10mai/120

Pit stop sem rádio

Uma das características deste campeonato de 2012 são as estratégias de pit stop nas corridas de Fórmula 1. O pneu é sempre levado em uma questão muito simbólica ao resultado da corrida, levando as equipes a usarem um outro patamar para estratégias, e também para esconder o que estarão fazendo em comparação com as outras equipes.

Como todos sabem a Formula 1 tem muitos botões no volante, a FIA pre determina inúmeras funções que podem ser adquiridas e modificadas no volante, e de acordo com as preferencias dos pilotos eles podem ter sensores e botões para ajudá-los em determinadas áreas.

O proposito das TV's não conseguirem prever quando os pilotos irão fazer o pit nas corridas esta em base a esta façanha que as equipes de Fórmula 1 montaram. Os pilotos irão informar a equipe a situação dos pneus através de comandos no próprio volante, sendo dos valores de um a cinco a ser informado aos engenheiros, um alertando que o pneu esta em ótimas condições e cinco alertando que precisar trocar os pneus o mais rápido possível.

Se todos observarem, as equipes não estão mais perguntando como esta o balanco do carro durante a corrida, por esta razão, eles recebem informações dos pilotos pelo próprio volante, acrescentando o trabalho dos pilotos no volante e evitando as outras equipes saberem o que esta sendo dito através do piloto e equipe.

Na minha opinião é um ótimo método para informar a equipe como estão se comportando os pneus, apesar de não saber porque eles usam números de um a cinco, já que os pneus nunca estão em ótimas condições, ou seja, número um. Brincadeiras à parte, este é mais uma informação interessante sobre estratégias e pneus em 2012.

9mai/121

Drive Riot – Etapa de Barcelona

19abr/120

Drive Riot – Preview GP do Bahrein

A pista do Bahrain volta ao layout de 2009, aquele que todos os pilotos preferem, o mais curto, uma pista bastante severa nos freios e motores, mas que pode desta vez proporcionar uma boa corrida, já que é a primeira vez que eles vão pisar com o pirelli na areia.

Acho que a corrida vai ser boa, o asfalto é bastante abrasivo e também uma reta longa para facilitar a ultrapassagem com o DRS. Aposto que as Mercedes estarão mais fortes do que na China já que a pista tem 4 retas longas o que ajuda o sistema de Duct-Drs da Mercedes funcionar como uma maravilha.

A estrategia para corrida pode ser de 2 a 3 pit stops, mas como não se ganha muito tempo com pneus bons na pista, a estrategia de 2 paradas seria a melhor para aqueles que tem um carro que economiza pneus.

12abr/120

Drive Riot – GP da China de Fórmula 1

4abr/125

Conexão de Engenharia – Tanque

Aqui está ele: o tanque

A Fórmula 1 tem a intenção de ser o carro mais rápido e tecnológico do mundo entre a largada e a linha de chegada nos domingos à tarde (no caso do Brasil, pela manhã). A prioridade desde dos anos 60 sempre foi ser rápido, porem a categoria foca também um aspecto muito importante, a segurança.

Uma das coisas em comum entre o carro de rua e da Fórmula 1 é a gasolina usada. Alguns materiais são mais refinados e a octanagem um pouquinho mais alta, mas quase a mesma coisa, porem o tanque é bastante diferente.

Primeiro, a Fórmula 1 carrega no inicio de uma corrida aproximadamente 200 litros de combustível, quatro vezes mais que um carro de rua normal com o tanque cheio; os carros estão acima de 200 quilômetros por hora mais de 300 vezes em um GP, aumentando o risco de bater e causar um incêndio quase que fatal, para evitar isso o tanque precisar ser resistente para o piloto não virar cinzas. Então agora vamos descobrir o que os engenheiros da Fórmula 1 descobriram em conexões de engenharia.

O desafio para os engenheiros vai alem de um simples tanque que caiba 200 litros. Precisa ser resistente e leve, coisa que não combina muito com materiais rígidos, quanto mais rígido, mais pesado, e, quanto mais leve, mais frágil. Se fizer de um material rígido, a probabilidade de ser pesado e com um impacto muito forte faça o material rachar é grande, do outro lado se fizer com um material leve e maleável alguma coisa pontuda pode perfurar.

A criadora do Kevlar

A solução para o desafio dos engenheiros veio em 1965 pela química Stephanie Louise Kwolek, que inventou a p-fenilenodiamina com cloreto de tereftaloila, como todos conhecem como Kevlar, marca registrada da industria quimica Dupont. Na primeira ocasião, foi usado nas bandas dos pneus, assim deixando-os de cinco a 10 vezes mais resistente e leve que o aço que antes era usado.

