Kobayashi assina com AF Corse para correr 6 Horas de Silverstone
Sem lugar na F-1, o japonês Kamui Kobayashi se tornará o primeiro piloto asiático a dirigir uma Ferrari de equipe de fábrica em competições internacionais. O piloto participará do WEC (World Endurance Championship) neste ano pela equipe AF Corse correndo com uma Ferrari F458 Italia.
A primeira corrida de Kamui será as 6 Horas de Silverstone, no dia 14 de abril. O companheiro de equipe do japonês ainda não foi anunciado. A AF Corse já tinha dois pilotos confirmados antes de Kobayashi, o monegasco Olivier Beretta e o italiano Gianmaria Bruni. Nenhum dos dois sabe quem será seu companheiro.
Nesta semana, os três pilotos ao lado de Giancarlo Fisichella, Davide Rigon, Luca Filippi e Brandon Maisano treinaram pela escuderia no circuito de Aragón na Espanha.
A AF Corse disputará o WEC pela categoria LMGTE-Pro
DeltaWing apresenta nova pintura, novo motor e novos pneus para 2013
O revolucionário modelo da DeltaWing, que correu pela primeira vez as 24 horas de Le Mans no ano passado, foi apresentado em sua nova versão hoje para competir em 2013.
O projeto, que no ano passado corria com a cor preta, pneus Michelin e motores Nissan, neste ano terá uma cara bem diferente: ao invés do preto, entra o prateado. Ao invés de Michelin, a japonesa Bridgestone será responsável pelo desenvolvimento dos pneus do carro, e a também japonesa Mazda fabricará os motores do bólido único.
A primeira corrida do projeto será as 12 Horas de Sebring, no dia 16 deste mês. Pilotarão o LM12-Elan o britânico Andy Meyrick e o francês Olivier Pla. O carro também poderá disputar a LMP1 da American Le Mans Series.
O DeltaWing passará ainda por dois dias testes em Road Atlanta, na quarta e na quinta-feira desta semana. O motor do carro será um 2.0 turbo, com cerca de 350 cavalos.
Di Grassi fecha com a Audi e pilotará no WEC em 2013
A experiência vivida durante as 6hs de São Paulo, no último mês de setembro, rendeu frutos e Lucas di Grassi e a Audi vão prolongar a parceria em 2013. O brasileiro, ex-piloto de Fórmula 1, foi confirmado como novo integrante do time alemão no Mundial de Endurance (WEC) e pilotará o híbrido Audi R18 e-tron quattro, atual campeão mundial e de Le Mans.
Di Grassi deverá pilotar ao lado do octacampeão de Le Mans, o dinamarquês Tom Kristensen e do escocês Allan McNish, mesmos companheiros com quem ele dividiu o carro número 2 da Audi em Interlagos. O carro número 1, que conquistou o título em 2012, é guiado pelo suíço Marcel Fässler, pelo alemão André Lotterer e por Benoît Tréluyer, da França.
"A Audi me ofereceu um contrato dos sonhos, melhor que todos que tive na Fórmula 1. Então, estou muito feliz. Este emprego se deve à minha performance – não há nenhuma da bagunça comercial que vemos na Fórmula 1”, disse Lucas, que tentará se tornar o primeiro brasileiro a vencer a tradicional prova de Le Mans, já que a Audi venceu 11 das últimas 13 edições da corrida.
Toyota aposta em Wurz, último a derrotar Audi

Bicampeão em Le Mans, Alexander Wurz é um dos trunfos da Toyota (Foto: divulgação/Toyota)
(Luis Fernando Ramos, de Viena e Guilherme Carvalho, de São Paulo) Nas últimas sete edições das 24 horas de Le Mans, em apenas uma o carro vencedor não foi um Audi. Foi em 2009, quando o 908 HDi FAP da Peugeot sagrou-se campeão da tradicional prova francesa. A bordo dele, ao lado de David Brabham e Marc Gené, estava o austríaco Alexander Wurz, que, com a vitória, entrava para o clube dos bicampeões de Le Mans – Wurz já havia sido um dos mais jovens vencedores da prova, quando levantou o caneco em 1996, pilotando um Porsche.
