13set/120

Brasileiros da AF-Corse sofrem com desgaste de pneus

Após o primeiro dia de treinos livres para as 6h de SP, o trio brasileiro da AF-Corse-Waltrip, revelou uma grande preocupação com o desgaste de pneus. A melhor volta da equipe foi feita por Enrique Bernoldi, 1min36s521, que deixou o time em 26º no geral, entre 28 carros. Em sua categoria, a GTE Am, a equipe ficou em 3º lugar, entre cinco carros.

“Temos ainda um desgaste muito grande de pneus, o que não é normal e temos que melhorar. Mas é um carro bom, não é difícil de guiar, nem é cansativo. Agora temos que focar em acertar para a corrida, não precisamos focar tanto em fazer volta rápida na classificação”, explicou ao Francisco Longo ao TotalRace. “Fizemos algumas alterações hoje que foram razoáveis e agora é trabalhar mais ainda à noite”, afirmou.

Para Enrique Bernoldi, o desgaste de pneus é um problema, mas sua Ferrari 458 Italia mostrou bom ritmo de corrida. “O carro está legal, mas precisa melhorar um pouco em alguns pontos. Em corrida está bom, mas não tanto para volta rápida. De qualquer jeito sabemos aonde podemos ir. Andei simulando a pior parte da corrida, com pneu velho e tanque cheio e mesmo assim fiz a melhor volta, então isso mostra que o carro está bom pra corrida, que é constante.”

Xandy Negrão ressaltou que, apesar dos problemas, o time só pensa em ganhar a corrida dentro de sua categoria. Na última etapa, em Silverstone, a equipe venceu e o grande trunfo foi o consumo de combustível. “Só pensamos em vitória sempre, estamos aqui para isso. Silverstone não tem as mesmas características de Interlagos. Aqui o consumo de combustível é bem maior, mas podemos levar vantagem nesse quesito. No entanto, para isso é preciso resolver a questão dos pneus”, declarou.

13set/120

Toyota aposta em Wurz, último a derrotar Audi

Bicampeão em Le Mans, Alexander Wurz é um dos trunfos da Toyota (Foto: divulgação/Toyota)

(Luis Fernando Ramos, de Viena e Guilherme Carvalho, de São Paulo) Nas últimas sete edições das 24 horas de Le Mans, em apenas uma o carro vencedor não foi um Audi. Foi em 2009, quando o 908 HDi FAP da Peugeot sagrou-se campeão da tradicional prova francesa. A bordo dele, ao lado de David Brabham e Marc Gené, estava o austríaco Alexander Wurz, que, com a vitória, entrava para o clube dos bicampeões de Le Mans – Wurz já havia sido um dos mais jovens vencedores da prova, quando levantou o caneco em 1996, pilotando um Porsche.

Agora em 2012, o ex-piloto de F1 está novamente encarando o difícil desafio de bater a Audi. Agora pela Toyota, que recentemente retornou à cena do Mundial de Endurance. Na primeira tentativa, justamente em Le Mans, o carro de Wurz chegou a dar trabalho, mas ficou pelo caminho após um acidente, quando estava sendo pilotado por Kazuki Nakajima. Na etapa seguinte, em Silverstone, chegou em segundo lugar, 55 segundos atrás de um dos carros da Audi. Foi a primeira vez no ano que os alemães não fizeram dobradinha no Mundial.

O resultado em Silverstone alimenta a expectativa de Alexander Wurz em relação às 6 horas de São Paulo, até porque a prova é disputada em um circuito de que o austríaco gosta muito.

“Estou muito animado para a prova de Interlagos. É uma pista muito legal, com um clima sensacional! Espero que tenhamos muitos torcedores para a corrida. Tenho certeza que será uma disputa ferrenha entre a Audi e a Toyota. Minha equipe mostrou na última corrida que pode lutar pela vitória e esperamos repetir isso no Brasil”, afirmou o piloto, que já correu em Interlagos três vezes quando era piloto de F1, todas pela Benetton, e teve como melhor resultado um quarto lugar.

Toyota TS030 Hybrid é muito veloz, mas ainda tem consumo alto (Foto: Felipe Augusto/www.velocidadesul.com)

Wurz só espera que sua equipe resolva os problemas de consumo de combustível para que seja possível vencer a etapa.

