Já vi esse filme
2006. Um piloto muito promissor e já com vitórias na Sprint Cup, venceu a principal prova da categoria, a Daytona 500.
Na prova seguinte, chegou na segunda colocação.
No fim do ano, conquistou seu primeiro título na principal divisão da Nascar.
2013 começa e o mesmo piloto vence a Daytona 500 e chega na segunda posição na corrida seguinte.
Tanto em 2006 como em 2013, o protagonista é o mesmo.
Será que o final também será o mesmo ?
O futuro de Nelsinho
Muitas pessoas me mandam mensagens e comentários perguntando sobre o futuro do piloto brasileiro Nelsinho Piquet. As equipes vão se arrumando, vagas fechando e não aparece nenhuma declaração do piloto que venceu três corridas na temporada passada e ainda conquistou o maior número de pole positions na Truck Series 2012.
Contudo, o silêncio foi quebrado e com boas perspectivas. Em entrevista dada a Felipe Motta da rádio Jovem Pan, Nelsinho falou sobre seus planos para 2013, deixando aberto em qual categoria ele correrá na próxima temporada.
"Está bem próximo de estar definido. Faltam detalhes mas tudo próximo para anunciar uma boa notícia que muita gente vai ficar surpreso".
Perguntado sobre qual a novidade, Nelsinho se conteve.
"O único motivo por que eu não vou falar é que eu fico com receio que nosso 'deal' não vai acontecer. Então eu prefiro ficar quieto, acreditar e rezar que vai acontecer. Vou fazer o que plano era de fazer mais um ano de Truck, mas se tudo der certo e a gente conseguir encaixar todas as coisas que estão para acontecer, eu vou ficar extremamente feliz e a gente vai ter uma notícia muito boa".
O plano do piloto era fazer dois anos de Truck Series para "subir" de categoria e competir na Nationwide Series.
Ele falou que quer seguir o plano e está encaixando todas as peças.
Para bom entendedor...
Ouça na íntegra a entrevista de Nelsinho.
A foto que vale pelo ano todo
Foram nove meses de temporada.
Noventa e uma corridas que somaram pontos para as três principais divisões.
No final eles foram os melhores.
Essa foto resume bem o que foi 2012 na Nascar
Parker Kligerman vence em Dega pela Truck
Após chegar cinco vezes na segunda colocação, finalmente Paker Kligerman chegou ao Victory Lane da Truck Series.
Sobrevivendo e escalando o pelotão em Talladega, Kligerman vence pela primeira vez na carreira e conseguiu manter o Truck número 7 da Red Horse com o grande carro em Superspeedway, já que foi o vitorioso em Daytona com John King.
Foi uma típica corrida de Talladega. Carros nos tremzinhos, algumas tentativas de fugas e acidentes.
Em um deles, Nelsinho Piquet foi atingido por Donnie Neuenberger e abandonou a corrida.
Na última volta aconteceu o tão esperado Big One, que infelizmente foi iniciado pelo brasileiro Miguel Paludo. O gaúcho desceu de linha e acabou levando outros pilotos. A bandeira amarela foi acionada e Kligerman, que estava na frente nesse momento, pode celebrar seu primeiro triunfo em três temporadas de Truck Series.
Pelo título da categoria, Ty Dillon e James Buescher saem de Dega da mesma maneira que chegaram. Dillon um ponto a frente.
A próxima parada da Truck Series será no dia 27 de outubro, no menor circuito da Nascar, Martinsville.
Brasileiros com equipamentos novos para Las Vegas
Diz a máxima que o que acontece em Vegas, fica em Vegas. Porém os brasileiros Miguel Paludo e Nelsinho Piquet querem resultados que fiquem na história da Nascar.
Por isso, competirão com novos equipamentos para a etapa da Truck Series na cidade dos famosos cassinos.
Após obter o melhor resultado no ano na última etapa, Miguel Paludo mostra muita confiança no oval de 1,5 milha e está confiante em um bom resultado.
