6nov/123

Segunda metade de ano revela números significativos de pilotos e equipes

Vettel e Raikkonen, os mais constantes de 2012

Decidi colocar na ponta da caneta o rendimento dos pilotos nesta segunda metade da temporada em pontos e o resultado revelou números importantíssimos e algumas conclusões, como podemos ver abaixo:

1. Sebastian Vettel, 145 pontos
2. Kimi Raikkonen, 100
3. Fernando Alonso, 91
4. Lewis Hamilton e Jenson Button, 85
6. Felipe Massa, 72
7. Mark Webber, 47
8. Nico Hulkenberg, 30
9. Romain Grosjean, 29
10. Kamui Kobayashi, 25
11. Paul di Resta e Sergio Perez, 19
13. Nico Rosberg, 17
14. Pastor Maldonado e Michael Schumacher, 14
15. Bruno Senna, 12
16. Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, 8

- Sebastian Vettel vem mostrando que é merecedor do terceiro título mundial. Restando duas provas para o fim da segunda metade da temporada, ele já somou 34 pontos mais que na primeira metade.

- Fernando Alonso, nem se vencer as duas próximas provas, conseguirá igualar a primeira metade arrasadora de ano, quando somou 154 pontos e tinha 30 de vantagem para Mark Webber, e seu desempenho, comparado com Vettel, é pífio.

- Pior que Alonso só Mark Webber. De 120 pontos conquistados na primeira metade do ano, só 47 foram anotados até agora. Desempenho meio que justifica as trapalhadas em Abu Dhabi. Se a imprensa italiana reclama de Massa, imagino se a Red Bull fosse italiana.

- Felipe Massa, de longe, foi o que mais evoluiu. Dos 23 pontos somados nas primeiras dez provas do ano, ele passou para 72 nas oito provas da segunda metade, totalizando 95. Ele só somou 19 pontos menos que Alonso nas últimas oito corridas. Nada mal para um segundo piloto, não?

- Kimi Raikkonen foi o único que manteve a mesma toada de Vettel, somando mais pontos na segunda que na primeira metade até o momento (100 contra 98 das dez primeiras). Sua terceira posição só não é melhor por conta do carro que tem. Isso mostra que ele veio para ficar.

- A McLaren é equilibrada até nisso, nos pontos. Lewis Hamilton e Jenson Button anotaram 85 pontos cada, mas não podemos esquecer que o campeão de 2008 poderia ter somado muito mais, não fosse as quebras em Abu Dhabi e Cingapura, por exemplo. Mas Button somou mais pontos que na metade inicial.

- Romain Grosjean somou apenas 1/3 dos pontos do companheiro de equipe e do que anotou na primeira metade do ano. A pressão bate na cabeça do francês, que sabe: a batata está bem assada para seu lado.

- Se temos uma decepção maior que Webber nesta parte final do ano, ela é caracterizada na Mercedes. Nico Rosberg e Michael Schumacher, juntos, somaram apenas um ponto a mais que Nico Hulkenberg, da Force India, uma equipe bem menor que a alemã. A chegada de Hamilton é a chacoalhada que a equipe precisava.

- A Force India é realmente a melhor das equipes médias. Hulkenberg somou cinco pontos mais que Kamui Kobayashi, e Paul di Resta anotou a mesma quantidade de pontos de Sergio Perez, acomodado após a contratação pela McLaren.

- Williams e Toro Rosso também possuem pilotos com bastante equilibrio não só nos pontos, mas também na mediocridade, pois todos poderiam ter conquistado resultados bem melhores, mas vira e mexe se complicam.

Com base nisso tudo, não tem como não dizer que Vettel, levando a Red Bull sozinha nas costas, é o franco favorito ao título mundial, uma vez que as rivais ficaram pelo caminho por motivos diversos: a McLaren pelas quebras, a Ferrari por não conseguir manter o ritmo das primeiras provas e a Lotus por ter um carro um degrau abaixo.

