18mar/131

GP da Austrália em 60 segundos

16mar/130

Paciência

Não sei até que ponto andar na chuva é perigoso ou coisa de maricas. Há 22 e 24 anos, neste mesmo país, os pilotos andaram em condições tenebrosas e infinitamente piores. Em Melbourne, chegou a cair uma chuva forte acompanhada de ventania, mas nada naquela intensidade que foi em Adelaide.

Que coisa chata foi acompanhar essa classificação. Haja paciência para driblar o sono com tanta pouca ação. Em determinado momento, a impressão que me passou é que ficaram esticando esse treino de propósito por conta das televisões. Mas as autoridades de prova não estão lá por acaso e suas decisões precisam ser respeitadas. Claro, é fácil julgar as condições de uma pista vendo imagens dela vazia. Com os carros levantando spray é outra coisa.

No fim das contas os pilotos correram apenas o Q1. Vimos um espetáculo de confusões, o que foi legal, uma sessão caótica, impossível de julgar por conta de ser uma loteria. Começou com pista molhada, foi secando, aí molhou tudo de novo. E aí começou a novela. Como não dá pra brincar com a natureza e vidas estão em risco, temos de respeitar.

E a decisão ficou para a manhã de domingo. 21h de Brasília. Por um lado é legal. Mas que foi chato acompanhar, isso foi.

11mar/130

Vai começar!

Acabou a espera: a Fórmula 1 está de volta. Nessas horas que vemos como o tempo passa rápido, uma vez que ontem estava deixando Interlagos depois da última etapa.

Teremos novas caras, carros, cores e a expectativa de uma grande corrida pela frente sem favoritos. Caso pinte algum, ele não será levado tão a sério até a primeira corrida da temporada europeia.

Essa é a época daquele friozinho na barriga, daquela ansiedade para se esperar a quinta de noite para ver os primeiros treinos antes de dormir para encarar o dia seguinte - pelo menos aqui no Brasil.

E prepare o café, pois não só teremos a F-1 ao vivo, como, horas depois, a segunda etapa da Stock Car, em Curitiba, que passará ao vivo pelo SporTV. E, na outra semana, começa a Fórmula Indy em São Petersburgo. Neste domingo tivemos a F-Truck e a Nascar, que já está em sua terceira corrida, além do Mundial de Rali.

Ufa, o ano começou, que coisa boa. Então aproveite para se programar e não perder nada da F-1 e da Stock Car neste fim de semana.

GP da Austrália de F-1

Treino livre 1: quinta-feira, 22h30 - Rede SporTV (canal a definir)
Treino livre 2: sexta-feira, 02h30 - Rede SporTV (canal a definir)
Treino livre 3: sábado, 0h - Rede SporTV (canal a definir)
Classificação: sábado, 3h - Rede Globo
Corrida: domingo, 3h - Rede Globo/Radios Globo-CBN, Bandeirantes, Jovem Pan

Etapa de Curitiba da Stock Car

Treino livre 1: sábado, 8h
Treino livre 2: sábado, 11h20
Classificação: sábado, 15h10 - Rede SporTV (canal a definir)
Corrida: domingo, 11h - Rede SporTV (canal a definir)

Abaixo, dois previews só para você ficar com vontade.

2dez/120

Vídeos da semana

A Fórmula 1 acabou, mas o automobilismo segue comendo solto ao redor do mundo. Grandes disputas e pancadas marcaram este fim de semana, mas o que mais impressionou foi um acidente com um Medical Car!

O episódio aconteceu na etapa de rua de Sydney da V8 Supercars. Em um acidente, o carro de Shane van Gisbergen teve uma quebra no volante, ou na barra de direção, e, enquanto ele vinha devagar, o carro médico vinha atrás e o passaria. Isso se… vejam com seus próprios olhos.

Marco Zanuttini, na etapa de Valência do Ferrari Challenge, também protagonizou uma pancada impressionante.

