Por um fio: Massa, Webber, Grosjean e Di Resta
É curiosa a lista dos pilotos que precisarão mostrar mais trabalho do que em 2012 para manter seus empregos para a próxima temporada: de Romain Grosjean, novato que errou demais da conta, a um dos mais experientes do grid – e sempre na corda bamba, sabe-se lá se por opção própria – Mark Webber.
| Felipe Massa |
| São Paulo, Brasil, 25.04.1981 |
| 174 GPs |
| Em 2012: 7º, 122 pontos |
| O que levar para 2013: finais de semana impecáveis da segunda metade de 2012 |
| O que esquecer: espiral de queda de confiança após maus resultados |
No meio disso, Felipe Massa diz ter reencontrado na felicidade de pilotar a velocidade que só apareceu em lampejos nos últimos três anos. De fato, o salto gritante de qualidade do brasileiro a partir do GP da Bélgica não teve nenhuma razão técnica. Talvez a maior previsibilidade dos pneus Pirelli ao longo do ano tenha ajudado, pois diminui a vantagem daqueles que se adaptam mais rapidamente, mas só isso não conta toda a história. Seja como for, o normal é que, ao longo da temporada, Massa seja superado pela constância de Alonso. Porém, mais finais de semana como mostrou ser capaz de ter na segunda metade de 2012 abrem uma nova perspectiva para sua carreira. E, convenhamos: há sete meses, isso parecia impossível.
| Paul Di Resta |
| Uphall, Escócia, 16.04.1986 |
| 39 GPs |
| Em 2012: 14º, 46 pontos |
| O que levar para 2013: habilidade em se manter longe de confusão |
| O que esquecer: quedas de performance ao longo da temporada |
Paul Di Resta chegou com a pompa de ter derrotado o ex-companheiro de equipe Vettel na F-3 Euroseries e não decepcionou em seu primeiro ano, especialmente nas corridas finais de 2011. A impressão, portanto, era de que o escocês engrenaria. Porém, apesar de ficar longe de acidentes no embolado meio do pelotão, parece faltar uma pitada de sal ao escocês, que teve uma queda de rendimento acentuada após seu companheiro de 2012, Hulkenberg, começar a brilhar. Fora das pistas, um ponto de interrogação no futuro de Di Resta tem a ver com sua relação com a Mercedes: fora a Force India – que, especula-se, ensaia usar motores Ferrari em 2014 – as outras duas equipes atuais da montadora (a oficial e a McLaren) têm contratos de mais de um ano com seus pilotos.
| Romain Grosjean |
| Genebra, Suíça, 17.04.1986 |
| 26 GPs |
| Em 2012: 8º, 96 pontos |
| O que levar para 2013: velocidade em classificações |
| O que esquecer: afobação nas primeiras voltas |
Grosjean mesmo admitiu não esperar que o desafio da F-1 fosse tão grande. Se a inconsistência e os erros bobos em largadas – o mais espetacular certamente foi na Bélgica, mas o de Suzuka beirou o ridículo – o fizeram balançar ao final do ano mesmo com o dinheiro francês dando uma força, é justo dizer que sua velocidade foi importante para que ganhasse uma terceira chance. Afinal, dizem que é mais fácil um piloto rápido tornar-se consistente do que um piloto consistente tornar-se rápido, não? Mas agora acabou a fase de “bixo”: o carro deve ser bom, o companheiro não incomoda, o chefe aposta nele e Grosjean tem tudo a seu favor para brilhar em 2013.
| Mark Webber |
| Queanbeyan, Austrália, 27.08.1976 |
| 198 GPs |
| Em 2012: 6º, 179 pontos |
| O que levar para 2013: performances como em Silverstone |
| O que esquecer: apagões durante a temporada |
Quem parece que não gosta deste tipo de situação é Mark Webber. Aliás, a teoria dos ingleses para os comuns ataques vindos de Helmut Marko esbarra na necessidade que o australiano parece ter de ser tido como azarão, no melhor estilo Rocky. Psicologia à parte, o problema de Webber é semelhante ao de Massa: como seu companheiro consegue se virar em uma gama mais ampla de condições, tanto do carro, quanto externas, ele pode vencer algumas batalhas, mas dificilmente levará a guerra. E Webber mesmo já adiantou: se não for para correr na turma da frente, prefere promover suas corridas de aventura na Tasmânia.
Vettel e Hamilton igualam Piquet e Cingapura coroa sua realeza
Depois de Fernando Alonso igualar – e, em de Cingapura, superar – o número de pódios de Ayrton Senna, desta vez foram Sebastian Vettel e Lewis Hamilton que alcançaram as marcas de outro tricampeão brasileiro, Nelson Piquet. Enquanto o alemão conquistou sua 23ª vitória na carreira, o inglês largou na pole position pela 24ª oportunidade. Com isso, ambos entraram no top 10 na história da categoria.
Apesar da grande porcentagem de 24,4% de vitórias em 94 largadas, essa foi apenas a segunda oportunidade em que Vettel ganhou largando fora da primeira fila, repetindo a história do GP da Malásia 2010, quando também largou em terceiro.