E você, o que conclui disso tudo?

4out/124

Quando o prazer vira um fardo

Cansei de ouvir que Michael Schumacher estragou as estatísticas de sua carreira com esta volta à Fórmula 1 que teve um fim decretado nesta quinta-feira, com o anúncio de sua retirada definitiva. Se eu cansei, imagina ele. Por isso que parou.

Ele se disse aliviado em anunciar sua saída. É claro! Afinal, como se pilota em paz com um monte de gente na sua orelha, falando que você não é mais o mesmo, que virou um barbeiro e, inclusive, colocando em dúvida a credibilidade de tudo o que você conquistou no passado? Todo mundo sabia que a volta de Schumacher não era definitiva e que não seria mais a mesma coisa, uma vez que os carros mudaram muito. Assim como a de Lauda, que não aguentou ficar muito tempo longe da F-1, e Prost, que voltou somente para pilotar a nave da Williams, e até Mansell, que passou por uma situação vexatória no fim de sua carreira em uma equipe do porte da McLaren. OK, o austríaco e o francês conquistaram vitórias e títulos, ao contrário do alemão, mas os dois tiveram a oportunidade de andar em grandes carros e, principalmente, cometeram tantos erros quanto os de Schumacher.

Vamos usar Prost, o piloto mais próximo de Schumacher nos números e na contemporaneidade: quantos erros ele cometeu em 1993? Começamos pelo GP do Brasil, quando bateu em Christian Fittipaldi, passando pelos GPs da Europa e Mônaco, quando deixou o carro morrer nos boxes, queimou a largada, e foi literalmente humilhado por Ayrton Senna e seu carrinho de rolimã. Mas Prost não foi criticado, pois conquistou um título incontestável com um carro de outro mundo. Em 2010, quando Schumacher voltou, ele não chegou a cometer os erros que Prost teve na corrida (exceto a fechada em Barrichello na Hungria), mas não teve um carro digno de mostrar todo o seu potencial. E, na minha opinião, independente do que aconteceu, sua reputação permanece intacta, mesmo com os acontecimentos recentes.

Aliás, uma coisa que contou para todos os outros e não para Schumacher é que o carro da F-1 mudou brutalmente desde seu primeiro abandono ao retorno. Ao contrário dos outros. E isso deve ser bem ressaltado. Ele teve de reaprender, começar do zero. Prost, Lauda e Mansell, não. Essa é a grande diferença.

O que Schumacher mostrou nesta segunda volta é seu amor pela velocidade, a incapacidade de ficar distante dela, e sua coragem para tentar recomeçar, mesmo com a vida feita e um currículo impecável. Saiu da F-1 em 2006 pela porta da frente e quase perdeu a vida em um acidente de moto no ano de 2009 em busca dessa tão necessária adrenalina e do vento na cara. Sabendo que se continuasse assim a coisa pioraria, ele bateu no peito e voltou para a F-1. Antes correr protegido e bater que sair voando de uma moto.

Ele, mais do que nunca, é ciente de sua capacidade e sabe que seria o velho Schumacher com um carro na mão. Ele sabe a dor e a delícia de ser Michael Schumacher. Ele voltou por prazer, não por recordes, mas, a partir do momento em que se tornou um fardo, achou melhor sair. Comeu o pão que o diabo amassou. Mas ele poderá encher o peito e falar para quem quiser ouvir "Eu tentei" e sair pela porta da frente antes que alguém o enxote pelos fundos. Afinal, o que mais existe na F-1 e na imprensa automobilística é gente que nunca correu uma corrida e se considera dona da verdade.

Além, vai poder falar pra todo mundo que fica: "Você vão ter que comer muito arroz com feijão para chegar onde estou. Mas muito. E duvido que cheguem perto". Aliás, a retirada de Schumacher é a confirmação de Barrichello como piloto que mais correu na Fórmula 1: ele irá a 308 GPs, contra 326 do brasileiro.

