31jul/110

Placar de posições de chegada entre companheiros

 

Vettel 10 x 1 Webber
Hamilton 7 x 4 Button
Alonso 8 x 3 Massa
Schumacher 4 x 7 Rosberg
Heidfeld 5 x 6 Petrov
Barrichello 9 x 2 Maldonado
Sutil 6 x 5 Di Resta
Kobayashi 6 x 4 Perez
Buemi 7 x 4 Alguersuari
Kovalainen 3 x 7 Trulli
Ricciardo 2 x 1 Liuzzi
Glock 5 x 5 d’Ambrosio

Nove pilotos, ou quase metade dos 21 que estavam na pista quando as gotas voltaram a cair no circuito de Hungaroring, cometeram o erro de colocar os pneus intermediários, o que dá a medida da dificuldade em julgar as condições. Isso interferiu muito os duelos entre companheiros, uma vez que várias equipes usaram estratégias mistas (McLaren, Red Bull, Force India e Virgin).

Outro momento importante na corrida de hoje foi a primeira volta. Com o misto de pista verde e molhada, muitos pilotos tiveram dificuldade em se manter na pista. Escorregadas e mau posicionamento nos momentos iniciais da prova foram fundamentais para quem estava na ponta, como ambas as Ferrari, que passaram as primeiras voltas encaixotadas pelas Mercedes, e pilotos como Perez e Sutil, que haviam feito boas classificações e acabaram a prova atrás dos companheiros. Buemi também garantiu boa parte de sua façanha – largou em 23º e chegou em oitavo – ao ultrapassar 10 carros logo no início.

31jul/111

Pontuação no sistema antigo e atual

 

Pos Piloto antiga atual
Vettel 97 234
Webber 61 149
Hamilton 60 146
Alonso 60 145
Button 54 134
Massa 27 70
Rosberg 17 48
Heidfeld 11 34
Petrov 11 32
10º Schumacher 10 32
11º Kobayashi 8 27
12º Sutil 5 18
13º Buemi 2 12
14º Alguersuari 2 10
15º Perez 2 8
16º Di Resta 2 8
17º Barrichello   4
30jul/110

Vettel tem a pole, Hamilton tem um jogo de pneus

Vettel: cercado, mas na ponta

A pole pode ter escapado mas talvez a jogada de Hamilton, que guardou um jogo de pneus super macios novinho em folha, possa pender a balança para o lado do inglês no GP da Hungria. Estima-se que o composto mais mole perca cerca de seis décimos da primeira para a segunda volta forte e, se tivermos uma disputa tão acirrada como na Alemanha, é suficiente para fazer a diferença no que se desenha como uma prova dos erros. Com a alta degradação e o circuito travado, muito da decisão da corrida deve estar nas estratégias.

É claro que a largada pode facilitar a vida de Vettel. Trata-se de uma das corridas em que há mais diferença entre os lados limpo e sujo e ter qualquer piloto que não consiga acompanhar o ritmo de Vettel em segundo após a primeira volta pode transformar o que prometia ser uma luta intensa pela vitória em uma procissão.

Com o alto desgaste de pneus previsto para a corrida e Virgin e Hispania andando muito mal neste final de semana, sequer a Lotus sentiu a necessidade de usar o super macio no Q1. Liuzzi e Ricciardo se classificaram à frente de D'Ambrosio e todos conseguiram ficar fora dos 107%, em uma das provas em que as nanicas chegaram mais próximas da eliminação.

A direção hidráulica mais precisa da Lotus parece não ter surtido tanto efeito para Jarno Trulli. Conhecido pelo talento em uma volta lançada, o italiano vinha sendo superado sistematicamente por Heikki Kovalainen neste ano e culpava o sistema do carro, que, segundo ele, atrapalhava sua sensibilidade ao volante. Mesmo com as mudanças, o finlandês voltou a ficar à frente, ainda que a diferença tenha ficado em menos de dois décimos.

Buemi teve de abandonar o treino, ficou atrás de Alguersuari pela terceira vez no ano e foi o eliminado da vez. De qualquer maneira, o suíço já perderia cinco posições no grid pela batida com Heidfeld na Alemanha.

Na frente, a Ferrari precisou de cinco voltas lançadas para conseguir seus melhores tempos, enquanto Hamilton fez uma saída simples com os macios. Devem imaginar que os super macios serão os pneus principais na corrida. Afinal, nada justifica desgastarem tanto um pneu que pode ser utilizado na corrida só para serem mais rápidos na primeira parte do treino.

Talvez por problemas no Kers e querendo ter tempo para colocar uma volta no bolso e voltar à pista se necessário, Vettel colocou os super macios logo no início do Q2. Não fez um grande tempo. Tanto, que Hamilton, de pneus macios, foi apenas 10 centésimos mais lento. Na frente, Alonso foi três décimos mais rápido. Veríamos no Q3 que este seria o limite da Ferrari.

