10out/100

Suzuka – corrida: muita pancada e pouca lavada

Num GP cheio de acidentes estranhos – de Di Grassi, Rosberg e o abandono de Kubica –, o que chamou mais a atenção foi a diferença de 2.7s de Vettel, 1º, para Alonso, 3º, ao final da prova, dando esperanças de que o campeonato seguirá indefinido até o final. Esperanças porque esperava-se uma lavada, mesmo tendo em conta que as voltas finais, em que os companheiros de Red Bull brigavam para ver quem levava a volta mais rápida, mostram que eles controlaram um pouco o ritmo.

Já as McLaren sofreram mais uma quebra mecânica – a 5º do ano – com Hamilton e uma pane estratégica, menos comum. Ficou difícil. A diferença de quase 40s para o 6º colocado, Schumacher, mostra o quão na frente estão os 3 que disputam o título. Barrichello descontou mais 2 pontos da Force India e a Williams tem tudo para ser 6ª nos construtores.

No mais, show de Kobayashi, como esperado e, com todos os acidentes, especialmente na largada, o 12º lugar de Kovalainen praticamente sela a 10ª colocação da Lotus no mundial de construtores, passo importantíssimo para as finanças da equipe, que já abandonou o desenvolvimento do carro deste ano e promete se colocar no nível de Toro Rosso e Force India em 2011, com motor Reanult e parceria técnica com a Red Bull.

26set/108

Hat trick + 100% de voltas lideradas: qual o nome disso?

Depois de conseguir o 1º hat trick do ano em Monza, de que podemos chamar o desempenho de Fernando Alonso em Cingapura? Foi a 1ª vez desde Schumacher no GP da Hungria de 2004 que um piloto fez pole, volta mais rápida e venceu após ter liderado todas as voltas. E ainda assim não foi uma corrida monótona.

Alguém já viu essa cena antes?

O Safety Car logo no início fez os pilotos andarem com níveis de desgaste de pneus diferentes e o resultado, como sempre, foram mais ultrapassagens que o normal – mais que nos outros 2 anos em Cingapura.

Webber correu um risco grande ao parar logo no início, mas contou com uma ajudinha do péssimo ritmo de prova da McLaren com pneu macio. Isso, somado à estranha decisão da equipe de manter seus pilotos na pista mesmo andando num ritmo 2s mais lento que Alonso e Vettel, colocou Webber na frente de Hamilton. O inglês viu uma oportunidade e julgou mal o espaço que deixara para o australiano. Resultado: das últimas 5 provas, não completou 3 e fez apenas 37 pontos.

Largando lá atrás, num carro que não se adaptou ao circuito, Sutil sobreviveu à pressão do ousado Hulkenberg e chegou, na pista, em 8º - ambos penalizados após a prova com 20s. O fato de Massa não ter conseguido chegar de forma definitiva no alemão mostra o rendimento da Williams, mas não apaga o bom resultado de Barrichello.

Mas o mais impressionante foram as voltas em que Glock conseguiu permanecer à frente de Sutil. O piloto da Virgin, que sempre andou muito em Cingapura e foi 2º em 2009, não só evitava a pressão do alemão, como também não perdia muito para Kobayashi, que estava à frente. Pena que outra quebra tenha acabado com sua corrida. Seu companheiro Di Grassi sobreviveu e conseguiu a melhor posição de chegada da carreira, 15º.

Na prova de Monza, dizia que era a volta dos que não foram. De fato, o campeonato nunca deixou de ter 5 claros concorrentes, mesmo após a Bélgica. O que está pesando agora são as falhas, que já foram de Alonso, passaram para Vettel e agora contaminam Hamilton, curiosamente os mais rápidos dos 5. Será que mais alguém pegar esse “vírus”?

12set/102

A volta dos que não foram… e uma decisão difícil

Numa corrida em que o cérebro contou mais que o pé, os dois pilotos mais “estratégicos” do grid lutaram décimo a décimo em busca de lucrar com os dias pouco produtivos dos líderes do campeonato. Mesmo depois de uma largada a lá Vettel, Fernando Alonso se recuperou para, com um tempo total de perda de box 8 décimos mais rápido e um ótimo trabalho nas voltas logo antes e depois da parada – Schumacher, alguém? – vencer seu 1º GP na casa da Ferrari, com direito a pole e volta mais rápida.

Muitos estranharam o fato do asturiano não parecer muito preocupado com o desastre da Bélgica. Finalmente, sua crença de que a má sorte se divide entre os concorrentes ao título de forma igual fez algum sentido hoje, com o abandono prematuro de Hamilton – que, pela meia volta que completou, prometia fazer uma corrida daquelas – e o 6º lugar (e outra má largada) e Webber.