Não fosse o Kevlar nos coletes, os três não estariam fazendo pose

O Kevlar em forma de fibra tambem é usado para outras inumeras engenharias, como colete à prova de balas, luvas altamente resistentes, cordas, entre outros objetos que foram aplicados o material desde que este apresentou inumeras qualidades, pela resistencia e flexibilidade.

Assim, os tanques de Fórmula 1 sao feitos de dois materias, borracha e fibra de Kevlar, fortalecendo de forma a ser mais resistente que o aço e muito mais flexivel, sem contar que é mais leve. Outra vantagem ainda maior, pode ser "amassado" ou comprensado para entrar em um espaço menor nos cockpits da Formula 1, assim economizando peso e espaço.

Nao é somente a Fórmula 1 que passa a tecnologia para o mundo afora, mas tambem as descobertas na historia fazem com que os engenheiros busquem respostas nos mais variados mundos da engenharia. Não é fenomenal?

28mar/1210

Conexões de Engenharia

Uma das regras de 2012 que talvez ninguém tenha percebeu foi a restrição do uso do gás hélio nas pistolas pneumáticas para os pit-stops. O resultado foi uma redução de 30% na eficiência em que as porcas são retiradas para as trocas de pneu, causando assim mais variáveis em um pit-stop, gerando mais margem para o espetáculo em uma corrida.

Esta aqui é uma curiosidade que talvez muitos não sabem, o mesmo gás que a Fórmula 1 usava há anos nas pistolas, o gás hélio, é o mesmo usado em alguns airbags para os carros de rua; a maioria hoje usa o nitrogênio mesclado com químicos que causa a explosão e a rapidez para inflar o balão quase duas vezes mais rápido que o piscar de olhos.

O nitrogênio também foi usado na Fórmula 1 para encher os pneus, assim resistindo a temperatura e não variando a pressão acertada no começo das corridas. Os engenheiros sabiam exatamente a pressão que os carros estavam no momento, sem se preocupar com a variação. Mas com um estudo mais aprofundado, eles acharam melhor voltar ao ar comum, porém usando máquinas que passam noite e dia fazendo circular o ar para minimizar ao máximo a umidade que é colocada nos pneus.

Já foram desenvolvidas muitas coisas na Fórmula 1 que foram passados para os carros de rua, e várias coisas que vieram da NASA ou exército. Na verdade, os desenvolvimentos e criações vem da necessidade da melhora e a Fórmula 1 está em uma constante procura por melhoras e novas tendências para uma solução de seus problemas. O dinheiro envolvido ajuda esses propulsores a desenvolver muitas coisas que depois chega para melhorar a segurança, facilidade ou conhecimento para as pessoas no cotidiano.

Quer saber mais sobre Conexões de Engenharia? Deixe seu comentário e faça perguntas que nós do TotalRace vamos buscar as respostas e pensar na melhor maneira de repassá-las para vocês. Talvez uma explicação com vídeo com comentários pode ser uma boa ideia.

20mar/120

Drive Riot – Preview do GP da Malásia

Temos mais uma edição do nosso programa no ar! Agora, com todos os detalhes do GP da Malásia direto de Sepang! Confira e comente!

14mar/121

Drive Riot – Preview do GP da Austrália

Amigos, a primeira edição do ano está no ar!

12mar/122

O que imagino da ordem de forças da F-1 em 2012

A temporada 2012 começou sem muitas surpresas na parte de performance de pista. Depois de vários testes em Jerez e Barcelona, as equipes se preparam para a chegada da primeira etapa, em Melbourne. Vale a pena lembrar que a pista de Albert Park é bastante diferenciada, o nível de aderência é baixo, pelo o pouco uso durante o ano e a superfície do asfalto é uma exceção em comparação às demais.