Estagnada no desenvolvimento, a Renault ficou no Q2 com ambos os pilotos – é bem verdade que Petrov foi atrapalhado por Perez e ficou a apenas um décimo do Q3, enquanto as esperanças de top 10 da Williams foram trocadas por jogos novos de pneus super macios (dois para Barrichello e três para Maldonado). Comprovando uma tendência recente, Sutil bateu Paul Di Resta e Perez voltou a ficar à frente de Kobayashi.

Como era de se prever pelos tempos do Q2, Hamilton foi o mais rápido na primeira sequência de voltas do Q3. Tudo parecia bom demais até que o Kers “vai, não vai” da Red Bull parece que resolveu funcionar na hora crucial e Vettel cravou mais uma pole.

O dia não foi bom para a Ferrari, que viu ambos os pilotos ficarem a meio segundo de Vettel mesmo com temperaturas razoáveis e seus pneus favoritos. Mas a grande decepção foi Webber, a seis décimos do companheiro e sem saber muito bem o que aconteceu, após superá-lo nas últimas duas corridas.

30jul/110

Placar de disputas entre companheiros

 

Vettel 8 x 3 Webber
Hamilton 8 x 3 Button
Alonso 10 x 1 Massa
Schumacher 1 x 10 Rosberg
Heidfeld 3 x 8 Petrov
Barrichello 5 x 6 Maldonado
Sutil 4 x 7 Di Resta
Kobayashi 4 x 6 Perez
Buemi 8 x 3 Alguersuari
Kovalainen 9 x 1 Trulli
Ricciardo 0 x 3 Liuzzi
Glock 8 x 3 d’Ambrosio

Diferenças hoje

Webber x Vettel: 0s659
Hamilton x Button: 0s046
Alonso x Massa: 0s015
Rosberg x Schumacher: 0s809
Petrov x Heidfeld: 0s186
Maldonado x Barrichello: -*
Di Resta x Sutil: 0s256
Perez x Kobayashi: 0s278
Buemi x Alguersuari: 0s785
Kovalainen x Trulli: 0s172
Glock x D’Ambrosio: 0s216
Liuzzi x Ricciardo: 0s156
*Maldonado não marcou tempo no Q2

29jul/111

Degradação promete decidir prova na Hungria

Ainda que a McLaren tenha dominado a tabela de tempos nas duas sessões de treinos, o ritmo de corrida mostrado pela Red Bull nesta sexta-feira esteve longe de ser desapontador. Enquanto isso, a Ferrari pareceu até mais rápida, mas pecou curiosamente no quesito que tem sido seu ponto forte: a durabilidade dos pneus.

Comparando os stints com o super macio de Hamilton, Alonso e Vettel, vemos que os tempos mais estáveis são do alemão, enquanto o inglês parece diminuir o ritmo para esfriar os pneus. Como as marcas de Alonso subiram rapidamente, o espanhol voltou aos boxes no final do treino para calçar os pneus macios, enquanto Massa optou por uma sequência mais curta.

É lógico que os dados serão estudados e mudanças no acerto serão feitas para corrigir estas tendências, mas o que parece claro é que a previsão inicial, de que os pneus durassem tanto quanto em Mônaco, não deve se confirmar.

O stint mais longo entre os ponteiros foi de Webber, com 17 voltas, sendo que, a partir da 15ª, houve uma queda de performance acentuada. Este cenário indica quatro paradas para cumprir as 70 voltas da corrida, mas temos de lembrar que a pista da Hungria tende a melhorar durante o final de semana, pois é pouco usada no restante do ano. Talvez 3 pit stops, ainda mais considerando que a posição de pista é mais importante que em outros lugares devido à dificuldade de se ultrapassar, seja a regra para os líderes.

Nas simulações de classificação, Massa errou em sua melhor volta e os oito décimos em relação a Alonso não devem ser reais. Prova disso é que sua melhor volta combinada (somando os três melhores setores) é dois décimos melhor que o sexto tempo registrado. As Ferrari, inclusive, foram as únicas entre os líderes a darem três voltas com os super macios com pouco combustível. Algo para se ter em conta em um circuito em que o peso faz bastante diferença (0s35 para cada 10kg). Button disse que o carro não estava muito bem acertado em sua volta rápida e acha que poderia ser mais veloz. Ao menos tudo indica que o baile da Red Bull em 2010 não se repetirá.