Agressivo e controlado quando necessário, Alonso mostrou aos tifosi porque é bi

Em época de muita discussão acerca de ordens e táticas de equipe, uma decisão no mínimo interessante da Red Bull. Depois de Webber passar Vettel na pista, o time inverteu as posições modificando a estratégia do alemão – que, parando na última volta, mostrou que a Bridgestone foi muito conservadora na escolha dos pneus. Ao invés de pensar em aumentar a liderança do australiano no campeonato e maximizar seus pontos num dia em que Hamilton não completou, preferiu manter o protegido na luta pelo título.

No mais, grande corrida de Rosberg, em 5º, coroando um belo final de semana, enquanto Hulkenberg dá outra mostra do legado de Schumi na F1. O alemãozinho cortou a chicane, pelo que a transmissão mostrou, 3 vezes, para permanecer à frente (repetindo o mestre na Hungria, em 2006) e espremeu Webber o tanto que pôde para segurar a posição. Como Schumi – e Hamilton, muitas vezes – sempre flertando com os limites do aceitável. Deu certo. Terminou num 7º posto, à frente de Barrichello.

3set/104

Bélgica – corrida: “Mais uma Vettelada”

Por mais que Hamilton faça um campeonato impecável e Webber finalmente se encontre com a sorte, para a Globo só existe Fernando Alonso, 5º no campeonato. Torcer é o que fazemos em casa, portanto minha sugestão para Reginaldo Leme e Galvão Bueno - Burti escapa, foi quase triturado pelo narrador quando disse que o chamado ‘unsafe release’ no box não era culpa do piloto - é essa: da próxima vez, fiquem em casa.

Até porque, o que eles poderiam ver desde a cabine, não viram – ou fingiram que não viram. Massa posicionou seu carro bem à frente de sua "vaga" na largada e, na La Sexta e na BBC, esperavam uma punição que não veio. Mas ninguém disse que o brasileiro era mau caráter por isso.

Preferiram discutir o clima. Os ingleses se divertiam, lembrando que só faltou neve no final de semana, enquanto os espanhóis faziam a dança da chuva, com Alonso apostando num acerto de molhado, Alguersuari pedindo água e De La Rosa largando em último. “Se  preparem para sofrer”, narrador Antonio Lobato adivinhou o que viria a seguir.

Galvão Bueno leva um chega pra lá de Luciano Burti mesmo antes da largada. “Rubinho pode se dar bem largando de pneu duro, não?”, pergunta, para ouvir um seco: “Se chover não vai fazer diferença”.

Burti não sabia que não choveria pra valer no começo, e os pneus duros ajudariam, tivesse Rubinho sobrevivido à 1ª volta. “Alonso era um dos únicos que estava fazendo a curva direito, mas Rubens perdeu o controle. É extraordinário que a Ferrari tenha aguentado. Ficaria surpreso se Barrichello fosse punido”, afirma o comentarista da BBC, Martin Brundle.

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Mesmo para a surpresa de Brundle, o incidente é investigado. “Vão acabar punindo a Ferrari por ter um carro forte demais”, brincam os espanhóis, um tanto mordidos com os comissários nesta temporada.

Se a inimiga da pátria alonsista é a FIA, os brasileiros têm o seu algoz. “Dos 5 candidatos ao título, Alonso é o que menos merece por causa daquela jogada anti-desportiva”, diz Reginaldo Leme. “Só ali foram 14 pontos”, Galvão completa com sua matemática particular, comparando ao futebol quando há jogo entre líder e vice-líder no campeonato, por exemplo. O problema é que, nesse caso, entre Alonso e Massa simplesmente não há confronto direto...

O foco dos ataques rapidamente muda quando Vettel acerta Button. “É uma batida que complica o campeonato dos dois numa manobra que chega a ser grotesca”, define Galvão. Lobato também não perdoa. “Mais uma Vettelada”. Os comentaristas pegam bem mais leve. “Foi estranho. Parece que ele perdeu carga aerodinâmica de uma hora pra outra. Pode ser que esteja molhado”, aponta Marc Gené. “Não merece punição”, Lobato volta atrás.

