2abr/121

Diante de 800 mil pessoas em Buenos Aires, Cacá Bueno sai como líder do Super TC2000

Com uma multidão que beirava o espantoso número de 800 mil pessoas segundo a polícia local, Cacá Bueno saiu da prova de rua de Buenos Aires como líder do campeonato da Super TC2000.

No circuito montado no centro da cidade portenha e que passava pelos principais pontos turísticos da cidade, como a Avenida Nove de Julio, o Obelisco, a Plaza de Mayo e a Casa Rosada, Cacá terminou a prova em segundo a apenas 0s5 de Mariano Werner, o vencedor da corrida.

Cacá largou em quinto e foi galgando posições até chegar em terceiro. A cinco voltas do fim, o piloto da Red Bull se valeu do abandono de Facundo Ardusso e ocupou a segunda posição. Werner tinha problemas em seu Corolla, mas mesmo assim Cacá não foi capaz de ultrapassá-lo.

"Foi uma corrida única. Pelo fato de ser disputada no meio de uma cidade como Buenos Aires, será um fato comentado por todo mundo. Não só na Argentina. Todo mundo vai comentar sobre esta prova. Larguei em quinto e o carro estava bom e fui passando o pessoal até assumir o terceiro lugar quando faltavam 12 voltas para o fim da corrida. Depois de tirar a vantagem do Facundo (Ardusso) e do Mariano (Werner), quebrou o câmbio do Facundo a cinco voltas pro fim. Apertei o ritmo, mas não teve como ultrapassar o Toyota do Mariano e cheguei colado nele. É uma pena não conseguir disputar todas as etapas, devido aos compromissos que já tenho no Brasil, mas é sempre muito bom assumir a liderança de um campeonato."

Confira os cinco primeiros da etapa de Buenos Aires do Super TC2000:
1- Mariano Werner (Toyota Corolla) - 51:40.99
2- Cacá Bueno (Ford Focus) - a 0s571
3- Jorge Trebbiani (Ford Focus) - a 2s348
4- Nestor Girolami (Peugeot 408) - a 2s650
5- Mariano Altuna (Renault Fluence) - a 4s414

Veja como ficou o topo da tabela de classificação do Super TC2000:
1- Cacá Bueno - 52 PONTOS
2- Nestor Girolami - 33
3- Matías Rossi - 32
4- Mariano Werner - 32
5- Mariano Altuna - 28

2abr/120

Razia muda o foco para dar guinada na carreira

Razia venceu a primeira prova da temporada, na Malásia

Atual líder da GP2, Luiz Razia pode ter apenas 22 anos, mas, em sua quarta temporada na categoria, já adota um discurso de veterano. O baiano é o primeiro a reconhecer que sua carreira nem sempre correu seu curso natural e que esteve demasiadamente focado em conseguir patrocínios nos últimos anos, mas espera deixar tudo isso de lado para obter um título que já abriu as portas da F-1 para pilotos como Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Timo Glock e Nico Hulkenberg.

“Não estou pensando no campeonato, e sim em cada dia. O campeonato é tão longo que, pensar nisso agora seria estúpido da minha parte. Acho importante trabalhar com a equipe para manter o momento e depois, mais para frente, ver onde a gente vai estar”, afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Razia reconhece que chegar aos 18 anos na última categoria antes de chegar à F-1 não foi a melhor decisão. “Acho que eu cheguei muito cedo na GP2, o pulo que eu dei foi muito precipitado. Isso comprometeu alguns anos para mim e acabei sofrendo.”

Mas essas são águas passadas para o piloto, que se diz mais focado no trabalho de pista do que nos anos anteriores, mirando em transformar resultados em novas oportunidades para o futuro.

“Mudei muita coisa de um ano para cá para poder melhorar minha situação. Foi muito difícil para mim no começo. Não tive oportunidade de fechar com as equipes que todo mundo sabe que são boas. E, no final, a Arden veio com uma proposta muito boa para mim e eu fechei com a equipe que acredita ter potencial”, salientou.

Razia treinou de F-1 em Interlagos em 2011

“Trouxe duas pessoas que acreditava serem muito importantes para meu campeonato, meu engenheiro e meu team manager e acho que eles agregaram muito valor. Minha concentração é apenas na GP2. Não estou envolvido na parte de patrocínio como estava envolvido nos últimos dois anos. Quero focar nas corridas porque acho que resultado traz patrocínio.”

Outra mudança para Razia neste ano foi o ingresso no programa de pilotos da Red Bull. De acordo com o baiano, apesar de não haver ligação direta com as equipes de F-1 (Red Bull e Toro Rosso) nos finais de semana de corrida, trata-se de uma experiência importante.

“Tenho um envolvimento muito grande dentro da fábrica, mas nenhum durante os finais de semana [de corrida]. A equipe está sendo um suporte de informação durante o fim de semana, o que é muito importante, e eu estou sendo tecnicamente, fisicamente e mentalmente gerenciado pela fábrica de Milton Keynes. Estou morando lá, fazendo simulador, treinamento físico e da parte técnica e aprendizado sobre pneus e telemetria com a equipe deles.”

Razia elogiou o compatriota Felipe Nasr, que faz sua estreia na GP2 nesta temporada. Para o baiano, o brasiliense tem uma grande oportunidade de mostrar serviço pela equipe DAMS, atual campeã.

“Conheço o Nasr há algum tempo. Ele correu de kart comigo. Chegou bem preparado na GP2 e acho que está fazendo uma boa estreia. Está entrando em uma equipe campeã, com um bom carro, coisa que, talvez, não todos os pilotos tenham a oportunidade. Mas, pelo currículo dele, ele conseguiu e isso é bom para ele. Mas durante os finais de semana, ele é meu concorrente e tenho de tentar ficar na frente dele e de todos.”