Hamilton, por ouro lado, poderia mesmo prever que sua pole não seria convertida em vitória, principalmente depois do resultado do GP da Itália. Afinal, nenhum piloto conquistou duas provas em sequência neste ano. Isso só aconteceu por uma temporada completa em uma oportunidade na história, em 1974, ano que contou com 15 etapas.
A 14ª etapa foi mais um baixo na montanha-russa vivida pelo inglês nos últimos oito GPs: três vitórias e quatro corridas sem pontos – e o inglês só pode ser culpado por um dos abandonos, em Valência. De resto, estava apenas no lugar ou com o carro errado.
Carro que, até sábado, havia dado mais uma prova de que é o mais rápido do grid atual. A sequência de quatro pole positions da McLaren remonta a1999, ano do penúltimo título conquistado pela equipe, com Mika Hakkinen. Por outro lado, só terminou a corrida com ambos os carros no top 5 em duas oportunidades em 2012.
A primeira fila com dois dos times mais tradicionais da história, McLaren e Williams, era algo inédito desde 2005, quando Raikkonen largou ao lado de Heidfeld.
Mas há uma combinação que curiosamente jamais aconteceu: Hamilton, Vettel e Alonso nunca dividiram um pódio, ao passo que a cena que vimos em Marina Bay domingo, com Button no lugar do companheiro ao lado dos bicampeões, se repetiu pela sétima vez.
Se o título de pilotos é cada vez uma disputa mais restrita, o prêmio de dono do maior número de voltas mais rápidas pode terminar nas mãos de, na prática, qualquer piloto do grid. A atual temporada já igualou o número de detentores de voltas mais rápidas, 10 em 14 etapas. Nico Hulkenberg foi o dono do feito em Marina Bay, pela primeira vez na carreira.
Outro dado que mostra os resultados inesperados deste ano é o fato de, em nove oportunidades, o companheiro de equipe do vencedor não ter marcado pontos. Isso só ocorreu em Marina Bay após a punição de Mark Webber por ultrapassar Kobayashi por fora da pista. O australiano deveria saber que isso não acabaria bem, afinal, em 2009, foi obrigado a devolver a posição a Alonso por uma manobra muito semelhante exatamente no mesmo lugar.
Em Mônaco, tivemos ao longo da história o mister Graham Hill e o rei Ayrton Senna. Em cinco anos, o circuito de Marina Bay pode começar a eleger sua realeza. Alonso conquistou o quarto pódio – e, quando não saiu de Cingapura com um troféu, foi quarto, em 2011 – sendo duas vitórias, mesmo número de Vettel, que não terminou abaixo de quinto nas cinco edições da prova, mesmo em seu primeiro ano, de Toro Rosso. O alemão tem três pódios, sendo que nos últimos três anos fez segundo-primeiro-primeiro.
Mas há pilotos com carros mais “modestos” que se destacam no circuito. Paul Di Resta andou duas vezes por lá: foi sexto em 2011 e conquistou seu melhor resultado na carreira, com o quarto lugar, no último domingo. E Timo Glock, que conquistou um pódio pela Toyota em 2009, obteve o melhor resultado da história da Marussia – e igualou o máximo conquistado por um dos três times que estrearam em 2010: foi 12º, assim como Heikki Kovalainen no GP do Japão de 2010.
São histórias bem diferentes do que está parecendo uma espécie de maldição de Cingapura para Felipe Massa. Como se não bastassem os dramas de 2008, quando ficou por segundos intermináveis esperando os mecânicos socorrê-lo com a mangueira de reabastecimento presa ao carro, nos últimos dois anos o brasileiro teve de dar uma bela volta com um pneu furado – e, tanto na batida com Hamilton em 2011, quanto com Petrov no último domingo, não teve culpa alguma. Para completar, em 2010, largou em último após um problema eletrônico na classificação. Com esse currículo, a única sorte do piloto da Ferrari em Cingapura deve ter sido a não participação em 2009...
As vagas são boas, mas os diamantes, brutos
O ano começou com quatro vagas em potencial nas equipes grandes, pois Mark Webber, Felipe Massa, Lewis Hamilton e Michael Schumacher tinham contratos até o final da temporada. Destes, apenas o primeiro confirmou a renovação até agora e, por mais que muita gente se agite para mudar as peças – principalmente depois que Eddie Jordan, provavelmente abastecido por Ecclestone e XIX Management, abriu de vez as porteiras para as especulações que colocam Hamilton na Mercedes – o mais plausível no momento é que tudo continue como está.
Porém, o mais curioso de acompanhar a onda de boatos é a dificuldade em encontrar substitutos para estes pilotos de equipes grandes. Mesmo sabendo, por exemplo, que Massa não vem fazendo um grande trabalho na Ferrari há algum tempo ou que Schumacher está próximo da aposentadoria, não dá para cravar que haja alguém no grid com todas as credenciais para superá-los.