Agora em 2012, o ex-piloto de F1 está novamente encarando o difícil desafio de bater a Audi. Agora pela Toyota, que recentemente retornou à cena do Mundial de Endurance. Na primeira tentativa, justamente em Le Mans, o carro de Wurz chegou a dar trabalho, mas ficou pelo caminho após um acidente, quando estava sendo pilotado por Kazuki Nakajima. Na etapa seguinte, em Silverstone, chegou em segundo lugar, 55 segundos atrás de um dos carros da Audi. Foi a primeira vez no ano que os alemães não fizeram dobradinha no Mundial.
O resultado em Silverstone alimenta a expectativa de Alexander Wurz em relação às 6 horas de São Paulo, até porque a prova é disputada em um circuito de que o austríaco gosta muito.
“Estou muito animado para a prova de Interlagos. É uma pista muito legal, com um clima sensacional! Espero que tenhamos muitos torcedores para a corrida. Tenho certeza que será uma disputa ferrenha entre a Audi e a Toyota. Minha equipe mostrou na última corrida que pode lutar pela vitória e esperamos repetir isso no Brasil”, afirmou o piloto, que já correu em Interlagos três vezes quando era piloto de F1, todas pela Benetton, e teve como melhor resultado um quarto lugar.

Toyota TS030 Hybrid é muito veloz, mas ainda tem consumo alto (Foto: Felipe Augusto/www.velocidadesul.com)
Wurz só espera que sua equipe resolva os problemas de consumo de combustível para que seja possível vencer a etapa.
“Em Silverstone vimos que tínhamos um consumo maior - e o nosso carro tem um tanque com volume menor por conta do regulamento. Isto nos obriga a parar mais vezes. O maior problema é que ficamos em média 4s5 a mais parados até encher o tanque, a Audi encontrou algo que a permite reabastecer mais rapidamente. Com oito paradas por corrida, isto significa uma desvantagem de cerca de 40 segundos, que foi justamente nossa diferença ao final da corrida na Inglaterra. Se melhorarmos neste e em alguns outros fatores - vale lembrar que somos uma equipe nova, que disputou apenas sua segunda corrida - poderemos pensar em vitória”, disse o austríaco ao TotalRace, lembrando que, para São Paulo, o time vem com pequenas modificações.
“Tentamos algumas melhoras. Não há nenhuma grande peça nova, fizemos apenas algumas coisas em aerodinâmica. Mas podemos ganhar tempo na rotina de uma equipe: nas paradas nos boxes, entrada e saída do pitlane. Quando uma equipe é nova, é normal que estes procedimentos ainda não estejam perfeitos. Nesse sentido a Audi tem uma vantagem, mas estamos prestes a alcançá-los nisso”, declarou.
Emerson quer Interlagos vivendo ‘espírito’ de Le Mans

Emerson em Interlagos, entre os carros atuais e históricos do endurance (crédito da foto: divulgação - Ricardo Ferreira PubliFoto/RFoto)
(Por Guilherme Carvalho) Quando decidiu encampar a vinda do Mundial de Endurance (WEC) para São Paulo, com as 6h de São Paulo, Emerson Fittipaldi tinha um objetivo claro: fazer da metrópole paulistana, pelo menos uma parte dela, viver por alguns dias um espírito parecido com o da cidade francesa Le Mans na época das 24 horas.
“É claro que não dá para desfilar com os carros históricos pela cidade, com o público aplaudindo, como é feito lá. Mas planejamos várias ações para que o torcedor que vier a Interlagos possa viver um clima que lembre Le Mans”, disse o bicampeão mundial de F1, em coletiva realizada no Autódromo José Carlos Pace. Segundo Emerson, é um evento ideal para trazer toda a família.
