Quando motores foram usados após Valência
| Nº | Piloto | Motores usados |
| 01 | Jenson Button | 4 |
| 02 | Lewis Hamilton | 4 |
| 03 | Michael Schumacher | 4 |
| 04 | Nico Rosberg | 4 |
| 05 | Sebastian Vettel | 5 |
| 06 | Mark Webber | 4 |
| 07 | Felipe Massa | 5 |
| 08 | Fernando Alonso | 5 |
| 09 | Rubens Barrichello | 5 |
| 10 | Nico Hülkenberg | 4 |
| 11 | Robert Kubica | 4 |
| 12 | Vitaly Pertrov | 4 |
| 14 | Adrian Sutil | 5 |
| 15 | Vitantonio Liuzzi | 5 |
| 16 | Sébastien Buemi | 5 |
| 17 | Jaime Alguersuari | 5 |
| 18 | Jarno Trulli | 5 |
| 19 | Heikki Kovalainen | 5 |
| 20 | Karun Chandhok | 4 |
| 21 | Bruno Senna | 4 |
| 22 | Pedro De La Rosa | 6 |
| 23 | Kamui Kobayashi | 4 |
| 24 | Timo Glock | 4 |
| 25 | Lucas Di Grassi | 4 |
- De la Rosa teve que trocar seu motor Ferrari novinho que estourou no Canadá. Certamente vai usar o 9º e tomar a punição de 10 posições no grid. Resta escolher o circuito.
- É curioso que Vettel chegue ao 5º motor antes de Webber, que já teve 2 quebras (mesmo que uma delas tenha sido no final da vida útil do propulsor).
- As Ferrari estão na 2ª corrida desse 5º motor. Faltam 10 provas e 3 motores novos - este que está sendo usado deve aguentar mais uma prova. Será que dá?
Safety Car decide para Hamilton e Ferrari
A Ferrari chiou muito após a prova de Valência. Tudo porque, quando o Safety Car entrou na pista, Hamilton pareceu desacelerar para que Alonso e Massa, que vinham logo atrás, ficassem presos enquanto ele acelerava na frente.
O campeão de 2008 negou. “Quando cheguei na reta, estava acelerando, não vi o SC. Estava na 1ª curva quando o vi, acelerar até a linha do SC e naquele ponto vi que ele estava do meu lado, mas achei que estava na frente e então continuei.”
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Mas a imagem mostra claramente que ele hesitou antes da linha e depois acelerou. O fato é que conseguiu sair na frente e trancar o rival. E, não fosse a reclamação de Alonso no rádio, provavelmente não seria punido por ter claramente ultrapassado do SC.
O pior de tudo para os italianos é que a punição demorou mais de 20 voltas, tempo suficiente para que o inglês abrisse e não perdesse nenhuma posição.
O piloto espanhol chegou a falar em corrida manipulada. Não entendia por que um piloto que estava a 1m dele quando o SC saiu tenha chegado em 2º descumprindo as regras e ele cruzado a linha de chegada em 9º respeitando-as. Exageros à parte, tem razão.
Além da demora na decisão dos comissários numa análise que seria simples, o fato do circuito de Valência ter o menor pitlane do ano, com perda de 12.7s, foi fundamental para que Hamilton cumprisse o drive through sem perder uma posição sequer. Se o mesmo tivesse ocorrido na China, perderia 21s e voltaria em 6º ao invés de 2º.
Essa é uma das falhas da regra, a punição de drive through é mais ou menos severa dependendo do circuito.
Kobayashi x De la Rosa: diferentes estratégias
| De la Rosa | Kamui Kobayashi | |
| Posição na classificação | 16º | 18º |
| Tempo da Classificação (Q1) | 1′39.003 (-0.34) | 1′39.343 |
| Posição na corrida | 12º | 7º |
| Tempo médio de volta | 1′46.614 (+0.289) | 1′46.325 |
| Voltas | 57/57 | 57/57 |
| Pit stops | 1 | 1 |
Confira a prova de Koba e De la Rosa volta a volta
A Sauber, largando em 16º e 18º, decidiu atirar para todo lado e colocar De la Rosa de pneu super macio e Kobayashi de médio na 1ª fase da corrida. O espanhol ganhou uma posição na largada e mais 5 ao ser um dos primeiros a parar quando o acidente de Webber trouxe o Safety Car, o que o levou a uma inédita 10ª posição nesse ano. Como também foi um dos que acelerou demais enquanto o SC estava na pista, tomou 5s de punição e acabou fora da zona de pontuação.