Piloto Carrro Tempo Dif. Dif. p/ melhor Volta/Stint
1 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1’21.018 0.000 1/2
2 Fernando Alonso Ferrari 1’21.259 0.241 0.000 1/3
3 Jenson Button McLaren-Mercedes 1’21.322 0.304 0.000 1/1
4 Mark Webber Red Bull-Renault 1’21.508 0.490 0.000 1/2
5 Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1’21.549 0.531 0.000 1/2
6 Felipe Massa Ferrari 1’21.889 0.871 0.210 2/3
7 Nico Rosberg Mercedes 1’22.121 1.103 0.000 1/1
8 Michael Schumacher Mercedes 1’22.440 1.422 0.000 1/1
9 Paul di Resta Force India-Mercedes 1’22.762 1.744 0.073 1/2
10 Adrian Sutil Force India-Mercedes 1’22.981 1.963 0.000 1/3
11 Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 1’23.030 2.012 0.000 1/2
12 Sergio Perez Sauber-Ferrari 1’23.186 2.168 0.213 1/4
13 Rubens Barrichello Williams-Cosworth 1’23.645 2.627 0.034 1/3
14 Nick Heidfeld Renault 1’23.772 2.754 0.089 1/3
15 Pastor Maldonado Williams-Cosworth 1’24.181 3.163 0.000 1/3
16 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1’24.182 3.164 0.000 1/2
17 Vitaly Petrov Renault 1’24.516 3.498 0.030 1/5
18 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari 1’24.734 3.716 0.144 5/5
19 Jarno Trulli Lotus-Renault 1’24.944 3.926 0.050 3/3
20 Heikki Kovalainen Lotus-Renault 1’25.447 4.429 0.000 2/2
21 Timo Glock Virgin-Cosworth 1’26.823 5.805 0.000 1/3
22 Jerome d’Ambrosio Virgin-Cosworth 1’27.216 6.198 0.045 1/3
23 Daniel Ricciardo HRT-Cosworth 1’27.617 6.599 0.113 2/4
24 Vitantonio Liuzzi HRT-Cosworth 1’28.255 7.237 0.000 1/3

 

28jul/114

F-1 chega ‘confusa’ a palco de passeio da Red Bull em 2010 – preview do GP da Hungria

Com a dobradinha Alemanha-Hungria, mal digerimos a corridaça de Nurburgring e já estamos falando em Budapeste. O fato é que o último GP, que deveria normalizar a situação entre os líderes após o final da briga dos difusores, deixou ainda mais questões em aberto.

Não há dúvidas de que a Red Bull perdeu sensivelmente terreno nas corridas. Temos de lembrar que, desde o início da temporada, nos perguntávamos se as margens relativamente pequenas das vitórias de Vettel – comparando-se com as classificações – eram porque o alemão não estava forçando seu equipamento ou eram reais. E vimos em situações como na Espanha, Mônaco e Canadá que realmente os Red Bull não tinham muito mais no bolso que os outros no domingo.

Mas é inegável que o RB7 é o carro mais consistente do ano. Não importa as características da pista, do clima, os compostos de pneu. Eles sempre estão lutando pela vitória. Ainda assim, é fato que os rivais estão chegando cada vez mais perto.

A Ferrari ainda é sensível aos pneus e à temperatura, mas suas quedas de rendimento em nada lembram o desastre da corrida da Espanha. Isso está relacionado ao aumento da carga aerodinâmica, que ficou claro nas curvas de alta em Silverstone. Andando com os compostos mais macios no calor da Hungria, despontam como a grande ameaça a Vettel e Webber.

Já a McLaren é o maior enigma dos três. Não é segredo que o carro é o que mais gasta pneu entre os três e isso ajuda em dias frios como de Nurburgring. Já tínhamos visto algo semelhante com temperaturas de pista baixas devido à chuva no Canadá e em Silverstone. Mas daria para colocar toda a performance de Hamilton nas costas do frio? O inglês citou que a equipe teria resolvido seus problemas com os mapas de motor – lembrando que a queda acentuada de performance do time coincide com a proibição da alteração dos mapas da classificação para a corrida, em Valência. Andar junto também em Hungaroring seria um sinal definitivo de que a equipe de Woking voltou.

Depois de Silverstone e Nurburgring, Budapeste é um grande teste para sabermos se teremos um campeonato equilibrado em todos os tipos de pista a partir daqui.

Território Red Bull

O grande paralelo para Hungaroring é Mônaco, ainda que tenhamos de levar em conta o nível de desenvolvimento de cada carro desde então. Ambas as pistas são travadas e, com isso, escondem as deficiências de carros com pouca velocidade de reta, exigem dirigibilidade do motor, boa estabilidade em freada e uma suspensão que lide bem com as ondulações. Porém, como as curvas são mais longas, a importância da pressão aerodinâmica é maior que no Principado. Em outras palavras, não é difícil explicar o baile que a Red Bull deu ano passado na classificação, quando ficou 1s2 na frente da concorrência.

Como a Pirelli vai levar a mesma combinação de pneus de Mônaco – macio e super macio – e a pista húngara não tem consumo muito alto, é provável que tenhamos estratégias semelhantes. A única questão é que, como a zona de ultrapassagem deve ser mais eficaz que no Principado, os times grandes podem partir para três paradas para não ficarem vulneráveis na parte final da prova. Outro fator importante para a estratégia será a durabilidade do pneu super macio em altas temperaturas – espera-se 27 a 28ºC no final de semana –, condições nas quais não foi testado até agora.

