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Um mergulho no Mediterrâneo

Categoria: ao redor do mundo
Por: Ico
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Aquela enorme arquibancada de concreto tinha seis degraus tão largos que você conseguia se deitar mesmo na perpendicular da extensão deles. E a “torcida” sentada ali era um tanto democrática naquele domingo de corrida: dois mecânicos de uma equipe, algumas madames locais com suas filhas e as babás delas, um grupo grande de funcionários de um camarote VIP.

Mas, ali e naquele momento, ninguém estava preocupado com a Fórmula 1. O objeto de interesse era um enorme Mar Mediterrâneo, o horizonte e um domingo de sol aprazível. Era tudo o que víamos à nossa frente. Um momento para se desconectar do que seria um domingo de trabalho intenso. Ou não, no caso das madames e de suas filhas - não podemos dizer o mesmo das babás.

Me juntei a eles para meia hora de relaxamento. Um pouco de sol e muita música nos fones de ouvido, aproveitei para ver o vai-e-vem de lanchas menores que levavam passageiros de enormes transatlânticos para dentro do porto de Mônaco. Mas os motores que roncavam vinham mais ao fundo, os das categorias de apoio que faziam as primeiras provas do dia.

Antes de ir embora, era preciso dar um mergulho. A água gelada acelerou a corrente sanguínea mais do que um carro de F-1 numa largada. Um efeito até mesmo desejável depois de uma semana cansativa. Revigorado, fui atrás de mais água gelada nos chuveiros que ficam no degrau superior, para tirar do corpo a água salgada e a falta de horas de sono. Era hora de ir trabalhar, o GP de Mônaco não iria me esperar.

Isso ainda vai se tornar um ritual.