Nas voltas anteriores, Gené e Brundle tocaram num ponto ignorado pela transmissão brasileira. Nas retas, Vettel chegava no limitador, ou seja, sua última marcha era mais curta que a de Button e, se não arriscasse na última freada, não o passaria nunca. “O vácuo não serve para nada assim”, definiu o inglês, que ficou em cima do muro sobre uma punição. “Button vai ficar bravo porque não fez nada de errado e Vettel parece que achou estar mais longe da área de frenagem do que realmente estava e perdeu aderência.” Um erro, nada de “grotesco”.

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O ex-piloto inglês entra num ponto que gerou muita discussão depois da prova. “Red Bull e McLaren agora vão ter que escolher que pilotos apoiam pelo campeonato.”

Enquanto isso, Vettel continua sua sina. Segundo o repórter da BBC, Ted Kravitz, os mecânicos da McLaren saíram da garagem fazendo gestos pouco elogiosos ao alemão quando este pagava sua punição. “Está mostrando cada vez mais que a cabeça não acompanha o talento”, define Galvão. “O comissário convidado hoje é Mansell, aquele mesmo da punição insolente a Alonso em Silverstone. E ele é britânico...”, Lobato suspeita que o drive through tenha mais a ver com quem saiu da prova.

Quando Alonso passa Liuzzi jogando-o para fora da pista, na volta 16, Brundle dá uma breve aula de limites na F1. “Alguns podem perguntar qual a diferença para a manobra de Schumacher na Hungria. Quem está trajetória tem o direito de mantê-la. Nesse caso, é o outro piloto que decide se sai da pista ou freia.”

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Vettel tenta repetir o espanhol, mas bate em Liuzzi. “Foi culpa dele de novo ou estou sendo duro?”, pergunta o narrador da BBC, Jonathan Legard. “Essa impetuosidade já lhe tirou o campeonato do ano passado. Ele tem que controlar isso”, Brundle analisa, sem ofender.

A chuva finalmente chega no final, premiando a estratégia de Ross Brawn de manter o pilotos na pista – com pneus duros, como Rubinho havia previsto. Os líderes decidem dar uma volta a mais na pista molhada e a vitória certa de Hamilton quase para na brita. “Eles estão de pneus duros, que perdem a temperatura rápido. Guiar assim é pior que no gelo”, compara Gené. “Eles respeitaram as decisões dos engenheiros e arriscaram demais”, salienta Reginaldo.

Uma hora eles aprendem

Quem arriscou pra valer, e se deu mal, foi Alonso. “Chuva é assim. Pode lhe dar e tirar coisas. Que balde de água fria para as aspirações ao título”, reage Lobato. “O Safety Car vai ajudar quem está de intermediários, porque está chovendo mais agora”, Brundle assiste ao replay do acidente. “Foi a mesma coisa que eu fiz na McLaren anos atrás. Essa grama artificial escorrega muito.”

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Enquanto espanhóis e ingleses clamam pela relargada, Galvão reclama dos retardatários à frente de Massa, sendo que isso aconteceu com outros pilotos várias vezes na temporada e ele, é claro, não notou. De nada adiantaria, o brasileiro demorou mais de uma volta para se livrar do tráfego, estava mais preocupado em não ser atacado que em atacar. Se estivéssemos assistindo a La Sexta, curiosamente, saberíamos por que. “Vamos ver como Felipe anda com o acerto de seco que tem e a famosa inabilidade na chuva”, diz Lobato.

Inútil esperar esse tipo de informação, mesmo que seja a respeito dos brasileiros, na transmissão da Globo, chegada a um ataque, a uma deturpação – aquela de que o Alonso disse ter 50% de chance de ser campeão em comparação aos outros foi forte! – e a impagáveis trocas. Nesse GP, Hamilton virou Alonso, Buemi virou Webber, Alguersuari virou Alguersueri (essa já é clássica) e Petrov virou Petkovic...

Voltando à pista, nada mais acontece, além de Rosberg se livrar de 2 carros no 1º setor depois do reinício da corrida – um deles, Schumacher.

Hora dos destaques. Para Reginaldo Leme, Hamilton (que depois de ser malhado por cada marcha que trocava nos tempos de rivalidade com Massa virou o queridinho da emissora), Kubica, Sutil e... Massa. Para a La Sexta, o piloto da Force India mostra que é bom de água (mas ele não ficou em 5º a corrida toda, no seco?), e Kubica ganha destaque – “na verdade, a Renault melhorou muito, Petrov largou em 23º e chegou em 9º”, lembra Lobato. Para Brundle, na BBC, “Hamilton está guiando melhor que no ano em que foi campeão e, quando a situação do clima aperta, a McLaren sempre toma as decisões certas. Eles tinham a dobradinha até a batida de Button.”

