Homenagem a Senna antes da corrida: a dor ainda era forte
O GP de Mônaco de 1994 não foi nada de tão espetacular dentro da pista, com vitória de Michael Schumacher, da Benetton, com mais de 37 segundos de vantagem para Martin Brundle, da McLaren.
Foi uma prova que apenas 11 pilotos terminaram, com os brasileiros Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi ficando pelo caminho, mas não foi isso que chama a atenção, mas sim o clima sombrio que imperou no circuito.
Era a primeira corrida em Mônaco sem Ayrton Senna, o maior vencedor da história da prova até os dias atuais. Uma homenagem foi feita pelos pilotos e organizadores, com a primeira posição no grid não sendo utilizada e pintada com a bandeira do Brasil e a assinatura de Senna.
O medo imperava, com a morte de Senna e Ratzemberger em Ímola, apenas duas semanas atrás. E esse medo aumentou, e muito, com o acidente gravíssimo de Karl Wendlinger nos treinos livres, que o deixou em coma por algum tempo. Foi o suficiente para a F-1 entrar em pânico.
Foi com esse clima de tensão, onde o profissionalismo falou mais alto (nenhum piloto tinha clima para competir), que a Fórmula 1 correu em Montecarlo naquele ano. Um clima que consegue ser sentido 18 anos depois, ainda mais por quem viveu aquele momento de alguma forma.
Quando eu vi essa foto só pude pensar numa coisa...
Zé do Caixão "abençoa" Simtek de Ratzemberger
... Eu tenho medo do Zé do Caixão! O dia que ele virar pra mim e gritar "vocêêêêê" eu sairei correndo. Ou não. O Ratzemberger fez o mesmo... O que você faria?