Schumacher, parabéns, agora você poderá voltar ao seu lugar de destino: ao lado dos deuses do automobilismo, que é o seu lugar, sem ninguém te enchendo o saco.

13ago/121

Carros eternos: Ferrari F310

Um dos carros mais bonitos do mundo na minha opinião é a Ferrari F310, de 1996. Tanto com bico baixo quanto com alto, esse carro é um espetáculo e marca o fim de um layout tradicionalíssimo, uma vez que, a partir do ano seguinte, um outro tipo de pintura (e até tonalidade de cor) passou a ser aplicado.

Não preciso nem dizer que esta é uma das miniaturas que mais tenho apreço. É um xodó. E, hoje, me deparei com alguns vídeos daquele ano, com Schumacher cruzando a linha de chegada em Ímola com a roda dianteira direita travada.

Nisso, acabei buscando e encontrando um vídeo com cenas belíssimas da campanha de Schumacher naquela temporada e, consequentemente, diversas imagens, layouts e desenhos utilizados na F310, carro que não trouxe tantos bons resultados assim.

Foi com este carro que ele cruzou a linha com a roda travada, bateu na primeira volta em Mônaco, nos treinos em Spa, teve o motor quebrado em plena volta de aquecimento na França. Em contrapartida, vitórias maiúsculas em Barcelona, Spa e Monza.

Veja um vídeo sobre Schumacher, a F310 e 1996:

26jun/1233

Imediatismo, o grande mal da Fórmula 1

Felipe Massa: cobrança infinita, compreensão nula

O imediatismo é um dos grandes fascínios do mundo moderno. E, de longe, um dos maiores males. O acesso rápido à informação, por exemplo, bate de frente com a necessidade exagerada de se publicar a mesma informação o mais rápido possível, mesmo às vezes ela nem sendo verdade.

No esporte, o imediatismo também existe, tem seus dois lados da moeda. Aliás, vários lados, principalmente no automobilismo, especialmente na Fórmula 1. É esse imediatismo que faz com que os jovens virem profissionais cada vez mais cedo. E aposentados, também, tamanha a pressão, implacável no mundo extremamente comercial e quase falido da F-1. Chegar lá já é uma missão heróica nos dias de hoje;  permanecer é tarefa para poucos e ricos.

É desta pressão que estamos falando. O querer tudo agora. Sem tolerância, sem segunda chance, sem tempo nem paciência. Falo, obviamente, de Felipe Massa. Ao invés de tentar descobrir, entender e apoiar, mesmo que seja complicado, o torcedor brasileiro, italiano e ferrarista, além de parte da mídia, querem sua cabeça a qualquer custo.

Felipe Massa é como uma pessoa em depressão, que, ao invés de receber apoio, só consegue ser puxada cada vez mais para baixo. Ainda mais quando vê seu companheiro de equipe ser capaz de fazer grandes exibições e ele, não. Sem entender e encontrar o motivo pelo qual isso está acontecendo. Que se esforça e tenta resolver seu problema, mas que não conta com a compreensão das pessoas dentro de sua própria casa (ou País), que querem resultados a todo instante e não aceitam um resultado que não seja a vitória.

É notório que Felipe Massa está tentando melhorar. E que está tentando não errar. E que está pesada a pressão. E que não há a mínima compreensão por parte de muita gente. O mais fácil é chamá-lo de perdedor, de ruim, de prego, de braço, de pescoço. Como se ele errasse de propósito, como se o talento dele tivesse desaparecido, ou nunca existido, ou que sua temporada de 2008 foi uma obra da sorte, apenas. E como se ele não tivesse o direito de errar ou de tentar se reconstruir. Como se, em um passe de mágica, ele resolvesse todos os problemas dele.