O comentarista também duvida que a Red Bull tenha mantido as asas da Hungria. “Eles não ganharam tanto quanto se imaginava no 2º setor. Quem apostaria que eles seriam o 3º carro mais rápido em Spa?”. E quem diria que a Ferrari seria o 4º?

29ago/103

Spa: sem surpresas nas voltas mais rápidas

Pos Piloto Carrro Tempo Diferença
1 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1′49.069  
2 Mark Webber Red Bull-Renault 1′49.395 0.326
3 Robert Kubica Renault 1′49.807 0.738
4 Felipe Massa Ferrari 1′50.111 1.042
5 Adrian Sutil Force India-Mercedes 1′50.477 1.408
6 Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1′50.868 1.799
7 Vitaly Petrov Renault 1′51.175 2.106
8 Fernando Alonso Ferrari 1′51.374 2.305
9 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1′51.576 2.507
10 Nico Rosberg Mercedes 1′51.688 2.619
11 Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 1′51.749 2.680
12 Nico Hülkenberg Williams-Cosworth 1′51.864 2.795
13 Michael Schumacher Mercedes 1′51.914 2.845
14 Vitantonio Liuzzi Force India-Mercedes 1′52.267 3.198
15 Pedro de la Rosa Sauber-Ferrari 1′52.537 3.468
16 Jenson Button McLaren-Mercedes 1′52.879 3.810
17 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari 1′52.966 3.897
18 Jarno Trulli Lotus-Cosworth 1′55.103 6.034
19 Timo Glock Virgin-Cosworth 1′55.268 6.199
20 Sakon Yamamoto HRT-Cosworth 1′55.484 6.415
21 Lucas di Grassi Virgin-Cosworth 1′55.705 6.636
22 Heikki Kovalainen Lotus-Cosworth 1′55.797 6.728
23 Bruno Senna HRT-Cosworth 2′16.767 27.698

Um retrato do que poderia ter sido para Vettel em, em menor escala, para Alonso num dia em que ter o pneu certo na hora certa fez a diferença nos tempos de volta. Na outra ponta, a diferença de 6s - muito reflexo de um circuito de 7km - é assustadora. Mostra o quanto é difícil correr de igual para igual na F1.

29ago/102

Bélgica – corrida: Muita ação e uma dose de justiça

Decisões corretas da McLaren e um piloto quem tem sido impecável neste ano deram uma vitória em Spa que Lewis Hamilton já tinha merecido em 2008. Webber saiu no lucro com o erro de Kubica no pitstop e mantém o inglês na alça de mira no campeonato. Já os outros 3 candidatos ao título ficaram no zero. Vettel mais uma vez provou que tem problemas quando tem pilotos ao seu lado na pista – corrida boa, pra ele, é liderando de ponta a ponta –, Button foi o alvo da vez e Alonso... será que era ele mesmo?

No final, ficou claro que a decisão correta era largar com pneus duros. As Mercedes e Kobayashi se deram bem e saíram de trás do pelotão para os pontos. Não fosse uma atitude um tanto otimista de Barrichello de tentar ultrapassar de slick debaixo de muita água, a 300ª corrida do brasileiro poderia ter sido brilhante.As brigas da Mercedes foram um capítulo à parte. Cada vez fica mais claro que o bicho tá pegando entre Rosberg e Schumacher.

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No mais, várias lutas por posições, a maioria com muita agressividade. Bom que os comissários não se intrometeram e deixaram os pegas acontecer. Não tem coisa mais chata que ver piloto sendo punido por tentar.

25jul/101

Nada mal para um 2º piloto – parte 2

E mais uma vez vimos uma corrida decidida da maneira que ninguém quer ver, mas da qual ninguém consegue escapar. Pensando no campeonato, a Ferrari não tinha muita escolha, já que todos seus esforços de desenvolvimento estão focados na única possibilidade que a equipe tem de ganhar alguma coisa esse ano: o campeonato de pilotos com Alonso. Eles não podiam nem ter arriscado uma briga que tirasse ambos da pista, nem ver o espanhol fazer 7 pontos a menos. Podiam, sim, ter invertido as posições de maneira menos amadora, na linha do “economizar combustível” da McLaren na Turquia.

A FIA não puniu a Ferrari com perda de posições porque sabe que isso abre um procedente perigoso. Com certeza coisas desse tipo vão acontecer de novo. Como diferenciar um "seu companheiro está mais rápido que você" de um "economize combustível" quando ambos querem dizer a mesma coisa e todo mundo sabe? E por que punir agora e não fazer nada na última prova, por exemplo? Acho que os times têm o direito de tomar esse tipo de decisão. Essa regra só funciona na cabeça dos ingênuos.