“É um evento com o espírito de Le Mans, espírito de quem é apaixonado por carros, por velocidade e tecnologia, mas não só para os fanáticos por automobilismo. Teremos, durante todos os dias, atrações para crianças e adultos. O fã do automobilismo pode trazer esposa e filhos que eles vão se divertir muito. Teremos desde exposição de carros antigos e caminhões superequipados, os Cowboys do Asfalto, como várias atrações no Espaço Village”, afirmou, lembrando da área que contará com uma roda gigante, bungee trampolim, giromaster e arvorismo. O evento ainda terá uma apresentação de drift do ator Fiuk, uma exibição de jatos da FAB e também um desfile da escola de samba Mocidade Alegre.
Na pista, a principal atração buscada por Emerson será o piloto brasileiro Lucas di Grassi, que terá chances reais de vitória, pois correrá ao lado do mito dinamarquês Tom Kristensen, oito vezes campeão de Le Mans. Di Grassi correrá em um dos principais carros da Audi, montadora que venceu todas as etapas do mundial de 2012 até agora. O ex-piloto de F1, no entanto, evita criar altas expectativas.
“Nunca participei desse tipo de competição, então é preciso levar isso em conta, mas vou dar o meu melhor e espero que possa ajudar a fazer com que esse evento cresça no Brasil”, comentou Di Grassi, que não quis nem saber de carregar o troféu, produzido pelo artista Yutaka Toyota. “Só tocarei no troféu se for merecedor, ou seja, se vencer o GP”, explicou.

Emerson, Neveu e o troféu da 6h de São Paulo. (crédito da foto: divulgação - Ricardo Ferreira PubliFoto/RFoto)
Para o homem-forte do WEC, Gérard Neveu, a presença de pilotos brasileiros e da própria prova no Brasil é uma oportunidade do país se fortalecer na modalidade do endurance. “Ao lado de Mônaco e Indianápolis, Le Mans faz parte da tríade mais famosa do automobilismo e é incrível que um país como o Brasil não tenha nenhuma vitória lá. Acho que esse pode ser um objetivo do automobilismo brasileiro e essa prova pode ser um importante passo pra isso”, disse o dirigente, revelando que não encontrou muitos obstáculos para trazer o WEC à cidade de São Paulo.
“O Brasil é um país com muita força no automobilismo, conhecido por um público apaixonado e grandes pilotos. O autódromo de Interlagos é adorado pelos pilotos tanto quanto Spa ou Monza. E quando falamos que o Emerson Fittipaldi estava na empreitada, todos quiseram participar. Então foi tudo mais fácil”, contou Neveu.
Audi vs Toyota nas 6 horas de SP: Deve dar jogo

Toyota #7 conseguiu a 2ª posição nas 6hs de Silverstone. Velocidade é o trunfo e consumo, o ponto fraco (foto: divulgação/toyota)
(Por Guilherme Carvalho) Com a ausência da Peugeot no WEC, a Audi, que domina o cenário do endurance mundial desde 2000, teve a vida ainda mais facilitada e fez dobradinha nas primeiras duas etapas, nas 12 horas de Sebring e nas 6 horas de Spa. Um domínio completo.
Na prova seguinte, no entanto, já nas 24 horas de Le Mans, a Toyota resolveu voltar oficialmente à tradicional corrida, financiando os carros número 7 e número 8. O domínio da Audi permaneceu, mas com alguma dificuldade. As Toyota chegaram a andar entre os primeiros no começo, mas como se envolveram em acidentes, acabaram não completando a prova. Mas enquanto estiveram na pista, uma das Toyota chegou até a liderar em Le Mans.
Na corrida seguinte, nas 6 horas de Silverstone, outro bom duelo. E a montadora japonesa conseguiu um segundo lugar, com o carro número 7 (o único que participa do WEC e virá a São Paulo) ficando a 55 segundos do Audi número 1. Distância relativamente pequena para uma prova de endurance.
O grande trunfo da Toyota para tentar por um fim no domínio da Audi, é a performance. Embora ainda estejam um pouco atrás na tomada de tempo, os japoneses conseguem ser mais velozes na pista durante a corrida. Em relação ao consumo, no entanto, a montadora alemã dá um show. Em Silverstone, o carro número um da Audi precisou parar uma vez a menos do que o carro número sete da Toyota (que fez a melhor volta da corrida). E como foi também em média de 8s a 10s mais rápida ao fazer o trabalho nos boxes (reabastecimento, trocas de pneus e pilotos), perdeu ao todo 1min50s a menos nos boxes do que a equipe da fábrica japonesa. Como a diferença no final foi de 55s a favor da Audi, podemos concluir que, caso a Toyota consumisse menos e fizesse um trabalho mais eficiente nos boxes, poderia vencer a corrida. Desempenho não faltou.