“Em Silverstone vimos que tínhamos um consumo maior - e o nosso carro tem um tanque com volume menor por conta do regulamento. Isto nos obriga a parar mais vezes. O maior problema é que ficamos em média 4s5 a mais parados até encher o tanque, a Audi encontrou algo que a permite reabastecer mais rapidamente. Com oito paradas por corrida, isto significa uma desvantagem de cerca de 40 segundos, que foi justamente nossa diferença ao final da corrida na Inglaterra. Se melhorarmos neste e em alguns outros fatores - vale lembrar que somos uma equipe nova, que disputou apenas sua segunda corrida - poderemos pensar em vitória”, disse o austríaco ao TotalRace, lembrando que, para São Paulo, o time vem com pequenas modificações.

“Tentamos algumas melhoras. Não há nenhuma grande peça nova, fizemos apenas algumas coisas em aerodinâmica. Mas podemos ganhar tempo na rotina de uma equipe: nas paradas nos boxes, entrada e saída do pitlane. Quando uma equipe é nova, é normal que estes procedimentos ainda não estejam perfeitos. Nesse sentido a Audi tem uma vantagem, mas estamos prestes a alcançá-los nisso”, declarou.

11set/120

Emerson quer Interlagos vivendo ‘espírito’ de Le Mans

Emerson em Interlagos, entre os carros atuais e históricos do endurance (crédito da foto: divulgação - Ricardo Ferreira PubliFoto/RFoto)

(Por Guilherme Carvalho) Quando decidiu encampar a vinda do Mundial de Endurance (WEC) para São Paulo, com as 6h de São Paulo, Emerson Fittipaldi tinha um objetivo claro: fazer da metrópole paulistana, pelo menos uma parte dela, viver por alguns dias um espírito parecido com o da cidade francesa Le Mans na época das 24 horas.

“É claro que não dá para desfilar com os carros históricos pela cidade, com o público aplaudindo, como é feito lá. Mas planejamos várias ações para que o torcedor que vier a Interlagos possa viver um clima que lembre Le Mans”, disse o bicampeão mundial de F1, em coletiva realizada no Autódromo José Carlos Pace. Segundo Emerson, é um evento ideal para trazer toda a família.

“É um evento com o espírito de Le Mans, espírito de quem é apaixonado por carros, por velocidade e tecnologia, mas não só para os fanáticos por automobilismo. Teremos, durante todos os dias, atrações para crianças e adultos. O fã do automobilismo pode trazer esposa e filhos que eles vão se divertir muito. Teremos desde exposição de carros antigos e caminhões superequipados, os Cowboys do Asfalto, como várias atrações no Espaço Village”, afirmou, lembrando da área que contará com uma roda gigante, bungee trampolim, giromaster e arvorismo. O evento ainda terá uma apresentação de drift do ator Fiuk, uma exibição de jatos da FAB e também um desfile da escola de samba Mocidade Alegre.

Na pista, a principal atração buscada por Emerson será o piloto brasileiro Lucas di Grassi, que terá chances reais de vitória, pois correrá ao lado do mito dinamarquês Tom Kristensen, oito vezes campeão de Le Mans. Di Grassi correrá em um dos principais carros da Audi, montadora que venceu todas as etapas do mundial de 2012 até agora. O ex-piloto de F1, no entanto, evita criar altas expectativas.

“Nunca participei desse tipo de competição, então é preciso levar isso em conta, mas vou dar o meu melhor e espero que possa ajudar a fazer com que esse evento cresça no Brasil”, comentou Di Grassi, que não quis nem saber de carregar o troféu, produzido pelo artista Yutaka Toyota. “Só tocarei no troféu se for merecedor, ou seja, se vencer o GP”, explicou.

Emerson, Neveu e o troféu da 6h de São Paulo. (crédito da foto: divulgação - Ricardo Ferreira PubliFoto/RFoto)

Para o homem-forte do WEC, Gérard Neveu, a presença de pilotos brasileiros e da própria prova no Brasil é uma oportunidade do país se fortalecer na modalidade do endurance. “Ao lado de Mônaco e Indianápolis, Le Mans faz parte da tríade mais famosa do automobilismo e é incrível que um país como o Brasil não tenha nenhuma vitória lá. Acho que esse pode ser um objetivo do automobilismo brasileiro e essa prova pode ser um importante passo pra isso”, disse o dirigente, revelando que não encontrou muitos obstáculos para trazer o WEC à cidade de São Paulo.