Nº de voltas 70
Ativação da DRS 70m depois da última curva
Pé em baixo 55%
Consumo de câmbio alto
Consumo de freios alto
Consumo de motor baixo
Nível de downforce muito alto
Uso de combustível 2.15kg por volta (médio)
Tempo de perda no pit 18s
2010
Pole position Sebastian Vettel, 1:18.773
Resultado da corrida 1º Mark Webber

2º Fernando Alonso

3º Sebastian Vettel

Volta mais rápida 1:19.071 (Michael Schumacher, Ferrari, 2004)

Retrospecto em Hungaroring

Piloto 4º-6º 7º-10º 11º+ DNF
Sebastian Vettel 1 1 2
Mark Webber 1 1 1 4 1 1
Lewis Hamilton 2 1 1
Jenson Button 1 2 4 1 3
Fernando Alonso 1 1 1 2 1 3
Felipe Massa 1 2 3 1
Michael Schumacher 4 3 1 3 2 2
Nico Rosberg 1 1 1 2
Nick Heidfeld 2 2 3 2 1
Vitaly Petrov 1
Rubens Barrichello 1 2 4 4 2 5
Adrian Sutil 1 3
Kamui Kobayashi 1
Sebastien Buemi 2
Heikki Kovalainen 1 1 1 1
Jarno Trulli 1 8 2 3
Vitantonio Liuzzi 1 2
Timo Glock 1 1 1

 

27jul/117

GP da Alemanha por britânicos, espanhóis e brasileiros: “derrotada a Red Bull”

Na Globo e na BBC estão preocupados com a chuva. “Corrida de verão com cara de teste de pré-temporada”, define Galvão Bueno, enquanto Martin Brundle acredita que é um dia em que se pode ir “from hero to zero” em relação à escolha de pneus e estratégia.

Os espanhóis estavam mais ‘preocupados’ com Vettel. “Mesmo que deva estar tranquilo com a vantagem que tem, não parece confortável”, observa Antonio Lobato. “Isso não é aceitável, com 80 pontos na frente e largando em terceiro. Não é nenhum desastre”, critica Pedro de la Rosa. “É que a situação ficou tensa na Red Bull depois da Grã-Bretanha e ele sabe que tem dois lobos o espreitando, Hamilton e Alonso”, Lobato chegou onde queria.

Os britânicos destacam o bom retrospecto de Webber em Nurburgring, mas acreditam que “a McLaren espera conseguir mais aderência com essas condições climáticas” e acertam em cheio. Já na largada, Hamilton pula à frente. “Ele conseguiu na segunda fase na largada, enquanto Vettel ficou preso em um sanduíche de Ferrari”, vê Brundle, que chegou a se confundir: achou que Vettel estava em segundo e Webber, em quarto.

Na Globo, decepção com uma ótima largada de Massa, que acabou se tornando uma posição perdida. “Todo muito arriscou muito na largada”, observa Galvão. “Outra vez Massa largou melhor que Alonso e ficou encaixotado”, lembra Reginaldo Leme. “Alonso sabia que Vettel tinha tudo a perder e se jogou no último instante”, lê Marc Gené na La Sexta.

Não adiantou muito, pois logo Alonso escapa e “libera Vettel”, na visão dos britânicos. “Deve ter soltado algumas palavras fortes em espanhol debaixo daquele capacete”, diz Brundle, enquanto Coulthard, De la Rosa e Luciano Burti citam a falta de aquecimento dos pneus como motivo. “Tá pensando que craque não erra? O melhor dessa geração deu uma escapada”, diz Galvão com uma ponta de satisfação.

Ao contrário dos britânicos, De la Rosa não vê Vettel aguentando por muito tempo. “Ontem os Red Bull deram mais uma vez um grande salto do Q2 para o Q3. Achamos que eles, por problemas de superaquecimento, só usam o Kers na parte final. O problema é que na corrida eles também têm de parar de usar em algumas voltas.”

De fato, não demorou muito para Alonso passar o alemão, enquanto Massa ficava preso atrás de Rosberg. “Fernando tem uma determinação impressionante”, justifica Galvão. Burti acha estranha a diferença de velocidade entre os dois carros e se chega à conclusão na Globo, após uma rodada e uma sequência ruim de voltas, que Vettel “tem um problema”. Espanhóis e britânicos têm outras explicações.

“Alonso cozinhou o Vettel em banho-maria. Fez ele usar todo o Kers para se defender da asa e guardou tudo para a outra reta”, acredita De la Rosa. “Não me surpreenderia se Alonso usou todo seu Kers na reta, algo que devia vir tramando há algumas voltas. É o que o Massa devia ter feito com o Rosberg faz tempo”, diz Coulthard.

Logo depois, Vettel sai da pista. “O que aconteceu com o homem que não cometia erros?”, pergunta Brundle. “É a regra número 1 quando chove = não cruze a linha branca”, ensine Coullthard. “Se confirma que Vettel está tenso e essa corrida pode ser um pesadelo para ele”, seca Lobato. “É certeza que ele terá uma vibração enorme nos pneus a partir de agora. Vai ter de aguentar com esse jogo porque não dá para parar agora”, De la Rosa, assim como Coulthard, antecipa a perda de rendimento do alemão.

