13jan/125

Uma coisa leva a outra: Adelaide 95

Morbidelli na Austrália

Hoje é aniversário de Gianni Morbidelli, italiano que teve passagens por Ferrari, Minardi, Footwork, Scuderia Italia e Sauber.

Aí você vai me dizer: "Legal. Mas e daí?"

Bem, pesquisei sobre a carreira de Morbidelli na Fórmula 1 e existem dois pontos interessantes. O primeiro, claro, foi ele ter substituído Alain Prost na Ferrari. Mas o segundo é o que pretendo comentar aqui.

Morbidelli teve apenas um pódio, no GP da Austrália de 1995. E é essa corrida que vamos dar uma relembrada nesta sexta-feira 13, que foi tenebrosa mesmo para Mika Hakkinen.

Antes de ser campeão mundial, quando era um finlandês rápido, mas batedor, Hakkinen viu a morte de perto nos treinos livres. Ficou em coma por dias, passou meses dormindo com um olho aberto por não conseguir fechar. Sua bravura foi recompensada anos depois.

Outra coisa interessante: sabia que esta corrida foi a última a ter luz verde na largada? Sim. A partir de 1996 seriam cinco luzes vermelhas que se acenderiam gradualmente e apagariam juntas; esquema que é usado até hoje. Sem contar que foi a última de Adelaide, que deixa saudade até hoje.

A corrida foi digna de um encerramento da temporada: maluca. Teve o dedo do meio de Heinz-Harald Frentzen para Mark Blundell, a batida de David Coulthard e Roberto Moreno no pitlane, a vitória de Damon Hill com uma volta de vantagem para Panis, que recebeu a bandeirada com o motor estourado e Morbidelli em terceiro.

Reveja dois links: um com alguns momentos, a batida de Hakkinen, Courthard e Moreno, e outro com a chegada.

Ah, antes que eu me esqueça: parabéns, Morbidelli!

12ago/114

Roda Viva: um outro Rubens

Rubens Barrichello no GP do Brasil de 1995

Aproveitando a épica e inédita entrevista com Rubens Barrichello no TotalRace, apresento aqui um arquivo que há muito estava guardando: o programa Roda Viva, da TV Cultura, do início de 1995.

É uma outra entrevista marcante, que marca uma época determinante da carreira do brasileiro: quando iniciava sua terceira temporada na Fórmula 1 e o peso de ser o sucessor de Ayrton Senna estava todo acumulado em suas costas.

A sabatina feita pelo novinho Celso Miranda, o saudoso Candido Garcia, a jovem Barbara Gancia, o forte Marcus Zamponi, o modernoso Matinas Suzuki, além dos inoxidáveis Jan Balder e Claudio Carsughi, entre outros, apresenta um outro Rubens Barrichello, cheio de esperança e bastante inexperiente. "Falo as coisas com o coração", disse, em uma das diversas frases marcantes.

"Me sinto super tranquilo. Tenho dormido bem, acordado bem. Existe essa coisa maior da pressão, que sempre existirá, mas, acima de tudo, o apoio tão grande do povo me deixa realmente muito mais sossegado em termos de resultado, daquilo que realmente posso fazer em 1995."

Vale como o retrato de uma época, e da evolução de um piloto como competidor e pessoa. Quem diria que, 16 anos após esta entrevista, Rubens teria passado por uma montanha russa maluca na carreira e estaria vivo na F-1 até hoje.

A entrevista é completa, tem 1h30 minutos.

Confiram:

22jul/110

Grandes momentos do esporte: Nurburgring, 1995

Foi uma disputa que durou apenas alguns segundos, mas foi épica. Jean Alesi tinha acabado de vencer o GP do Canadá; Michael Schumacher precisava se impor no confuso campeonato e vencer uma corrida em casa. Os dois se enfrentaram a duas voltas para o fim do GP da Europa. O resultado foi esse:

21fev/110

Grandes momentos – Berger em Mônaco

O ano era 1995. A Ferrari resistia firmemente ao bico alto em seu carro ainda dotado do motor V12. O controle do carro por parte de Berger na curva do Casino é absolutamente genial, escorregando sua 412T2 até o limite. Confiram:

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