época o que mais tínhamos eram uma revista especializada e os jornais. Imagens de TV eram coisa rara. Por isso, dei uma buscada na internet e o que eu achei está aqui, curta muito.

Testes em Donington Park, 1989

Testes em Zandvoort, 1989

Testes de pneus, 1988
http://www.youtube.com/watch?v=RZ-WfntDm1w

Testes em Silverstone, 1990
http://www.youtube.com/watch?v=QQL1VjeXuqE

Brabham e Tyrrell testam em Kyalami, 1991

Equipes testam em Silverstone, 1991
http://www.youtube.com/watch?v=mTCmzQ4mh5c

Teste Jos Verstappen em Silverstone, 1994

1mar/112

VHS: Raridade – Senna, Ímola 1994

Isso eu nunca vi, e acho que ninguém nunca viu. A visão do acidente fatal de Ayrton Senna visto da arquibancada de Ímola. Mostra o começo da prova, o safety car, a batida e o resgate. Nunca achei que fosse ver imagens amadoras do acidente. De longe, não pareceu ser tão feio assim. Se bem que nem de perto pareceu...

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vhRbrKZjbVE]