"Não há dúvidas que eu me sinto mais confortável em ovais de 1,5 milhas, e cada vez que corro em um oval assim vejo que a Turner Motorsports tem uma excelente base. Estou muito confiante indo à Las Vegas depois do fim de semana de Kentucky. A pista é muito similar a Atlanta, e, mesmo sem nunca conseguir o resultado que almejamos, aprendemos bastante e isso irá nos ajudar em nosso desempenho neste fim de semana", disse Miguel Paludo, que agora soma 481 pontos no campeonato.
Por sua vez, Nelsinho Piquet, o oitavo no campeonato com 524 pontos, destaca as diferenças que devem acontecer na pista entre o treino e a corrida.
"Será interessante ter uma picape nova para uma prova desafiadora como é a corrida de Las Vegas. A dificuldade aqui é a variação da temperatura durante o dia por causa do deserto. Nas voltas finais da corrida a pista vai estar bem diferente do que encontraremos no treino livre", disse o piloto.
Hoje ocorre o único treino livre e a classificação para a corrida, que será realizada amanhã, 21:30, com transmissão AO VIVO do canal Fox Sports.
50 corridas de Nelsinho Piquet na Nascar
No acionamento da bandeira verde da prova de Kentucky da Truck Series na próxima sexta feira, o piloto brasileiro Nelsinho Piquet chegará a marca de 50 corridas nas divisões nacionais da Nascar.
Uma história que começou em fevereiro de 2010 e que, segundo o piloto, seguirá por muitos anos.
"Passou muito rápido. Após menos de dois anos aqui já me considero praticamente local, bem adaptado. A experiência na Nascar tem sido muito positiva. A opção por migrar minha carreira para os Estados Unidos foi uma decisão muito importante. A marca de 50 provas, com os resultados que já tivemos, sinaliza que está dando certo", disse Nelsinho.
Para celebrar essa marca, destaco o meu Top 5 das corridas de Nelsinho nas divisões nacionais da Nascar.
5º lugar - Daytona 2010
Destaco essa corrida por ser o começo dessa trajetória. A primeira participação do brasileiro na Truck Series e logo em Daytona. Estreando no grande palco da Nascar, Nelsinho conseguiu um sexto lugar, sobrevivendo bem aos acidentes e chegando a frente de experientes pilotos.
4º lugar - Nashville 2011
Primeira grande apresentação do brasileiro. Em sua temporada de estreia como piloto em tempo integral na Truck Series, Nelsinho só não conseguiu derrotar Kyle Busch e conquistou um grande segundo lugar.
3º lugar - Rockingham 2012
Uma prova que tinha tudo para ser sua primeira vitória na Truck Series. Nelsinho foi o pole e dominou de maneira absoluta metade da corrida, abrindo mais de 12 segundos para o piloto que vinha atrás dele. Uma punição nos pits acabou com sua corrida. Mesmo assim, salvou um sétimo lugar em sua melhor apresentação na categoria.
2º lugar - Road America 2012
Correndo no circuito misto de Road America pela Nationwide Series, Piquet fez a pole e mostrou toda sua bagagem nesse tipo de pista. Foi o piloto que liderou o maior número de voltas e conquistou a primeira vitória brasileira em divisões nacionais da Nascar.
1º lugar - Michigan 2012
Nascar é sinônimo de circuitos ovais e faltava uma vitória nesse tipo de circuito. A vitória veio na corrida de Michigan. Após largar na primeira fila, Nelsinho duelou boa parte da etapa contra Kurt Busch até rodar. Fez uma parada nos boxes, voltou forte e partiu para uma ousada tática de economia de combustível. Cruzou a linha de chegada em baixa velocidade, mas em primeiro lugar, justo no fim de semana comemorativo ao aniversário de 60 anos de seu pai.
Tem alguma outra corrida que você destaca? Coloque nos comentários.