6hs de Silverstone
Resultado Final:
Audi:............. -55s675
Tempo perdido nos boxes:
Toyota:........... +1min50s
Na corrida anterior, nas 24 horas de Le Mans, a primeira da Toyota no retorno, a comparação ficou prejudicada, já que as duas Toyota se envolveram em acidentes antes do primeiro terço da prova. No entanto, o jornalista português Pedro Correia, do site Lemansportugal.com, se baseou nas primeiras cinco horas da corrida, analisou a perfomance, o consumo e o tempo perdido nos boxes e projetou como seria o desempenho dos favoritos ao longo das 24 horas. O jornalista descontou eventuais contratempos, como erros de pilotos, punições e neutralizações e chegou à conclusão que a vitória ficaria mesmo com a Audi, mas com o carro número 2, ao invés do 1, que de fato venceu a prova. Uma vitória que seria conquistada principalmente devido ao consumo mais eficiente e ao melhor trabalho de boxes.

Audi #2 não venceu, mas foi o mais eficiente em Le Mans na combinação velocidade/autonomia/trabalho nos boxes/gestão de pneus (foto: divulgação/audi)
Segundo a análise de Correia, enquanto os carros da Audi (tantos os dois R18 e-tron quattro, quanto os dois R18 ultra) conseguiriam completar as 24 horas com uma média de 33 a 34 paradas, as Toyota precisariam de 36 pit-stops para percorrer o mesmo trecho. Além disso, os Audi perderiam cerca de 36 a 37 minutos no total das paradas, enquanto os japoneses perderiam aproximadamente de 41 a 43 minutos nos pits ao longo das 24 horas.
Na pista, porém, o desempenho seria bem mais equilibrado. A Toyota número 7, que conta com Alexander Wurz, vencedor de Le Mans como um dos seus pilotos, só perderia para o Audi número 2, de Tom Kristensen, no tempo médio de volta. E por menos de 2 décimos de segundo (3:31.250 vs 3:31.373), mostrando uma performance melhor, inclusive, do que o Audi #1 (3:31.512), que venceu a competição (o Audi #2 também se envolveu em um acidente durante a prova e perdeu algum tempo).
Confira os dados projetados por Pedro Correia nas 24 horas de Le Mans:
Tempo médio por volta (projeção):
Audi #2:......... 3:31.250
Toyota #7:....... 3:32.373
Audi #1:......... 3:31.512
Toyota #8:........3:31.770
Audi #3.......... 3:31.917
Audi #4...........3:32.605
Paradas (projeção):
Audi #3.........33
Audi #4.........33
Audi #1.........34
Audi #..........34
Toyota#7........36
Toyota#7........36
Tempo gasto nos boxes (projeção):
Audi #4...........36:23.104
Audi #3...........36:41.232
Audi #1...........36:55.120
Audi #2...........37:31.616
Toyota #8.........41:52.624
Toyota #8.........43:02.814
Mesmo gastando mais tempos nos boxes do que os Audi #3 e #4, o Audi #2 mostrou-se o carro mais eficiente na combinação velocidade/autonomia/gestão de pneus/trabalho nos boxes, pois seria cerca de 0.5s a 1.5s mais rápido por volta do que os ultra (e são quase 380 voltas!).
De qualquer jeito, o desempenho da Toyota tanto em Le Mans, quanto em Silverstone, mostra que embora o favoritismo para as 6 horas de São Paulo, que acontece nesse sábado seja da Audi, os japoneses podem complicar sim. Podemos ter uma boa disputa.
