A McLaren (Vodafone McLaren Mercedes) é uma das equipes de maior sucesso na Fórmula 1, com sede em Woking, Inglaterra. Para os brasileiros, é lembrada como o time pelo qual Ayrton Senna se sagrou tricampeão mundial.
Hoje, é uma organização que vai muito além da Fórmula 1. Produziu o esportivo de rua McLaren F1, com motor BMW, além do esportivo Mercedes-Benz SLR McLaren, em parceria com a Daimler-Chrysler. Está desenvolvendo a bicicleta que os ciclistas ingleses usarão nas Olimpíadas de 2012, entre outros projetos.
Foi fundada como Bruce McLaren Motor Racing Ltd em 1963, pelo piloto neozelandês Bruce McLaren, que faleceu em um acidente em Goodwood, em 1970, aos 33 anos.
A McLaren superou a morte de seu criador por ter uma boa estrutura de mecânicos, técnicos e pilotos. Teddy Mayer dirigiu a equipe por uma década, após a morte de Bruce. Foi substituído por Ron Dennis, que permaneceu à frente do time por quase 30 anos, retirando-se em 2009. Dennis hoje preside um Grupo McLaren.
A escuderia acumulou conquistas e vitórias em toda a sua trajetória, desde que seu fundador venceu o GP da Bélgica, em 1968. Nesse ano, a McLaren terminou o mundial de construtores em segundo lugar.
O primeiro mundial de pilotos foi vencido em 1974, quando Emerson Fittipaldi derrotou Clay Regazzoni, piloto da rival Ferrari, por três pontos.
A fase de ouro da equipe ocorreu entre 1984 (quando Niki Lauda juntou-se a Alain Prost como piloto da escuderia) e 1993. Niki Lauda foi campeão em 1984, Alain Prost em 1985, 1986, 1989, e Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991.
Durante o período de 1994 a 1997, no entanto, a McLaren não rendeu o esperado. Em 1995, fechou parceria com a Mercedes-Benz, o que lhe renderia muitos frutos. Voltou a ser competitiva apenas em 1998, com o bicampeonato do piloto finlandês Mika Hakkinen.
No período de domínio da Ferrari, de 2000 a 2004, a equipe inglesa foi a que chegou mais perto de superar a rival, com excelente desempenho de Kimi Raikkonen, em 2003. O jovem piloto ficou a dois pontos de Michael Schumacher.
Em 2005, a McLaren fez o carro mais rápido do grid, porém pouco confiável. Raikkonen esteve novamente na briga pelo título, mas ficou com o vice na disputa com Fernando Alonso, da Renault.
Em 2007, a escudeira se viu envolvida em caso de espionagem industrial com Mike Coughlan (seu projetista chefe) e Nigel Stepney (ex-chefe dos mecânicos da Ferrari). Devido às evidências, foi punida com a perda de todos os pontos conquistados no mundial de construtores e teve de pagar uma multa de US$ 100 milhões.
Os pilotos, porém, não sofreram nenhuma punição. Alonso e Lewis Hamilton travaram briga interna, o que facilitou o título de Raikkonen, então piloto da Ferrari.
Em 16 de novembro de 2009, a montadora alemã Mercedes-Benz anunciou a venda de sua parte da equipe e a compra da Brawn GP, passando a ter sua própria escuderia a partir de 2010: a Mercedes GP. Apesar da venda das ações que detinha da McLaren, a Mercedes comprometeu-se a fornecer motores para a escuderia por mais seis anos.
Ao longo da história, a McLaren foi equipada por uma série de propulsores. Entre outros, usou motores Ford, Alfa Romeo e permaneceu por toda a década de 1970 e início da década seguinte com motores Ford. Passou ainda por propulsores TAG turbo V6, Honda Turbo V6 (no ano de chegada de Ayrton Senna à equipe), 3.5 L Honda V10 e V12, 3.5 L Ford Cosworth V8, 3.5 L Peugeot V10 e 3.0 L Mercedes V10.
Ao todo, a McLaren conquistou 12 títulos mundiais de pilotos, com Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost (3), Ayrton Senna (3), Mika Hakkinen (2) e Lewis Hamilton, e oito títulos mundiais de construtores.
Além dos campeões mundiais já citados, correram pela McLaren, além de seu fundador, Bruce McLaren, Kimi Raikkonen, David Coulthard, Gehard Berger, Nigel Mansell, Jochen Mass, John Watson e Fernando Alonso.