Fora da disputa?
Após a corrida de domingo, li várias manifestações de torcedores falando que Jeff Gordon já está fora da disputa pelo título da Sprint Cup.
Com o acidente sofrido, Gordon tem 47 pontos de diferença para líder Brad Keselowski. Reconheço que é uma diferença enorme, mas será que suficiente para já descartarmos o piloto ?
Particularmente, ainda acho que Gordon tem chances de sagrar-se campeão no término da etapa de Homestead. Claro que a diferença é enorme, mas basta observarmos que o piloto do carro 24 tirou 30 pontos de desvantagem para Kyle Busch em apenas três corridas, além de toda a sua recuperação para alcançar o Chase.
Gordon tem bons retrospectos em algumas das pistas que estão em disputa e ainda passará pelo grande filtro dessa disputa, a corrida de Talladega em outubro.
Repito, o prejuízo é imenso, mas Jeff Gordon é um tetracampeão e tem tudo para ainda estar na disputa. Será que só eu penso assim ?
AJ Allmendinger comenta sobre sua punição
Após ser suspenso por tempo indeterminado e demitido da equipe Penske, finalmente AJ Allmendinger falou sobre a sua situação.
Em entrevista para o Fox Sports americano, o piloto disse que tomou "ingenuamente", uma espécie de pilula energética dada por uma amigo durante a etapa de Kentucky. De acordo com AJ, ele sentia-se cansado e aceitou a medicação dada pelo seu amigo em jantar.
Essa pilula contém a substância Adderall, um medicamento indicado para o tratamento de transtornos psicológicos como a TDAH e DDA, ligados ao transtorno de déficit de atenção. Apesar de não sofrer nenhum sintoma, a medicação tomada inclui anfetaminas, um estimulante proibido pela política de abuso de substâncias da Nascar.
Allmendinger também falou que estava se sentindo muito pressionado pela falta de resultados na temporada e que não conseguia aproveitar a oportunidade de pilotar para equipe Penske.
Ele também disse que vai continuar a lutar para voltar a NASCAR após a adesão ao "Road to Recovery", programa organizado pela direção da Nascar para reintegração de pilotos suspensos.
"Este tempo longe das corridas me fez perceber que eu amo correr. Eu amo ser um piloto de corridas. Eu amo estar na NASCAR, mas, mais importante, sendo capaz de competir cada fim de semana. Isso é o que eu quero fazer" declarou AJ.
Entendo que não houve uma má intenção de AJ ao ingerir essa substância. Mas ao mesmo tempo, um piloto é um atleta e não pode ingerir nenhum medicamento ou substância sem um acompanhamento médico. Como um profissional do esporte, ele precisa ter essa noção e agora terá o maior desafio de sua carreira, algo mais difícil do que chegar à uma equipe grande. Apagar a imagem desse incidente e voltar a correr na Nascar.
Na minha opinião, Allmendinger poderá voltar a correr, mas não acredito que isso seja na Nascar. E para você, ele volta a correr na Nascar ou não?
Quanto custa assistir uma corrida da Nascar?
Uma das perguntas mais recorrentes que recebo nas transmissões da Nascar é sobre o preço para assistir no autódromo uma corrida da Nascar.
Como em toda pista no mundo, os preços dos ingressos variam de acordo com o setor da pista. Também existem varições sobre os dias que o fan pode ir, acessos aos boxes e outras facilidades.
Pegarei os valores para a corrida que acontecera no próximo fim de semana em Indianapolis.
Os preços do ingresso variam, para a corrida da Sprint Cup, entre 55 a 150 dólares por pessoa. Por mais 80 dólares, você pode assistir todos os eventos do "Super Weekend" (corridas da Continental Tires, Rolex Series e Nationwide Series, além da Sprint Cup). Por mais 20 dólares seu estacionamento está garantido.