Audi domina e faz 1-2-3-5 nas 24 Horas de Le Mans
Não teve para ninguém. Após 378 voltas, o trio No. 1 da Joest Audi Sport Team André Lotterer, Benoît Tréluyer e Marcel Fässler venceu a mítica prova que marcou a 80ª edição das 24 Horas de Le Mans com um Audi R18 e-tron quattro de motor híbrido diesel e elétrico.
Junto do trio, tivemos mais três Audi, que novamente dominaram a prova. Tom Kristensen / Allan McNish / Dindo Capello foram o segundo com Oliver Jarvis / Marco Bonanomi / Mike Rockenfeller em terceiro. Em quinto, Marc Gené / Romain Dumas / Loïc Duval finalizaram a fantástica atuação da Audi na etapa.
Vendo o resultado final pode se ter a noção de que a corrida foi extremamente fácil para a equipe alemã, mas no início da prova, os bólidos da Toyota fizeram frente para a Audi, inclusive ficando em certo momento em segundo lugar e a poucos segundos na liderança, mas não se mantiveram até o fim.
As 24 Horas de Le Mans também marcou a chegada de um carro revolucionário na prova. Highcroft Racing utilizou o DeltaWing-Nissan, carro que foi rejeitado como um possível novo projeto da Fórmula Indy. Em formato mais triangular, o carro tem um formato de um triciclo, tamanho a largura do eixo dianteiro. Mas de nada adiantou a modernidade. Marino Franchitti / Michael Krumm / Satoshi Motoyama tiveram sérios problemas e só conseguiram dar 75 voltas na prova após o japonês bater o carro no muro do circuito.
E falando em acidente, sem dúvidas o mais plástico e grave desta edição foi o de Antony Davidson no fim da famosa reta Mulsanne. O piloto quebrou as vértebras T11 e T12 após um toque com uma Ferrari de categorias menores. O ex-piloto de Fórmula 1 alçou voo por muitos metros antes de se chocar com violência na barreira de pneus.
Inicialmente parecia que nada havia acontecido com o piloto, pois chegou a ir andando para o centro médico, mas após uma minuciosa investigação viu-se que o caso não era tão simples.
"Foi um acidente daqueles. Estou no hospital com uma fratura na espinha, que não era o modo que esperava terminar naquele estágio da corrida", disse Davidson, que deve ficar internado até, no mínimo, amanhã.
Na LMP2, o trio inglês-venezuelano da Starworks Motorsport (Dalziel, Kimber-Smith e Potolicchio) saiu como vencedor. Na LMGTE Pro a AF Corse de Bruni, Fisichella e Vilander venceu e Bornhauser, Canal e Lamy sagraram-se campeões na LMGTE Am.
A próxima etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) acontece em Silverstone dia 25 de agosto. Dia 15 de setembro é a vez de o Brasil sediar uma prova, que irá acontecer em Interlagos, São Paulo.
Posição Carro Pilotos Classe Voltas Diferença 1. #1 Audi Lotterer/Fassler/Treluyer LMP1 378 2. #2 Audi McNish/Capello/Kristensen LMP1 377 + 1 Lap 3. #4 Audi Jarvis/Bonanomi/Rockenfeller LMP1 375 + 3 Laps 4. #12 Lola Prost/Heidfeld/Jani LMP1 367 + 11 Laps 5. #3 Audi Gene/Dumas/Duval LMP1 366 + 12 Laps 6. #22 HPD Brabham/Dumbreck/Chandhok LMP1 357 + 21 Laps 7. #44 HPD Potolicchio/Dalziel/K-Smith LMP2 354 + 24 Laps 8. #46 Oreca Thiriet/Beche/Tinseau LMP2 353 + 25 Laps 9. #49 Oreca Perez