Estratégia de classificação
Alguns telespectadores me perguntaram os motivos que fazem alguns carros ficarem na boca da saída dos boxes antes da luz verde no Q1 enquanto outros carro ainda nem estão com os pneus nos lugares. Tudo é uma questão de estratégia de cada equipe, de acordo com a verificação da performance nos treinos livres.
Para as equipes que tem a certeza de que entrarão no Q3 em condições normais, eles tendem a entrar na pista aproximadamente dez minutos depois do início da sessão, pois sabem que têm carro e a performance para passar ao Q2. A maioria usa os pneus de compostos mais duros, por exemplo: Red Bull e McLaren usam sempre os pneus de compostos mais duros no Q1, pois sabem que a performance deles com esses compostos é melhor do que os carros da Virgin, Hispania e Lotus com os compostos mais moles. Por isso não é necessário gastar os pneus mais moles.
Já os times pequenos, como Virgin, Hispania e Lotus, como sabem que o Q2 é um pouco mais difícil, eles tentam aproveitar o máximo de tempo na pista com os compostos mais moles para tentar a volta perfeita, usando assim os três jogos de pneus moles disponíveis para a qualificação. Neste caso, eles devem ser os primeiros a sair no Q1 para aproveitar o tempo, colocar três jogos de pneus novos e tentar o melhor de três.
As equipes que sabem que o Q2 com pneus duros não é muito possível tendem a sair no meio da sessão já com os moles para somente uma tentativa, se por acaso alguma coisa der errado eles ainda têm tempo para colocar outro jogo de pneus. Finalmente, para aquelas equipes que sabem que o Q3 é possível, mas no limite, eles deixam para usar todos os pneus moles no Q2 para ir ao Q3, assim no Q3 não é preciso sair de novo, como a Renault, Sauber e a Mercedes têm feito nas ultimas qualificações, já que sabem que não brigarão pela pole é mais importante pensar na corrida naquele momento.
A única coisa a repensar hoje em dia para a qualificação é a regra do Q3. Não acho justo o publico na TV ou nas arquibancadas não ver os carros que não brigam nem sair dos boxes, é muito importante para as equipes economizar pneus, mas o show tem que continuar, porem a decisão tem que vir da FIA e não das equipes.
Análise técnica de Yeongam
E fiquem espertos, ainda nesta sexta-feira postarei uma coluna bem interessante para vocês. Está prontinha! Enquanto isso, saiba um pouco mais do que as equipes vão encontrar neste GP da Coreia.
Motor
"A Coreia tem três retas importantes, que exigem bastante dos motores e tambem de velocidade final. Acredito que a Force India deve mostrar pontos fortes no primeiro setor."
Pneus
"A Pirelli escalou os compostos mole e o super mole, mas creio que não seria a pista para essa escolha. Porém podemos ter uma surpresa com o tipo de asfalto. Acredito que poderiamos ter três paradas no minimo. Até quatro paradas pode ser cogitado, caso aconteça algum equívoco no acerto do carro"
Aerodinâmica
"No primeiro setor, é preciso um carro rápido nas retas; já no segundo, o mais importante é pressão aerodinamica: veremos Red Bull e McLaren bastante fortes no segundo e terceiro setores, onde a media de velocidade de curvas aumenta consideravelmente em comparaçao ao primeiro setor."
Freios
"É preciso esquentar bem os freios antes de começar a volta. A primeira curva exige bastante para a primeira freada depois de uma longa reta, porém o circuito não tem um alto consumo dos materiais."
Estrategia com Pneus/Kers/DRS
"De acordo com meus dados, no ano passado, nos treinos livres, tivemos um grande gasto dos pneus. Porém. a corrida foi na chuva, por isso nao é possivel prever com precisão o que pode acontecer, mas com os simuladores é possível entender que a degradação aqui vai ser alta por dois motivos: a pista esta muito suja e nao foi usada o ano inteiro, além de ter muitas curvas de alta velocidade o que provoca bastante degradação. O DRS é importante ativá-lo no ponto certo, sempre na saida das curvas, com as retas longas. Se o piloto ativar dez metros depois de 100% no acelerador, isso pode custar algum tempo na qualificação. Ja na corrida, o DRS tornará o concorrente uma presa fácil. O Kers, por sua vez, pode produzir no maximo 0s234 por volta! Nao é tão grande quanto esperávamos e a largada aqui tambem nao é uma grande vantagem."

luizrazia@totalrace.com.br