- Kobayashi finalmente mostrou a que veio
Enquanto isso, seu companheiro fazia 53 voltas no pneu duro – passou grande parte do tempo em 3º, esperando abrir o máximo possível para fazer sua parada – e seria fundamental para o resultado final da prova, pois, como tinha os pneus mais desgastados e rendia bem menos que os ponteiros, que não conseguiam o ultrapassar devido à natureza da pista, criou o gap necessário para que Hamilton cumprisse sua penalização e mantivesse o 2º posto.
Rendendo muito com pneus macios novinhos, contra carros que estavam com os duros há mais de 40 voltas, ultrapassou Alonso e Buemi nas últimas 2 voltas e conquistou a melhor posição do ano para a Sauber, justamente num tipo de circuito (curvas lentas e grandes retas) no qual seu carro sofre bastante.
Glock x Di Grassi: melhor do ano para o brasileiro
| Timo Glock | Lucas Di Grassi | |
| Posição de largada | 22º | 21º |
| Tempo de classificação (Q1) | 1′42.140 (+0.054) | 1′42.086 |
| Posição de chegada | 19º | 17º |
| Tempo médio de volta | 1′49.796 (+0.513) | 1′49.283 |
| Voltas | 55/57 | 56/57 |
| Pit stops | 2 | 1 |
Confira a corrida de Di Grassi e Glock volta a volta
Glock culpou uma escolha errada de pneus para ficar atrás do companheiro pela 1ª vez no ano, mas o desempenho de Di Grassi na corrida, quando foi mais de meio segundo mais rápido (a média é puxada para cima pelo lento pit stop a mais que o alemão fez, mas continua significativa) e se classificou como o melhor das equipes novas, mostra o ótimo trabalho do brasileiro.
A prova de Glock foi bastante acidentada. Ambas as Virgin não pararam quando o Safety Car saiu, mas o alemão teve que antecipar sua troca quando fritou os pneus numa freada. Depois, calculou mal a ultrapassagem em cima de Senna e acabou com um pneu furado. Para finalizar, foi punido em 20s por não respeitar bandeiras azuis. Um desastre para um piloto experiente como ele.
Devagar, e sempre
Valência assistiu à segunda prova em sequência decidida pelos carros das equipes novas. Depois de Alonso ser seguro por um retardatário no Canadá, foi o voo de Webber sobre Kovaleinen que causou a entrada do safety car e misturou as posições de uma prova que seria outra procissão nas ruas da cidade espanhola.
O rendimento de Lotus, Hispania e Virgin não é algo novo na F-1, que apenas de 10 anos para cá se tornou cara demais para aventureiros e pagou o preço ao ver um grid esvaziado. Cabe aos pilotos e equipes lidar com isso. Faz parte, assim como a chuva, pneus esfarelando, problemas mecânicos.
Porém, não se pode ignorar que é um milagre que essas equipes sejam cerca de 4% mais lentas que os demais. Entraram na F-1 com a promessa de um teto orçamentário até 5 vezes menor do que os grandes gastam. A proposta ficou no papel, mas, já comprometidas a correr, tiveram que ir atrás de patrocínio, pois precisariam de muito mais dinheiro que o planejado, em plena crise econômica. Deu no que deu. São sobreviventes e pouca culpa têm que o resto da categoria parece não saber o que fazer com elas.
Publicado em 27.06.2010
Europa – voltas mais rápidas
| Piloto | Tempo de volta | Diferença | |
| 1 | Jenson Button | 1′38.766 | |
| 2 | Michael Schumacher | 1′38.968 | 0.202 |
| 3 | Sebastian Vettel | 1′39.141 | 0.375 |
| 4 | Lewis Hamilton | 1′39.156 | 0.390 |
| 5 | Rubens Barrichello | 1′39.489 | 0.723 |
| 6 | Kamui Kobayashi | 1′39.517 | 0.751 |
| 7 | Robert Kubica | 1′39.542 | 0.776 |
| 8 | Adrian Sutil | 1′39.803 | 1.037 |
| 9 | Nico Rosberg | 1′39.878 | 1.112 |
| 10 | Fernando Alonso | 1′39.889 | 1.123 |
- Felipe Massa só aparece com a 12ª volta mais rápida.