Companc/Kaffer/Ayari LMP2 352 + 26 Laps 10. #26 Oreca Ragues/Panciatici/Rusinov LMP2 351 + 27 Laps 11. #13 Lola Belicchi/Bleekemolen/Primat LMP1 350 + 28 Laps 12. #41 Zytek Zugel/Julian/Gonzalez LMP2 348 + 30 Laps 13. #25 Oreca Martin/Charouz/Graves LMP2 346 + 32 Laps 14. #35 Morgan H Hansson/Leinders/Martin LMP2 341 + 37 Laps 15. #42 Zytek Brundle/Brundle/Ordonez LMP2 340 + 38 Laps 16. #23 Oreca Tresson/Mailleux/Lombard LMP2 340 + 2m47.469s 17. #51 Ferrari Fisichella/Bruni/Vilander GTEP 336 + 42 Laps 18. #59 Ferrari Makowiecki/Melo/Farnbacher GTEP 333 + 45 Laps 19. #97 Aston Mucke/Fernandez/Turner GTEP 332 + 46 Laps 20. #50 Corvette Bornhauser/Canal/Lamy GTEA 329 + 49 Laps 21. #67 Porsche Pons/Armindo/Narac GTEA 328 + 50 Laps 22. #71 Ferrari Bertolini/Beretta/Cioci GTEP 326 + 52 Laps 23. #73 Corvette Garcia/Magnussen/Taylor GTEP 326 + 3m10.910s 24. #45 Oreca Briere/Nakano/Petersen LMP2 325 + 53 Laps 25. #57 Ferrari Krohn/Jonsson/Rugolo GTEA 323 + 55 Laps 26. #40 Oreca Frey/Hirschi/Meichtry LMP2 320 + 58 Laps 27. #79 Porsche Neiman/Pumpelly/Pilet GTEA 313 + 65 Laps 28. #70 Corvette Bourret/Gibon/Belloc GTEA 309 + 69 Laps 29. #43 Norma Rosier/Haezebrouck/Thirion LMP2 308 + 70 Laps 30. #21 HPD Leventis/Kane/Watts LMP1 303 + 75 Laps 31. #61 Ferrari Kauffman/Aguas/Vickers GTEA 294 + 84 Laps 32. #83 Ferrari Rodrigues/Illiano/Ferte GTEA 292 + 86 Laps 33. #55 Porsche Daniels/Palttala/Camathias GTEA 290 + 88 Laps 34. #74 Corvette Gavin/Westbrook/Milner GTEP 215 + 163 Laps 35. #17 Dome Minassian/Bourdais/Ara LMP1 202 + 176 Laps 36. #38 Zytek Hancock/Dolan/Kurosawa LMP2 271 Retired 37. #33 HPD Tucker/Bouchut/Diaz LMP2 240 Retired 38. #30 Lola Sims/Buurman/Iannetta LMP2 239 Retired 39. #88 Porsche Ried/Roda/Ruberti GTEA 222 Retired 40. #15 OAK Montagny/Kraihamer/Baguette LMP1 219 Retired 41. #66 Ferrari Walker/Cocker/Wills GTEP 204 Retired 42. #48 Oreca Firth/Hartley/Hughes LMP2 196 Retired 43. #77 Porsche Lietz/Lieb/Henzler GTEP 184 Retired 44. #75 Porsche al Faisal/Curtis/Edwards GTEA 180 Retired 45. #31 Lola Holzer/Schultis/Moro LMP2 155 Retired 46. #58 Ferrari Ehret/Jeannette/Montecalvo GTEA 146 Retired 47. #24 Morgan Nicolet/Lahaye/Pla LMP2 139 Retired 48. #7 Toyota Wurz/Lapierre/Nakajima LMP1 134 Retired 49. #80 Porsche Bergmeister/Long/Holzer GTEP 114 Retired 50. #28 Lola Giroix/Badey/Johansson LMP2 92 Retired 51. #8 Toyota Davidson/Buemi/Sarrazin LMP1 82 Retired 52. #0 DeltaWing Franchitti/Krumm/Motoyama CDNT 75 Retired 53. #81 Ferrari Perazzini/Cadei/Griffin GTEA 70 Retired 54. #99 Aston Nygaard/Poulsen/Simonsen GTEA 31 Retired 55. #16 Pescarolo Collard/Bouillon/Hall LMP1 20 Retired 56. #29 Lola Ihara/Deletraz/Rostan LMP2 17 Retired
Emerson sobre Le Mans: “Fiquei com trauma”
Ele já foi campeão da Fórmula 1, campeão das 500 Milhas de Indianápolis e da Fórmula Indy, mas nunca andou em Le Mans. Em entrevista a Rádio Jovem Pan, Emerson Fittipaldi conta porque não correu por lá e, dentre outras coisas, explica como será a prova da categoria (Campeonato Mundial de Endurance - WEC) que irá acontecer no Brasil, dia 15 de setembro em Interlagos, São Paulo.