Claro que o torcedor brasileiro tem os custos de passagens aéreas e hospedagem, além de outras despesas. Mas considerando apenas os preços dos ingressos, considero um preço honesto pela estrutura que o circuito oferece, além da importância da prova. Com a taxa do dólar em torno de 2 reais, o pacote mais caro com ingresso no paddock, acesso a todas as corridas e estacionamento, sai por 500 reais, dez reais a menos do que o ingresso mais barato do GP Brasil de F1.
E você ? Achou o preço bom ? Qual prova da Nascar você gostaria de assistir e por que ? Aguardo o seu comentário
Após etapa de Iowa, Miguel Paludo segue no top-10 na Truck Series
Apesar de uma corrida complicada, Miguel Paludo (Duroline) conseguiu mais uma vez terminar entre os 15 primeiros colocados em uma prova da Nascar Truck Series, finalizando a corrida deste sábado à noite em Iowa na 13ª colocação, posição que o mantém entre os dez primeiros colocados no campeonato, com 262 pontos.
"Foi mais uma corrida complicada, como infelizmente tem sido uma constante nesta temporada. Mesmo assim, consegui terminar a prova e fazer pontos para me manter no top-10 no campeonato, mas esta não é uma situação satisfatória. Começamos o ano na pole em Daytona e lutando por vitórias, temos que andar mais a frente nas próximas etapas", diz Paludo.
Um dos 'cameramans' da prova da American Ethanol 200, Paludo passou a prova encaixotado no meio do pelotão, fazendo que a corrida fosse bem apertada e movimentada.
Logo nas primeiras voltas Tim George Jr. se enroscou com Brennan Newberry provocando a primeira bandeira amarela da corrida. Miguel Paludo era o 11º e reportava com a equipe via rádio que sentia seu truck bem acertado.
Na sequência, Paulie Harraka rodou sozinho na volta 49 e provocou a segunda bandeira amarela da prova. Neste momento a grande maioria dos pilotos aproveitou para fazerem suas paradas nos boxes para trocas de pneus e reabastecimento. Paludo encontrava-se em 15º e ajustou a pressão de ar e seu time fez ajustes nas barras, além de troca de pneus e reabastecimento.
Logo em seguida na prova, durante a volta 62, Joey Coulter e Jason Leffler se tocam e provocam a terceira bandeira amarela da corrida. Paludo conseguiu-se esquivar por baixo e evitou o toque; era o 11º no momento.
Na metade da prova, volta 100, Miguel Paludo rondava a décima colocação. Os cinco primeiros neste momento eram: James Buescher, Timothy Peters, Ron Hornaday, Johnny Sauter e Matt Crafton.
Sem bandeiras amarelas por muitas voltas, o pneu do até então líder da corrida James Buescher estourou na volta 135. Mecânicos tiveram muito trabalho para consertar o carro do piloto 31, já que chocou-se com certa violência no muro. Por fim, teve que abandonar. A quarta bandeira amarela foi sacada e Miguel Paludo, fazendo uma estratégia diferente, trocou apenas dois pneus e subiu para a sétima colocação na prova.
Com 35 voltas do fim, outra bandeira amarela aconteceu em virtude de problemas de motor do piloto David Starr. Paludo era o 11º.
Na relargada da prova, com 30 voltas para o fim, Ron Hornaday deu um incrível "pulo-do-gato" e saiu de quarto para primeiro com muita vontade. Com 26 para o término, a sexta bandeira amarela é sacada; Todd Bodine era o responsável.
Em um fim de prova bem movimentado, Cale Gale e Dakota Armstrong se estranharam na pista durante a volta 182 e acharam o muro em uma manobra suspeita de Armstrong. Paludo era o P12 no momento.
A relargada final da prova foi a 11 voltas do fim; Timothy Peters ultrapassa Ron Hornaday e conduz seu carro até a bandeira quadriculada. Paludo comboiou seu bólido até a 13ª colocação.













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