Também sem entender como Massa não consegue passar Rosberg, Lobato dispara. “Não quero ser mau, mas se ele tivesse passado estaria na frente do Vettel, ajudando o campeonato e seu companheiro.”

Alonso encosta em Hamilton e Webber enquanto os dois lutam por posição. Galvão, em dia de campanha ‘Alonso é o melhor do mundo e, ainda por cima, sortudo’ - “Alonso à parte, nunca tinha visto tanto equilíbrio no nível de pilotagem” - , não tem dúvidas. “Vai cair no colo dele! Do jeito que esses dois guiam...” Isso não acontece. O que vemos é Hamilton se defendendo bem. “Ele é encardido”, define o narrador. “Quando Hamilton é ultrapassado, ele não se sente batido, simplesmente vê outra oportunidade para ultrapassar.”

Logo depois, Webber é o primeiro a parar. Como esperam uma corrida com dois pitstops, os espanhóis estranham a precocidade da troca e acreditam que tenha sido um erro. “Vai jogar ele no tráfego. É uma estratégia muito ruim”, diz De la Rosa, para logo se render quando Hamilton e Alonso param e voltam atrás do australiano. “Parece que há mais degradação do que prevíamos”, se explica, enquanto Galvão comemora o fato de Massa ter feito o melhor pitstop da rodada: “Valeu, Ferrari!”

A expectativa na BBC é que Webber suma na ponta. “Ele finalmente lidera uma corrida e acho que vai ficar aí por muito tempo”, diz Brundle, referindo-se ao fato desta ser a estreia do australiano na ponta de uma corrida neste ano. Já Burti observa diferentes fases durante o stint. “Ele voltou mais rápido, mas a tendência é gastar mais rápido e McLaren e Ferrari ficarem melhores à medida que as voltas vão passando.” Na La Sexta, não acreditam na supremacia da Red Bull. “Webber não vai escapar, ele não tem ritmo”, sentencia Gené.

Os espanhóis comemoram o fato de Massa ter voltado à frente de Vettel porque “é bom para o campeonato” e acreditam que o brasileiro vai conseguir se sustentar. “Ele é bom no corpo a corpo”, observa Gené. “Vai, Felipe, que hoje você tá arrojado”, incentiva Galvão.

Schumacher protagoniza uma reprodução da rodada de Vettel. “Chamam ele de Baby Schumi, mas ele não precisa copiar, ele faz antes”, brinca Brundle, enquanto os espanhóis veem uma diferença marcante. “Ele não freou quando escapou e não estragou o pneu”, observa Gené. “Sem dúvida, é o sinal da idade. Ele pensa, mas o corpo não responde”, diz Galvão.

A Red Bull avisa Vettel de um problema nos freios que “deve explicar porque parece perdido”, para Brundle; “deve ser temperatura”, para Burti e “com certeza é Kers”, para De la Rosa. “Quando seu Kers vai e volta, você tem de ajustar o equilíbrio de freio porque muda completamente”. O espanhol sugere que se trata de uma espécie de código para falar deste ponto débil do RB7.

Na segunda rodada, o undercut de Webber não funciona e, mesmo sendo o primeiro a parar, volta em terceiro. O último a entrar nos boxes, Alonso retorna momentaneamente em primeiro, e não consegue se segurar. Na volta anterior, quando Hamilton saiu do box brigando com Webber, os espanhóis disseram que seria “impossível” passar por fora na curva dois. E é o que o inglês faz com o espanhol. “Pegou Alonso cochilando. Parece que ele pensou que estava tranquilo na liderança e esqueceu que Hamilton tinha os pneus mais aquecidos”, vibra Coullthard. “Ele fez o que não deixou o Webber fazer. Dá muita vergonha ser ultrapassado por fora. Ainda mais quando é Alonso sendo superado por Hamilton.” Para Galvão, “o inglês está impossível hoje, se bem que o pneu estava frio”, enquanto os espanhóis veem um Alonso “muito limpo” e também culpam os pneus. “Ele poderia ter feito o que Hamilton fez. Me dá a impressão de que sabe que essa corrida é sua”, acredita De la Rosa.

Coullthard está curioso para entender porque o undercut não está funcionando. “Se bem que deu certo com Webber no início da corrida, então é algo que temos de analisar com calma. Agora não dá porque tem muita coisa acontecendo!” Lobato concorda. “Parece outro campeonato desde o GP da Grã-Bretanha. Nem parece que vivemos aquele domínio no começo.”

A grande dúvida agora é como a troca para pneus médios vai interferir na corrida. Para Galvão, “quem parar por último vai ganhar”. Já Gené e De la Rosa não têm tanta certeza. “A chave da corrida é saber quem vai arriscar colocar os médios porque pode ser que não seja tão ruim quanto parece”, diz o piloto de testes da McLaren. “Como vimos uma degradação tão maior nos macios, pode ser que não sejam tão lentos”, completa seu colega na Ferrari. A única certeza na La Sexta é de que Alonso é o que vai sofrer mais entre os três primeiros com o composto.

