25set/124

Vettel e Hamilton igualam Piquet e Cingapura coroa sua realeza

Depois de Fernando Alonso igualar – e, em de Cingapura, superar – o número de pódios de Ayrton Senna, desta vez foram Sebastian Vettel e Lewis Hamilton que alcançaram as marcas de outro tricampeão brasileiro, Nelson Piquet. Enquanto o alemão conquistou sua 23ª vitória na carreira, o inglês largou na pole position pela 24ª oportunidade. Com isso, ambos entraram no top 10 na história da categoria.

Apesar da grande porcentagem de 24,4% de vitórias em 94 largadas, essa foi apenas a segunda oportunidade em que Vettel ganhou largando fora da primeira fila, repetindo a história do GP da Malásia 2010, quando também largou em terceiro.

Hamilton, por ouro lado, poderia mesmo prever que sua pole não seria convertida em vitória, principalmente depois do resultado do GP da Itália. Afinal, nenhum piloto conquistou duas provas em sequência neste ano. Isso só aconteceu por uma temporada completa em uma oportunidade na história, em 1974, ano que contou com 15 etapas.

A 14ª etapa foi mais um baixo na montanha-russa vivida pelo inglês nos últimos oito GPs: três vitórias e quatro corridas sem pontos – e o inglês só pode ser culpado por um dos abandonos, em Valência. De resto, estava apenas no lugar ou com o carro errado.

Carro que, até sábado, havia dado mais uma prova de que é o mais rápido do grid atual. A sequência de quatro pole positions da McLaren remonta a1999, ano do penúltimo título conquistado pela equipe, com Mika Hakkinen. Por outro lado, só terminou a corrida com ambos os carros no top 5 em duas oportunidades em 2012.

A primeira fila com dois dos times mais tradicionais da história, McLaren e Williams, era algo inédito desde 2005, quando Raikkonen largou ao lado de Heidfeld.

Mas há uma combinação que curiosamente jamais aconteceu: Hamilton, Vettel e Alonso nunca dividiram um pódio, ao passo que a cena que vimos em Marina Bay domingo, com Button no lugar do companheiro ao lado dos bicampeões, se repetiu pela sétima vez.

Se o título de pilotos é cada vez uma disputa mais restrita, o prêmio de dono do maior número de voltas mais rápidas pode terminar nas mãos de, na prática, qualquer piloto do grid. A atual temporada já igualou o número de detentores de voltas mais rápidas, 10 em 14 etapas. Nico Hulkenberg foi o dono do feito em Marina Bay, pela primeira vez na carreira.

Outro dado que mostra os resultados inesperados deste ano é o fato de, em nove oportunidades, o companheiro de equipe do vencedor não ter marcado pontos. Isso só ocorreu em Marina Bay após a punição de Mark Webber por ultrapassar Kobayashi por fora da pista. O australiano deveria saber que isso não acabaria bem, afinal, em 2009, foi obrigado a devolver a posição a Alonso por uma manobra muito semelhante exatamente no mesmo lugar.

A realeza de Cingapura

Em Mônaco, tivemos ao longo da história o mister Graham Hill e o rei Ayrton Senna. Em cinco anos, o circuito de Marina Bay pode começar a eleger sua realeza. Alonso conquistou o quarto pódio – e, quando não saiu de Cingapura com um troféu, foi quarto, em 2011 – sendo duas vitórias, mesmo número de Vettel, que não terminou abaixo de quinto nas cinco edições da prova, mesmo em seu primeiro ano, de Toro Rosso. O alemão tem três pódios, sendo que nos últimos três anos fez segundo-primeiro-primeiro.

Mas há pilotos com carros mais “modestos” que se destacam no circuito. Paul Di Resta andou duas vezes por lá: foi sexto em 2011 e conquistou seu melhor resultado na carreira, com o quarto lugar, no último domingo. E Timo Glock, que conquistou um pódio pela Toyota em 2009, obteve o melhor resultado da história da Marussia – e igualou o máximo conquistado por um dos três times que estrearam em 2010: foi 12º, assim como Heikki Kovalainen no GP do Japão de 2010.

São histórias bem diferentes do que está parecendo uma espécie de maldição de Cingapura para Felipe Massa. Como se não bastassem os dramas de 2008, quando ficou por segundos intermináveis esperando os mecânicos socorrê-lo com a mangueira de reabastecimento presa ao carro, nos últimos dois anos o brasileiro teve de dar uma bela volta com um pneu furado – e, tanto na batida com Hamilton em 2011, quanto com Petrov no último domingo, não teve culpa alguma. Para completar, em 2010, largou em último após um problema eletrônico na classificação. Com esse currículo, a única sorte do piloto da Ferrari em Cingapura deve ter sido a não participação em 2009...

6abr/1210

Semana da F-1 via twitter: apresentando Tomita

A partir desta semana, darei um giro pelo que aconteceu na semana na F-1 às sextas-feiras. Mas não nos meios oficiosos de notícias, e sim no mundo um tanto mais relaxado do twitter. Espero que curtam.

Se Alonso está no simulador da Ferrari, é Tomita quem aparece ao lado do volante

Quando se fala em Fernando Alonso, os comentários não costumam fugir do “respeito como piloto, odeio como pessoa”, não é verdade? Difícil é ligar a imagem que se criou do espanhol ao boneco simpático e hiperativo que virou sua personificação nas redes sociais. Tomita apareceu pela primeira vez no InstaProf do piloto há menos de uma semana e já virou celebridade. Tanto, que os fãs pedem que o asturiano o leve para seu cockpit para fazer dele uma espécie de antítese ao dedo de Vettel.

Antes avesso a mostrar sua vida, Alonso se tornou @alo_oficial em 11 de março e já ultrapassou os 300.000 seguidores, sendo alçado à 4ª posição entre os piloros mais seguidos. E está levando a brincadeira a sério, compartilhando fotos interessantes da vida de piloto. Quando cansa de dizer onde está, no entanto, vira Tomita, que ora tem sua foto tirada na praia, no jogo do Real Madrid, ou junto do volante da Ferrari e até da ex(?)-mulher.

O bonequinho se tornou nessa semana o símbolo de uma surpreendente abertura da @InsideFerrari. A equipe sempre teve um twitter pra lá de soturno, com mensagens do tipo “antes tarde do que nunca: estamos fazendo nosso primeiro long run” nos treinos de pré-temporada. Agora, além de Q&As com fãs, tem até espaço para piadinha interna: “Ciao @alo_oficial and @Felipe1Massa, quem deixou o carro no estacionamento errado?" O brasileiro culpou o espanhol, que jogou as suspeitas para o pobre Hamashima, especialista em pneus contratado no início do ano.

Falando em mostrar outra face no twitter, @Felipe1Massa está longe de parecer o piloto prestes a ser demitido em seus tweetes. Bem ao seu estilo, o brasileiro aparece comprando pão, cozinhando (“mas limpar eu tô fora”), deitado no berço do filho (!) e tirando sarro das meias de seu engenheiro, Rob Smedley.

Mas também há os momentos sérios. Na data que marcou o aniversário de um ano da morte de Gustavo Sondermann, Felipe prestou sua homenagem. Não foi o único. Vários brasileiros lembraram do piloto, inclusive @BSenna, que também se divertiu com o ex-companheiro @karunchandhok, twitteiro convicto.

Não tão convicto quando @H_Kovalainen, contudo. O finlandês anda viciado em Angry Birds (até seu capacete sofreu tal influência). “Falei para meu pai jogar o Angry Birds Space e ele me disse que já completou todos os níveis faz tempo”. #Heikkifail.

O twitter também pode lhe dar informações que vão mudar a vida de todos, como saber que, durante o ano, a Red Bull consome 145.000 latas do energético que a intitula. Mas também tem Sebastian Vettel a bordo de um Renault retrô de dois lugares, após visita à fábrica da divisão esportiva da montadora. É o mais perto que conseguirá chegar de Seb, avesso a tecnologias, um dos poucos a não ter conta no twitter.

Outro assunto do lado da Red Bull foi onde Adrian Newey vai colocar a medalha que recebeu como OBE. Houve até quem sugeriu que o projetista guardasse a honraria em seu cabelo (!), mas ele revelou um destino, digamos, mais nobre.

Webber aproveitou sua estadia na Austrália para se encontrar com alguns ídolos no esporte, como o “multi-plataformas” @richussher, especialista em provas de aventura que unem diversas modalidades. Mas também mostrou que não esqueceu dos que se foram, gesto flagrado por um fã twitteiro.

Outro que posou de tiete foi @vitalypetrovrus, em evento promocional ao lado da estrela russa do Arsenal @AndrArshavin23. Alonso também, com Zidane, quando foi ao Bernabéu ver as quartas de final da Champions.

A semana foi menos movimentada na McLaren. Fica o registro de Button passando para dar os cumprimentos ao diretor técnico, Paddy Lowe, que completou 50 anos dia 5.

O MTC, aliás, foi a última parada de uma semana agitada na vida do piloto, sexto no geral e vencedor em sua categoria de idade em prova de triathlon no Havaí.

A Mercedes lançou mão de uma foto pra lá de datada para anunciar a renovação de seu Junior Team. Já a Marussia comemorou os 3s35, seu melhor tempo nos treinos de pit stop da semana. A Williams, nesse meio tempo, pediu a participação dos fãs na comemoração dos 70 anos de Frank Williams, dia 16 de abril, enquanto a Caterham quer saber em quais circuitos a F-1 deveria correr. Até Zandvoort entrou na lista dos internautas.

E é claro que o 1º de abril não passou em branco. @NicoHulkenberg aproveitou a semana para pregar uma peça em seus seguidores, dizendo que não estava conseguindo visto para a China. Já a Lotus foi mais convincente e usou o problema que Raikkonen vem tendo com o volante para dizer que tinha encontrado a solução: um volante para canhotos. Além de brincadeira, a equipe promoveu seus #LunchBreakTeasers, com perguntas sobre a história do time. Aliás, se quiser bater papo de F-1 no twitter e ter suas perguntas respondidas, a Lotus é uma boa pedida.

Outro bem humorado na semana foi @PedrodelaRosa1, que admitiu ter se atrasado para treinar “porque havia muitas bandeiras azuis no caminho”.

Treinos para que te quero

Se tem uma coisa que os pilotos adoram fazer no twitter é mostrar o quanto treinam entre uma corrida e outra. A bike é a amiga predileta: @pauldirestaf1, em um dia comum, fez 92km com sua magrela, e, para @danielricciardo, essa cena acima é só um dia normal de trabalho.

Kovalainen, no entanto, levou o ‘twitter fitness’ a outro nível, propondo um desafio a seus seguidores: faça oito repetições na barra fixa, depois se segure na barra o tempo que conseguir: “com 1min30 passa no teste e se superar 5min está ótimo!” Isso sem contar a corrida, 12km em menos de uma hora no calor (o piloto estava nos Emirados Árabes). E esse foi o segundo treino do dia...

@realTimoGlock, outro twitteiro de primeira, não poderia ficar atrás e fez 120km de bike em 4h10. Entre um treino e outro, o alemão ainda participou de uma competição com internautas por meio deste brinquedinho aqui . Não postou o resultado, então já podemos imaginar o que aconteceu.

Veja quais são os pilotos mais seguidos:
Button 872.707
Hamilton 740.068
Senna 363.623
Alonso 309.123
Webber 295.513
Perez 164.921
Kovalainen 134.898
Maldonado 132.101
Rosberg 127.977
De la Rosa 108.958
Di Resta 94.688
Kathikeyan 93.257
Glock 63.538
Petrov 63.103
Hulkenberg 60.300
Massa 48.115
Kobayashi 44.411
Grosjean 30.364
Ricciardo 18.708
Vergne 14.127
Pic 8.218

11abr/112

GP da Malásia em dados: voltas mais rápidas

Há quem diga que o desgaste dos pneus e as diferentes estratégias acabaram com a importância da volta mais rápida, mas é claro que, cruzando alguns dados, temos alguns indicativos interessantes.

Clique na imagem para ampliar

O melhor tempo de Vettel, por exemplo, ainda na volta 33, com os pneus macios que havia trocado 8 giros antes, mostra que ainda há performance escondida na Red Bull. Já o melhor de Webber, que fez quatro paradas e andou sempre com borracha nova, foi marcado com muito menos combustível – a 10 voltas do final – e 3 depois de sua última parada, mesmo número que Alonso levou para conseguir seu melhor tempo com o último jogo de pneus.

É interessante observar essas melhores voltas na terceira volta do pneu – segunda se considerarmos a imediatamente após o pit como de aquecimento. Justificando o arriscado ataque a Hamilton, Alonso disse que teria que ultrapassar o rival em duas voltas, caso contrário os pneus acabariam. De fato, sua volta seguinte à mais rápida já foi 2 décimos pior, e as seguintes, entre 6 e 7 décimos mais lentas. E não dá para falar que o espanhol não estava forçando, pois tentava se aproximar de Massa, que rodava, com pneus 8 voltas mais velhos, mais de 2s mais lento naquele momento.

É possível ver também que o ritmo de Hamilton não melhorou como deveria com o último jogo de pneus. O inglês tinha pista livre, pouco combustível e apenas quatro voltas para fazer com o pneu – fez a última parada no 52º giro – e mesmo assim esteve mais lento que Button, que havia parado na mesma volta de Massa (38) e ainda assim mantinha um ritmo 1s5 mais rápido que o brasileiro. Se alguém apostava que o estilo mais suave do campeão de 2009 faria a diferença frente a seu companheiro, a corrida da Malásia foi prova disso.

Observando as nanicas, é evidente a melhora da Lotus, um dos carros que parece ter melhor ritmo de corrida que de classificação – juntando-se a Renault, Ferrari, Force India e Williams. A única Lotus que completou, Kovalainen, foi mais rápida que a Toro Rosso de Alguersuari. Apesar do finlandês ter menos combustível quando fez seu melhor tempo, seus pneus tinham 9 voltas de vida, enquanto os de Alguersuari, 5. Os pilotos da Toro Rosso, que se classificaram bem e perderam terreno na corrida, reclamaram de desgaste excessivo.

Quase numa outra liga, Timo Glock fez seu melhor giro bem mais leve que Kovalainen, mas, enquanto o alemão fez apenas 5 voltas na casa de 1min45 (a maioria fica em 1min47), o finlandês andou durante a maior parte da corrida em 1min44, num ritmo mais próximo ao de Alguersuari.

Falando em rabeira, mesmo completando apenas 5 voltas, Maldonado numa fraca Williams foi mais rápido que Liuzzi na Hispania.

Luta entre companheiros pela volta mais rápida

Vettel 0 x 2 Webber
Button 2 x 0 Hamilton
Massa 1 x 1 Alonso
Schumacher 0 x 2 Rosberg
Heidfeld 0 x 2 Petrov
Barrichello 2 x 0 Maldonado
Sutil 1 x 1 Di Resta
Kobayashi 1 x 1 Perez
Buemi 1 x 1 Alguersuari
Kovalainen 1 x 1 Trulli
Liuzzi 1 x 0 Karthikeyan
Glock 0 x 2 d’Ambrosio
7fev/112

Turma de 2011: Virgin

Em 2010
Colocação/pontos: 12º, 0 pontos
Melhor resultado: 14º (2 vezes, com Glock e Di Grassi)
O que levar para 2011: continuar melhora da parte final do ano
O que esquecer: confiabilidade e erros de projeto

Peso nas costas

Timo Glock
Lindenfels, Alemanha, 18.03.1982
55 GPs
Por que Glock: rápido e consistente, parece ter tirado tudo do carro ano passado
Em 2010: 24º, 0 pontos
O que levar para 2011: ótimas classificações
O que esquecer: perdeu algumas oportunidades de terminar mais à frente em corridas

 

O que vier é lucro

Jéróme D’Ambrosio
Etterbeek, Bélgica, 27.12.1985
Estreia em 2011
Por que D’Ambrosio: pagando bem...
Em 2010: 11º na GP2

 

O primeiro carro de F1 inteiramente desenhado no computador, com o apoio da Fluidodinâmica Computacional, ou CFD, passou vergonha em seu primeiro ano. Os engenheiros da Wirth Research, empresa do diretor técnico da Virgin, Nick Wirth, erraram nada menos que o tamanho do tanque de combustível. Contudo, o carro evoluiu durante o ano, mesmo que num ritmo inferior em relação a seu concorrente direto, a Lotus. O último lugar no campeonato de construtores se deve mais à falta de sorte que qualquer outro fator: o Virgin dos competentes Timo Glock e Lucas Di Grassi (particularmente prejudicado pelo fato da equipe não ter recursos para dar equipamentos iguais aos pilotos) era bem mais rápido que o Hispania.

Mas a equipe tem dois bons motivos para acreditar num 2011 melhor. A Wirth Research aumentou sua capacidade técnica e hoje se proclama como o maior centro de CFD do mundo, enquanto a montadora russa Marussia se tornou title sponsor do time e promete mais investimento. Como dinheiro nunca é bastante, a Virgin ainda foi atrás do belga Jéróme D’Ambrosio para fechar um orçamento melhor em 2011.

Como mesmo contar com um piloto pagante tem seu preço e D’Ambrosio pouco deve aportar – o piloto foi 11º na última temporada da GP2, sua 3ª numa categoria em que nunca brilhou – resta se apoiar na capacidade de Glock, que se mostrou bem nas classificações e consistente nas corridas em 2010. O time não ousou muito em seu carro. O detalhe que salta aos olhos é o bico mais baixo, indo na contramão dos demais projetos lançados até o momento. Pelo menos a parte traseira parece compacta, outra forte tendência desse ano. A novidade do carro é a saída de seus escapamentos, unidos até o difusor. A Virgin chegou a testar a saída da Renault no simulador, mas acredita que sua solução é melhor.

Seu objetivo é um tanto humilde: um 12º, talvez 1 ponto, qualquer migalha serve para definir a batalha pela 10ª colocação – a última das que garantem dinheiro – no mundial de construtores.

20jan/111

Pilotos twiteiros mostram que férias servem para treinar

“Estou vivendo e treinando de 2.600 a 3.700m de altitude. É tão duro quanto pode ser. Treinei quase todos os dias, até na véspera de Natal.” Essa está sendo a primeira temporada com os pilotos marcando presença em massa nas mídias sociais: um prato cheio para quem quer saber um pouco mais sobre a preparação física, que tem seu ápice nessa época do ano. Quem buscou a altitude foi Lewis Hamilton, tentando maximizar sua eficiência cardiovascular, como um verdadeiro maratonista queniano.

Um Lewis barbudo e empacotado atravessando a neve em seu refúgio de treinamento

O inglês passou um mês, de 13 de dezembro a de 13 de janeiro, no Colorado, Estados Unidos, praticando esportes na neve e fazendo musculação. Pelo menos duas sessões ao dia, de cerca de 2h cada, comandadas por seu novo treinador, o finlandês Antti Vierula. Lewis disse acreditar que queimou de 7.000 a 10.000kcal por semana!

Dia 18, ele e Jenson Button se reuniram para um dia de integração na McLaren, algo comum nas pré-temporadas da equipe. Há uma preocupação com a preparação física até dos mecânicos. Todos participam de atividades para melhorar o fitness e o trabalho em grupo.

Jenson, aliás, também treinou pesado, mas ao seu estilo. Fugindo do frio, foi de praia em praia praticando seu segundo esporte preferido: o triathlon. Ilha de Guernsey, Austrália, Havaí... parece que o campeão de 2009, mesmo diante da mais extenuante temporada da história, não quis saber de parar de viajar.

button armstrong

Button e sua trupe de treinos no Havaí, com direito à companhia de Lance Armstrong

Button disse que está aproveitando para nadar e pedalar enquanto está em lugares quentes e que fará mais corrida quando voltar à Inglaterra. Aproveitando mesmo. Um dia fez 171km de ciclismo, outro nadou – segundo ele, pela primeira vez sem parar – 3,8km no mar. Outro dia, depois de pedalar por 120km com ninguém menos que Lance Armstrong, 1km de natação, só para soltar. Dia 11 de janeiro foi a despedida do Havaí, mas não dos treinos. Agora mirando o duatlhon de Guernsey, realizado dia 16: cerca de 3,2km de corrida, 20km de bike e mais 3,2km de corrida.

Outro bon vivant é Jaime Alguersuari. O DJ Squire nas horas vagas começou as férias se divertindo no Desafio Internacional das Estrelas de Kart, em Florianópolis. Depois, foi às paradisíacas Ilhas Canárias “para treinar de verdade”. Pedal, pedal e mais pedal.

Alguersuari pedalando na ilha de Lanzarote, nas Canárias

Seu companheiro, Sebastien Buemi, foi à Alemanha para treinar e guiar na neve. E fez questão de mostrar que pego pesado até no dia 24 de dezembro. Depois de alguns dias pegando mais leve e jogando muito F1 2010, voltou ao batente, fica do dia 14 até amanhã num local afastado em que a única coisa que se tem a fazer é treinar, uma espécie de campo de treinamento.

A foto que prova que Buemi estava treinando na véspera de Natal

E Heikki Kovalainen mostrou que não gosta só de praticar esportes. O finlandês comenta todo tipo de competição em que há atletas nacionais. De hokey no gelo a badminton. Também gosta de ganhar qualquer coisa, comemora até vitória no xadrez sobre a namorada. Heikki também apostou nos esportes de inverno – com direito a treino intervalado subindo escadas de uma estação de esqui – e na bicicleta – quando estava gripado, pedalou “só” 1h30 para não ficar parado.

Correr, pedalar, nadar e fazer musculação parecem ser as atividades preferidas dos pilotos no inverno. Timo Glock também revelou que esta é sua rotina: natação pela manhã, bike à tarde e trabalho com pesos à noite. No início de janeiro, foi outro que isolou-se numa casa nas montanhas só para treinar. Porém, gostou mesmo é de comentar sobre as “recompensas” pós-treino: comida. Também mostrou um pouco de suas aulas de pilotagem – de avião!

Depois de 1h de natação, a "recompensa" de Glock

Quem também que está se preparando para pilotar pelos ares (já até deu suas voltinhas sozinho) é Fernando Alonso. Sem twitter, ficamos sabendo mais da preparação do bicampeão via Facebook. O asturiano preferiu fazer 4h direto de atividades pela manhã e jogar futebol algumas tardes com os amigos para relaxar. No início de janeiro, teve uma leve contratura muscular e ficou uma semana de molho, evitando até esquiar no primeiro dia do evento da Ferrari em Madonna di Campligio. Prometeu, no entanto, chegar mais magro ao Bahrein. Ele é um dos pilotos que saem em desvantagem em relação ao companheiro, mais baixo e leve – Massa tem 1,66m e 59kg, contra 1,71m e 68kg de Alonso – , devido ao KERS, e tem que fechar a boca  e correr atrás do prejuízo.

Outro que luta contra a balança é Rubens Barrichello. O brasileiro nos contou pelo twitter que já perdeu 3,5kg, cortando carboidratos à noite. E também que melhorou seu tempo na meia maratona da Disney em 8 minutos, fez os 21km para 1h47.

Se Nico Rosberg treinou nesse inverno europeu – e é claro que o fez – não quis contar via twitter. O alemão foi para a Finlândia, terra de seu pai, e venceu um duelo com o campeão de 1984 sob 4 rodas na neve, o que deixou o velho Keke claramente desapontado. Mal criado, ainda colocou o vídeo da vitória no ar:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6pRRdPLKOMw&w=640&h=390]

Fora alguns esportes na neve, motorizados (snowmobile) ou não (ski cross crountry), não revelou muita coisa.

Mark Webber também preferiu comentar sobre críquete e seus animais de estimação. Talvez não queira que os chefões da Red Bull saibam que ele andou pedalando...

29set/100

Glock x Di Grassi: o sonhado 14º lugar ficou no quase

Timo Glock Lucas di Grassi
Posição na classificação 18º 20º
Tempo da Classificação (Q1) 1’50.721 (-0.386) 1’51.107
Posição na corrida - 15º
Tempo médio de volta 2’02.971 (+1.411) 2’01.560
Voltas 49/61 59/61
Pit stops 1 2

Confira a corrida de Timo e Lucas volta a volta

“Coloque-se em seu lugar. É sua primeira temporada na Fórmula 1 e você está em um carro difícil de guiar e cercado por uma equipe nova. Seu companheiro já se provou capaz de andar no pelotão da frente e o fim dos testes significa que esta é a temporada mais difícil da história da F1 para um estreante. O carro começou a temporada desesperadamente sem confiabilidade e sua equipe é incapaz de lhe dar a última atualização. E seu carro ainda está acima do limite mínimo de peso. Sem contar as seis primeiras corridas de sua carreira nas quais você não poderá ver a bandeira quadriculada sem economizar combustível porque o tanque não é grande o suficiente”. É assim que a Autosport apresentou Lucas Di Grassi numa matéria recente e foi essa a tônica de mais um GP do brasileiro.

Com metade das atualizações que Glock tinha no carro, largou em 20º, à frente de Trulli. Ao contrário do companheiro, fez sua parada durante o 1º Safety Car. Em um circuito que classificou como o mais difícil em que já correu, devido ao calor e à umidade, foi o único das novatas a sobreviver, chegando em 15º.

Glock mostrou serviço à frente de Sutil

Glock é um dos que considero especialistas na complicada pista de Cingapura (para quem acha o traçado chato, só tente imaginar como é encontrar os pontos de frenagem de 23 curvas, que parecem muito entre si, cercadas apenas por muros) e mostrou isso mesmo numa Virgin neste final de semana. Classificou-se como o melhor das novatas e, ao decidir não parar no Safety Car – a equipe provavelmente fez estratégias diferentes para os pilotos por não ter certeza de qual funcionaria melhor – sobreviveu por 9 voltas à frente de Sutil e só foi ultrapassado quando cometeu um erro.

Seu pitstop coincidiu com o 2º Safety Car, o que arruinou sua corrida, uma vez que acabara de ser ultrapassado Alonso, enquanto Kovalainen, que estava logo à frente, foi para o final do pelotão.

Briga do fundão

Esse lance quase decide o campeonato entre as nanicas. Recapilulando, o 10º lugar entre os construtores é o último que garante verba da FIA para o ano que vem. Por isso, a briga é de foice entre Virgin, Lotus e Hispania. Por enquanto, um 13º lugar na Austrália põe a Lotus na frente. Antes de Glock levar uma volta do líder, ele e Kovalainen brigavam justamente pelo 13º posto. No entanto, ambos abandonaram – o finlandês a duas voltas do final, num resultado que poderia selar a 10ª posição para sua equipe.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_Luz9f_tG4I]

26set/108

Hat trick + 100% de voltas lideradas: qual o nome disso?

Depois de conseguir o 1º hat trick do ano em Monza, de que podemos chamar o desempenho de Fernando Alonso em Cingapura? Foi a 1ª vez desde Schumacher no GP da Hungria de 2004 que um piloto fez pole, volta mais rápida e venceu após ter liderado todas as voltas. E ainda assim não foi uma corrida monótona.

Alguém já viu essa cena antes?

O Safety Car logo no início fez os pilotos andarem com níveis de desgaste de pneus diferentes e o resultado, como sempre, foram mais ultrapassagens que o normal – mais que nos outros 2 anos em Cingapura.

Webber correu um risco grande ao parar logo no início, mas contou com uma ajudinha do péssimo ritmo de prova da McLaren com pneu macio. Isso, somado à estranha decisão da equipe de manter seus pilotos na pista mesmo andando num ritmo 2s mais lento que Alonso e Vettel, colocou Webber na frente de Hamilton. O inglês viu uma oportunidade e julgou mal o espaço que deixara para o australiano. Resultado: das últimas 5 provas, não completou 3 e fez apenas 37 pontos.

Largando lá atrás, num carro que não se adaptou ao circuito, Sutil sobreviveu à pressão do ousado Hulkenberg e chegou, na pista, em 8º - ambos penalizados após a prova com 20s. O fato de Massa não ter conseguido chegar de forma definitiva no alemão mostra o rendimento da Williams, mas não apaga o bom resultado de Barrichello.

Mas o mais impressionante foram as voltas em que Glock conseguiu permanecer à frente de Sutil. O piloto da Virgin, que sempre andou muito em Cingapura e foi 2º em 2009, não só evitava a pressão do alemão, como também não perdia muito para Kobayashi, que estava à frente. Pena que outra quebra tenha acabado com sua corrida. Seu companheiro Di Grassi sobreviveu e conseguiu a melhor posição de chegada da carreira, 15º.

Na prova de Monza, dizia que era a volta dos que não foram. De fato, o campeonato nunca deixou de ter 5 claros concorrentes, mesmo após a Bélgica. O que está pesando agora são as falhas, que já foram de Alonso, passaram para Vettel e agora contaminam Hamilton, curiosamente os mais rápidos dos 5. Será que mais alguém pegar esse “vírus”?

25set/105

Classificação – Cingapura: dia dos especialistas

Vettel melhorou muito pouco do Q2 para o Q3 e perdeu uma pole que parecia tranquila depois dos 0.6s que colocou em Alonso no 3º treino livre. Foi o dia dos especialistas em Cingapura: Alonso e Hamilton tiraram mais que o carro poderia dar e se colocaram à frente do líder do campeonato, apagado neste final de semana – tomou mais de 0.5s do companheiro. Numa pista que não conhecia, Schumacher chegou ao Q3 pela 1ª vez desde Julho e foi bem, tendo em vista que Rosberg sempre andou muito neste circuito.

Só Barrichello salvou o dia dos brasileiros, numa Williams que sempre rendeu por lá. Massa sequer deu uma volta, com um aparente problema no gerenciamento eletrônico do câmbio, algo semelhante ao que aconteceu com Alonso ontem. Bruno Senna rodou e foi mais de 1s mais lento na 1ª vez que teve um companheiro à altura. Já Di Grassi mais uma vez perdeu de Glock, que anda muito em Cingapura e colocou a Virgin no posto de melhor das equipes novas.

Outro destaque foi Alguersuari, que balançou o carro para tudo o quanto é lado e foi mais de 0.8s mais rápido que Buemi. Kobayashi, em sua 1ª classificação contra o experiente Heidfeld, teve vantagem de quase 1s.

Pos  Piloto         Q1        Q2         Q3
 1.  Alonso         1:46.541  1:45.809   1:45.390
 2.  Vettel         1:46.960  1:45.561   1:45.457
 3.  Hamilton       1:48.296  1:46.042   1:45.571
 4.  Button         1:48.032  1:46.490   1:45.944
 5.  Webber         1:47.088  1:45.908   1:45.977
 6.  Barrichello    1:48.183  1:47.019   1:46.236
 7.  Rosberg        1:48.554  1:46.783   1:46.443
 8.  Kubica         1:47.657  1:46.949   1:46.593
 9.  Schumacher     1:48.425  1:47.160   1:46.702
10.  Kobayashi      1:48.908  1:47.599   1:47.884
11.  Alguersuari    1:48.127  1:47.666
12.  Hulkenberg     1:47.984  1:47.674
13.  Petrov         1:48.906  1:48.165
14.  Buemi          1:49.063  1:48.502
15.  Heidfeld       1:48.696  1:48.557
16.  Sutil          1:48.496  1:48.899
17.  Liuzzi         1:48.988  1:48.961
18.  Glock          1:50.721
19.  Kovalainen     1:50.915
20.  di Grassi      1:51.107
21.  Trulli         1:51.641
22.  Klien          1:52.946
23.  Senna          1:54.174
24.  Massa

Com o rendimento em corrida da Ferrari, Vettel tem duas opções: ou arrisca na largada, ou para uma volta depois de Alonso e confia no que mostrou nos treinos de sexta: que seu carro é muito rápido com os pneus macios. O problema é que não ele não sabe qual o ritmo do espanhol – já que ele não completou seu programa na sexta. A corrida parece que vai ficar entre os dois, já que Hamilton, depois do que aconteceu em Monza, não deve – e não pode – arriscar.

23set/100

Cingapura deve dar muitas respostas

Já se vão quase dois meses desde que a F1 pisou numa pista lenta e de alta carga aerodinâmica como Cingapura. No GP da Hungria, a Red Bull teve seu melhor desempenho no ano na classificação – com Webber a 1,2s e Vettel a 0.7s de Alonso – e as Ferrari demonstraram ser a 2ª força nesse tipo de pista – o espanhol colocou 0.5s em Hamilton, a 1ª McLaren.

Muito aconteceu nos bastidores desde então. Primeiro, as asas dianteiras ganharam um teste mais pesado – literalmente – para atestar sua flexibilidade. Depois, os assoalhos seguiram no mesmo caminho e, é claro, todas as equipes se desenvolveram muito neste período.

A tinta usada na sexta-feira do GP da Itália denuncia que a Red Bull passou por mudanças em Monza: será resultado dos testes no assoalho?

O rendimento dos carros nas ruas de Cingapura será, então, o divisor de águas que desenhará como serão as 4 outras “finais” do campeonato: será que o domínio da Red Bull foi diminuído pelos novos testes da FIA? Será que a McLaren acertou a mão do novo difusor ou o bom rendimento de Spa e Monza era só decorrência da baixa carga aerodinâmica? E a Ferrari, que andou bem tanto na Hungria, quanto em Monza, evoluirá com as novidades que trouxe à prova e dará o salto de que precisa para lutar pelo título?

As respostas começarão a ser dadas só na sexta-feira, mas há indicativos de que não veremos o mesmo passeio da Hungria. Assim que as asas dianteiras foram testadas com mais vigor, a diferença que se previa no 2º setor de Spa, semelhante ao traçado húngaro, não aconteceu. Temia-se algo por volta de 1s, mas na classificação, Hamilton ficou a 0.422s e, na corrida, a apenas 0.177s.

Driver’s track

Outro fator é o de que as ruas de Cingapura trouxeram algumas surpresas nestes dois anos de GP. Surpresas que levam a crer que seja um circuito em que o piloto faça a diferença.

Em 2008, mutretas à parte, Alonso foi o mais rápido na 2ª e 3ª sessões de livres e era aposta certeira para a pole até quebrar no início do Q2, num momento em que a Renault era a 3ª força no campeonato. No ano seguinte, voltou a andar bem, agora com um carro que já não ganhava atualizações há 5 GPs, se classificou em 5º e chegou em 3º, no único pódio dos franceses no ano, com direito a volta mais rápida.

Massa também tem motivos para estar confiante. Além do fato de serem usados seus pneus favoritos neste final de semana, os super macios, andou muito na única vez em que esteve em Cingapura, em 2008, fazendo a pole com 0.664s de vantagem para Hamilton. Não fosse o erro da Ferrari no pitstop, provavelmente terminaria em 3º, posição que acabou justamente com o inglês, outro que se deu bem no traçado: fez a pole e venceu com propriedade em 2009.

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Outros destaques foram Rosberg e Glock, que já demonstraram ser ratos de traçados de rua. Timo foi 4º em 2008 e 2º em 2009, enquanto Nico foi beneficiado pela batida de Nelsinho e chegou em 2º em 2008 e, no ano seguinte, largou em 3º, fazia uma brilhante prova, com possibilidades de vitória, até levar um drive through por cruzar a linha branca de saída dos pits – terminou em 11º.

Vettel não fez feio. Levou a Toro Rosso ao 5º lugar em 2008, após se classificar em 7º, mas fez menos que se esperava numa bem mais competitiva Red Bull ano passado: largou em 2º e terminou em 4º, após uma má largada e um drive through. Webber fazia uma prova apagada quando teve um problema de freio e abandonou, enquanto Button, após uma péssima classificação – largou em 12º -, se recuperou na corrida – chegou em 5º -, em parte devido à estratégia de combustível.

O grande rendimento de Hamilton e Alonso, somado à expectativa de que a Red Bull não tenha já tanta vantagem, a chance real de chuva, e o fato de ultrapassagens serem difíceis, fazem do GP de Cingapura uma chance de ouro para McLaren e Ferrari.

1set/101

Di Grassi x Glock: lá atrás é terra de ninguém

Timo Glock Lucas Di Grassi
Posição na classificação 20º 22º
Tempo da Classificação (Q1) 2′01.316 (-16.838) 2′18.154
Posição na corrida 18º 17º
Tempo médio de volta 2′05.402 (+0.139) 2′05.263
Voltas 43/44 43/44
Pit stops

Confira a corrida de Lucas e Timo volta a volta

Uma corrida acidentada é ainda pior no fundo do pelotão. Ao desviar da colisão entre Barrichello e Alonso Timo Glock bateu na placa de 50m e quebrou a asa dianteira. Cometeu o erro de outros 4 pilotos de colocar intermediários ao final da 1ª volta. Antes do 2º Safety Car, apostou nos pneus de chuva pesada e se deu mal.

A classificação de Lucas Di Grassi acabou antes da 1ª volta, quando um toque com Trulli danificou seu carro. Num sábado de punições, largou em 22º. Como de costume, passou bem pelo drama da última curva e ganhou 5 posições na 1ª volta. Depois, foi perdendo para os carros mais rápidos: Kobayashi, De la Rosa, Alonso, Alguersuari e Buemi e passou o restante da prova logo à frente do companheiro. Foi um dos que acertou na estratégia, largando com duros e parando apenas uma vez, para colocar intermediários na volta 33.

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No final, ficou na bronca com Kovalainen, afirmando que o finlandês cortou a chicane para permanecer à frente dele. Mas os comissários nem chegaram a investigar o caso. Na briga de foice pelo 10º lugar – e muito dinheiro – no mundial de construtores, a ultrapassagem de Kovalainen em Lucas na volta 39 valeu um 16º posto para a Lotus.