“O Brasil é um país com muita força no automobilismo, conhecido por um público apaixonado e grandes pilotos. O autódromo de Interlagos é adorado pelos pilotos tanto quanto Spa ou Monza. E quando falamos que o Emerson Fittipaldi estava na empreitada, todos quiseram participar. Então foi tudo mais fácil”, contou Neveu.

28abr/110

Veja a ação na pista da 3ª edição do Super Kart Brasil

Estão estão disponíveis vídeos da terceira edição do Super Kart Brasil - Troféu Gustavo Sondermann, realizada no último fim de semana em Interlagos, São Paulo.
Além de tomadas das corridas da categorias Shifter, Graduados, Sênior, Super Cadete e Júnior, os vídeo trazem imagens de pódio e entrevistas com pilotos e personalidades.
Entre os entrevistados está Sérgio Sondermann, pai de Gustavo Sondermann, homenageado pelos organizadores do evento.

12abr/110

Nova vistoria define detalhes de obra projetada para a Curva do Café

Por meio de sua assessoria de comunicação, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) informou que seus representantes se reuniram com membros da Federação de Automobilismo de São Paulo (Fasp), Administração do Autódromo de Interlagos e da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira e definiram os detalhes para a obra de área de escape da Curva do Café, que antecede a reta dos boxes do circuito paulistano.

A vistoria feita no local é o segundo passo no projeto de reforma e deu continuidade à análise feita neste domingo pelo presidente da CBA, Cleyton Pinteiro. A nova área de escape terá formato semelhante à da entrada da Reta Oposta, e a construção deve retirar aproximadamente seis lances da arquibancada do local.

O projeto deverá prever também a manutenção do "softwall", que será recuado. O projeto da reforma será finalizado nos próximos dias e entregue para avaliação da CBA, que posteriormente encaminhará o documento à FIA (Federação Internacional do Automóvel). O passo seguinte será a visita de um inspetor técnico da entidade sediado em Genebra, na Suíça (onde ficam os escritórios da entidfade), para aprovar a construção.

As obras começarão logo após o processo público de licitação e serão iniciadas na área externa da pista, que só deverá ser interditada no processo final da construção. A nova área de escape está prevista para ser inaugurada no início de agosto, com a segunda etapa da Copa Caixa Stock Car no circuito em 2011.

A vistoria de ontem teve a presença do diretor de marketing da CBA, Paulo Gomes, que se encontrou com Octávio Guazelli (gestor do autódromo), José Aloizio Cardozo Bastos (Presidente em exercício da Fasp), Pedro Pereira Evangelista e Ruy Takeshi, respectivamente Secretário Adjunto e engenheiro da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo.

"Apesar de a solução no papel parecer fácil, estamos tratando de uma obra de execução complexa por causa dos muros de contenção e de toda estrutura que precisa ser feita. A proposta é de renovação, porque o automobilismo está em constante evolução e as pistas precisam acompanhar esse desenvolvimento", comentou Guazzelli.

9abr/110

CBA e SPTuris anunciam projeto para melhorar área de escape da Curva do Café

Visão aérea da Curva do Café (Luciano Piva)

O presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, se reuniu com Caio Luiz de Carvalho, da SPTuris, e ambos decidiram por uma ampliação da área de escape na Curva do Café, em Interlagos. Este encontro teve a presença e participação de representantes das principais categorias do cenário nacional.

A solução aprovada propõe a remoção do último lance de arquibancadas, o que ampliaria a área de escape externa em cerca de 20 metros de profundidade em uma extensão que poderá chegar a 200 metros. Para evitar que essa área seja usada como extensão da pista o revestimento local será feito com material especial de baixa aderência.

A SPTuris entregará no prazo de um mês um projeto, que precisa passar pela aprovação da FIA. Embora o prazo de conclusão só possa ser definido com exatidão após a conclusão do projeto a ser executado, a CBA crê que as mudanças deverão ser executadas até o mês de agosto. "Sempre que houver necessidade de fazer obras para garantir a Interlagos a condição de Templo da Velocidade e o GP de Fórmula 1, essas obras serão realizadas", disse Caio Luiz.

Durante o período de análise conjuntural da obra as competições realizadas no circuito paulistano deverão acontecer com o uso de bandeiras amarelas ou uso de barreiras plásticas colocadas estrategicamente. Segundo o engenheiro Octávio Guazelli "estas soluções podem ser usadas de forma complementar ou substitutiva."