A teoria na BBC é de que a Pirelli está tornando os pneus cada vez mais duráveis, por questões de marketing. “Com isso, ter um carro que cuida bem dos pneus já não é vantagem, porque eles estão com problemas para mantê-los aquecidos”, vê Brundle.

Gené monitora os tempos de Vitaly Petrov, que acabara de colocar os médios e virava bem, mas De la Rosa temia a demora para aquecê-los. Todos acreditam que Hamilton sairia perdendo quando o inglês é o primeiro a parar. “Se ele pudesse escolher, pararia na última volta, mas os pneus estão indo. É muito arriscado”, acredita o espanhol.

Começa o monitoramento dos tempos. Na primeira volta, Alonso e seus pneus macios gastos ganham em relação ao rival, mas na segunda, britânicos e espanhóis percebem que o tráfego acaba com as chances do asturiano. “Imagino se não seria melhor continuar nesses pneus”, afirma Brundle quando o piloto da Ferrari faz sua parada e volta bem atrás do inglês. O narrador, por sinal, acha que Webber, ao permanecer na pista, está fazendo o certo e se surpreende minutos depois. “Ele está muito lento! Não está funcionando.”

Narradores e comentaristas não seriam as únicas vítimas da não tão dramática diferença entre o macio usado e o médio novo, segundo Galvão. “Dessa vez os pneus deram nó nos estrategistas.”

Com a primeira derrota na pista, sem quaisquer contratempos, da Red Bull, Galvão sentencia que “os outros chegaram”, enquanto Coulthard ainda vê outro fator que talvez tenha complicado para anglo-austríacos e ferraristas. “Hamilton usou muito bem o frio para vencer.” Já De la Rosa ficou empolgado. “Não falo em virada porque é uma palavra muito ambiciosa, mas há um campeonato, não é só a Ferrari que pode disputar, tirar pontos deles.”

Restava, no entanto, uma briga a ser decidida. Massa havia segurado Vettel por grande parte da prova e, como ficava claro que a Red Bull não tentaria o undercut, decidindo no mano a mano nos boxes, os espanhóis achavam que o único jeito do alemão passar seria na pista.

Estavam errados. “É muita pressão para a cabeça deles! Massa fez uma corrida no limite extremo. Agradecendo à incompetência da Ferrari, Vettel fica em quarto. Mais uma vez, Felipe vai ter de dar bronca!”, Galvão se revolta. “Massa foi muito lento na entrada e a Ferrari foi muito lenta no pit”, observa Brundle, enquanto Lobato repete: “é uma pena”.

Resta destacar o vencedor. “Acho que a cabeça e o acerto de Hamilton estavam no lugar certo hoje”, define Brundle. “Hamilton é o cara do show”, opina Reginaldo. “Posso dizer que foi uma vitória arriscada por parte da equipe. Introduzimos muitas coisas sem provar. Valeu a pena”, revela De la Rosa. E Lobato, claro, não perde a chance. “Corrida espetacular de Hamilton, assim como desse homem que vem logo atrás. Derrotada a Red Bull. Se Vettel já estava tenso, isso vai continuar acumulando.”

Aliás, a carona de Alonso no final anima os espanhóis. Pela peculariedade da cena e pela dúvida que joga no ar. “A grande questão é quanto ele teve de levantar o pé nas últimas voltas.”

Mas o maior ponto de interrogação que Nurburgring deixou é outro: “vai ter gente coçando a cabeça na Red Bull porque só conseguiram um terceiro e quarto lugares hoje.” Para Reginaldo, “Vettel nem pensou em liderar hoje porque teve problema de freio. É a primeira derrota real do melhor carro do ano.”

26jul/117

Marcas são interrompidas, mas Vettel já fez história

Olhando a vantagem astronômica que tem no campeonato. Sebastian Vettel não deve ter ficado muito preocupado com o quarto lugar no GP da Alemanha. Mas o alemão, conhecido por dar atenção especial às estatísticas, ao menos teve motivos para ficar desapontado com o fim de algumas sequências impressionantes que iniciara ainda no ano passado.

Agora, Vettel terá de começar do zero seus números de pódios, corridas na liderança e largadas da primeira fila consecutivas. De qualquer maneira, com as marcas atingidas até este GP da Alemanha, já colocou seu nome na história da categoria.