Nos últimos anos, quando a Ferrari precisou, havia um Alonso pronto para se tornar o líder de que a Scuderia pressentia. Quando a McLaren quis, Button estava louco para se livrar do barco furado da Brawn/Mercedes.
Há, claro, Kimi Raikkonen, mas o finlandês não saiu morrendo de amores pela McLaren, e muito menos pela Ferrari. Um retorno a um dos times grandes muito provavelmente estaria relacionado à flexibilidade do contrato como, aliás, já foi o caso na época de Maranello.
Fora o campeão de 2007, o grid conta com uma série de apostas e alguns que já tiveram suas oportunidades e não vingaram. Sergio Perez tem apenas 22 anos, grandes atuações no currículo relacionadas a sua capacidade de andar forte economizando pneus, mas peca em classificações e não goza exatamente do amor de sua equipe, a Sauber, no trato interno. Tanto, que as informações correm rápido e a Ferrari vem dando indicativos há algum tempo de que vai deixá-lo em banho-maria.
A Sauber é daquelas equipes que dão a impressão de que, com o carro que tem, deveria obter resultados melhores e de maneira mais constante. O mesmo ocorre com a própria Lotus e, especialmente, com a Williams. Todas elas têm o ano marcado por erros ou pelo menos oportunidades perdidas dos pilotos, seja em classificação, largadas ou incidentes durante as corridas. Na Toro Rosso, até pela renovação adiantada de Webber, a impressão é de que a dupla ainda está verde demais para voos mais altos.
Não é por acaso que os nomes mais fortes no mercado das especulações hoje venham da Force India, com Nico Hulkenberg e Paul Di Resta, e da Caterham, com Heikki Kovalainen. Nenhum deles, no entanto, deixa de ter seu porém. Estaria Hulkenberg pronto – e qual seria sua relação contratual com atual time? – teria Di Resta mostrado o bastante, após bons inícios de temporada, mas batido por vezes demais por seu companheiro, seja o alemão de hoje ou o do ano passado, Adrian Sutil? E Kovalainen, já não desperdiçou sua chance na McLaren?
Não é de se estranhar essa demora na definição dos postos mais importantes. Ainda que o pelotão tenha qualidade, sobra diamante bruto no grid. E quando falamos nos times que constantemente lutam por vitórias e por fortunas no Mundial de Construtores, a coisa se afunila.
Promessas têm segundo ano de altos e baixos
A metade da temporada é um bom momento para voltar às expectativas do início do ano. Antes da primeira corrida, na Austrália, trouxemos os números que faziam do quinteto Alonso, Button, Hamilton, Vettel e Webber absoluto, não apenas nas vitórias, divididas apenas entre eles por 44 GPs em sequência, como em pódios – não houve nenhum intruso estourando champanhe entre as corridas malaias de 2011 e 2012, maior série da história.
Esses números deram lugar a outros, dos vencedores, poles, frequentadores de pódio diferentes – 11 já receberam troféus nestas 11 etapas. E muito disso tem a ver com a velocidade demonstrada por aqueles que estão em sua segunda temporada completa. Antes do início da temporada, destacava as necessidades de cada um, tanto daqueles que faziam, de fato, sua segunda temporada, como dos que tinham uma nova chance na categoria.
É uma turma boa, que esteve representada em seis pódios até aqui, chegando inclusive à vitória com Pastor Maldonado. É, ao mesmo tempo, um time heterogêneo.
Da Austrália para cá, quem perdeu mais terreno foi Paul Di Resta. Tido como o melhor estreante de 2011, começou aproveitando-se da ‘ferrugem’ do companheiro Nico Hulkenberg, que passara o ano anterior como piloto de testes, mas chegou atrás em quatro das últimas cinco provas – e na quinta, abandonou. Terminar 2011 levando tempo de Adrian Sutil, bem mais experiente e em sua melhor forma, dá para explicar, mas perder para Hulkenberg, hoje em condições iguais, é pouco para quem vira e mexe tem o nome associado a grandes times.
| Hulkenberg | Di Resta | |
| Pontos | 19 | 27 |
| Melhor resultado | 5º (1x) | 6º (1x) |
| Placar em corridas | 4 (1 abandono) | 5 (1) |
| Placar em classificação | 6 | 5 |
| Diferença média em class. | -0s310 |
Falando no alemão, mais de metade de seus 19 pontos foi conquistada apenas no GP da Europa. Desde então, foram três classificações entre os 10 primeiros, que agora só precisam se tornar bons resultados nas provas. Trata-se de algo difícil tendo em vista que a Force India tende a consumir mais pneus que os rivais diretos, mas ao menos Hulk tem mostrado uma evolução.
Evolução que não fica tão clara quando olhamos a temporada de Perez. Os resultados de seu primeiro ano foram minados pela perda de fôlego da Sauber justamente após o mexicano se recuperar totalmente do acidente em Mônaco, mas essa segunda temporada tem altos e baixos difíceis de explicar. Quando os pneus ficam no limite entre uma e duas paradas, ele brilha. Caso contrário, se perde nas corridas. Melhorar a classificação – sua posição média nas últimas cinco provas é de 15,2, enquanto a de Kobayashi é de 12,4 – seria meio caminho andado.
| Kobayashi | Perez | |
| Pontos | 33 | 47 |
| Melhor resultado | 4º (1x) | 2º (1x) |
| Placar em corridas | 3 (3 abandonos) | 3 (2) |
| Placar em classificação | 6 | 5 |
| Diferença média em class. | -0s178 |
Outro que vive a mesma situação aos sábados é Bruno Senna, pressionado por sua costumeira falta de tempo para mostrar serviço. Ao passo que apenas em três oportunidades terminou a corrida atrás em relação a sua posição de largada, vem pecando nas classificações – tem posição média de 13,8 – e culpado a dificuldade em acertar a mão na janela de temperatura dos pneus, algo que tem sua raiz em uma mescla de estilo de pilotagem e acerto. Vem fazendo uma série de mudanças em sua abordagem nos finais de semana para melhorar essa questão e mostrou grande evolução na Hungria. Resta saber se é uma tendência que veio para ficar e o quanto voltar a correr nas pistas em que andou com um carro de verdade ano passado, a partir de Spa, vai ajudar.
| Maldonado | Senna | |
| Pontos | 29 | 24 |
| Melhor resultado | 1º (1x) | 6º (1x) |
| Placar em corridas | 2 (4 abandonos) | 4 (3) |
| Placar em classificação | 9 | 2 |
| Diferença média em class. | -0s586 |
Em se tratando de classificações, Senna tem um osso duro de roer para se comparar. Pastor Maldonado colocou a Williams entre os 10 melhores no grid em seis oportunidades, sendo quatro delas nas últimas quatro provas. A mesma consistência, no entanto, desaparece nas corridas e o venezuelano, a seis corridas zerado nos pontos, ainda por cima vem cultivando a justificada cisma dos comissários.
O venezuelano enche o peito para dizer que “está claro para todos” que ele, Grosjean e Perez são o futuro da F-1. Será que já mostraram o bastante? Quem mais pode entrar nessa turma?
Lutas entre companheiros no meio do pelotão
Provavelmente a grande surpresa dentre os duelos entre companheiros de equipe seja a lavada de Di Resta em Hulkenberg. O que tinha tudo para ser um dos combates mais apertados até nos faz pensar o que Sutil, que começou o ano pior, mas estava dominando Di Resta no final de 2011, estaria fazendo.
Na classificação, a briga até que é apertada no cronômetro, ainda que o escocês consiga largar à frente. Nas corridas, contudo, Di Resta tem conseguido progredir, enquanto Hulkenberg não sai do lugar. Falta de experiência com os Pirelli, decisões estratégicas ruins? Ainda não dá para crucificar o alemão, que também demorou para pegar a mão em 2010, seu ano de estreia. Mas perder de um piloto com o mesmo tempo de categoria não faz bem ao currículo de ninguém.
É provável que Hulkenberg e Di Resta estejam lutando apenas por uma vaga na Force India ano que vem, assim como ocorre na Williams. Bruno Senna tem a chance de ganhar de Pastor Maldonado na consistência, e tem demonstrado a capacidade de fazê-lo. Se nas classificações, à exceção da última, o venezuelano tem sido rápido demais para o brasileiro, nas corridas Bruno já viu que pode superá-lo se livrar-se dos erros nas largadas e primeiras voltas.
Usar o racecraft para superar o companheiro vem sendo a receita de Vergne. Mesmo levando 4 a 0 e média de mais de 0s6 de Ricciardo em classificações, o francês parece se encontrar durante as corridas, tendo passado 194 voltas na frente do impetuoso colega de Toro Rosso. No entanto, a história recente mostra que ir bem apenas nas corridas não convence Helmut Marko de que um jovem talento pode vir a ser campeão pela Red Bull. E, mesmo que ainda seja cedo, a aproximação da aposentadoria de Webber faz com que a paciência não esteja em alta. No momento, nenhum dos dois está fazendo muito mais do que Buemi e Alguersuari fariam.
Na Sauber, a tendência da parte final do ano passado – que ficou escondida quando olhávamos a pontuação, já que o desempenho da equipe caiu ladeira abaixo na última metade da temporada – segue a mesma no início de 2012: ainda que em um duelo equilibrado, Perez vem batendo Kobayashi, escolhendo e executando melhor suas estratégias. Enquanto o mexicano é cotado para uma vaga na Ferrari, o japonês segue sendo aquele piloto que agrada mais aos espectadores do que aos chefes de equipe.
Di Resta x Hulkenberg
| 2012 | Di Resta | Hulkenberg |
| Classificação | 3 | 1 |
| Diferença média em classif. | +0.009 | |
| Corrida (completadas) | 3 | 0 |
| Abandonos | 0 | 1 |
| Voltas à frente | 155 | 14 |
| 2011* | ||
| Classificação | 3 | 1 |
| Diferença média em classif. | -0.953 | |
| Corrida (abandonos) | 2 (1) | 1 (0) |
*em comparação com Sutil
Maldonado x Senna
| 2012 | Maldonado | Senna |
| Classificação | 3 | 1 |
| Diferença média em classif. | -0.135 | |
| Corrida (completadas) | 0 | 1 |
| Abandonos | 3 | 2 |
| Voltas à frente | 88 | 99 |
| 2011* | ||
| Classificação | 1 | 3 |
| Diferença média em classif. | +0.247 | |
| Corrida (abandonos) | 0 (2) | 2 (2) |
*em comparação com Barrichello
Kobayashi x Perez
| 2012 | Kobayashi | Perez |
| Classificação | 2 | 2 |
| Diferença média em classif. | -0.104 | |
| Corrida (completadas) | 2 | 1 |
| Abandonos | 1 | 0 |
| Voltas à frente | 64 | 153 |
| 2011 | ||
| Classificação | 2 | 1 |
| Diferença média em classif. | -0.452 | |
| Corrida (abandonos) | 2 (0) | 1 (1) |
Ricciardo x Vergne
| 2012 | Ricciardo | Vergne |
| Classificação | 4 | 0 |
| Diferença média em classif. | -0.644 | |
| Corrida (completadas) | 1 | 3 |
| Abandonos | 0 | 0 |
| Voltas à frente | 32 | 194 |
Estratégia no GP do Bahrein e a vantagem dos pneus novos de Raikkonen e Di Resta
“O grid está tão apertado que os pilotos podem fazer estratégias diferentes e acabar a quatro, cinco segundos um do outro.” O diagnóstico de Sebastian Vettel não poderia ser mais preciso. A luta pela vitória no GP do Bahrein, entre um piloto que largou na pole e outro em 11º, acabou sendo decidida em dois momentos: nos 3s que Raikkonen perdeu lutando com Massa no início da prova – tendo, inclusive, danos em sua asa dianteira – e na relutância da equipe em ordenar que Grosjean cedesse a posição ao finlandês, ao final de seu segundo stint.
O que permitiu ao finlandês que disputasse com o alemão foi sua estratégia de classificação. Os engenheiros calculam que cada jogo de pneus novos equivale a uma vantagem de 8s ao longo de um stint. A degradação é de 0s3 por volta e as três voltas dadas em classificação (sendo duas mais lentas) representam uma perda de performance de 0s7/volta em relação a um jogo novo.
Outra vantagem de se largar com pneus novos é poder estender o primeiro stint. Isso minimiza bastante a possibilidade de pegar o tráfego de quem fará uma parada a menos – Raikkonen, por exemplo, não teve de ultrapassar Kobayashi e Di Resta, pois eles pararam antes que o piloto da Lotus os alcançasse. É mais economia de tempo.
Raikkonen teve toda essa vantagem em relação a Vettel em três de seus quatro jogos de pneus. O finlandês guardou na classificação dois jogos de macios e dois de médios, fazendo a prova inteira com pneus novos. Para conquistar a pole, Vettel usou cinco de seus seis jogos, guardando apenas um médio, que seria crucial para a vitória.
No entanto, dado que aquele que guarda pneus muito provavelmente o fez em detrimento da classificação e está largando mais atrás, essa vantagem se materializar na corrida depende muito de como o piloto lida com o tráfego. E nesse quesito Raikkonen deu um show. É claro que sofrer a ultrapassagem de Massa nas primeiras voltas não estava nos planos, mais daí em diante o finlandês foi perfeito.
Ganhou quatro posições na largada, passou Alonso e Button na pista no primeiro stint; superou Hamilton devido aos péssimos pits do inglês; se livrou de Webber logo que voltou da primeira parada e foi à caça de Grosjean. Mas o tempo perdido atrás do companheiro, que estava com médios usados naquele momento, foi crucial na aproximação de Raikkonen em relação a Vettel. Ao menos três segundos foram para o lixo na briga interna, algo que fez com que o finlandês só chegasse no alemão nas 6 voltas finais de seu terceiro stint. E este seria o último no qual teria a vantagem do pneu novo, pois Vettel usou seu único jogo zerado na parte final, em decisão acertada da Red Bull.
Na verdade, a estratégia de Raikkonen teve dois outros pequenos erros: no Q2, o finlandês teria a clara possibilidade de ficar entre os 10 caso fizesse sua única tentativa no final da sessão, quando a pista melhorou consideravelmente – e Kimi ficou em 11º por 129 milésimos. E, quando lutava com Vettel, talvez parar uma volta antes do líder, na volta 38, quando estava a 1s do alemão, o colocaria na ponta. Provavelmente assombrada pela brusca queda de rendimento no final do GP da China, quando Raikkonen caiu de 2º para 14º em questão de três voltas, a Lotus decidiu não arriscar um stint longo demais no final. No final das contas, apesar da performance vigorosa de Kimi na pista, a atuação conservadora do pitwall foi decisiva.
Estratégia e sorte para Di Resta
Uma das histórias mais intrigantes do final de semana foi a escalada de Di Resta, que não participou, junto de sua equipe, da segunda sessão de treinos livres, justamente a mais importante para determinar o ritmo de corrida e as estratégias, até o sexto lugar na corrida. E, de quebra, com a arriscada tática de duas paradas.
Antes da prova, havia quem previsse até quatro pits para a prova, mas as temperaturas bem mais baixas no domingo e a melhora da pista diminuíram o nível de desgaste, uma vez que a queda de performance vem ocorrendo não pelo gasto em si do pneu, mas pelo que a Pirelli chama de degradação termal.
A estratégia começou na classificação, quando Di Resta não saiu dos boxes no Q3. Com isso, ganhou a possibilidade de ter só pneus novos para a corrida – dois macios e um médio. A corrida não começou bem: ao contrário do que era de se esperar, mesmo com pneus novos Di Resta perdeu duas posições na largada. Teve de imprimir um ritmo mais forte a partir dali, o que o obrigou a antecipar sua parada em 5 voltas em relação ao que seria ideal. Esse foi um segundo agente complicador da tarde do piloto da Force India, pois antecipou todas suas paradas e fez com que seu último stint fosse longo demais, deixando-o exposto no final.
Mas o escocês lidou bem com o tráfego enquanto tentava poupar seus pneus, com os quais fez stints de 14, 19 e 24 voltas, sendo a dupla ultrapassagem sobre Maldonado e Perez seu ponto alto na prova. Mas é lógico que isso acabou lhe custando tempo, pois um piloto na tática de duas paradas, ainda que enfrente menos tráfego que aquele que opta por três, cruza com carros lentos justamente em suas primeiras voltas após a parada. Di Resta ficou por seis giros preso atrás de Maldonado e chegou a reclamar via rádio da agressividade dos movimentos de defesa do venezuelano.
O escocês teve sorte com o abandono de Button e a falta de velocidade de reta da Ferrari, pois Alonso veio 1s5/volta mais rápido nos últimos giros, mas não conseguiu se aproximar o suficiente para atacar e cruzou a linha de chegada a 0s2. Por outro lado, o tempo perdido com a Williams foi fundamental para a perda da posição com Rosberg, que tinha problemas no escapamento no final e diminuiu bastante o ritmo, superando Di Resta por apenas 2s.
De qualquer forma, Di Resta provou que é possível largar entre os 10 com pneus suficientes para não ter de recorrer a usados durante as corridas. Se ele fez isso com uma Force India, carro 0s8/volta mais lento que os ponteiros segundo cálculos da equipe, não é de se estranhar que algum grande, até pelo próprio exemplo de Kimi, faça o mesmo nas próximas provas.
O desafio da segunda temporada na F-1
Quem nunca ouviu dizer que manter-se no topo é mais difícil do que chegar? E manter-se naquele íngreme terreno logo antes do topo então? Passar com louvor pelo segundo ano de F-1, quando os erros deixam de ser perdoáveis e a pressão se desvia, indo da necessidade de manter-se na pista ganhando quilometragem para a cobrança por resultados, é a missão de vários pilotos que vão compor o meio do pelotão neste ano.
É notável a dificuldade em estrear em uma categoria que não tem pares, nem em termos técnicos, nem de status, o que faz com que o piloto novato tenha de lidar ao mesmo tempo com novidades na complexidade do trabalho de pista e, talvez o que mais incomode a todos eles, fora dela, ao se tornar o rosto de patrocinadores e aparecer na mídia.
Mas é de se esperar que tudo isso já esteja incorporado no início da segunda temporada. E o nível de pressão se torna outro. É o que viverão Sergio Perez, Paul di Resta e Pastor Maldonado – e, de certa forma, Hulkenberg, Senna e Grosjean, em 2012.
Cada um deles teve uma história em seu ano de estreia. Maldonado pouco pôde fazer com uma Williams pouco competitiva, mas ainda assim colocou o carro por três vezes entre os 10 mais rápidos em classificação, com destaque para a performance em Mônaco, quando era sexto até ser abalroado por Hamilton a poucas voltas do fim. As corridas de rua, aliás, foram seu ponto alto. No entanto, a velocidade em uma volta lançada não costumava acompanhá-lo aos domingos de forma consistente e Maldonado por várias vezes fez provas que não davam em nada.
É difícil precisar o quanto o venezuelano será cobrado por suas atuações na pista ou se sua permanência na Williams tem mais a ver com os cheques vindos da terra natal. Mas digamos que ninguém em Grove se importaria se ele evoluísse em termos de ritmo de corrida.
Paul di Resta foi considerado por muitos o melhor estreante do ano passado. Enfrentando Adrian Sutil, um companheiro competente em sua melhor temporada na F-1, não fez feio em classificações, mas passou a ser superado sistematicamente nas últimas corridas do ano. No final das contas, apesar da grande classificação de Silverstone, quando foi sexto, e dos GPs de Hungria e Cingapura, a Force India bem que pode culpá-lo por não ter ultrapassado a Renault no Mundial de Construtores (fez 15 pontos a menos que Sutil, sendo que o time ficou a cinco de chegar ao quinto lugar na classificação).
O escocês, que conta com o forte lobby da mídia inglesa e é cotado para substituir Schumacher na Mercedes, terá um osso duro pela frente. Nico Hulkenberg fez uma primeira temporada de forma inversa a Di Resta: começou tropeçando e passou a andar bem nas últimas etapas do ano, culminando com a histórica pole em Interlagos – e uma atuação bastante correta na corrida. Resta saber o quanto o ano longe das competições irá interferir quando chegar a última chance de fazer uma volta voadora para chegar ao Q3 ou disputar uma posição no competitivo meio do pelotão. Esta, inclusive, tem tudo para ser uma das brigas mais equilibradas entre companheiros.
Quem tem trajetória semelhante a Hulkenberg é Sergio Perez. O mexicano se envolveu em confusões e sofreu punições no início do ano. Quando vinha conseguindo colocar a Sauber no top 10 em Mônaco, sofreu forte acidente e demorou para voltar a ser consistente nas corridas. Perdeu, assim, o melhor momento da equipe, o que explica a diferença de pontuação em relação ao companheiro Kobayashi (30 a 14, sendo que 16 pontos do japonês foram conquistados nas duas provas que Perez perdeu).
Além disso, Perez terá de conviver não só com a pressão natural do segundo ano, ainda mais após ter deixado uma boa impressão, mas também com as especulações ligadas ao fim do contrato de Felipe Massa. Membro da Academia de Pilotos da Ferrari que está hierarquicamente mais próximo de tornar-se piloto da Scuderia, ainda que essa não seja – com exceção justamente de Massa – comportamento de praxe do time de Maranello, pode cair como uma luva caso o brasileiro não renove. Afinal, seria rápido o suficiente para ganhar pontos para o Mundial de Construtores sem ameaçar o reinado de Alonso. Mas muito disso depende deste seu segundo ano.
Há outros pilotos que vivem esta situação de mostrarem se estão no lado dos que merecem uma chance em uma equipe grande ou serão engolidos pela próxima nova promessa. Bruno Senna tem um ano e meio de bagagem, mas não é exagero dizer que começa sua primeira temporada de verdade. Aos 28 anos, fez algumas boas classificações com a Renault, mas sofreu com a inconsistência, grande calcanhar-de-Aquiles desta nova geração.
Acabou substituído por Romain Grosjean, um curioso caso a ser observado de perto neste ano. O francês não poderia ter deixado uma impressão pior em 2009. E seria um milagre ser diferente, chegando naquela Renault destroçada moralmente e financeiramente pelo estouro do escândalo de Cingapura, correndo com um carro difícil e abandonado, e logo contra Alonso.
O companheiro do retorno, dois anos depois, não deixa nada a desejar. Mas Grosjean parece um outro piloto: levou um time que não era de ponta ao título incontestável da GP2, foi bem em todos os testes e pilotará um carro certamente superior ao R29, com o qual pode lutar constantemente por pontos. Dos “quase novatos”, é talvez o que gera mais desconfiança devido aos percalços do passado. Mas será o que terá a maior chance.
Os 10 melhores de 2011 – parte 1
Listas só servem para causar discórdia, não mudam a vida de ninguém, mas são irresistíveis. Confesso que tive dificuldade em chegar a esse “veredicto” e vejo pelo menos dois empates técnicos, mas deixo a bola em campo para vocês discutirem à vontade.
10. Michael Schumacher
| Posição no mundial | 8º, 76 pontos |
| Comparação com companheiro (classificação) | 3 x 16 (+0.366 em média) |
| Comparação com companheiro (corrida) | 6 x 7 |
| Melhor resultado | 4º, Canadá |
Na primeira volta, não tem para ninguém. No roda a roda, nem tanto. Mas Michael Schumacher mostrou grande evolução neste seu segundo ano após a volta. Mesmo com uma Mercedes mais problemática que a do ano passado, andou mais próximo de Nico Rosberg em situação de corrida e protagonizou algumas grandes recuperações.
É claro que a velocidade em uma volta lançada ainda não chega nem perto do que deveria, mas Schumacher quase sempre compensou seus maus rendimentos aos sábados com excelentes largadas. Além disso, duas características do velho Schumi apareceram em 2011: uma performance fortíssima na chuva em Montreal, com a clara possibilidade de pódio, e a forma dura como defendeu a posição com Lewis Hamilton em Monza.
É claro que houve maus momentos, sendo a prova da Turquia o exemplo mais emblemático. A perigosa batida com Perez em Cingapura foi outro momento que colocaria uma pulga atrás da orelha de qualquer um. Afinal, para que correr tamanho risco aos 42 anos e cheio de glórias? Schumacher quer construir um time vencedor – de novo – e deu um passo no rumo certo em 2011.
9. Paul Di Resta
| Posição no mundial | 12º, 27 pontos |
| Comparação com companheiro (classificação) | 9 x 10 (-0.058 em média) |
| Comparação com companheiro (corrida) | 6 x 10 |
| Melhor resultado | 6º, Cingapura |
O sólido sexto lugar em um circuito seletivo como o de Cingapura é um bom começo para justificar por que um piloto que marcou pouco mais de 39% dos pontos da Force India na temporada tem uma vaga no top 10. Outro ponto forte foi a classificação em Silverstone, quando alinhou em sexto, além do sétimo lugar em condições adversas no complicado Hungaroring.
Estreante em 2011, o escocês fez uma grande primeira metade da temporada, andando de maneira convincente à frente do mais experiente Sutil. Demorou para se recuperar, no entanto, depois de duas colisões seguidas, em Mônaco e no Canadá, e de ficar na mira dos comissários. Com a equipe mais preocupada em obter a sexta posição no Mundial de Construtores e querendo cobrir todas as possibilidades estratégicas, ficou com táticas ruins no final do campeonato e fez algumas provas apagadas.
No entanto, o fato de ter mostrado serviço logo de cara, mesmo após quatro temporadas longe dos monopostos, além do equilíbrio em classificação com um Adrian Sutil que fez sua melhor temporada na carreira, mostram que Di Resta é do ramo.
8. Nico Rosberg
| Posição no mundial | 7º, 89 pontos |
| Comparação com companheiro (classificação) | 16 x 3 (-0.366 em média) |
| Comparação com companheiro (corrida) | 7 x 6 |
| Melhor resultado | 5º, China e Turquia |
A consistência foi a marca de Nico Rosberg durante a temporada 2011. Nenhuma novidade para um piloto acostumado ao lugar de “melhor do resto” nos últimos dois anos, superando de forma convincente “apenas” um heptacampeão do mundo.
Foram 10 provas chegando entre quinto e sétimo, muitas vezes brigando com a Ferrari, carro bastante superior, de Felipe Massa – ou mesmo com ambas, nos casos de Coreia e China. É de se pensar se o alemão não poderia ter beliscado algum pódio não fosse o fraco DRS da Mercedes, que prejudicou principalmente na Turquia e em Spa, assim como a alta degradação de pneus.
Além disso, só deixou de completar duas provas, sendo abalroado por outros pilotos em ambas as ocasiões (Austrália e Itália). Ou seja, uma temporada sem erros graves que mais uma vez nos faz imaginar até onde o piloto, que vai para sua sétima temporada aos 26 anos, poderia chegar com um carro mais competitivo.
7. Jaime Alguersuari
| Posição no mundial | 13º, 26 pontos |
| Comparação com companheiro (classificação) | 6 x 13 (+0.207 em média) |
| Comparação com companheiro (corrida) | 6 x 5 |
| Melhor resultado | 7º, Itália e Coreia |
Em sua terceira temporada – a segunda completa – aos 21 anos, Jaime Alguersuari sabia que este seria um ano decisivo. Depois de um começo problemático, encontrou seu caminho com os Pirelli a partir do GP do Canadá, quando largou em último para chegar em oitavo em uma prova pra lá de complicada, e deixou Sebastien Buemi para trás de forma convincente, além de demonstrar um certo “corpo fechado” mesmo lutando por posições no animado meio do pelotão.
Com bom ritmo de corrida e demonstrando força no roda a roda, foi certamente o piloto que mais evoluiu em 2011. Por quatro vezes, saiu de uma eliminação no Q1 no sábado para uma posição entre os 10 primeiros no domingo.
Se isso mostra a força do espanhol aos domingos, também evidencia seu ponto fraco: a classificação. O piloto ficou à frente de Buemi em apenas seis oportunidades, pouco para quem sonha em dividir equipe com Vettel, talvez já em 2013. Sabe o que melhorar para o ano que vem, caso a Toro Rosso o mantenha, no duro processo seletivo do programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull.
6. Lewis Hamilton
| Posição no mundial | 5º, 227 pontos |
| Comparação com companheiro (classificação) | 13 x 6 (-0.204 em média) |
| Comparação com companheiro (corrida) | 7 x 7 |
| Melhor resultado | 1º (China, Alemanha e Abu Dhabi) |
Foram seis drive through no ano e dois abandonos por acidentes no mínimo estranhos (Canadá e Spa), mas ainda que tenha vivido seu pior ano, de longe, na F-1, Lewis Hamilton terminou o ano batendo de forma convincente o companheiro Jenson Button em classificação – inclusive, é o segundo melhor do grid no quesito, com média de 3,58 – e andando à frente nas corridas “limpas”.
O piloto que despontou como único concorrente de Sebastian Vettel nas primeiras etapas foi (se) perdendo no decorrer do ano, correndo atrás do prejuízo de forma muitas vezes estabanada e envolto em uma má leitura dos Pirelli aos domingos em diversas ocasiões. O resultado foi um início de ano pressionando Vettel em provas como China e Espanha, e disputando posição com Massa, piloto que fez quase metade de seus pontos, do meio para o final da temporada, com sinais de recuperação nas provas finais.
Ganha uma posição no top 10 pelas belas performances de vitórias como na Alemanha e em Abu Dhabi, corridas sólidas como na Espanha e na Coreia e grandes ultrapassagens, destacando-se a insistência em ignorar a DRS na China.

