Felipe respirou fundo antes de sair do carro

No mais, mais do mesmo. Besteira de Vettel na largada, momento em que, da pole, só se pode perder corridas e é o que ele tem feito. Um Webber apagado, como em todo final de semana. Um Hamilton eficiente, que ganhou 2 posições em relação à largada e um Button inteligente na estratégia – da corrida e do campeonato – e cuidadoso com os pneus.

O ritmo da McLaren na corrida foi desapontante. Hamilton chegou quase 27s atrás de Alonso, o que mostra que os problemas dos ingleses com o novo difusor não se resumem à classificação.

Na próxima prova, na Hungria, a relação de forças deve se manter a mesma. A Ferrari, que já tinha ritmo de corrida há 3 provas, agora, com o mesmo sistema de gases da Red Bull, também chegou na classificação. Em pouco tempo, a McLaren vai encostar. É ou não é o melhor campeonato de todos os tempos?

12jul/100

Inglaterra: estatísticas e curiosidades

- 14º e 15º: foi o pior resultado da Ferrari desde o GP da França de 1978, quando Gilles Villeneuve e Carlos Reutemann terminaram em 12º e 18º.

- A volta mais rápida de Alonso, a última da corrida, com pneus recém trocados, foi a 15ª da carreira do espanhol, que se igualou a Jackie Stewart e Clay Regazzoni.

Bateu o desespero na Ferrari

Voltas na liderança em 2010

Piloto Voltas
Mark Webber 259
Sebastian Vettel 174
Jenson Button 74
Lewis Hamilton 56
Fernando Alonso 20
Nico Rosberg 16
Sebastien Buemi 1

- Os pilotos da Red Bull lideraram, juntos, duas vezes mais voltas que todo o restante junto (433 de 600), mas são apenas 3º e 4º no campeonato.

- A equipe austríaca, aliás, tem 9 das 10 poles disputadas até agora. Perseguem as marcas de 15 em 16 provas de 2 outros carros de Adrian Newey (os Williams imbatíveis de 1992 e 1993) e a McLaren de 1988.

- Os touros vermelhos dominaram completamente Silverstone: vitória, pole e todos os treinos livres.

Webber mostrou a que veio na Inglaterra

Pódios

Piloto Pódios
Lewis Hamilton 6
Jenson Button 5
Mark Webber 5
Sebastian Vettel 4
Fernando Alonso 3
Nico Rosberg 3
Felipe Massa 2
Robert Kubica 2

- Este é o segredo da liderança de Hamilton: maior número de pódios e não de vitórias, como seria de se esperar pelo novo sistema de pontuação.

11jul/100

Campeonato após Inglaterra – pontuação nova e antiga

Pos Piloto antiga atual
Hamilton 60 145
Button 54 133
Webber 60 128
Vettel 40 121
Alonso 38 98
Rosberg 40 90
Kubica 29 83
Massa 26 67
Schumacher 13 36
10º Sutil 11 35

Para quem acha que o campeonato apertado é resultado da nova pontuação, Webber e Hamilton estariam empatados se a pontuação antiga tivesse sido mantida - com o australiano na frente por ter mais vitórias. Button cairia para 3º e Vettel e Rosberg também estariam empatados, em 4º - com o piloto da Red Bull na frente.

11jul/100

Nada mal para um 2º piloto

E parece que, pra fazer Webber andar, é só desafiá-lo. E pra fazer Vettel errar, é só colocar Webber na frente dele. A Red Bull alimentou um problema interno sem qualquer necessidade ao tirar a asa dianteira nova do carro do australiano e dar para o queridinho alemão, que fez de tudo pra se manter na frente do companheiro na largada e acabou com um pneu furado.

Hamilton, de novo, deu claros sinais de amadurecimento, se conformando com o 2º lugar quando é o máximo que o carro permite, ao contrário do que fazia no passado. E Button, como sempre, come quieto. Mesmo quando tudo parece errado, a McLaren consegue um 2º e um 4º. E com a briga na Red Bull, parece que vai ser outra aula de como perder um campeonato.

A Mercedes, pelo menos na mão de Rosberg, parece que conseguiu fazer o novo escapamento funcionar, assim como a Ferrari, que não conseguiu transformar seu bom rendimento em resultado, mais uma vez mergulhada num misto de más decisões dos comissários - quem diria, logo eles! - e péssima sorte.