A Williams F1, anteriormente chamada Williams Grand Prix Engineering, é uma equipe britânica, dirigida por Frank Williams e Patrick Head.
Williams fundou a equipe como ela é atualmente, em 1977, depois de duas tentativas sem sucesso de administrar times de Fórmula 1 de mesmo nome. A escuderia obteve muito sucesso durante os anos de 1980 e 1990.
Por isso, a Williams é considerada um membro do "Big Three" da Fórmula 1 (os outros são Ferrari e McLaren). Com nove campeonatos de construtores e sete de pilotos, é famosa por priorizar a disputa entre equipes.
Quando Frank Williams (que já possuía sua própria equipe) e o engenheiro Patrick Head resolveram juntar-se para formar um novo time de Fórmula 1, deram a ele o nome de Williams Grand Prix Engineering.
A equipe obteve a primeira vitória em um carro próprio (com motores Ford) em 1979, no GP da Grã-Bretanha. O primeiro título mundial de pilotos veio em 1980, com o australiano Alan Jones.
Ainda nos anos 1980, a Williams conquistou o título de pilotos em 1982, com Keke Rosberg, e 1987, com Nelson Piquet. A vitória do brasileiro é excelente exemplo de como funciona a política interna do time.
Nelson e seu companheiro, o inglês Nigel Mansell, mantinham uma relação conflituosa. Em nenhum momento houve interferência de Frank Williams. O mesmo tipo de problema havia acontecido entre Alan Jones e Carlos Reutemann em 1981 e, ainda que a Williams tenha levado o título de construtores, o título de pilotos acabou escapando.
Isso também aconteceu entre Piquet e Mansell, cuja briga interna ajudou Alain Prost a vencer o Mundial com a McLaren. Mesmo assim, ordens de equipe não eram dadas. A imagem de autêntico “racer” de Frank e Patrick só cresceu na ocasião.
A fase áurea da Williams aconteceu nos anos 1990, com os títulos de pilotos em 1992, 1993, 1996 e 1997, e de construtores em 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997. A equipe formou uma grande parceria com a Renault, que fabricava os motores.
As temporadas de 1992 e 1993 ficaram marcadas pelo grande domínio da equipe, graças aos carros equipados, entre outras coisas, com suspensão ativa e câmbio no volante.
O ano de 1994 começou com a realização de um sonho: a contratação do tricampeão Ayrton Senna. Na terceira prova, porém, Senna morreu após acidente na curva Tamburello durante o GP de San Marino, no momento mais difícil na história da Williams.
Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey (os dois últimos projetistas do carro) foram processados por conta do acidente, mas não condenados.
A fase mais vitoriosa da Williams acabou em 1997, após os títulos de Damon Hill e Jaques Villeneuve, em grande parte pela perda dos motores Renault, que saíram da Fórmula 1.
Nas temporadas de 1998 e 1999, com os motores não oficiais da Renault, Mecachrome e Supertec, respectivamente, a Williams conquistou o terceiro e quinto lugares no campeonato de construtores, sem chances de alguma vitória.
Em 2000 a equipe mudou de fornecedora de motores, que a partir de então passou a ser a BMW. No período em que usou os motores da fábrica da Bavária, a Williams conseguiu ficar em terceiro lugar no mundial de construtores em 2000 e 2001.
Assim, quebrou um jejum de quatro anos sem vitórias na Fórmula 1, com a conquista de Ralf Schumacher no GP de San Marino de 2001.
Nas temporadas de 2002 e 2003, chegou ao vice-campeonato de construtores.
A partir de 2004, a equipe fez temporadas medianas (apesar de conseguir uma vitória no GP do Brasil de 2004 com Juan Pablo Montoya) e rompeu com a BMW ao final de 2005.
Voltou então a usar o nome Williams Grand Prix Engineering. Correu a temporada de 2006 com motores Cosworth, com resultados péssimos.
Em 2007, fechou acordo para ter motores Toyota pelo menos até 2009, porém as temporadas seguintes não recolocaram a Williams no caminho das vitórias.
Em 2010, o time de Grove fechou contrato para mais uma vez competir com os propulsores da Cosworth. O veterano Rubens Barrichello foi contratado para guiar a equipe no desenvolvimento do carro.
Alguns bons resultados foram obtidos, mas nenhum pódio. Apenas uma pole position no GP do Brasil, com o jovem Nico Hulkenberg.
O ano de 2011 seria um dos mais difíceis da história da equipe, com apenas cinco pontos somados e a nona colocação no Mundial de Construtores - o último lugar entre os que pontuaram. A má performance levou a uma reestruturação do corpo técnico, com a saída de Sam Michael e a chegada de Mike Coughlan, engenheiro que ficou famoso pela atuação no escâdalo de espionagem de 2007, quando trabalhava na McLaren e recebeu dados da Ferrari.
Além das mudanças internas, partir de 2012, a equipe reeditará a parceria de sucesso com a fabricante de motores Renault.
Os sete campeonatos mundiais de pilotos da Williams foram conquistados por Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nelson Piquet (1987), Nigel Mansell (1992), Alain Prost (1993), Damon Hill (1996) e Jacques Villeneuve (1997). O fato de nenhum ter conseguido o bi no time é explicado pelo costume de Frank de demitir seus campeões.
Seus pilotos famosos ainda incluem: Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Nico Rosberg, Juan Pablo Montoya, Mark Webber, Carlos Reutemann, Riccardo Patrese e Mario Andretti.
Até 2011, a Willians venceu 113 GPs, teve 126 poles e fez 130 voltas mais rápidas.