Largadas consecutivas na primeira fila

Piloto Corridas Sequência
Ayrton Senna 24 1988 Alemanha – 1989 Austrália
Damon Hill 17 1995 Austrália – 1996 Japão
Alain Prost 16 1993 África do Sul – 1993 Austrália
Nigel Mansell 15 1986 Austrália – 1987 México
Sebastian Vettel 14 2010 Cingapura – 2011 Grã-Bretanha

Pódios em sequência

Piloto Corridas Sequência
Michael Schumacher 19 2001 EUA – 2002 Japão
Fernando Alonso 15 2005 Turquia – 2006 Canadá
Sebastian Vettel 11 2010 Brasil – 2011 Grã-Bretanha

Provas consecutivas em que liderou a corrida

Piloto Corridas Sequência
Jackie Stewart 17 1968 EUA – 1970 Bélgica
Michael Schumacher 15 2004 Austrália – Itália
Sebastian Vettel 13 2010 Japão – Grã-Bretanha

Ao menos Vettel continua firme na tentativa de quebrar o recorde de Schumacher de maior número de corridas em sequência nos pontos: tem 12, assim como Webber. Ambos estão exatamente no meio do caminho.

O alemão também faz parte de outro dado legal de ser acompanhado: as últimas 33 corridas foram vencidas pelos mesmos cinco pilotos: Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e Button. É a terceira maior sequência do tipo na história, definindo uma era na F-1. A última vitória de um piloto “diferente” foi de Rubens Barrichello, na Itália, em 2009.

Pilotos Corridas Sequência
Piquet, Senna, Prost, Mansell e Berger 53 Brasil 1986 – EUA 1989
Clark, Gurney, Graham Hill, Surtees e Bandini 34 Bélgica 1962 – Alemanha 1965
Schumacher, Montoya, Fisichella, Alonso e Raikkonen 33 Japão 2004 – Alemanha 2006
Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e Button 33 Cingapura 2009 –

Curiosamente, a primeira prova em que vimos Vettel fora do pódio foi sua corrida caseira, assim como aconteceu com o último piloto que teve um início de temporada arrasador, Jenson Button, que terminou fora dos três primeiros pela primeira vez em 2009 no GP da Grã-Bretanha.

Já a McLaren continua sua sequência impressionante: desde que a equipe uniu os campeões britânicos, nunca deixou de marcar pontos em uma prova sequer. E já são 29.

Falando em Button, o inglês abandonou pela segunda vez seguida, algo que não acontecia desde os sofridos tempos de Honda, quando não se classificou nos GPs da França e – adivinhe! – da Grã-Bretanha de 2008.

Já seu companheiro Lewis Hamilton voltou a igualar Sebastian Vettel em número de vitórias, 16, e agora pode dizer que tem ao menos um troféu de cada um dos circuitos em que correu de F-1 – e 40 pódios no total. Só faltava o de Nurburging, pista na qual teve um final de semana para esquecer em 2007, com um forte acidente na classificação e decisões estratégicas equivocadas na corrida, e sofreu com um furo no pneu logo na largada em 2009.

Hamilton também conquistou sua décima volta mais rápida da carreira, igualando, entre outros, Mark Webber. O pole da Alemanha pode não ter conseguido manter a posição sequer até a primeira curva, mas ao menos liderou uma volta pela primeira vez no ano, tornando-se o sétimo a fazê-lo (os outros são, na ordem de número de voltas lideradas, Vettel, Hamilton, Alonso, Button, Rosberg e Massa).

Com o terceiro posto alcançado na terceira prova seguida por Webber e o quarto lugar de Vettel, a dupla da Red Bull, após um 2010 atormentado pela falta de confiabilidade, se mantém como a única que completou todas as voltas disputadas até aqui.

O mesmo não se pode dizer de Pastor Maldonado que, junto dos pilotos das equipes nanicas, não fez nenhuma corrida completa – na volta do líder – até esta décima etapa.

Na Ferrari, Fernando Alonso se classificou na frente de Felipe Massa pela décima vez no ano, somando 16 “vitórias” aos sábados desde o GP da Itália de 2010. O espanhol conquistou seu 68º pódio na carreira, igualando Rubens Barrichello em uma lista na qual só são superados por Ayrton Senna (80), Alain Prost (106) e Michael Schumacher (154).

Massa tem melhorado suas marcas nas corridas. Depois de passar três provas fora dos pontos, o piloto está em uma sequência de três quintos lugares, seu melhor resultado do ano. Não é nenhuma maravilha mas ao menos ajuda a Ferrari na luta do mundial de construtores contra a McLaren.

Sua posição, contudo, não foi suficiente para continuar a grande sequência em solo alemão. Correndo de Ferrari, o brasileiro nunca tinha ficado fora do pódio no país, tanto em Hockenheim, quanto em Nurburging. Mesmo sem nunca ter vencido na Alemanha, Massa soma três terceiros lugares e três segundos.

Uma curiosidade é que desde que o piloto da Ferrari venceu o GP do Brasil em 2008, nenhum outro conseguiu ganhar sua corrida caseira. E lá se vão 46 provas, lembrando que o recorde são 64.

25jul/110

GP da Alemanha: voltas mais rápidas vs pneus

 

Piloto Tempo Diferença Volta Pneu
Hamilton 1:34.302 59 Médio novo (8)
Webber 1:34.468 0.166 60 Médio novo (4)
Vettel 1:34.587 0.285 47 Macio usado (7)
Massa 1:34.609 0.307 51 Macio usado (10)
Alonso 1:34.626 0.324 60 Médio novo (7)
Schumacher 1:35.628 1.326 49 Macio usado (12)
Rosberg 1:36.181 1.879 51 Macio usado (15)
Petrov 1:36.186 1.884 50 Médio novo (4)
Button 1:36.258 1.956 33 Macio usado (9)
Sutil 1:36.653 2.351 57 Médio novo (9)
Kobayashi 1:36.659 2.357 50 Médio novo (2)
Di Resta 1:36.715 2.413 54 Médio novo (3)
Perez 1:37.033 2.731 53 Médio novo (12)
Alguersuari 1:37.415 3.113 59 Médio novo (16)
Maldonado 1:37.568 3.266 50 Médio novo (15)
Buemi 1:37.863 3.561 48 Médio novo (12)
Kovalainen 1:39.050 4.748 54 Médio novo (4)
Heidfeld 1:39.452 5.150 7 Macio usado (7)
Barrichello 1:39.679 5.377 9 Macio usado (9)
D'Ambrosio 1:39.787 5.485 57 Médio novo (8)
Glock 1:39.982 5.680 57 Médio novo (7)
Chandhok 1:40.435 6.133 56 Médio novo (5)
Ricciardo 1:40.489 6.187 57 Médio novo (8)
Liuzzi 1:40.683 6.381 28 Macio usado (8)

*entre parênteses, quantas voltas o pneu tinha quando o piloto fez o melhor tempo

O fato das voltas mais rápidas dos pilotos do meio do pelotão terem sido feitas já com muitas voltas no pneu médio mostra claramente as diferentes abordagens em termos de estratégia: enquanto maximizar o resultado para os times grandes significa extrair o máximo de performance de cada jogo de pneus, para os médios, o mais eficiente é tirar o máximo de durabilidade.

Isso acontece porque a diferença de rendimento de Red Bull, McLaren e Ferrari – unida à já pré-disposição de tirar tudo do carro desde o início justamente para este fim – faz com que seus pilotos consigam, em condições normais, fazer sua primeira parada já voltando fora do tráfego. No máximo, voltam com um, dois carros mais lentos à frente.

É um luxo do qual o meio do pelotão não goza. Assim, o melhor é tentar esticar ao máximo todos os stints e “rezar” para que os pneus aguentem no último stint. Uma primeira parada antecipada fatalmente tirará o piloto dos pontos, como perceberam Maldonado e Perez na Alemanha. Nessa situação, não dá para tirar tudo do carro, porque isso significa tirar tudo do pneu. E todo esse cuidado tem de andar lado a lado com as lutas de foice que sempre marcam a zona de quem tem pouco a perder.

25jul/110

Ferrari tinha paradas mais rápidas – até a volta final

 

Piloto Equipe Pits Perda total Média por parada
Alonso Ferrari 3 1'00s440 20s146
Vettel Red Bull 3 1'00s778 20s259
Schumacher Mercedes 3 1'00s997 20s332
Rosberg Mercedes 3 1'01s370 20s354
Hamilton McLaren 3 1'01s881 20s627
Webber Red Bull 3 1'02s063 20s687
Massa Ferrari 3 1'02s432 20s810
Sutil Force India 2 41s718 20s859
Button McLaren 1 20s952 20s952
Petrov Renault 2 42s021 21s010
Kobayashi Sauber 2 42s149 21s074
Maldonado Williams 2 42s658 21s329
Alguersuari Toro Rosso 2 42s751 21s375
Kovalainen Lotus 2 43s263 21s631
Glock Virgin 2 43s504 21s752
Liuzzi Hispania 1 22s048 22s048
D'Ambrosio Virgin 2 44s350 22s175
Di Resta Force India 2 46s211 23s105
Ricciardo Hispania 2 46s372 23s186
Buemi Toro Rosso 2 48s255 24s127
Perez Sauber 2 48s892 24s446
Chandhok Lotus 3 1'16s668 25s556
Barrichello Williams - -  
Heidfeld Renault - -  

Duas tendências observadas em Silverstone se mantiveram: a clara melhora da performance da Ferrari nos pit stops – de acordo com a equipe, devido à substituição de equipamentos – e a consistência impressionante da Mercedes, que fez seis paradas basicamente no mesmo tempo.

É claro que o que fica é a posição perdida por Massa nos boxes – até ali, sua média era de 20s2, sendo que o 1s7 jogados fora na última parada foi suficiente para Vettel ultrapassá-lo – mas não deixa de ser um cenário mais animador em relação à primeira parte da temporada, quando a Scuderia era consistentemente a mais lenta das quatro.

É interessante notar também uma evolução das nanicas. Lotus, Virgin e Hispania costumavam brigar para ver quem tinha as paradas mais lentas e agora, ao menos neste quesito, se misturam às médias.