Depois de uma reforma completa, Cascavel recebeu o GT Brasil neste fim de semana. Vamos ver como esses supercarros se comportaram de dentro do Mercedes SLS AMG de Renan Guerra.

Em Cascavel também teve definição de título da Elf Superbike. Veja quem levou a taça e cenas da disputa, como a queda de Danilo Andric.

Na Austrália, a V8 UTES, campeonato de picapes de lá, rolou um pile-up na largada, com cerca de 12 carros envolvidos. Um estrago.

O fim de semana também foi de muita celebração em Graz, cidade austríaca, país de origem da Red Bull. Sebastian Vettel levou o carro de 2012 para dar um passeio nas ruas, tomadas de torcedores fanáticos.

16mar/122

Fotos da sexta-feira em Melbourne

Muita gente deve ter visto o treino; muita gente, não. Mas garanto que todos ainda não mataram a curiosidade de conferir os carros da temporada 2012 em mais detalhes, ver cores, patrocínios, curvas. Por isso compilei as principais fotos fornecidas pelos próprios times. Algumas forneceram poucas; outras, muitas; mas acredito que saciarei um pouco a vontade de vocês. Amanhã postarei mais! Ah, e me digam qual carro vocês acharam o mais bonito! Eu vou de Marussia.

15mar/120

Raridade – GP da Austrália de 1969

Este vídeo é um registro histórico, que não conta nos registros oficiais da prova

Essa corrida não consta na lista de Grandes Prêmios realizados no país dos cangurus. Mas devia, pela qualidade do grid que participou da prova com carros utilizados nas corridas de Fórmula 1 da época.

Quem conhece os nomes de Chris Amon, Piers Courage, Jochen Rindt, Frank Gardner, Alfredo Costanzo, Graham Hill, Max Stewart e Derek Bell sabe do que estou falando.

Esta raridade é uma prova completa realizada no ano de 1969 na pista de Lakeside, e mostra um momento de transição importante da Fórmula 1, que passava a conhecer as asas dianteiras e traseiras. Prova disso são algumas extravagâncias, como as asas traseiras altíssimas, o que logo foi banido por questões de segurança.

Enfim, enquanto os treinos livres não começam, ajuste o cinto, coloque o óculos de sol do Elton John que sua mãe ainda tem guardado e acelere com a gente nesta volta ao passado. Quem ama as baratinhas vai se deliciar.

13jan/125

Uma coisa leva a outra: Adelaide 95

Morbidelli na Austrália

Hoje é aniversário de Gianni Morbidelli, italiano que teve passagens por Ferrari, Minardi, Footwork, Scuderia Italia e Sauber.

Aí você vai me dizer: "Legal. Mas e daí?"

Bem, pesquisei sobre a carreira de Morbidelli na Fórmula 1 e existem dois pontos interessantes. O primeiro, claro, foi ele ter substituído Alain Prost na Ferrari. Mas o segundo é o que pretendo comentar aqui.

Morbidelli teve apenas um pódio, no GP da Austrália de 1995. E é essa corrida que vamos dar uma relembrada nesta sexta-feira 13, que foi tenebrosa mesmo para Mika Hakkinen.

Antes de ser campeão mundial, quando era um finlandês rápido, mas batedor, Hakkinen viu a morte de perto nos treinos livres. Ficou em coma por dias, passou meses dormindo com um olho aberto por não conseguir fechar. Sua bravura foi recompensada anos depois.

Outra coisa interessante: sabia que esta corrida foi a última a ter luz verde na largada? Sim. A partir de 1996 seriam cinco luzes vermelhas que se acenderiam gradualmente e apagariam juntas; esquema que é usado até hoje. Sem contar que foi a última de Adelaide, que deixa saudade até hoje.

A corrida foi digna de um encerramento da temporada: maluca. Teve o dedo do meio de Heinz-Harald Frentzen para Mark Blundell, a batida de David Coulthard e Roberto Moreno no pitlane, a vitória de Damon Hill com uma volta de vantagem para Panis, que recebeu a bandeirada com o motor estourado e Morbidelli em terceiro.

Reveja dois links: um com alguns momentos, a batida de Hakkinen, Courthard e Moreno, e outro com a chegada.

Ah, antes que eu me esqueça: parabéns, Morbidelli!

30mar/112

Túnel do Tempo: Senna e a “pole acidental”

Senna, em sua última aparição com a McLaren (Foto: Jason Newton)

O clima era de despedida. Estava chegando ao fim uma das parcerias mais importantes da história do automobilismo, que havia rendido 34 vitórias, 44 pole positions, além de três títulos mundiais: o casamento de Ayrton Senna com a McLaren. Esqueçam Xuxa e Galisteu, o grande amor de Senna foi a equipe inglesa.

Contudo, este amor tinha data para acabar: 7 de novembro de 1993. Nas duas últimas temporadas, o time não conseguiu entregar ao piloto o que ele queria, e Senna passou a flertar com as curvas e a inteligência dos carros da Williams, que raptaram seu coração. O novo matrimônio foi inevitável. Mas, antes, era preciso encerrar o atual relacionamento.

O último ano começou turbulento, pois Senna cansara de ser coadjuvante e saberia que, com os fracos motores Ford, não teria o que fazer contra o eterno rival Alain Prost e a máquina de seus sonhos. Para o brasileiro, isso era um pesadelo. Mas ele tirou isso de letra, com uma temporada com contornos épicos.

Mesmo com um equipamento inferior até à Benetton do então impetuoso e, às vezes, exagerado Michael Schumacher, Senna venceu com maestria os GPs do Brasil e Europa, deu espetáculos de defesa contra Prost e Schumacher na África do Sul e na Inglaterra, e chegou a liderar o campeonato até a sexta etapa. No entanto, a superioridade do combo Prost-Williams imperou e Prost sagrou-se campeão com três provas de antecedência, no Estoril.

Com o campeonato já decidido, Senna tomou as rédeas do espetáculo. Em Suzuka, Senna e Prost reviveram a histórica primeira fila de 88/89/90, mas, desta vez, sem acidentes, com o tricampeão fazendo a primeira curva na frente e vencendo sem dificuldades, efetuando, inclusive, uma outra ultrapassagem no francês quando uma chuva torrencial caiu no circuito.

Com quatro vitórias conquistadas no braço, Senna moveu mundos e fundos em 1993, mas faltava uma coisa, que era sua especialidade: a pole position. Adelaide era a última chance de obter a posição de honra tanto no ano quanto na McLaren. Como se fosse obra do destino, foi no circuito de rua australiano que veio a pole acidental.

Com a McLaren MP4/8 número 8, Senna partiu para sua sequência de voltas rápidas, mas o combustível foi acabando e o brasileiro seguia na pista. No pitwall, Ron Dennis e Giorgio Ascanelli (hoje diretor técnico da Toro Rosso), tentavam falar freneticamente com o piloto pelo rádio, mas ele não ouvia. "Diminua a velocidade! Volta muito lenta, muito lenta!", gritavam. Mas nada de resposta.

Senna continuou na pista e o desespero foi aumentando, e a dupla passou a dar berros no rádio e socos na mesa. "Ele não consegue entender as instruções!" E, quando Ascanelli e Dennis olharam no cronômetro, a surpresa: o brasileiro havia registrado a pole position, com 1min13s271. Ao sair do carro e ouvir a história, Senna olhou incrédulo o monitor e sorriu: estava inventada a "pole acidental".

No dia seguinte, Senna venceu pela McLaren, com Prost em segundo. Foi a última vez que os dois estariam em um pódio na história da F-1. A mágica foi coroada na paz selada publicamente, com o brasileiro puxando o francês para o alto do pódio. Tudo graças à "pole acidental".

Confira como foi a volta, o diálogo sem resposta e a reação dos três personagens durante e após a pole no vídeo abaixo: