Falta incentivo para o esporte nacional
O Brasil é o país número 1 de marcado de telespectadores da F-1, em termos de telespectadores únicos. O GP do Brasil é o mais assistido, então temos essa paixão, esse legado de automobilismo.
Mas falta organização das federações, autódromos, falta iniciativa de patrocinadores para a formação de base e até para a Fórmula 1. Até o Bruno Senna ganhar bons apoios neste ano, isso era muito difícil.
Me lembro em 2010, quando tínhamos quatro pilotos e ninguém patrocinando. Agora, temos empresas mas só dois pilotos que, por causa dos carros, não estão em posição boa.
Precisamos ter principalmente base, o que acho importante, pois o mais difícil é criar o nome; depois é mais fácil criar patrocinio. A base do Brasil, comparada com os Estados Unidos e a Europa, é meio complicada e, às vezes, quando aparece um patrocinio, muitas vezes tem uma coisa não legal envolvida, o que não é interessante pro esporte.
Mas não é só no automobilismo: falta incentivo para todos os esportes, falando no macro, para a base e a formação de profissionais. Por exemplo: você vai numa corrida de rua em São Paulo, que são inúmeras, mas falta incentivo para formação de campeões olímpicos e iniciativa para o esporte. Falta muito incentivo para o lado profissional.
Por isso eu destaco a Eurobike, que foi meu primeiro patrocínio na F-1, é meu pessoal há quatro anos e devo muito a eles, pois passei nesses últimos quatro anos com reuniões com umas 200 empresas e a Eurobike é fiel no apoio a mim e ao automobilismo (GT3, Porsche Cup, kart) e isso ajuda a fomentar o esporte no Brasil.

lucasdigrassi@totalrace.com.br

março 21st, 2012 - 09:43
Acredito que quando diz “não legal” se refere principalmente a lavagem de dinheiro… bom isso se vê muito no futebol mesmo na europa.
Muito bom lembrar que tínhamos 4 pilotos sem patrocínio no passado.
Mas vale lembrar também o valor do Dólar que está bem abaixo… que o Brasil tem empresas que pagam muito mais impostos… o Custo Brasil…
Infelizmente temos uma cultura magra e mal desenvolvida no esporte, vimos muito isso nas universidades que mal lembram que há esporte.
Esportes a motor então… vimos o sofrimento do Massa tentando levar pra frente a criação dessa base que você fala.
março 21st, 2012 - 17:47
Olá Lucas,
É lamentável mesmo Lucas!
O quê explica um país como o Brasil, ter tão poucas empresas apostando nos nossos talentos na Formula 1? E o mais trágico, ver pilotos talentosos e promissores como você, entre outros, bater de porta em porta atrás de verba e serem forçados a abandonar um sonho por falta de incentivo.
Petrobras, Vale, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Ipiranga, JBS são apenas alguns exemplos de empresas brasileiras que estão entre as maiores e mais lucrativas do mundo e não apostam quase nada no esporte a motor de alto nível, enquanto em minha opinião, deveriam estar “brigando” para estampar sua marca na maior categoria do esporte a motor assistida por milhões de brasileiros e muitos outros milhões de telespectadores ao redor do mundo. Hoje, se ouve muito que “nunca teremos um novo ayrton senna” ou quem sabe “um novo nelson piquet”, mas será que quem pode mudar esta realidade esta realmente fazendo algo com relação a isso?
É louvável a atitude da Eurobike em apoiar o esporte a motor através de você, deveria servir de exemplo para outras empresas que pensam que só terão retorno com propagandas em jogos de futebol, eventos festivos ou craque do futebol, em detrimento dos nossos craques do automobilismo e da já consolidada e tão forte paixão que o brasileiro tem pela velocidade!
março 22nd, 2012 - 14:33
Este texto está muito mal informado. Não tiro a sua razão, mas para saber mais sobre a situação do tema no Brasil sugiro a leitura da polêmica envolvendo Pietro Fittipaldi. Sem sensacionalismo, o debate esclarece muito sobre o estado de coisas atual do financiamento a esportes e cultura no Brasil.
março 25th, 2012 - 10:51
E a Eurobike está também com Vitor Genz, o vencedor da 1ª etapa da Mini Challenge nesse final de semana
Parabéns Eurobike.
março 26th, 2012 - 12:42
Lucas, concordo com vc e defendo isso em meu Livro Patrocínio a eventos: a sinergia da comunicação integrada de marketing. O Brasil precisa fomentar o incentivo ao esporte de base, aquele que forma e incentiva o potencial esportista a chegar a ser um campeão…. Mas para isso é preciso muito trabalho, apoio tanto técnico quanto financeiro. Inclusive sabemos que o esporte muito mais do que formar campeões olímpicos, tem a força para tirar crianças e adolescentes das ruas, da marginalidade. Por isso, muito mais do que o futebol, as empresas têm uma gama de possibilidades para atrelarem suas marcas a uma causa nobre e social investindo no esporte desde a base e com isso fazer história.
abril 8th, 2012 - 15:33
Vamos aos fatos deste nosso Brazil PuTênfia.
Primeiro, a alta carga tributária brasileira não permite muita reserva para patrocínios de automobilismo, mesmo que seja uma empresa do setor autopeças. Empresas brasileiras são poucas e estas precisam investir muito para não serem engolidas por chinesas e outras poderosas marcas alemãs do ramo de autopeças.
Segundo. Não temos empresa BRASILEIRA de automóveis, querer que Fiat, Volks etc e tal patrocinem o automobilismo é piada, se o fizerem vão fazer lá em suas terras natais e não aqui, e nós continuaremos comprando, porque não tem nada melhor mesmo.
Terceiro, leis de incentivo ao esporte são ineficazes no brasil, as empresas patrocinam quem elas querem, seja um Fittipaldi seja um zé roela filhinho do papai.
Acontece em todos os esportes, na natação, presenciei uma empresa patrocinar com fundos e mundos um atleta abaixo da média, enviaram o cara até para os EUA, resultado? Nenhum, ganharam alguns descontos em impostos e investiram no filho do diretor de um fornecedor e pronto.
É assim que caminhamos, goste ou não do BraZil PuTênfia, é assim que é e é assim que será pelos próximos 500 anos.
Só resta torcer para que algum talento sobre natural nasça por estas bandas novamente e seja descoberto.