Uma pessoa em depressão não se cura de uma hora para a outra. É preciso tempo e cuidado. E ter tempo, na concepção da F-1 capitalista e do próprio brasileiro (cuja cultura se baseia em apoiar apenas quem vence, não quem tenta _o atleta é descartável), não é permitido ter. Pode ser que ele se recupere, ou pode ser que ele nunca mais volte a ser como era. Mas que ele tenta e pouca gente enxerga, isso é notório. Mas de maldade o inferno tá cheio e mais fácil é colocá-lo no paredão.

Se a pressão nos jovens por resultados imediatos é forte, a nos pilotos com mais experiência é pior ainda, como podemos ver com Massa. Quantas vezes ele já foi aposentado ou substituído na Ferrari. Quantas vezes aconteceu isso com Mark Webber e Rubens Barrichello, por exemplo; dois que mereciam um prêmio por durarem tanto tempo e suportarem coisas que muitos dos que apontam o dedo, humilham e ironizam não aguentariam nem uma semana. Michael Schumacher só sobrevive no cenário atual pelo currículo que tem; pelos resultados, já estaria fora. Se fosse Jacques Laffite, provavelmente, sucumbiria. Riccardo Patrese, então, não chegaria nem a 50 GPs. E, se você tem mais de 25 anos, muitos vão dizer que você está velho, que não presta e não vai durar.

Fico aqui pensando com meus botões. Um piloto arrojado, veloz, mas extremamente trapalhado e, que, na gana de ser o melhor, bate, como Nigel Mansell, teria sobrevivido na F-1 atual? Quantos Mansells já não ficaram pelo caminho? Afinal, nem todo mundo é Pastor Maldonado, que, convenhamos, só está onde está por conta do dinheiro que leva; caso contrário, já estaria fora pelo excesso de arrojo há muito tempo. Todo mundo sabe disso.

Quantas jóias raras já se foram desta forma antes mesmo de serem lapidadas. Que, às vezes, não têm uma temporada inteira sequer para poder aprender e colocar em prática o que aprenderam. E que, por conta disso, podem entrar em um buraco psicológico do qual sairão depois de muita luta e horas de análise. Afinal, muitos desses jovens pilotos perderam praticamente toda a infância investindo neste sonho e, desde pequenos, sofrendo pressões que não precisavam por conta deste imediatismo. De pilotos brasileiros, posso puxar uma lista que não tem fim.

Talvez seja a hora de pensarmos um pouco mais e pararmos de tratar alguns pilotos como o Capitão Nascimento trata o 02. Afinal, na hora de formar esse talento, ninguém deu um centavo, um apoio, um incentivo. Piloto também é ser humano, precisa de tempo. Não nascem sabendo e não são de ferro. Aliás, são heróis. Arriscam a vida e se doam para podar dar alegria a seu povo (se é certo ou não, é uma coisa involuntária, que está impregnada em todos por conta das atitudes de Ayrton Senna décadas atrás), que, em muitas vezes, é mal-agradecido. Ninguém melhor que o próprio Massa para falar disso. Proponho um exercício para vocês: se coloquem no lugar dele.

25mai/121

Senna e Mônaco, uma combinação perfeita

Senna em 1993, ano de sua última vitória no Principado

Quando se fala em Mônaco, não tem como não se falar em Ayrton Senna. Foi lá que ele apareceu, mostrou todo o seu talento, conquistou algumas das vitórias mais importantes da carreira, e falhas, também.

A prova de 1984 é "A" prova. Todos já falaram muito, mais que o suficiente, não tem o que dizer, só assistir e relembrar. Não foi uma vitória, mas é tratada como uma, afinal, foi um momento sublime de nosso esporte. Talvez não teria o mesmo destaque se não fosse Senna, mas revelou ao mundo do esporte uma nova estrela.