Emerson comentou que, apesar de considerar a corrida um verdadeiro show, teve certo receio de correr no evento por um trauma de um acidente que aconteceu com um brasileiro quando ainda era jovem.
"Le Mans marcou muito para mim. Se você comparar os grandes eventos mundiais, eu colocaria o Grande Prêmio de Mônaco, as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianápolis", comentou o brasileiro. "Quando eu ainda era muito jovem, um estudante, um dos grandes gênios nossos naquela época era o Christian Heinz, que foi o primeiro brasileiro a correr em Le Mans e tinha um carro com uma chance de vitória. Ele guiava um Alpine 3 litros, que era um Alpine cauda longa e todo mundo de automobilismo estava na torcida, mas infelizmente ele teve um acidente fatal no final da reta Mulsanne. Ele pegou uma mancha de óleo, rodou, bateu e explodiu o carro. Por causa disso eu fiquei com um trauma de correr em Le Mans", revelou Fittipaldi.
Mas esse trauma não interfere em nada a paixão de Emerson com Le Mans. Nosso campeão disse que a prova francesa é muito antiga - está em sua 80ª edição - e que há uma tradição que é passada de pai para filho que é uma espécie de iniciação nas corridas.
"Por ser uma corrida de 24 horas tão tradicional, Le Mans virou um festival de evento que acontece dentro do autódromo. Tem uma tradição na Europa, mas principalmente na França, onde o pai leva o filho na corrida. Lá tem parque de diversões, lojas, exposições de carros, têm músicas, restaurantes, arquibancadas que você vê os carros freando e você vê os freios acendendo a noite. É um evento muito especial", diz Emerson, que emenda dizendo que ainda falta uma vitória brasileira na categoria.
"O Christian (Fittipaldi) já correu, O Raul Boesel quase ganhou, o Paulo Gomes andou muito bem. Tivemos muitas histórias de brasileiro, mas nunca ninguém venceu por lá. É uma das conquistas que o automobilismo brasileiro ainda não conquistou", contou.
E quem quiser ver essas máquinas dos sonhos andando na pista, não precisa ir à Europa. Em setembro deste ano o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) visita São Paulo, mais precisamente Interlagos, na quinta etapa da competição.
"Dia 15 de setembro estaremos trazendo para o Brasil as 6h de São Paulo pelo campeonato mundial. Ele irá percorrer 8 países; tivemos prova nos Estados Unidos em Sebring, na Bélgica em Spa-Francorchamps, agora na França em Le Mans. Depois teremos na Inglaterra em Silverstone e, na sequência, em Interlagos. Estamos trazendo o espírito para o Brasil. Vão vir quase 40 carros, será um espetáculo. Queremos ter pilotos brasileiros em categorias. A organização da prova está muito bem. Todos estão em Le Mans para sentir como as 24 Horas de Le Mans acontece, as coisas estão indo muito bem."
"O primeiro ano é sempre muito difícil. O público tem que conhecer esses carros ainda. Temos carros híbridos, carros com motores elétricos, movidos a diesel, a etanol, a gasolina... é a única categoria no mundo onde combustíveis alternativos mostram a eficiência dessas energias. Le Mans é um laboratório muito grande para as montadoras. As principais marcas estão lá, e todas com equipes oficias de fábrica. Eles transmitem para um carro de rua um aspecto mais próximo do que um carro de Fórmula 1", finalizou.
A corrida anual das 24 Horas de Le Mans começa neste sábado às 10h e termina no domingo, obviamente, no mesmo horário. O TotalRace trará uma cobertura da prova.
McNish escapa de pancada em Le Mans
O britânico Allan McNish escapou de um acidente impressionante durante as 24 horas de Le Mans. Informações preliminares dão conta de que ninguém se machucou.