- Por pouco Schumacher, que correu boa parte da prova sozinho e com pneus novos, apenas à frente das equipes estreantes, ficou com sua 1ª volta mais rápida depois do retorno.
Europa – corrida: Red Bull te dá asas
E mais uma vez os carros das equipes novas foram decisivos para a corrida. Numa prova sonolenta em Valência – mais uma prova de que pneus no limite e uma pista que permite ultrapassagem são tudo – a prova caminhava para uma guerra tática entre os 4, 5 primeiros para ver quem atacava na hora certa virou uma confusão por conta do acidente entre Webber e Kovalainen.
Eles disputavam posição depois que o piloto da Red Bull largou mal e caiu lá para trás, e Webber ficou sem lugar para ir e tocou o carro da Lotus da maneira mais perigosa possível e levantou voo.
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Quem estava perto da entrada dos boxes aproveitou para parar e pulou na frente das Ferraris, os primeiros carros atrás do Safety Car. Hamilton também estaria ali, mas ultrapassou o carro de segurança e foi punido só depois que tinha aberto uma diferença suficiente para continuar em 2º.
Outros 9 carros também se empolgaram com o SC e foram punidos com 5s adicionados no tempo final por andar abaixo do tempo limite determinado pela FIA para essas situações. São eles Button, Hulkenberg, Barrichello, Kubica, Petrov, Sutil, Liuzzi, Buemi e De la Rosa.
No mais, uma procissão, como foram as 2 outras corridas em Valência.
Começa a reação
A Ferrari sabe que está no lucro. Com um carro que oscila entre a terceira e a quinta força do campeonato, dependo do tipo de circuito e pneu, Alonso está a um terceiro lugar do líder Hamilton. Mais real é a posição entre os construtores, a 54 pontos da McLaren. O erro foi depositar tempo e recursos na cópia do duto de ar dos rivais ingleses, que se mostrou pouco eficiente. Pior, desviou o foco das maiores necessidades do carro.
Na nona prova do ano, estreia escapamento e asa traseira revisada. Em outras palavras, passou a copiar a Red Bull e seus rivais esperam uma melhora de meio segundo. Mas não é a última tentativa, como tem se especulado. Até a Hungria, o carro deve receber várias novidades. Na verdade, é o começo de um trabalho que deveria ter sido feito há pelo menos dois meses.
Dificilmente, será o bastante para lutar pelo título de construtores ou para Massa, 41 pontos atrás, encostar. Mas ajudará Alonso, que conquistou dois títulos capitalizando nas falhas dos adversários, a se juntar a Hamilton e Button no time que pressiona - com sucesso - a inconstante dupla da Red Bull.
Publicado em 26.06.2010
Europa – classificação: Vexame da Mercedes
Num dia em que a Red Bull voltou à ponta, a principal notícia foi a queda da Mercedes pela 1ª vez no Q2 com ambos os carros, que provavelmente tiveram dificuldades com os pneus moles – fizeram suas voltas mais rápidas com os duros. Com isso, Schumacher foi o pior classificado entre os pilotos que usam motores Mercedes, num dia em que a Force India, acostumada a beliscar até 2 vagas no Q3, também ficou pelo caminho.
Na última parte da classificação, teve dramas com pneus, mas nada que afetasse as estratégias para a corrida. Hamilton se perdeu na freada e abortou sua última volta e mesmo assim ficou em 3º num circuito em que a McLaren não está tão bem quanto se esperava.
Foi um dia interessante também do ponto de vista das lutas entre companheiros de equipe. Nas equipes novas, foi a revolta dos “primos pobres”: Di Grassi bateu Glock pela 1ª vez, por 54 milésimos. Chandhok ficou à frente de Senna por 0.251s e Trulli venceu Kovalainen.
Na série das brigas acirradas, Vettel conseguiu a 1ª pole desde a China colocando 75 milésimos em Webber. Alonso conseguiu superar Massa na última tentativa por 52 milésimos – a exemplo do que aconteceu no Bahrein, o brasileiro trabalha melhor os pneus super macios em classificação – e Sutil ficou à frente de Liuzzi por 33 milésimos. Mas nada se compara a Hulkenberg e Barrichello, com tempos rigorosamente iguais.
Mas teve quem passou vergonha. Schumacher levou 607s de Rosberg, o que está deixando de ser novidade, e Buemi conseguiu colocar 872s em Alguersuari, numa luta que costuma ser bem próxima.