Em 1987, mais uma das históricas dobradinhas Senna-Piquet na F-1, e a primeira vitória de um brasileiro em Mônaco; não tem como não exaltar, mesmo tendo sido uma corrida sem muitas emoções, exceto para nós, brasileiros. Assim como em 1989, com uma vitória 52 segundos à frente de Alain Prost, onde o principal momento foi a DR entre Andrea de Cesaris e Nelson Piquet em plena curva Loews.

Entre essas duas corridas, uma não vitória de Senna, que era para ter sido dele, e, segundo o piloto, provocou uma mudança profunda em seu jeito de ser e de agir dentro da pista. O acidente a poucas voltas do fim o fez repensar muitas coisas. Já as edições de 1990 e 1991 foram vitórias fáceis e tranquilas, ao contrário de 1992, quando foi suada, na perseguição mais fantástica já vista por ali.

Por fim, em 1993, um golpe de sorte, com uma pilotagem consistente e os azares de Prost e Michael Schumacher renderam a Senna sua sexta e última vitória no Principado. Pela importância, destaco a vitória de 1992; as outras podem ser acessadas nos links abaixo:

1984 - corrida completa: clique aqui
1987 - resumo: clique aqui
1988 - resumo: clique aqui
1989 - resumo: clique aqui
1990 - corrida completa: clique aqui
1991 -corrida completa: clique aqui
1992 - resumo: clique aqui
1993 - corrida completa: clique aqui

23mai/120

GP de Mônaco, 1994: a dor de virar a página

Homenagem a Senna antes da corrida: a dor ainda era forte

O GP de Mônaco de 1994 não foi nada de tão espetacular dentro da pista, com vitória de Michael Schumacher, da Benetton, com mais de 37 segundos de vantagem para Martin Brundle, da McLaren.

Foi uma prova que apenas 11 pilotos terminaram, com os brasileiros Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi ficando pelo caminho, mas não foi isso que chama a atenção, mas sim o clima sombrio que imperou no circuito.

Era a primeira corrida em Mônaco sem Ayrton Senna, o maior vencedor da história da prova até os dias atuais. Uma homenagem foi feita pelos pilotos e organizadores, com a primeira posição no grid não sendo utilizada e pintada com a bandeira do Brasil e a assinatura de Senna.

O medo imperava, com a morte de Senna e Ratzemberger em Ímola, apenas duas semanas atrás. E esse medo aumentou, e muito, com o acidente gravíssimo de Karl Wendlinger nos treinos livres, que o deixou em coma por algum tempo. Foi o suficiente para a F-1 entrar em pânico.

Foi com esse clima de tensão, onde o profissionalismo falou mais alto (nenhum piloto tinha clima para competir), que a Fórmula 1 correu em Montecarlo naquele ano. Um clima que consegue ser sentido 18 anos depois, ainda mais por quem viveu aquele momento de alguma forma.

27ago/110

Vídeos da semana

A semana foi marcada pelo teste de Tom Cruise com a Red Bull e os 20 anos da estreia de Michael Schumacher na F-1. Os dois momentos têm vídeos bem legais, mostrando o capacete comemorativo do heptacampeão e imagens exclusivas do treino do ator norte-americano. Vamos a eles:

Capacete comemorativo de Schumacher

Teste de Tom Cruise

22ago/110

Schumacher na F-1, 20 anos

Aqui um vídeo legal garimpado dos 20 anos de Schumacher na F-1: sua primeira volta lançada de classificação no treino de sábado para o GP da Bélgica, com o belíssimo carro da Jordan.

O mais legal: os comentários de Reginaldo Leme destacando o talento dele. Vale a pena ver:

22jul/110

Grandes momentos do esporte: Nurburgring, 1995

Foi uma disputa que durou apenas alguns segundos, mas foi épica. Jean Alesi tinha acabado de vencer o GP do Canadá; Michael Schumacher precisava se impor no confuso campeonato e vencer uma corrida em casa. Os dois se enfrentaram a duas voltas para o fim do GP da Europa. O resultado foi esse: