18jul/122

Vídeo da semana

Paul Tracy acelerando o Marlboro Penske PC93 Chevrolet #12 em 1993

Nesta semana não vamos falar de rodadas, confusões, acidentes, big ones, etcetera e tal. Vamos falar dessa jóia rara que pingou aqui no meu iutubi. O GP de Elkhart Lane de 1993 da Fórmula Indy, ou Texaco Havoline 200 at Road America. Super corrida, grid impecável, os carros mais bonitos, os melhores pilotos. Emerson, Mansell, Boesel, Tracy, Andretti, Gordon, Rahal, Sullivan, Goodyear... Tem até o Marco Greco!

13jul/125

Derrubem tudo de uma vez

Esta é a imagem que deve ser guardada: uma pista viva, inteira, não o engodo de hoje

Quando comecei a trabalhar com automobilismo, lá em 2001, já conhecia Interlagos. Adorava o templo da velocidade, o palco da Fórmula 1, mas tinha aquele desejo de conhecer uma pista em especial. Uma que estava no Super Monaco GP, que eu tinha lembrança de ter visto pela televisão por conta do cenário deslumbrante, do sol que torrava as cabeças, e das fotos características dos álbuns de figurinhas e revistas que existiam na época.

Mas de 2001 para a frente, só tive a chance de conhecer Jacarepaguá em 2008, quando da Corrida do Milhão. Pelo menos pude estar presente no último grande evento de verdade que aconteceu ali. Foram sete longos anos de espera, uma vez que, quando acompanhei o Renault Speed Show, em 2005/2006, a pista estava fechada. Quando pude pisar na pista carioca, ela já estava sem um pedaço.

A imagem daquele lugar lindo e vivo era forte na minha cabeça, mas, a cada passo, ela ia se desfazendo. Os boxes característicos, com suas coberturas em forma de arco, estavam lá. Por fora, uma bela viola, mas quando se entra nas garagens... Tanto nas de frente quanto nas de trás. Por serem os locais mais frequentemente usados, a coisa não era tão feia quanto nos locais administrativos, como as salas onde os organizadores dos eventos e a imprensa se alojam.

Estruturas danificadas, cupins, infestação de mosquitos, vidros quebrados, isopor ocupando os espaços do ar-condicionado, banheiros com aspecto sujo, azulejos amarelos, caixas de descarga (isso as que funcionam) com remendos à vista, vasos sem tampa, alguns com água escura, pois obviamente estão defeituosos. A parte de saneamento é, de longe, a mais delicada, a mais nojenta, o maior símbolo do descaso em qualquer lugar e o principal reflexo da saúde do circuito.

A torre de controle, outro "cartão postal" do circuito, também tem um aspecto de abandono total. Na parte de pista, os alambrados já estão todos enferrujados pela maresia, os muros infestados de trepadeiras, as arquibancadas todas descuidadas, a fachada caíndo aos pedaços, com grama alta e sinal dos tempos. Grama que só é cortada dentro da pista por motivos óbvios. Falo isso tudo no presente, pois, de lá para cá, nada mudou. Quando chove, então, muitas partes alagam.

Falei tudo isso no presente, pois, de lá para cá, nada mudou. Se mudou, pra melhor não foi. E só não destruíram o cenário de fundo (os belos morros que rodeiam o Rio de Janeiro), pois é inviável. Se desse para derrubá-los para a construção civil, pode ter certeza que isso aconteceria.

Vendo os telejornais locais, as materias que pontuaram a quinta-feira giravam em torno da destruição do Velódromo do Rio, construído para o Pan de 2007, mas fora dos padrões olímpicos. Por conta disso, tudo vai para o chão. Até aí OK, todos nós sabemos que é procedimento padrão construir as coisas para serem derrubadas e refeitas com o objetivo de superfaturar nas obras, mas o que me chamou a atenção foi outra coisa.

Em nenhum momento foi dito que, para ser construído o velódromo, parte do autódromo teve de ser aniquilada. Em três programas diferentes, ninguém se deu ao trabalho de falar isso. E, com a maior certeza, nenhuma pessoa que assistiu esses telejornais se lembrou que o velódromo foi erguido na parte Norte do circuito. Justamente pelo fato de que ninguém realmente faz questão de lembrar.

Isso tudo me fez notar que o autódromo de Jacarepaguá só importa para os poucos que gostam de automobilismo na região. A pista só fez parte do cartão postal do Rio quando a Fórmula 1 se prestava a correr lá. Depois que saiu, todo mundo voltou para suas praias e virou as costas para o local. A população, na verdade, defeca e caminha para a pista. Infelizmente, Jacarepaguá não é o Maracanã. Carioca não gosta de automobilismo e o esporte do momento não é outro. Prova disso foi a realização do UFC no HSBC Arena, construído, curiosamente, na curva Norte.

Por isso que ontem mudei minha opinião. Não vou mais pedir a preservação de Jacarepaguá, nem militar para que a pista sobrevive. Não sejamos hipócritas, a maioria dos cidadãos cariocas não têm interesse em preservar o seu patrimônio, a sua história. E nem sentirão falta do local.

É melhor acabar com tudo agora do que ver tudo definhando, acabando, como uma pessoa que tem uma morte lenta e dolorosa por conta de um câncer. E que você sabe que não tem como evitar.

A luta agora é para que o outro autódromo previsto para Deodoro saia do projeto e fique pronto logo. Mesmo que fique longe do belo cenário da Barra, dos morros e dos cartões postais da cidade, mesmo que fique no meio do nada, a quilômetros de distância da capital. O que importa é manter o automobilismo perto da segunda maior cidade do Brasil, mas longe o suficiente de locais onde possam derrubá-lo novamente.

Não gosto de ver ninguém sofrer sabendo que seus dias estão contados e que milagre nenhum vai acontecer. Como tudo o que fica nesta vida é a lembrança, prefiro quardar os milhares de momentos bons que aconteceram por aqui, e não esta imagem devastadora de hoje.

Acabem logo com isso.

PS: Quem gosta da pista de verdade tem um alento: Jacarepaguá já foi imortalizada em jogos e simuladores. As duas versões, a original, dos anos 80, em jogos como rFactor e GTR2, e a mutilada, no game da Stock Car.

27mai/120

Indy 500, a retrospectiva definitiva – Parte 6, o renascimento e a década brasileira

Castroneves recebe a bandeirada em 2002, na segunda de suas três Indy 500

A década de 2000 foi a mais brasileira de todas em Indianápolis. Foram nada menos que quatro vitórias, sendo três consecutivas e três de Helio Castroneves.

A primeira, em 2001, foi uma participação solo da Penske na IRL, assim como havia feito Chip Ganassi com o vitorioso Juan-Pablo Montoya no ano anterior. A experiência deu tão certo que, de 2002 para a frente, a Penske se mandou para a IRL e puxou todas as outras equipes da Champ Car até acontecer a fusão definitiva, em 2008.

Depois de vencer pela primeira vez em 2001, Castroneves repetiu o feito em 2002, mas a conquista mais dramática foi a de 2009, que veio após a carreira do brasileiro ir para o vinagre por conta de problemas fiscais nos Estados Unidos. Mas esta vitória não foi menos importante que a merecida conquista de de Gil de Ferran no ano de 2003.

Foi também a década do menor número de vencedores norte-americanos: Buddy Rice, em 2004, e Sam Hornish Jr., dois anos depois. Sorte para o neozelandês Scott Dixon, vencedor em 2008, o escocês Dario Franchitti, campeão em 2007 e 2010, e o saudoso Dan Wheldon, que conquistou a edição de 2005 e venceu a prova de 2011 de uma maneira inesquecível, que está bem fresca em nossa memória.

Foi a época que a Indy começou a reconstruir seu caminho rumo ao que era no passado. E, pelo menos uma vez por ano, exatamente em Indianápolis, ela atinge seu auge. Não é todo mundo que tem esse privilégio. Não é todo mundo que corre em Indianápolis. Enfim, Indianápolis é uma só e não poderia ter um dia tão especial para ela acontecer: exatamente junto com o GP de Mônaco.

Abaixo estão a lista de todas as corridas de 2000 até o ano passado, com destaque a um especial feito pela Bandeirantes com a história da prova, que encerra essa retrospectiva definitiva, eternizada aqui neste meu espacinho.

2000: clique aqui
2001: clique aqui
2002 - 1 de 4: clique aqui
2003: clique aqui
2004: clique aqui
2005: clique aqui
2006: clique aqui
2007: clique aqui
2008: clique aqui
2009: clique aqui
2010: clique aqui
2011: clique aqui

12mar/122

Quem é quem na Fórmula Indy em 2012

Estamos bem próximos do início da temporada 2012 da Indycar, e nada melhor do que começar um campeonato sabendo quem é quem. Por isso, fiz uma busca e conseguí 23 dos carros que estarão na pista em St. Petersburgo. Faltam alguns, como o de Katherine Legge (que é bastante parecido com o de Oriol Servia), mas dá para ter uma boa base.

Todas as fotos são de Michael Abbott, da LAT, parceira da categoria. Para você, qual o carro mais bonito? Eu, por exemplo, fiquei em dúvida entre o de Ryan Briscoe (#2), JR Hildebrand (#4), Tony Kanaan (#11) e James Hinchcliffe (#27).