Minha opinião sobre a abertura da temporada será dividida por equipes, de acordo com o que eu imagino da competitividade na Austrália, começando pela equipe que, ao meu ver, estará na frente do grid na qualificação, a Red Bull:

É a equipe que mais evoluiu nos últimos anos desde 2006; a que mais teve sucesso nos últimos dois anos, e ainda é uma referencia para as que já estiveram no topo. Este ano, eles fizeram os testes da forma mais discreta possível, lideraram uma sessão e nada mais, mas estiveram sempre ali no meio do grid, trabalhando muito com os pneus duros e com um tanque sempre cheio, mas só de olhar para o carro e analisar tecnicamente o estudo que foi feito para este ano é de longe o mais bem preparado.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

A equipe que, para mim, será a segunda força deste começo de temporada será a McLaren. Ela parece estar mais forte já na pré-temporada que no ano passado e veio com um carro conservador, de traços mais clássicos e com conhecimentos de muitas gerações para produzir um equipamento eficiente logo de cara para estar mais perto do campeonato quando a temporada europeia começar.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

Minha terceira equipe será a Mercedes. Eles tiveram seis dois primeiros anos muito melhores que em toda a vida de sua antecessora Honda. O verdadeiro objetivo da equipe é ser uma Brawn novamente, com um carro supercompetitivo para ganhar um campeonato. Este ano, eles apresentaram o carro um pouco mais tarde e também sem muitas surpresas, mas parece que o projeto foi de sucesso e eles passaram os últimos dias em Barcelona mascarando a performance com pneus duros e um tanque médio. Veremos em Melbourne do que eles serão capazes.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

A quarta equipe, empatada com a Lotus e Force India, esta a Ferrar. Infelizmente, ver um time com Fernando Alonso e Felipe Massa sem um carro para disputar campeonato é realmente lamentável. Ainda mais quando sua cores é vermelha. A Ferrari precisará de uma rápida reestruturação para Melbourne e Malásia para conseguir, pelo menos, se encaixar entre os quatro primeiros e não ficar tao distante do campeonato.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

Como disse agora há pouco, acho que Lotus e Force India estão juntas com a Ferrari nesta briga. O que mais impressiona é o pregresso da Force India; acho que ela ainda vai demostrar muito neste ano e já passou a impressão de que estão ali para ganhar campeonato também. Agora, será uma questão de evolução e contratação de pessoas capazes para administrar o dinheiro e transformar em uma equipe vencedora. A Force India este ano vai brigar pela quinta potência.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

A Lotus, que já foi Renault e vencedora de dois mundiais, passa por um momento de reestruturação, novos pilotos e fome de crescer. Podemos afirmar que o dinheiro investido na equipe não é tão alto como nos anos anteriores, mas as pessoas que trabalham dentro da fabrica são bastante capazes. Com a volta de Kimi Raikkonen e a chegada de Romain Grosjean, eles têm os pilotos necessários para dar resultado. Agora, será apenas necessário descobrir o quanto o carro vai ser evoluído durante o ano, pois uma boa base eles já têm.

Veja a evolução no campeonato de construtores:

Acho que a Sauber e a Toro Rosso apresentam o mesmo carro em termos de performance. As duas equipes andaram testando bastante qualificações. Parece ser um carro que funciona bem com os pneus macios e supermacios, mas ainda falta um pouco de ritmo para andar com as equipes na frente. Definitivamente, a Sauber vai estar brigando por pontos e acho que o segundo ano de Sergio Perez promete ser ainda mais forte, assim estando mais regular na zona de pontuação.

Veja a evolução no campeonato de construtores :

A Toro Rosso tem, para começo de conversa, dois pilotos jovens e sem experiência em Fórmula 1. Acho que talento e garra, os dois têm, mas a inconstância pode vir a acontecer pela falta de experiência. Pessoalmente, acho que o carro mostrou um potencial entre os dez, 11 primeiros e acho que, fazendo um bom trabalho é capaz de levar pontos para casa em alguns finais de semana.

Veja a evolução no campeonato de construtores :

Infelizmente, a Williams não parece ter feito grandes progressos. Acho que a equipe tem um nome fantástico e uma historia de muitas vitórias, mas a situação financeira pode acabar com qualquer equipe e uma das razões para a Williams estar em dificuldade são essas. Porém, pessoas muito capazes ainda estão na fábrica e parecem estar tirando leite de pedra para dar o máximo nesse começo de temporada. Cabe agora os pilotos exigirem o máximo do carro para apresentar bons resultados.

Veja a evolução no campeonato de construtores :

Analisando as ultimas equipes, acho que a Caterham esta entre as melhores de novo; inclusive, o salto de melhora neste ano será ainda maior que no ano passado, mas não podemos esquecer que dinheiro para melhorar é sempre o problema para equipes pequenas. Assim, classifico a Caterham em décima, apostando que seja possível um nono neste ano, e respectivamente a Marussia e HRT na lanterna.

Abraços!

Luiz Razia

10fev/122

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